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Capítulo 18 de 19

Vi. A Oração Do Senhor — parte 9 de 10

A Vida nos Mundos Invisíveis – Volume 2

Não ngimos profetizar, mas há muitas coisas nestes reinos das quais todos os habitantes sabem, mas das quais a terra deve car na ignorância, embora seja por falha da terra que elas permaneçam ignoradas. A correnteza gradual que aconteceu na terra nos assuntos humanos é uma correnteza que vem da verdade espiritual, e não em direção a ela. Os problemas da terra aconteceram por causa de sua ignorância e estupidez, não pela sua suposta 'pecaminosidade', como alguns clamam. Se a correnteza persistir, ela terminará em diculdades inextrincáveis de tal magnitude que a terra jamais conheceu. O homem sobre a terra é a mais teimosa das criaturas. Ele se orgulha de seu sentido comum que, verdadeiramente, pode possuir em abundância. Mas tempo chegará em que um sentido um pouquinho melhor que o meramente comum será muito necessitado. Um sentido especial é requerido, e este sentido especial, sabedoria, não é encontrado na terra. Mas pode ser encontrado em abundância ilimitada no mundo espiritual. Agora, o que acabei de esboçar a vocês pode ser visto como algo preliminar ao estabelecimento do reino de Deus na terra. É este estado, numa forma modicada. Há um sentido maior e mais completo, de fato, mais compreensivo, pelo qual este estado pode ser espalhado sobre a terra. Ele nos leva ao exercício das nossas faculdades psíquicas. É costume na terra para muitas, muitas pessoas, não somente depreciar estas habilidades que são possuídas pelas pessoas psiquicamente treinadas, mas também é costume negar a própria existência de tais faculdades. Há somente uma descrição para tais pessoas, e não hesitamos a usá-la no mundo espiritual – são tolos. Estes reinos são cheios de pessoas que, um dia, quando estavam na terra, negaram que tais faculdades psíquicas existiam. Agora sabem melhor das coisas. Sabem que tais faculdades são parte da composição natural do homem. Elas não são idiossincrasias estranhas expostas por pessoas peculiares; algo um tanto estranho e misterioso, um pouquinho desagradável; algo que é ligeiramente mórbido e insalubre; algo que é, acima de tudo, melhor deixar de lado. A ciência pode, claro, colocar o tema em testes de laboratório, mas isto é diferente. Os cientistas podem se proteger facilmente. E se um cientista proclama, num exame supercial, que não há evidência de que as faculdades psíquicas existam, e menos evidências há de que o mundo espiritual e a população espiritual existam, então será exatamente o que já era o esperado. Se, entretanto, um cientista mais iluminado que seus irmãos de ciência, proclamasse que as faculdades psíquicas expostas através da mediunidade das pessoas normais são uma realidade, que o mundo espiritual e a população espiritual realmente existem; e se ele também anunciar que tem evidências superabundantes e irrefutáveis através de seus parentes e amigos no mundo espiritual, estabelecendo sua identidade exata e a realidade do mundo espirtitual, então, depois de tal testemunho, poderá haver apenas uma resposta: o cientista em questão está em caducando. Ele pode ter sido muito inteligente em seu trabalho legítimo, mas nalmente chegou ao estado de caduquice, e, portanto, não é responsável pelas ideias extravagantes sobre o 'além'. Ele é bastante conhecedor de todos os assuntos, menos deste e, sobre este, ele não é de conança e não deve ser acreditado. Mas as faculdades psíquicas e os poderes realmente existem, e há milhares de pessoas que as possuem e as empregam pelo bem de seus irmãos. Todas as pessoas possuem os poderes da mediunidade inerentemente. Na maioria deles, querem desenvolver e expor, e regular em linhas adequadas para que o melhor possa ser feito com elas, da mesma forma que os músicos e os artistas, diríamos, devem desenvolver suas habilidades através do trabalho em linhas certas. Não há nada insalubre ou mórbido em tais coisas, porque são naturais ao homem. Queria-se que fosse assim desde o início. O homem na terra nunca devia ter se afastado do mundo espiritual, nem o mundo espiritual devia ter sido apartado do intercâmbio com as pessoas ainda na terra. A mediunidade é o canal natural para a comunicação e, ao colocarmos seus poderes em uso, o homem estará cumprindo seu próprio destino, não procedendo contra seu destino, como faz quando ignora seus poderes naturais. Agora, se a terra toda se tornasse psiquicamente desenvolvida em cada ramo que surge, o plano terrestre logo se tornaria um lugar bastante diferente. Primeiramente, pense na tristeza universal que seria tirada da face da terra. Quando seus amigos passassem, pela 'morte', para o mundo espiritual, os que estiverem ao lado de seu leito poderão vê-los partir em mãos capacitadas de pessoas que vieram para levá-lo para sua casa espiritual. Vocês poderiam vêlos ir, como fazem agora quando vão embora de uma visita terrena. Logo depois desta transição, voltariam a vocês forrados de novidades da nova vida, excitados com as glórias que agora estão gozando como direito seu, e prontos para compartilhar o conhecimento e ajudarem os que ainda estão na terra. Seus amigos seriam vistos entrando em seus quartos tão naturalmente quanto se estivessem ainda encarnados, vindo aos seus aposentos como fazem agora, mas, ai!, para a tristeza deles, sendo invisíveis. Eles não podem dar uma palavrinha de cumprimento, nem de ajuda, ou um bom conselho, porque lhes faltam os meios de chegarem a vocês, direta ou indiretamente, só mesmo se, neste caso, vocês acreditassem, aí eles teriam sucesso. Seus amigos e parentes estariam sempre desejando estar perto em muitas atividades, prontos para dar suporte em suas diculdades com seus conhecimentos maiores e mais amplos, e com o ainda maior conhecimento sobre o que podem receber dos seres sábios e experientes dos planos mais elevados. Eles não viveriam suas vidas por vocês. Isto não seria direito, mas, através da cooperação deles, eles poderiam – e podem – fazer da vida na terra o prelúdio mais feliz e ajustado para a alegria surpreendente que vai ser encontrada aqui nestes reinos. Muita tristeza e infelicidade, muita miséria seria erradicada, muito sofrimento, muitos horrores e injustiças, muitos erros seriam removidos da terra, se os dois mundos pudessem desta forma estar unidos numa unidade de pensamento, palavras e atos. O último terrível dia, de fato! Que terríveis ensinamentos são estes, quando era a verdade que devia ser conhecida? Era de se imaginar que o homem tivesse medo por si mesmo e sua família e seus amigos, quando pensa sobre a 'vida depois do túmulo'? O medo está dominando a terra, e o medo não é uma boa companhia para abrigarmos em casa. É poder do mundo espiritual banir o medo das mentes de cada alma da terra, se a terra apenas se der ao trabalho de buscar mais ilustração. Como pode o reino de Deus ser estabelecido na terra se o próprio homem, através do poder da Ortodoxia, está tentando manter próximas e bem fechadas as barreiras existentes entre os dois mundos? Os relativamente poucos na terra que sabem da existência do mundo espiritual e que nos chamam para uma ajuda, a ajuda que camos tão felizes em dar, estes comparativamente poucos que se comunicam conosco regularmente, tais pessoas sabem, por experiências felizes, da enorme diferença que a verdade das coisas espirituais pode fazer – e realmente faz – em sua vida diária na terra. Eles podem enxergar alguma coisa do propósito de suas vidas na terra; conhecem as belezas, as belezas naturais, da vida que os espera quando sua jornada terrena ndar.

Eles não são dominados pelo medo do que lhes vai acontecer quando suas transições acontecerem. Não são atemorizados pelos trambolhos doutrinários e dogmáticos que não existem na realidade. Não têm medo de nós do mundo espiritual. Uma pessoa não tem medo de seu pai ou de sua mãe quando eles estão encarnados. Por que a mesma pessoa deveria se assustar com seus pais quando eles, no gozo de suas vidas e da esplêndida realidade do mundo espiritual, voltarem à terra e tentarem conversar com ele? Isto não está certo, diria. Eles se foram para seu 'descanso eterno', e não seria apropriado perturbá-los. Além disso, a Igreja diz que eles não podem voltar, ou não deveriam voltar, se pudessem. Somente demônios voltam, personicando alguém de nossa família, burlando-nos, para nos arruinar espiritualmente, pondo em risco nossas 'almas imortais'. Que tolice renada! Pobre homem cego sobre a terra. A Igreja o desencaminhou, bem desencaminhado. Ela reza muito para a realização do reino de Deus na terra; professa saber muito, na presunção de sua autoridade assumida, sobre os assuntos espirituais, e está feliz por continuar da mesma maneira infrutífera, imaginando profundamente que amplas congregações são um sinal esplêndido de que o homem está 'voltando a Deus'; satisfeita por continuar pregando as mesmas doutrinas inúteis que não têm relação alguma com a verdade; não providenciando nenhuma solução para as diculdades do homem na terra; impotente para endireitar o errado e, em muitos casos, totalmente indiferente ou admitindo muitos erros de diferentes tipos, completamente ignorante de qualquer pequeno item sobre informações claras concernentes à condição do homem depois que ele 'morre'. A Igreja professa cuidar espiritualmente do homem que está sob suas mãos – e sabe quase nada sobre ele. E a grande e ilustre alma, a quem a terra conhece como Jesus, vê, de seu elevado estado, a destruição que aconteceu nos seus ensinamentos simples, diretos e frontais, cuja proclamação, no nal das contas, lhe custou a vida terrena. Ele se vê elevado à posição endeusada que nunca, nem por uma fração de segundo, ele imaginava que o pusessem as mentes das pessoas da terra. Ele sabe que tentou bastante mostrar às pessoas como elas poderiam elevar a terra a uma posição gloriosa, mostrar às pessoas como o poder da Mente Maior poderia ser trazido à terra através de Seus representantes benignos do mundo espiritual. Ele tentou diligentemente mostrar que, se o homem apenas ouvisse as vozes do mundo espiritual, tudo seria acertado na terra, e que então estaria assegurado um regime de felicidade e paz para todos os homens na terra. E tudo isto aconteceria através dos anjos iluminados de Deus, a quem parte ignorante da terra chama de demônios. Deus envia Seus ministros à terra, e a Igreja, que se proclama pertencer a Deus, chama-os de emissários de Satã! A Igreja cou estupidicada pelas suas crenças e doutrinas fantasiosas. Tornou-se inada por sua autoimportância. Tornou-se hipnotizada pela sua segurança aparente. Ficou absorvida pelos detalhes dos dogmas e doutrinas, e pela exposição de vistosos rituais exteriores. Despejou dinheiro em cimento e tijolos, porque realmente acredita que a Casa de Deus autoriza despesas pródigas para a arte e a arquitetura. Isto só se justica quando todo o restante estiver provido – os pobres, por exemplo; pois para o Pai os necessitados vêm sempre em primeiro lugar. Mas o próprio homem pode ser, bem ajustadamente, a própria casa do Senhor, pois pode enviar seus pensamentos, suas petições e a expressão de suas necessidades do íntimo de sua mente, em sua própria casa, com efeito igual – e provavelmente até melhor. Como vemos as coisas à luz clara do mundo espiritual, encaramos a Igreja da terra – e por Igreja quero dizer todas os corpos religiosos que se denominam Cristãs – encaramos a Igreja não como uma ajuda ao homem para o seu progresso espiritual, mas como um obstáculo deliberado e intransponível. A Igreja está bloqueando o caminho para a difusão da verdade espiritual e seu conhecimento pelo mundo. Não ajuda o homem em sua jornada pela vida terrena, embora pareça assim fazer. Vocês deviam ver por si mesmos o estado de ignorância lamentável no qual tantos milhares de milhares de pessoas honestas e gentis chegam aqui, nestes planos do mundo espiritual. Suas mentes estão toldadas com crenças primitivas e cruéis, pedras preciosas escolhidas do guarda-jóias de ensinamentos espirituais eclesiásticos. Descobrem que as pedras são uma verdadeira massa – e inútil. Enquanto o proprietário delas achava que passaria rico de conhecimento espiritual, ele se descobre estar na bancarrota. O homem na terra mal vive. Ele imagina estar vivendo, mas na realidade não está. Ele vê todos os sinais do mundo material em torno de si e omite, ou esquece, o imenso mundo e sua gigantesca população que são invisíveis, isto é, o mundo espiritual. A Igreja ora pela vinda do reino de Deus, e visualiza este reino como sendo, claro, essencialmente um reino cristão, com ela mesma encabeçando-o na terra. Mas o mundo espiritual tem ideias diferentes sobre este assunto. Pode se objetar que há muitas coisas que devem ser alteradas na terra, muitas coisas erradas que devem ser banidas, antes que um estado de tranquilidade de existência possa haver, e que é tarefa do homem endireitar estas coisas por si mesmo, e talvez as endireitaria, mas há obstáculos demais no caminho, o principal obstáculo é o próprio homem. É assim, mas os cérebros mais sábios da terra estão longe, longe de serem superiores aos mais sábios cérebros do mundo espiritual. À terra falta a sabedoria e o conhecimento por um lado, e lhe falta o progresso espiritual e a evolução por outro. O conhecimento e a sabedoria podem ser obtidos do mundo espiritual; os meios de progresso e evolução serão revelados neste conhecimento. O coração do homem deve mudar antes que a vida na terra possa se tornar o estado de pura felicidade que deve ser. A Igreja é incapaz de trabalhar para qualquer mudança, simplesmente porque não tem o conhecimento da verdade espiritual. Ela lida muito desenvoltamente com o céu e o inferno, nada sabendo do primeiro e ameaçando com o segundo, e o quadro geral que é exposto para a maioria das pessoas é tenebroso e depressivo. e as faculdades psíquicas de todos os homens da terra fossem completamente desenvolvidas, cada uma de acordo com sua estrutura particular, o homem poderia aprender a verdade imediatamente. A verdade mostraria a ele qual caminho seria melhor no procedimento, para o bem-estar de sua alma. Ele aprenderia as consequências das atitudes maldosas; ele aprenderia também das belezas que uma vida a serviço de seu irmão lhe traria. A vida na terra seria vivida por todos de acordo com as leis perfeitas do mundo espiritual, e não de acordo com as muitas leis discriminantes e modos de viver atuais na terra.

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.