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Capítulo 19 de 21

André Luíz — parte 17 de 19

E a Vida Continua · Chico Xavier, pelo espírito André Luiz

Elisa e a recompense pelo bem que nos tem feito... Quanto a Ernesto Fantini, a quem o senhor se refere, é forçoso lhe diga que ele tem sido para sua filha um devotado amigo na Vida Espiritual. Muito antes de saber-me vinculada ao seu coração, rodeava-me de cuidados, restaurando-me as energias. Em todos os lances da estrada nova, vem sendo para mim um apoio, um irmão... — Você, querida filha, terá adquirido a visão dos anjos para enxergar benfeitores nesses canalhas, mas eu não consigo reconhecer as criaturas humanas com retinas celestes. Sou um homem, simplesmente um homem infeliz!... Apesar de tudo, não acredito que você possa guardar a mesma benevolência para com aquele que lhe foi carrasco, entre as paredes domésticas, este criminoso foragido do cárcere, que se apresenta mascarado, aqui mesmo, diante de nós... Caio Serpa... — Que diz, meu pai? E Evelina fêz a voz mais compassiva: — Caio foi para mim um guia generoso, auxiliando-me a entender a vida com mais segurança... Nos dias da mocidade, propiciou-me sonhos de ventura que me ajudaram a viver... Com ele imaginei o paraíso na Terra...

E, se na condição de esposo esperou de mim a felicidade que não lhe pude dar, será isso motivo para que venhamos a condená-lo? Indiscutivelmente, assumiu compromisso para com Mancini que, decerto, resgatará em momento justo; entretanto, porque desprezar os que se fazem objeto de nosso amor, quando nos certificamos de que não são tão felizes quanto sup Únhamos? Admite o senhor que os nossos irmãos delinqüentes não são enfermos, carecedores de atenção? porque não manifestar piedade, à frente das vítimas da loucura, qual o fazemos diante dos acidentados nos desastres que lhes furtam a existência? Serão os mutilados de espírito, diferentes dos mutilados do corpo? Os lamentos do genitor inconformado se patentearam mais tristes: — Ai de mim, que não sei perdoar!... O carro da vida me esmaga por farrapo inútil!... — Meu pai, não lhe ocorre que todos somos filhos de Deus, dependentes uns dos outros? — Não posso!... Não posso compreender como devo abraçar os que me espancam!... — Não deseja caminhar adiante? ser livre e feliz? — Oh! sim!... — Então, olvide todo mal.

Nunca refletiu no poder do tempo? O tempo nos auxilia a descobrir a fonte do amor que nos lava todas as culpas... — O tempo, filha? para os Espíritos de minha espécie, o relógio é máquina de enlouquecer... Anteontem, ontem e hoje padeço por abominar três lobos, Amâncio, Ernesto e Serpa, e sofro para defender três ovelhas, Elisa, você e Vera, já que arredei Brígida para longe de mim!... Você não ignora que Vera se deixou magnetizar pelo tratante que foi seu marido!... — Piedade, meu pai .... Pensemos em Vera e Caio com os melhores sentimentos de que sejamos capazes!... Reflitamos no futuro... Amanhã, sernos-ão eles preciosos amigos, devotados protetores!... — Você apenas enxerga o bem, eu vejo o mal que vence o bem... — Não é isso. O senhor se julga perfeitamente são de espírito, quando, na

realidade, como acontece ainda comigo, precisa de assistência e reajuste. Eu também, meu pai, de princípio, admiti-me espoliada pela vida!... Aceitava mãezinha e meu padrasto, em muitas ocasiões, por adversários que me haviam desterrado propositadamente de casa, para que eu não lhes estorvasse a felicidade, mas na estância de recuperação a que me conduziram, por misericórdia de Deus, passei a abraçá-los por nossos reais amigos, de quem recebi todo o amparo que me foi possível assimilar... Até nos dias últimos, quando reencontrei Caio mais fortemente encadeado a Vera Celina, esbati-me em mágoas arrasadoras, interpretando aquele que me foi o esposo terrestre por modelo acabado de ingratidão, ao mesmo tempo em que censurava Celina, por intrusa e ladra de meu tesouro afetivo; entretanto, o orvalho da Bondade Infinita de Deus visitou a ressequida plantação de meus sentimentos pobres, através das lições de instrutores abnegados — médicos e enfermeiros da Compaixão Divina —, e reequilibrei-me, concluindo que Caio e Vera são nossos irmãos da alma...

Eles são como são, enquanto que somos como somos e Deus espera que nos amemos, assim como nos permite ser!... Indispensável, meu pai, entendernos, ajudar-nos reciprocamente e caminhar adiante!... Caminhar sempre, resgatando os compromissos de ontem para que o amanhã seja melhor... O Todo- Misericordioso semeou flores e bênçãos em todos os sítios da estrada a perlustrar... Compreender é buscar a frente, auxiliar os outros será garantirnos! O amor não falha e Deus nos criou para o amor sem lindes!... Desidério chorava, impossibilitado de emitir qualquer observação. E Evelina: — Analise com o seu próprio raciocínio. Naturalmente que o nosso irmão Ernesto, não obstante os conflitos íntimos que o afastavam espiritualmente do lar, consagra à nossa Elisa a afeição do homem de bem, e, por isso mesmo, com o discernimento que hoje possui, ter-lhe-á entregue, de todo o coração, o título de companheiro que tem sido e será para ela, perante Deus.

Porque não deveremos, de nosso lado, conferir a Caio o direito de dar-se a Vera, conquistando a felicidade que lhe não pude proporcionar, nem mesmo quando me achava no mundo físico? — Ah! querida filha — alarmou-se o genitor —, semelhante renúncia não significará destruir-nos em suicídio moral? — Não, meu pai. O amor verdadeiro eleva-se de nível... Hoje entendo que as afeições transviadas podem ser corrigidas no santo instituto da família, através da reencarnação... Deus nos permite abraçar, como filhos, aquelas mesmas criaturas que não soubemos amar em outras posições sentimentais!... Os nossos pensamentos de ternura, uns para os outros, um dia serão livres e puros, quais as fontes cristalinas que se irmanam no chão empedrado do Planeta ou como as irradiações dos astros, que se enlaçam sem perder grandeza e originalidade, nas imensas vias do Céu... Depois de longa pausa, seguida pelo silencioso respeito dos amigos desencarnados, ali presentes: — Se nuvens de mágoa lhe anuviam ainda o coração, lance-as fora e sigamos para a frente, aspirando à paz!...

Por agora, deixe que a nossa Elisa se distancie de quaisquer lembranças desagradáveis! Liberte-a e verá que a mulher escolhida lhe pertencerá com mais força!... Ajude-a para a ascensão a novos caminhos e ela voltará ao seu encontro!... Não enclausure na masmorra de carne putrescível aquela que lhe merece a mais sagrada dedicação! Elisa

ser-lhe-á grata e, de nossa parte, prometemos solenemente ao senhor, perante a Infinita Misericórdia de Deus, que a reverá, em nossa própria moradia, onde se prepararão ambos, com o nosso carinho, para uma nova existência juntos, novamente juntos e mais felizes!... Aceite meus rogos, pai querido!... — Não, não!... — trovejou ele, em mais violenta crise de desespero — sou um réprobo, não posso fugir!... Viu-se, então, o ponto mais alto e mais enternecedor do reencontro. De mãos pousadas na cabeça do genitor, Evelina lançou os olhos para o Alto e exorou: — Oh! Deus de Bondade!... meu pai e eu somos dois remanescentes ainda unidos de grande família espiritual, presentemente dispersa!... Concede, á Todo-Misericordioso, se é de tua vontade, que perseveremos em sintonia, no mesmo anseio de redenção!... A voz, porém, esmorecera-lhe na garganta, asfixiada de dor, e, ao inclinarse para a fronte paterna, as lágrimas que lhe perolavam a face, quais gotas de bálsamo divino, se precipitaram sobre o desventurado amigo, transfigurandolhe o coração. Tangido por energias recônditas, Desidério desferiu doloroso gemido e largou, de imediato, a mão da morta...

Abraçando os pés da filha, bradou com veemência: — Ah! Evelina, Evelina!... Minha filha, minha filha, leve-me para onde quiser!... Confio em você!... Apague a fogueira de meu espírito que tem sabido tão-sômente odiar!... Socorro, meu Deus!... Socorro, meu Deus!... A moça, suplementada de força pelos companheiros que oravam, reergueu-o fàcilmente, como se tomasse de encontro ao peito uma criança abatida. Acorreram enfermeiros desencarnados, desentranhando Elisa do corpo inerte, a lembrarem uma equipe de técnicos que operassem, rapidamente, para retirá-la de um vestido imprestável, e o Irmão Plotino, seguido pelos colaboradores, entrou em ação, acomodando Desidério, semi-inconsciente, na ambulância que o transportaria para o novo domicílio espiritual. Alguém acompanhara discretamente conosco todo o diálogo. Era o Instrutor Ribas que viera, de surpresa, ao lar de Vila Mariana, a fim de encorajar, em prece, a pupila do Instituto de Proteção Espiritual, no testemunho inesquecível...

Assim que a viu, ajudando a carregar o genitor, em sublimada metamorfose, o venerado orientador, talvez rememorando acontecimentos de sua própria vida, afastou-se, em silêncio, com os olhos marejados de pranto que não chegava a se desprender das pálpebras molhadas. Quanto a nós, de novo em plena rua, limitámo-nos pessoalmente a contemplar o firmamento, onde a aurora purpúrea, anunciando perpétua renovação, nos sugeria louvar a Ilimitada Misericórdia de Deus... E oramos, sem conseguir articular palavra.

Nova diretriz

Após internarem Desidério e Elisa em organização hospitalar, sob assistência afetuosa, Ernesto e Evelina retornaram, na tarde do mesmo dia, a São Paulo, desejosos que se achavam de consultar a posição intima de Vera, ante a nova situação. Esclarecidos quanto ao futuro, em que a presença e a colaboração dela lhes seriam sobremaneira importantes à própria tranquilidade, identificavam-se no dever de ampará-la com mais calor de ternura. A rendição de Desidério aos ideais renovadores que alentavam era igualmente um ponto fundamental no programa de trabalho a cumprir-se e esperavam reajustar as atitudes de Caio para que se lhes assegurasse mais ampla área de ação. Encontraram Vera Celina marcada de lágrimas, apoiando-se em parentes e amigos. Caio, taciturno, orientava o leme doméstico, dava ordens. Estabelecido o cortejo fúnebre, os dois visitantes desencarnados, além de outros muitos amigos da Espiritualidade Maior, se instalaram no carro familiar, junto de Vera; entretanto, na chegada ao campo-santo, Ernesto escorou a filha, ao mesmo tempo que Evelina seguiu o ex-esposo, que se figurava distrair-se em quadra próxima àquela em que os restos da viúva Fantini descansariam.

Serpa fugia, intencionalmente. Não queria ver a inumação. Colhido em cheio pela influência da companheira que ele, antes, pouco mais de dois anos, levara ao sepúlcro, pensava nela e, sem querer, lhe via mentalmente o semblante na tela da memória. Não longe dele, Vera chorava nos braços dos amigos, enquanto ele mesmo, sorumbático, refletia, refletia... Lembrava-se de quando deixara a mulher morta em outro cemitério, o da Quarta Parada (1), rememorava-lhe a partida, revisava na imaginação os incidentes havidos... Era crepúsculo, qual ocorria ali, em Vila Mariana. E as mesmas inquirições lhe vinham à cabeça... A vida terminaria em montões de pedra e cinza? para onde se transfeririam os mortos, na hipótese de continuação da existência? onde estariam os pais que ele vira partir, nos dias da juventude? em que região andaria Evelina, a esposa que amara, desmedidamente, na primeira mocidade, e de quem a enfermidade e a morte o haviam separado? Recordando-a, sentiu-se ligado a outra penosa reminiscência: Túlio Mancini...

O coração se lhe arrochava e passou a indagar de si mesmo por que motivo se confiara à loucura de assassinar estüpidamente o colega... O delito aflorou-lhe à memória com todas as minudências... Propôs-se alijar as reflexões que lhe assomavam ao cérebro; no entanto, sentia-se incompreensivelmente fisgado ao pretérito.

(1) Cemitério da capital paulista. — Nota do autor espiritual.

Não podia perceber que Evelina, em espírito, ali estava, rente a ele, diligenciando acordá-lo para a verdade. — Caio, que fazes da vida? — Ela perguntou, docemente. O advogado não registrou a indagação com os tímpanos corpóreos, mas

ouviu-a na acústica da alma e julgou monologar: «Caio, que fazes da vida?» Repetiu, inconscientemente, as palavras da companheira desencarnada, no ádito da própria consciência, e passou a considerar que o tempo fugia sem que se desse conta de si mesmo... Em que valores permutara o patrimônio das horas? em que recursos convertia a saúde e o dinheiro? que bênçãos já teria espalhado com o titulo acadêmico que ostentava? Na condição de amigo, exterminara um companheiro, na posição de esposo, não tivera coragem de ser bom para a mulher, quando sitiada pela doença!... O olhar se lhe esbarrou, sem querer, no ritual do sepultamento de Elisa e inquiriu, de si mesmo, o que teria representado para a morta... Sinceramente, não se sentia bem consigo próprio, realinhando na imaginação a impaciência e a dureza com que sempre a tratara, preocupado em arrebatar-lhe a ternura da filha...

Avaliando as péssimas notas que a consciência lhe conferia no educandário da existência, embora de longe, fixou Vera, a esquadrinhar-lhe o íntimo, através do semblante. — Caio — assoprou-lhe Evelina aos ouvidos da alma —, pense nos teus compromissos... É tempo de legalizar a situação da jovem que se entregou a ti sem qualquer restrição... Convencido de que conversava de si para consigo, Serpa reproduziu a interpelação, no campo mental, em silêncio, sem perceber que a esposa desencarnada lhe colhia as respostas. Supondo desenvolver tão-somente um processo de autocrítica, monologou sem palavras: «legalizar a situação com Vera? casar-me? porquê?». Sim, aprovava, prometera-lhe matrimônio, mas não se resignava a aceitar a medida sem maior observação. Já fora homem preso a obrigações de marido e não se propunha a retomar afeição recheada a constrangimentos. Além disso, matutava, dava-se por homem robustecido na experiência do mundo. Escutara em sociedade muitas referências desprimorosas, ao redor da filha de Elisa, que não a recomendavam para esposa. De rapazes diversos, obtivera apontamentos que lhe enodoavam a ficha de mulher.

Porque entregar seu nome a uma criatura tida por inconstante? — Caio, quem és tu para julgar? A interrogação de Evelina percutiu na alma dele em forma de ideia fulgurante que o enterneceu e assustou... E qual se pensasse em voz alta, a falar espiritualmente para si próprio, recebia novas exortações, semelhando impactos da verdade a lhe atingirem o ádito do próprio ser: — Caio, quem és tu para julgar? não és igualmente de ti mesmo, alguém onerado com débitos escabrosos perante a Lei? a que título, condenar sumàriamente uma jovem, prejudicada pelos enganos da sua condição de menina moralmente desamparada?... Na base das advertências que lhe eram endereçadas, prosseguia indagando-se... Seria justo abusar dela agora que se via pràticamente só no mundo? se a desprezasse, para onde iria? E quem era ele, Caio Serpa, senão um homem no rumo da madureza, reclamando a dedicação de alguém para que o comboio da vida se não lhe descarrilasse? Conhecia ele toda a escala dos prazeres físicos e que lucrara finalmente com isso, se levava toda manifestação afetiva para o terreno da irresponsabilidade e do abuso? que

recolhera senão cansaço e desilusão das noitadas barulhentas, cheias de vozes e vazias de sentido? até ali, que lembrasse, nunca ajudara a ninguém. Sabia ser afável até o ponto em que as circunstâncias não o descontentassem. Bastava, porém, um ponto, um leve ponto a contrariá-lo, em quaisquer acontecimentos, para que se internasse nessa ou naquela escapatória, no claro intuito de não se incomodar. Não teria chegado o momento de auxiliar a outrem, agir a favor de alguém? De começo, empenhado à conquista, cumulara Vera de gentilezas, carinhos. Enredara-lhe as atenções. Depois, o fastio daqueles que não mais sabem amar, quando a chama do desejo se lhes extingue na candeia da forma. Entretanto, não lhe era lícito negar que a moça lhe dera os mais altos testemunhos de confiança. Vera Celina se lhe entregara, de todo. E, por fim, não vacilara humilhar a própria genitora, a fim de colocarlhe nas mãos todos os bens...

Serpa registrava todos os argumentos da companheira desencarnada, à feição de uma lâmpada que se julgasse fonte da luz de que se beneficia, a ignorar que a recolhe da usina. E opunha contraditas: — Consorciar-me? prender-me? porquê? não tenho toda a satisfação do homem casado, sem as peias do matrimônio? E a voz de Evelina a ressoar-lhe novamente no espírito: — Sim, és o elemento-comando da união; entretanto, como não te garantires contra as tentações do futuro, como não te imunizares contra as tuas próprias inclinações para a aventura, doando a ela — o elemento-obediência — a tranquilidade de que carece para servir-te? Acaso te julgas livre das tendências à leviandade que te assinalam o campo afetivo? Não será recomendável lhe assegures a paz, preservando a paz de ti mesmo, pela submissão às disciplinas justas da vida? Pensa! Imagina-te à frente de tua própria mãezinha, já que quase todo homem procura na esposa, acima de tudo, o apoio maternal que a madureza furtou da infânci-a... Estimarias que um homem, na hipótese o teu próprio pai, lhe espancasse os mais puros anseios do coração?

Porventura não se tornaria ela mais digna do teu amparo e do teu carinho, se a visses brutalizada, desamparada, esquecida por aquele mesmo a quem se rendeu, confiante? porque alegares sofrimentos passados para menoscabar a criatura que amas, se semelhantes provações fazem dela alguém com mais acentuada necessidade de tua proteção e entendimento?... Das admoestações prôpriamente consideradas, a ex-senhora Serpa se transferiu para reflexões de otimismo e esperança: — Caio, medita!... Vera não te confiou parcos recursos materiais à administração! Dispões de patrimônio apreciável para organizar uma família... Pondera quanto às bênçãos do futuro! Escuta! Creias ou não em Deus e na sobrevivência do espírito, além da morte, carregas contigo um doloroso problema, até agora inarredável da mente: o remorso pelo homicídio praticado, a lembrança de Túlio Mancini, abatido por tuas mãos! Escapas, no rumo de prazeres que não te diminuem a mágoa, e tentas, em vão, bloquear reminiscências amargas que te assediam constantemente... Ser pai, cuidar de filhos queridos, não te será na Terra a mais elevada compensação? O matrimônio com Vera te investirá legalmente na posse de recursos a serem valorizados e aumentados, garantindo, aos filhinhos vindouros, segurança e conforto, alegria e educação!... Um lar, Caio!...

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.