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Capítulo 15 de 21
André Luíz — parte 13 de 19
E a Vida Continua · Chico Xavier, pelo espírito André Luiz
perdoe pelo mal que lhe fiz... — Se Deus existe, estará de meu lado... Você não pode invocar o nome de Deus para acobertar-se... — Reconheço... mas imploro a você, Desidério... A frase, porém, desfaleceu na garganta que a dor sufocava. — Implora o quê? — Perdoe-me pelo amor que você tem a Elisa e que Elisa lhe tem!... Ignorava que minha esposa o amasse tanto!... Sou um réprobo, bem o sinto... entretanto, fiz-me criminoso por muito amar a esposa que o Céu me havia dado!... O frio interlocutor pareceu comover-se, diante daquele testemunho de abnegação e humildade, mas, retornando à dureza em que se caracterizava: — Porque não escolheu outro processo para remover-me do caminho? Adotando a violência, nada mais conseguiu senão atirar-me mais intensivamente para os braços de sua mulher... E, enquanto você viveu nesta casa, após acreditar-me morto, partilhei sua mesa e sua vida... Você supunha surpreender-me com os olhos da imaginação, na tela do remorso, mas via realmente a mim, a mim mesmo, Desidério dos Santos, com os olhos da mente, no espelho da consciência...
Hoje, chamam-me os amigos, sem corpo terrestre, de Espírito obsessor. .. que mais posso ser? Sou quem sou, o homem ultrajado, o empreiteiro de minha própria vingança!... — Oh! Deus de Misericórdia — lamentou-se Ernesto —, sou o culpado, o único responsável... Nesse trecho do diálogo, o amargurado perseguidor desferiu ruidosa gargalhada e refutou: — Não, não!... Você não é o único... Você fêz a ideia e o modelo do crime que me arredou da existência física, mas o verdadeiro homicida, aquele que se valeu de sua maldade para destruir-me, foi outro... Ignoro a razão, mas tenho o destino entre verdugos!... Você disparou o tiro contra mim, no intuito de afastarme de sua esposa, e Amâncio, aquele canalha, observando que você errara o alvo, aproveitou a ocasião a fim de eliminar-me e apossar-se da minha esposa!... Amigos tenebrosos, companheiros satânicos, quem os reuniu naquela terrível manhã, à feição de dois monstros, para liquidarem comigo!... Recolhendo a revelação, não obstante o sofrimento que lhe revolvia as entranhas da alma, Ernesto reme-morou o dia funesto em que ele e os dois companheiros se entregaram à busca de codornas.
Desidério, alegre e confiante, Amâncio preocupado com os dois cães especializados na descoberta e no levantamento das presas, e ele, Fantini, ensimesmado, arquitetando o delito. Recordou que Amâncio se esmerava em conduzir os cachorros, absolutamente entretido com os possíveis resultados da empresa... Depois de algumas pequenas incursões pela mataria, com balázios infrutíferos, Desidério escalara um tronco de árvore velha e cravara-se entre galhos robustos, de espingarda na mira das aves em vôo... Amâncio, de um lado, e ele, Ernesto, de outro, com reduzidas distâncias entre si. Ao ver Desidério, sondando atentamente um dos pássaros que planava ainda longe, disparara contra ele e recuara espavorido, a ocultar-se no mundo verde, esperando os efeitos do gesto infeliz. Não percebera qualquer grito, mas sim outros tiros que atribuiu, como era óbvio, à arma de Amâncio em ação de caça. Decorridos nada mais
que dois a três minutos, escutara os brados do companheiro, clamando por socorro... Alarmara-se, agoniara-se; todavia, arrastou-se quase até ao local em que o corpo de Desidério se retorcia no fim... Transtornado, não conseguia mentalizar coisa alguma que não fôsse o próprio terror, diante do erro cometido e, por isso, aceitou com alívio a versão imediata do amigo que anunciava em alta voz: «acidente horrível!... acidente horrível!...» Acidente!... Não era aquela a suposição ideal para inocentar-se? O parceiro caçador dirigiu-lhe estranho olhar, como quem o responsabilizava sem palavras pela ocorrência, ao mesmo tempo que lhe propiciava mostras de compreensão e simpatia... De chofre, lembrou-se de como a chumbada lograra penetrar sob a mandíbula, ganhando a região cerebral, o que lhe causara enorme estranheza; no entanto, as circunstâncias não lhe permitiam quaisquer averiguações... Aprovara a confusão que o favorecia e como que suavizara a dor da própria consciência ao ver que populares amigos compareciam junto dele, em pequenos grupos, adimitindo a tese de desastre casual para o calamitoso acontecimento.
Omitira deliberadamente todas as dúvidas suscetíveis de impeli-lo à confissão do próprio delito. E, de alma opressa, recordou-se de que, após o enterro da vítima, desligara-se para sempre de Amâncio, a pretexto de desgosto, e se empenhara, com todas as forças de que dispunha, a olvidar a esposa e a filha pequenina do assassinado cujos gritos, no dia inesquecível, lhe haviam conturbado o coração, convencido qual se achava de que fora ele o réu único... Transido de assombro, Ernesto verificava que todas as cenas da tragédia se lhe reconstituiam na delicada película da memória, em apenas segundos, e Desidério, como quem o via nos lances mais íntimos daquela desesperada retrospecção, insistia, implacável: — Lembre-se, miserável!... Lembre-se de como vocês dois, cínicos matadores, me eliminaram... Como afastar-me do corpo inerte, sem detestálos? Enlouquecido de sofrimento e revolta, recusei, enojado, os braços piedosos de enfermeiros que me buscaram para que outras terras, não sei... Já que outra vida me surpreendia, depois da morte, não a desejava senão para a desforra...
Ainda assim, você não me encontra mais na furiosa aversão dos primeiros tempos, conquanto meu ódio ainda tenha suficientes reservas de fogo e fel para despejar-lhe no EspíriLo!... Avalanchas de provação se abateram sobre mim; entretanto, você, o suposto homem de bem, receberá agora, no tribunal da sua consciência, por minha vingança máxima, o peso inexorável de minhas acusações!... Prosseguindo, num misto de crueldade e pranto, nojo e dor: — Pense no martírio com que me reaproximei, desencarnado, da esposa jovem e da filha ainda tenra, para ver Amâncio, o assassino, senhorear-lhes a existência... Ah! Fantini, acredita você que, a princípio, eu quisesse tanto a sua mulher? Não!... Eu era um homem sem qualquer princípio religioso e, por este motivo, sem qualquer orientação definida. Possuía uma esposa e uma filha que adorava e punha meus olhos sobre Elisa, à maneira de um tolo entusiasmado por ver-se distinguido pelas atenções de tão devotada e distinta mulher... Contudo, ao invés de uma palavra franca de companheiro, capaz de impor-me o lugar justo, você, ralado de ciúme, tentou abater-me como alimária no campo... Com isto, você, Ernesto, me transfigurou numa fera sem a jaula dos ossos. Abominando o invasor de meu lar, pois Amâncio deu-se pressa em
desposar Brígida, a moça que eu deixara viúva e inexperiente, eu sentia em meu antigo refúgio caseiro a presença de um inferno que me expulsava... Batido à maneira de um cão escorraçado e sem dono, sem a companheira que me retirou da lembrança e sem a filha que devia beijar meu algoz por segundo pai, vagueei pelas estradas de ninguém, entre as maltas das trevas, até que me instalei definitivamente ao pé de Elisa, sua mulher, cuja silenciosa ternura me chamava, insistentemente... Aos poucos, do ponto de vista do espírito, ajustei-me a ela, como o pé ao sapato, e passei a amá-la com ardor, porque era ela a ünica criatura da Terra que me guardava na memória e no coração... Ante a pausa de Desidério, que se impunha a curto silêncio para repouso, Ernesto quis implorar piedade, mas não pôde; o verbo esmorecera-lhe na garganta asfixiada de desespero, enquanto lhe tremiam todas as fibras da alma, qual condenado ouvindo o próprio libelo, sem possibilidade de qualquer defensiva.
O adversário refizera-se e investia: — Tudo isso porquê? porque o remorso deformou a sua vida mental de homem... Você, desde a empreitada ominosa em que perdi meu corpo, andou buscando incessantemente uma fuga impossível... Mergulhou o espírito em negócios e rendas, compromissos e corretagens, viajando e viajando, sem procurar saber se a esposa e a sua própria filha eram almas necessitadas de assistência e carinho! Tudo isso fêz de minha afeição por Elisa mais que afeição terrestre!... Obsessor, oh! sou... Sou... Mas sou também servidor incondicional de quem leva seu nome e agüentou sua frieza de coração... Aprendi com sua mulher a paciência e o silêncio para esperar e esperar... Você soube, algum dia, das enfermidades de sua filha na infância? conheceu-lhe as duras tentações nos dias primeiros da juventude? sabe que rapazes insensíveis lhe abusaram da confiança? por acaso enxergou, alguma vez, as lágrimas ardentes que lhe queimaram o rosto, depois dos pontapés daqueles mesmos jovens desalmados que lhe prometiam lealdade e ternura? Ah! Fantini, Fantini!...
Você nunca desceu à faixa de suplícios do seu mundo doméstico, mas eu sei que calvários foram transpostos pela mulher que envelheceu gemendo e pela outra que se desenvolveu chorando!... A que títulos retornou a esta casa? colher um amor que não plantou? pedir contas? Ernesto, quebrado de aflição ante o libelo doloroso, conseguiu balbuciar: — Oh! Desidério!... Compreendo agora... Perdoe-me!. O antagonista, cada vez mais excitado pelo martírio moral que patenteava em cada frase, retomou o ímpeto: — Padeci por sua filha e pela outra, a pequenina que a morte me constrangera a largar... Ilaqueada na boa fé pelo patife que lhe absorvera a atenção, Brígida concordou em descartar-se de nossa filhinha, situando-a muito cedo em estabelecimentos de ensino, onde, se éverdade que recebeu educação esmerada, curtiu a falta dos pais, qual se fôsse enjeitada no berço... O que sofri, Fantini, o que sofri!... Entretanto, minhas agonias não pararam nesses cuidados... Minha infortunada filha, que cresceu triste e moralmente quase desamparada, a mingua da assistência paternal que você e Amâncio lhe furtaram, encontrou a morte, há precisamente dois anos... Impelida pelo padrasto, interessado em livrar-se da responsabilidade de tê-la em custódia, casou-se muito cedo com um celerado que lhe destruiu todos os sonhos... Oh!
como trabalhei para evitar-lhe a comunhão com esse homem covarde!... Caminhava incessantemente entre os seus e os meus, esmagado de desespero, dedicando-me a conjurar a tragédia que, afinal, se consumou... Quando fui vê-la morta, junto de companheiros desencarnados, tão sofredores e tão desvalidos quanto eu mesmo, ajoelhei, diante do corpo imóvel que ainda lhe conservava o derradeiro sorriso, e jurei que me vingaria dos três mascarados que a rodeavam, Amâncio, o matador, Brígida, a ingrata, e o detestado genro, cuja presença me enoja!... Em lágrimas, roguei a Deus a graça de ver minha filha libertada do sofrimento físico, a felicidade de ouvir-lhe a voz; entretanto, piedosos enfermeiros espirituais me informaram que ela fora conduzida a estâncias de repouso e que sômente me será concedido reencontrá-la quando sanar as chagas de revolta que trago dentro de mim, como se me fôsse possível apagar o incêndio de mágoas que me calcina a mente infeliz!... Pobre filha!... Desposou um criminoso, qual se devesse compartilhar o meu destino de Espírito, extraviado... Ah! como extinguir as labaredas da inconformação que me devora?
Impossível!... Ernesto soluçava... Dando a idéia de quem se propusesse despejar, de uma só vez, todo o fel que portava na alma ulcerada, sobre o desditoso amigo, Desidério prosseguiu: — Mas, é preciso que você saiba ainda... Ao notar minha filha abatida e enferma pelos desgostos do lar, o marido lançou-se a novas aventuras e veio a conhecer Vera Celina, sua filha, de cuja afeição se apoderou... Então, dominou-a, escravizou-a... E, articulando gesto expressivo com o dedo indicador, apontou para o interior da casa, acrescentando: — Este bandido está aí dentro... É Caio Serpa... Ah!... Evelina! Minha filha!... Minha filha!... Nisso, quando Fantini percebeu toda a trama desvendada, com a enunciação dos nomes de Evelina e do esposo, sentiu como se o cérebro lhe estalasse de angústia. Deslocou-se de um salto e, embora suplicasse a bênção de Jesus e a proteção de Ribas, correu para matagal próximo, entre gritos dificilmente abafados, e rojou-se no solo arenoso da ilha, à maneira de um cão espancado, ganindo de dor.
Retorno ao passado
As advertências de Ribas e a presença de Evelina, a curta distância, foram argumentos que constrangeram Fantini a revigorar no autocontrole. Finda a longa crise de lágrimas, ante a surpresa que situava a senhora Serpa, em nova posição, no mundo de sua alma, reconhecia-se outro. Sofrera modificações nos mais recônditos mecanismos da mente. A exposição de Desidério, franca e livre, sacudindo-o para reconhecer a extensão de suas próprias fraquezas, abatera-lhe o orgulho; no entanto, clareava-lhe as entranhas do coração para buscar vida nova. Não obstante algo atordoado, soergueu-se do chão e arrastou-se até ao local em que a moça o esperava. Entretinha-se Evelina em amistosa conversação com desencarnados doentes, que visitavam o sítio, sob a vigilância de enfermeiros atentos, em busca das emanações nutrientes do mar. Avistando, porém, o amigo que se aproximava, cambaleante, pôs-se-lhe correndo ao encontro. — Oh! Ernesto, porque fatigado assim? — exclamou inquieta, ao mesmo tempo que o auxiliava a sentar-se na areia.
Ele não relutou em recolher-lhe o apoio e, tão logo a viu acomodar-se rente, colocou a cabeça entre as mãos, num gesto de quem sentia dificuldade para carregar o pensamento em fogo e tartaniudeou, chorando: — Ah! Evelina, Evelina!... Concordo agora em que somos dos mortos que não tiveram as orações dos vivos... Ai de mim!... Os corações que eu mais amava se fecharam para sempre com a pedra que decerto me selou os restos físicos... Torno de minha casa, como um réprobo!... Oh! meu Deus!... meu Deus!... Empenhou-se a companheira a reconfortá-lo, rememorando a sua própria experiência de horas antes, mas o desolado amigo contraditou em profundo abatimento: — Não, não!... Você foi vítima de ingratidão, ao passo que recebi a condenação que mereci... Você ganhou o insulto, a mim coube o castigo!... Ernesto ansiava rebentar-se em notícias do sucedido, confiar-lhe as revelações que passara a senhorear: todavia, escasseavam-lhe as forças. Apenas o pranto a deslizar-lhe em ondas.
Em poucos momentos, no entanto, a perplexidade e a aflição de ambos se viram atenuadas com a vinda do carro voador, que se transportara da Via Anchieta à Praia do Mar Casado (1), onde se achavam, a fim de conduzi-los a São Paulo. Ribas escutara as súplicas do pupilo torturado e expedira ordens de caráter urgente para que os dois tutelados do Instituto de Proteção obtivessem imediata cobertura. Evelina escorou o companheiro e instalou-o no veículo que se alçou a grande altura. Por mais tentasse palestra, não colhia dele senão monossílabos. Fantini silenciara, evidenciando, porém, através do olhar triste
(1) Prata do Guarujá. — Nota do autor espiritual.
e esgazeado, o vulcão de sentimentos contraditórios que lhe explodia no peito.
Alguns minutos de voo e, atendendo-se a instruções de Ribas, foram os dois viajores internados, em departamento de repouso de uma das casas espíritas-cristãs, que honorificam a vida paulistana, onde Ernesto começou a receber os cuidados precisos, a fim de desvencilhar-se do trauma de que fora acometido. Convenientemente amparado, através de recursos magnéticos, em círculo de oração, acalmou-se para refazimento, sob a assistência da companheira e, então, rearmonizadas as energias, perguntou ele à amiga, com inflexão de infinita amargura: — Evelina, seu pai tinha o nome de Desidério dos Santos e seu padrasto é Amâncio Terra? — Sim. Meu nome inteiro é Evelina dos Santos Serpa. Ernesto não vacilou. Compreendeu que devia àjovem senhora uma confissão integral da própria vida e transferiu-se da idéia à ação, começando pelas memórias do casamento com Elisa. E, à frente do espanto da companheira, embora pinceladas a traços ligeiros, as cenas do pretérito se desdobraram, uma por uma...
A aproximação com Desidério, desde a meninice; o conhecimento superficial com Brígida, com quem se avistara poucas vezes; a amizade com Amâncio, que sempre teimara em se conservar solteiro; as visitas frequentes de Desidério ao seu lar, que ele, Fantini, não retribuia; a atração que o visitante exercia sobre Elisa, a esposa que amara ardentemente; os ciúmes com que os via se abeirarem um do outro; o plano de liquidar o amigo, a quem passara a detestar; o despeito silencioso, que lhe envenenara os sentimentos; a caçada funesta, o tiro intencional que disparara e as outras detonações que ouvira; a morte de Dedé e os remorsos da existência inteira... E, por fim, descreveu, passo a passo, as ocorrências do retorno ao lar, desde o instante em que registrara as afrontas da esposa obsessa até a última declaração de Desidério, que o deixara aniquilado... Evelina vasculhava inutilmente a cabeça, procurando expressões que lhe patenteassem o assombro. Não que a narrativa a afastasse do amigo, a quem consagrava respeitoso e enternecido amor. Estranhava, sim, o drama complexo de que eram protagonistas, sem saber.
Surpreendia-se com os meandros da peça que o grupo representava. A par disso, acusava-se absorvida por extremada compaixão, perante os conflitos íntimos de todos os seus aliados de tragédia familiar, sentindo-se, aliás, dentre eles, a menos atingida pela dor. Contemplou Ernesto e chorou... Ao vê-la em silêncio, curtindo dignamente as dolorosas impressões que lhe azorragavam a alma, inquiriu ele, ansioso: — Você também me acusa? — Oh! Ernesto, estimamo-nos sempre mais... Sou eu, sua irmã, quem lhe pede perdão por meu pai que tomou sua casa, indevidamente... E Fantini, mais comovido: — Não, ele nada furtou... Protegeu a mulher e a filha que desprezei... E se falamos de escusas, sou eu quem roga tolerância para minha filha que se lhe apossou do marido... — Não, não!... — foi a vez da interlocutora justificar a jovem — estou compreendendo que Vera chegou ao meu caminho por benfeitora, ela propiciou a Caio a segurança que não lhe pude dar... — Evelina — acentuou o companheiro, um tanto aliviado —, tenho hoje a ideia de que só pela vida depois da morte logramos desmanchar os enganos
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.