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Capítulo 10 de 21

André Luíz — parte 8 de 19

E a Vida Continua · Chico Xavier, pelo espírito André Luiz

voluntária sujeição de nossa parte aos dispositivos das Leis de Deus. — E porque Deus permite a formação desses quistos gigantescos de perturbação e desordem? — inquiriu Ernesto, num rasgo de lógica humana. — Ah! meu amigo — obtemperou o Irmão Cláudio —, sempre que indagamos de nossos Maiores porque não interfere a Divina Providência no campo da inteligência corrompida no mal, a resposta invariável é que o Criador exige sejam as criaturas deixadas livres para escolherem o caminho de evolução que melhor lhes pareça, seja uma avenida de estrelas ou uma vereda de lama. Deus quer que todos os seus filhos tenham a própria individualidade, creiam nele como possam, conservem as inclinações e gostos mais consentâneos com o seu modo de ser, trabalhem como e quanto desejem e habitem onde quiserem. Sômente exige — e exige com rigor — que a justiça seja cumprida e respeitada. «A cada um será dado segundo as suas obras.» Todos receberemos, nas Leis da Vida, o que fizermos, pelo que fizermos, quanto fizermos e como fizermos.

De conformidade com os Preceitos Divinos, podemos viver e conviver uns com os outros, consoante os padrões de escolha e afetividade que elejamos; entretanto, em qualquer plano de consciência, do mais inferior ao mais sublime, o prejuízo ao próximo, a ofensa aos outros, a criminalidade e a ingratidão colhem dolorosos e inevitáveis reajustes, na pauta dos princípios de causa e efeito que impõem amargas penas aos infratores. Somos livres para desenvolver as nossas tendências, cultivá-las e aperfeiçoálas, mas devemos concordar com os Estatutos do Bem Eterno, cujos artigos e parágrafos estabelecem sejam feitas e mantidas, no bem de todos e no amparo desinteressado aos outros, as garantias de nosso próprio bem. Atingindo a orla escura da esquisita povoação, que começava, aqui e além surgiam criaturas andrajosas e alheadas. Não se podia afirmar fôssem criaturas análogas aos mendigos, de alguma praça terrena, em penúria. Esse ou aquele habitante do imenso arrabalde davam a ideia de pessoas que o orgulho ou a indiferença tornavam espiritualmente distantes.

De par com esse gênero de transeuntes, outros apareciam entremostrando ironia e desprezo na mímica escarnecedora com que apontavam os viajantes ou a estes se dirigiam. Quase todos exibiam roupas estranhas, cada qual obedecendo às condições e dignidades a que supunham pertencer. A uma pergunta desfechada por Fantini — pois Evelina e ele eram os únicos adventícios na equipe socorrista — Cláudio observou: — De modo geral, os milhares de irmãos que se abrigam nestas paragens não se aceitam como são. Habituaram-se de tal maneira às simulações — aliás, muitas vezes, necessárias — da experiência física, que se declaram ofendidos pela verdade. Viveram, anos e anos, na esfera carnal, desfrutando essa ou aquela consideração pelos valores de superfície que exibiam, enfatuados, e não se conformam com a supressão dos enganos e privilégios imaginários de que se alimentavam... Narcisos fixados à própria imagem na retaguarda...

Muitos se transferiram diretamente da vida física para a região nebulosa sob nossa vista, e outros muitos habitaram, logo após a desencarnação, cidades de recuperação e adestramento, semelhantes à nossa; entretanto, à medida que se evidenciavam, tais quais ainda são na realidade, absolutamente sem quaisquer simulacros dos muitos de que se valiam na estância terrestre para encobrirem o “eu” verdadeiro, rebelaram-se contra a luz do Mundo Espiritual que nos

expõe à mostra a natureza autêntica, uns diante dos outros, e fugiram de nossas coletividades, asilando-se no vale de sombras geradas por eles mesmos. Aí, na penumbra criada pela força mental que lhes é própria, com o objetivo de se esconderem, dão pasto, em maior ou menor grau, às manifestações da paranóia a que todos se afeiçoam, entregando-se igualmente, em muitos casos, a lastimáveis paixões que procuram debalde saciar, até as raias da loucura. — Irmão Cláudio — lembrou Evelina —, o senhor já penetrou nesses sítios, atingindo algum ponto distanciado da orla? — Já acompanhei diversas caravanas de fraternidade e socorro, utilizando veículos diversos, alcançando praças estabelecidas muito longe de nós... — E que viu? — Cidades, vilarejos, povoações e aldeamentos vários, em cujo seio Espíritos de inteligência cultivada e vigorosa, mas profundamente pervertidos, dominam enormes comunidades de Espíritos menos hábeis no comando das situações; contudo, tão pervertidos, via de regra, quanto eles mesmos. Cláudio sorriu e ressalvou: — Quando digo a palavra «pervertidos», não me proponho a julgar os nossos irmãos transitoriamente encastelados na sombra.

Desejo apenas qualificar, para a compreensão de quem chegou recentemente da vida física, a posição desses amigos doentes. Aliás, consideramo-los tão enfermos quanto os nossos irmãos alienados mentais de qualquer hospício da Crosta Planetária, credores de nosso melhor carinho. E saibamos, com entranhado respeito, que numerosos pais e mães, esposos e esposas, filhos e pessoas amadas de muitos dos companheiros transviados nessas regiões sombrias aí residem, por mero devotamento, na situação de heróis obscuros, em admiráveis apostolados de amor e renúncia. a benefício dos que se enrijecem no erro, de modo a reconduzi-los ao reequilíbrio necessário, preparando-se para as novas reencarnações que os esperam. Esses paladinos da bondade e da paciência parecem escravizados aos infelizes que amam; no entanto, pela cátedra do sacrifício da humildade que esposam, acabam conseguindo prodígios pela força irresistível do exemplo.

A casa singela de Ambrósio já se debuxava a distância, quando Fantini, como quem não desejava perder o fio dos raciocínios em andamento, inquiriu ainda: — Irmão Cláudio, são geralmente muitos os que são resgatados pela dedicação afetiva daqueles que os tutelam nestes lugares? — Sem dúvida. Todos os dias, chegam às nossas casas de reajuste pequenos ou grandes magotes dos que aspiram a renovar-se. — E permanecem na cidade, indefinidamente? — Isso não. Com poucas variantes, demoram-se conosco apenas o tempo preciso ao exame da nova reencarnação, em que regressam aos disfarces da carne, sem os quais, segundo acreditam, não conseguem seguir àfrente, nas veredas da regeneração. Entre o cansaço da erraticidade nas sombras da mente e o terror da luz espiritual que confessam não suportar sem longa preparação, suplicam o socorro da Providência Divina e a Divina Providência lhes permite a nova internação na armadura física, na qual se reocultam, lutando pela própria corrigenda e pelo burilamento próprio, encobertos transitoriamente no engenho carnal, que, pouco a pouco, se desgasta, pondo de novo, à mostra, o bem ou o mal que fizeram a si mesmos, no período da

encarnação. Obtido o empréstimo do novo corpo, via de regra junto daqueles que se lhes fizeram cúmplices nos desvarios do pretérito ou que se lhes afinam com o tipo de débitos e resgates consequentes, esses candidatos à recapitulação expiatória do passado imploram medidas contra eles mesmos, seja na escolha de ambiente doméstico em desacordo com os seus ideais ou na formação do futuro corpo de que farão uso, corpo esse que, muitas vezeS, desejam seja bloqueado em determinadas funções, prevenindo-se prudentemente contra as tendências inferiores que, em outro tempo, lhes facilitaram a queda. — Isso quer dizer que pedem certas cassações em desfavor deles mesmos? — interpôs Fantini com a sua habitual agudeza de raciocínio. — Sim, cassações. Em vista disso, encontramos na Terra, a cada passo, grandes talentos frustrados para a direção que anelariam imprimir aos próprios destinos...

Inteligências vigorosas, desde cedo, barradas na obtenção de quaisquer louros acadêmicos e, por essa razão, detidas em artesanatos obscuros ou encargos singelos, em longa e dolorosa subalternidade, nos quais entesouram humildade e equilíbrio, paz e moderação; artistas contrariados nas mais altas aspirações, arrastando defeitos físicos e inibições outras que lhes obstam temporária-mente as manifestações e sob as quais adquirem a reeducação dos próprios impulsos com o respeito necessário para com os sentimentos do próximo; mulheres de profunda capacidade afetiva jungidas a corpos que lhes deprimem a apresentação, aprendendo em terríveis conflitos da alma quanto dói a deserção do lar e o menosprezo aos compromissos da maternidade; homens hábeis e enérgicos, carregando frustrações insidiosas e ocultas que lhes proibem a euforia orgânica, no estágio físico, de modo a edificarem o espírito de entendimento e caridade, no âmago de si próprios... A palestra admirável, que valera por aula inesquecível no ânimo dos ouvintes, foi repentinamente interrompida pelo abraço de Ambrósio e Priscila que aguardavam os peregrinos fora das portas.

Saudações, bênçãos, votos, alegrias. O serviço religioso no lar se revestiu das características do Evangelho em casa, nos domicílios cristãos da Terra. Havia, porém, ali, naquela tenda simples, valioso trabalho de extensão do apoio espiritual aos amigos sofredores da vizinhança. Vinte e duas entidades, das quais vinte mulheres e dois homens, tinham vindo do grande nevoeiro próximo, a fim de ouvirem a palavra do Irmão Cláudio, entremostrando anseios de tranquilidade e transformação. Desdobraram-se as tarefas nos moldes das reuniões evangélicas do mundo, suplementadas pela conhecida orientação espírita-cristã, portadora da interpretação respeitosa, mas livre, dos ensinamentos do Senhor. Na fase terminal, passes de reconforto e mensagens de esclarecimento, advertência e ternura. Ocasiões de serviços repontaram do quadro para Ernesto e Evelina, que, por designação do orientador, suavizaram os padecimentos de duas das irmãs visitantes, a se cobrirem de lágrimas, depois dos comentários ouvidos.

Toda a equipe se dedicava a conversação edificante, às despedidas, acompanhando os frequentadores humildes da sementeira evangélica, fora da casa, quando, emergindo da névoa, compacto grupo de Espíritos zombeteiros e dementados apareceu. Explodiram impropérios, entremeados de vaias e ditos chulos.

Prevenindo, especialmente aos dois recrutas, Cláudio avisou: — Não se aflijam. A ocorrência é normal... — Patifes! Sumam, sumam daqui! (1) — rugiu um dos atacantes de vozeirão descomunal — não queremos sermões, nem encomendamos conselhos. Amainando a saraivada de insultos, Cláudio tomou a palavra e falou alto, sem alterar-se: — Irmãos!... Para aqueles de vós que desejais vida nova com Jesus, somos companheiros mais íntimos desde agora!... Vinde à verdadeira libertação! Unamo-nos em Cristo!... - Hipócritas!... — reagiu a mesma voz troante, seguida pelas gargalhadas irônicas de muitos — nada temos com Jesus!... Mascarados! Vocês todos são iguais a nós, vestidos na capa de santarrões!... Nós é que podemos chamar vocês para a liberdade!... Larguem as asas de barro!... Anjos cotós! Cães enfeitados!... Vocês são tão humanos, quanto nós mesmos!... Se são corajosos, deixem de ser burros velhos no freio da disciplina e venham ser livres como somos!... Dito isso, a malta avançou sobre o grupo fraterno, mas Cláudio, evidentemente em oração, ergueu a destra e um fio de luz cortou o pequeno espaço que isolava os agressores. A chusma de infelizes estacou, aterrada. Alguns deles caíram no solo, como que traumatizados por força incoercível, outros resistiram vomitando injúrias, ao passo que outros ainda fugiam em disparada... Todavia, dentre aqueles que se mantinham de pé, um deles, muito jovem, bradou com acento inesquecível:

(1) Compreendemos a inconveniência das citações pejorativas; entretanto, embora esmaecidas, acreditamos que as reações dos companheiros menos felizes, internados em regiões hospitalares ou purgatoriais, devem comparecer no presente relato, de modo a não fugirmos do encontro com a verdade. — Nota do autor espiritual.

— Evelina!... Evelina!... É você aqui? Oh! Estou vivo, estamos vivos!... Quero Jesus! Jesus! Socorro! Socorro!... Quero Jesus!... Cláudio aquiesceu, compadecido: — Vinde!... Vinde!... O moço arrancou-se da quadrilha, seguiu na direção que Cláudio lhe indicava e, em poucos momentos, a senhora Serpa, trêmula e consternada, tinha diante de si, Túlio Mancini, aquele mesmo rapaz a quem amara noutro tempo e que, segundo estava convencida, havia descambado nas trevas do suicídio por sua causa.

Novos rumos

A senhora Serpa, extática, não conseguiu articular palavra. — Evelina!... Evelina!... — gritava o moço como que dementado de júbilo. — Agora!... Agora que vi você, reconheço que estou vivo... Vivo!... Cláudio considerou a delicadeza do momento e recomendou medidas para que o rapaz fôsse abrigado no lar de Ambrósio, até que se lhe providenciasse hospitalização conveniente, de modo a se adaptar ao meio como se impunha. Depois de passes reconfortantes em que se lhe sossegaram as emoções, Túlio Mancini foi conduzido à residência dos modestos amigos que o acolheram alegremente, enquanto o grupo socorrista retornava ao campo doméstico. Distinto psicólogo, Irmão Cláudio se absteve de quaisquer alusões pessoais, a não ser nas frases ligeiras com que notificou a Fantini e à senhora Serpa a possibilidade de reverem o amigo reencontrado no dia seguinte, se o desejassem, prometendo indicar-lhes o endereço preciso, de vez que esperava situá-lo em dependência de reajuste e descanso, tão logo pudesse avistar alguma das autoridades a cuja orientação se lhe vinculava a obra assistencial.

Ernesto, a seu turno, estimaria ouvir a companheira com respeito ao suicida que lhes fora objeto de tantos comentários, desde a conversação primeira; no entanto, calava-se, observando-a francamente aparvalhada e apoiando-se-lhe ao braço em fundo silêncio. Na cabeça dele, Fantini, pensamentos contraditórios se embaralhavam, sugerindo inquirições sem resposta. Não era Túlio um suicida? — perguntava-se. Lera bastante material informativo sobre suicidas, além da morte, e acreditava estivessem eles comumente agoniados nas duras penalidades a que se impunham pelo desacato às Leis de Deus. Por que motivo escapara Mancini às corrigendas a que fazia jus, pervagando à vontade na província de alienados mentais, entre Espíritos rebeldes e vagabundos? Homem educado, porém, buscou emudecer considerações e perguntas para únicamente reverenciar a perplexidade da amiga que, desde muito, lhe ganhara o coração. Passo a passo e diálogo a diálogo, a equipe dispersou-se entre saudações de fraternidade e votos de paz.

A sós com Evelina, entretanto, o generoso amigo, para dissipar os pensamentos constrangedores de que a via cercada, sorriu e falou com excelente humor, infundindo-lhe calma e otimismo: — Excelentíssima senhora Serpa, se alguma dúvida nos restava sobre a morte de nossos corpos físicos que já devem ter desaparecido no bojo da terra, já não nos é possível doravante qualquer incerteza. Ela diligenciou, em vão, sorrir. Sentia-se esmagada, abatida... Ernesto redobrou esforços por chamá-la ao reequilíbrio e, depois de larga série de alegações construtivas, rematou: — Acaso, não temos nós solicitado trabalho? Quem dirá não tenhamos sido induzidos, sem perceber, pelas autoridades daqui, ao achado de hoje? Esse Túlio que lhe foi, um dia, companheiro de sonhos, será talvez para nós o começo de novos rumos... Uma nova ocupação, um caminho de acesso à

elevação espiritual a que nos cabe dar início... Você concordará em que o vemos necessitado de. tudo... Aquela voz atormentada, aqueles olhos de doente não nos enganariam. Estamos diante de alguém que solicita atenções imediatas e, a rigor, sendo pessoa de suas relações, é nosso parente próximo. Somos agora os únicos familiares que ele possui. Porque a amiga se referisse, de leve, à dor misturada de assombro que a descoberta lhe causara, Fantini voltou ao bom-humor do princípio e gracejou, de braços abertos: — Que esperaria de melhor a senhora Serpa, a fim de trabalhar? Cravou as mãos na cintura, num gesto que lhe era peculiar, e sublinhou: — Quanto ao mais, minha querida amiga, lembro aqui a declaração filosófica de um velho companheiro: «Convivei e purificai-vos». Estamos desencarnados e precisamos, como nunca, de burilamento moral. Se a presença de Túlio nos chama ao serviço que nos testará a capacidade de amor ao próximo, não hesitemos abraçar as novas obrigações. Dias transcorreram até que os dois amigos conseguissem reavistar o rapaz, então suficientemente melhorado, depois dos cuidados recebidos.

Ernesto fitava-o, curioso, no primeiro tête-à-tête, mas Evelina sentia-se tomada de surpresa e inquietação. Aquele era Túlio Mancini, mas um Túlio Mancini diferente, Os olhos penetrantes, quando pousados nela, denunciavam sentimentos estranhos. Nem a ela, nem a Fantini passavam despercebidos os propósitos enfermiços a lhe nascerem, ali mesmo, à frente dos dois, sem que o moço se soubesse intimamente visto e analisado. Sem qualquer impulso intencional, Ernesto e Evelina permutavam impressões, telepàticamente, reconhecendo com mais clareza que lhes era possível conversar pelo idioma do pensamento, de modo espontâneo, principalmente ali, diante de um companheiro que não lhes comungava o mesmo nível de idéias e emoções. Naquele momento, guardavam a convicção de ler na alma de Túlio, como num livro aberto. Registrando as afirmações entusiásticas do rapaz, a imaginar-se vivo no mundo físico pelo fato de haver reencontrado a ex-noiva, os dois amigos não se animavam a desmanchar-lhe, de pronto, a ilusão. — O que mais me espanta é ter agüentado isso aqui, tanto tempo, com o flagelo da dúvida... — suspirou Mancini, aliviado.

A senhora Serpa diligenciou modificar-lhe o curso dos raciocínios, no evidente intuito de prepará-lo para a verdade, e interpôs com bondade: — De minha parte, o que mais lamentei foi a sua atitude, atirando contra você mesmo, num ato de loucura... — Eu? eu?!... pois você não soube? — redarguiu o moço, admirado — nunca fiz isso!... Tive, é verdade, a fraqueza de pensar, um dia, em matar-me pelo veneno por sua causa, mas, depois, reconheci que você não me desprezava e eu queria, a todo preço, reconquistar a sua afeição. Sucede, porém, que no anseio de colocar-me fora de campo, Caio foi procurar-me, solicitando-me ir com ele ao meu escritório, para consultarmos juntos um livro de Direito Internacional. Porque alegasse urgência, não vacilei em prestar-lhe o favor. Era um feriado e as salas próximas jaziam fechadas. A sós comigo, abandonou os assuntos da profissão, e passou a acusar-me.

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.