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Capítulo 15 de 19
Vi. A Oração Do Senhor — parte 6 de 10
A Vida nos Mundos Invisíveis – Volume 2
Ela pode continuar com seu modo superior de condenar os homens, por um lado, ao fogo eterno e, de outro, convertê-los em 'santos' da Igreja. A Igreja pode continuar a cometer estes absurdos, enquanto nós, no mundo espiritual, avaliamo-los por uma verdadeira avaliação. E cabe a nós do mundo espiritual tentar frustrar todos os ensinamentos falaciosos que foram absorvidos pelos partidários iludidos da Igreja, quando eles, por m, chegam no mundo espiritual. Não lhe contei como, em companhia de outros, me engajei no trabalho de ajudar as pessoas imediatamente após elas deixarem a terra? Nós tentamos mostrar-lhes que tudo está bem, e que uma felicidade esplêndida os espera, aqui e agora, se eles esquecerem os ensinamentos estúpidos de suas Igrejas terrenas, arrancarem de suas mentes o medo e olharem em torno deles as glórias e maravilhas de seu novo plano. Nós e muitos outros estamos continuamente engajados neste trabalho, e se faz extremamente necessário, por causa dos ensinos religiosos cegos da terra. Nunca, por nenhum momento, estamos de má vontade neste tempo que devotamos a este trabalho, mas o que faço agora, em nome de todos nós e com o maior vigor, é protestar contra o quadro de afazeres que fazer cumprir este trabalho, a saber, endireitar no mundo espiritual os resultados das asneiras religiosas abismais da terra. É uma descoberta humilhante ver, depois que chegamos no mundo espiritual, que não só a maioria de nossas ideias religiosas está errada, como também que gastamos nosso tempo, como parte do trabalho de nossas vidas na terra, passando estas ideias errôneas para outras pessoas. Eu disse humilhante? É muito mais – é absolutamente esmagador! É de se imaginar, portanto, que a gente se apresse para endireitar, na primeira oportunidade, os ensinamentos falsos que disseminamos enquanto estávamos na terra, ao ajudarmos aqueles que, como resultado destes ensinamentos, chegam aqui espiritualmente confusos. A terra está existindo em um estado de nevoeiro espiritual. As brumas dos ensinos ortodoxos se estabeleceram sobre os cristãos e obscureceram de suas vistas cada vislumbre do mundo espiritual, um mundo que na realidade está tão próximo deles, mas que a ortodoxia o colocou tão longínquo. Os pregadores das Igrejas estão cambaleando no pântano da ignorância espiritual. Quando eles chegam aqui, o peso daquela ignorância os pressiona com força total. Seus olhos logo se abrem, entretanto, - são abertos pela primeira vez. Descobrem que o jargão que os manteve em tal bom lugar e encobria uma opulência de ignorância espiritual não vale de mais nada. As palavras agora soam vazias. Em um só segundo, quase, eles enxergam praticamente a totalidade de suas crenças tombando em ruínas em torno deles. Todas as suas doutrinas mais caras são varridas pelo puro fato de estarem no mundo espiritual, encarando a verdade. Eles vêem as suas teologias reduzidas às suas próprias dimensões. Talvez enxerguem que, de um grão de verdade, ali cresceu um grande credo falso, ou que de um ato simples e natural foi construído um alto edifício de performances ritualísticas, de cuja assistência a laicidade se desviará com perigo mortal às suas 'almas imortais'. Estes ministros da Igreja verão que uma doutrina ou outra à qual se agarraram tão rmemente tornou-se agora um desatino, a ser rapidamente deixado de lado como inútil. Descobrirão que seus dogmas e credos desbotaram até chegarem à completa insignicância à luz das grandes verdades que eles estão confrontando por todos os lados do mundo espiritual. Vão lamentar o tempo que gastaram na terra ao darem suporte para tais inverdades. Algumas destas pessoas cam com raiva por terem vivido em tal ignorância, com raiva porque outros os levaram ao descaminho. Outros cam bravos com eles mesmos, por não terem enxergado o que agora é tão perfeitamente óbvio. Sentem-se humilhados por chegarem, depois de terem estudado tanto, a uma 'sabedoria' que nem é sabedoria anal. Sentem-se humilhados por terem tomado a si tanta autoridade sobre as vidas espirituais de outras pessoas. Sentem-se humilhados pela lembrança do que ensinaram e pregaram, e dos sentimentos de superioridade e segurança espiritual que as suas posições lhes davam. Sentem-se diminuídos quando se lembram do número de vezes que falaram livremente da 'vontade de Deus' para encobrir as deciências de seus ensinamentos, ou para acalmar alguma alma em tensão. Vão se recordar das longas e repugnantes orações que achavam que eram aceitáveis pelo Ser Supremo. Vão ter calafrios ao menor pensamento de como encaravam a si mesmos como sendo merecedores de favores especiais da Deidade, porque foram chamados para elevado e sagrado trabalho de ministro da sua Igreja. São as falsas passamanarias e os bordados que são tecidos no tecido original que causam o dano. O ensinamento errôneo de que o batismo é essencial para a 'salvação da alma' é completamente contra as verdades do mundo espiritual. Tais interpolações abundam no Novo Testamento. É o método agrantemente desonesto empregado pela Igreja para manter seus membros sob sua rédea eclesiástica. É apenas outro instrumento de atemorização com o qual aterrorizam seu rebanho. É apenas outro exemplo das reivindicações feitas pela Ortodoxia para a sua exclusividade. O Cristão, alega-se, tem uma posição espiritual muito superior por ter sido batizado, ou ele tem prospectos espirituais enormemente maiores do que os de alguém que não é batizado. De fato, os prospectos para os que não são batizados são bem pobres para quando chegarem ao mundo espiritual. Certamente, não haverá 'céu' para eles. Ou deverá haver alguma outra espécie de céu para eles, não haverá erro sobre isso. Eles irão para este outro céu porque não são batizados e, portanto, serão meramente tolerados, já que conseguiram conduzir suas vidas bastante bem enquanto estavam na terra. Seu estado de não-batizados, entretanto, estará sempre com eles, e é tarde demais para consertar. Jamais serão capazes de ver Deus cara a cara. Esta é a grande penalidade por sua omissão. Supostamente, há outras, mas esta é a maior. Umas poucas palavras, mesmo que pronunciadas indiferentemente, um pouco de água espargida sobre uma pessoa, dão o direito e o privilégio de ver Deus! Era presunção levada aos extremos! Antigamente, quando havia um conhecimento mais amplo da tradição psíquica, o uso da água era melhor entendido. Mas não havia rituais místicos envolvidos em seu emprego. Era meramente usada para ajudar na ação de forças psíquicas, porque a água é poderosa condutora de tais forças, e a água provê um canal natural. A água é também uma poderosa limpadora do corpo etérico, e pode efetivamente dispersar quaisquer inuências desagradáveis que se agregaram em torno do corpo espiritual do homem encarnado. A água é, portanto, um agente duplo de limpeza. Lavará o corpo físico ao mesmo tempo em que ajuda a remover qualquer coisa que pode ser indesejável no corpo espiritual. Mas não há rituais sagrados ou místicos ligados a esta função perfeitamente ordinária de limpeza. Sem nenhuma consideração, o banho na água removerá as grandes manchas e as marcas que podem ser vistas no corpo espiritual como uma consequência do tipo de vida que seu portador vive.
O primeiro e mais antigo uso da água desta forma não foi, mais tarde, bem entendido e, por causa disto, tornou-se uma cerimônia de iniciação sobre cuja validade muita coisa dependia. A água é um canal esplêndido para a ação das forças psíquicas. É por causa desta razão que Jesus escolheu a proximidade dela quando sentiu que a ocasião pedia uma carga extra de poder. E onde se poderia achar uma massa melhor de água que um lago ou mar, e onde se poderia estar melhor situado do que sobre as águas? Está nas crônicas dos evangelhos que Jesus foi batizado. Ele pode ter se submetido a tal cerimônia sem causar nenhum mal. Ele não estava imbuído de falsos ensinamentos. Mas, com seu conhecimento superior, ele sabia exatamente qual efeito psíquico a água faria nele – e ele constantemente a usava para tal propósito. Tais incidentes e ocasiões permanecem sem registro no Novo Testamento, ou, para ser mais acurado, foram expurgados dele. A 'cerimônia' do batismo de Jesus que é descrita nas Escrituras é somente uma entre muitas ocasiões em que os 'rituais' similares aconteciam. Em outras palavras, Jesus foi 'batizado' quase todos os dias de sua curta vida na terra, pelas simples razões que lhes apresentei. Mas a Igreja transformou esta ação natural numa cerimônia a ser aplicada somente uma vez a cada indivíduo, no decurso normal das coisas. Prevejo que aconteça alguma possível exceção naquilo que eu disse. Não posso fazer nada. Falo a verdade. Mas, pode-se considerar, é apenas uma mera declaração. Apenas isso, é uma mera declaração – da verdade, nada menos. Como posso lhes provar? Corroboração, talvez, mas como lhes trazer a prova? Pedir a outros que venham fazer as mesmas armações que z, apenas trocará a responsabilidade para os ombros deles, e assim continuaria indenidamente, agregando mais pessoas no processo, é verdade, provendo maior corroboração, a qual entre encarnados e seus assuntos concernentes da terra teria crença rápida, mas quanto ao mundo espiritual, não! Portanto devo simplesmente repetir que estou falando a verdade, como milhões de milhões de nós aqui no mundo espiritual a conhecemos. A veracidade de minhas declarações será completamente demonstrada a cada alma cuja atenção consegui captar, por isso se você me desaa aqui e agora, por assim dizer, vou responder, por mais que você possa discordar com o que estou lhe falando, por mais que você queira reter suas opiniões e ideias ou as da Igreja à qual você pertence, este ponto de vista não pode alterar nem uma só letra das verdades do mundo espiritual. Não posso alterá-las para ajustar aos ensinamentos de centenas de anos da Ortodoxia. Portanto, eu digo que o que estou falando agora é o que você pode esperar descobrir, sem falhas, quando na hora certa chegar ao mundo espiritual. IX. COMPENSAÇÃO VICÁRIA Todo um capítulo – de fato um volume inteiro – deve ser escrito sobre as rudezas da religião. Para nós, no mundo espiritual, parece que as religiões da terra são realmente bastante rudes, em grande parte devido à sobrevivência daquilo que a terra chama de paganismo. Novamente, do ponto de vista do mundo espiritual, há muito pouco a distinguir entre os rituais peculiares praticados por alguma tribo nativa e os rituais igualmente peculiares praticados por algumas religiões Ortodoxas das partes mais 'civilizadas' da terra. Os ídolos rudemente entalhados dos nativos têm tanta signicação real nele quanto na sustentação de alguma crença cristã fantástica. É costume do homem branco da terra zombar com ar superior de seus irmãos negros porque religiosamente estariam muito mais avançados que estes últimos; e este último é apenas um pagão, anal de contas, que deve ser convertido para a verdadeira religião – assim expõe o representante da 'verdadeira' fé enviado para realizar a tarefa. O Cristão não percebe que muito de sua religião foi extraído totalmente da dos 'pagãos'. Os Cristãos dão um exemplo extraordinariamente mau ao seu irmão negro de outras formas, além das disputas enormes que existem entre uma seita religiosa e outra. A Igreja à qual pertenci quando estava na terra também tem algo dos mais elaborados rituais. É, de fato, uma organização religiosa bem organizada, não tendo dúvidas sobre qualquer pergunta ou problema concernente à 'salvação' do homem. Cada contingência que acontece nas vidas, hábitos e pensamentos de seus seguidores sempre foi completamente coberta pelas leis e 'mandamentos' da Igreja. Seus membros são atados, assim como eu também fui, por estas leis e 'mandamentos', e condenados por qualquer interpretação religiosa individual. Em contraste com tudo isto, há numerosas religiões terrenas que praticam uma austeridade severa em seus serviços, não admitindo neles nada que não seja da descrição mais clara e completamente livre de todas as 'máculas' do ritualismo. O número de tais religiões na terra é grande, cada uma em desacordo com as outras quanto às suas crenças, e cada uma clamando ser, mais ou menos, a 'única e verdadeira Igreja'. De vez em quando, a terra testemunha tentativas daquilo que alguns setores da Igreja chamam 'Unidade Cristã', onde os membros de um número de denominações religiosas encontram-se para discutir suas variadas crenças na esperança de encontrar algum 'mínimo denominador comum' sobre o qual todas possam estar em concordância e, assim, efetuarem alguma espécie de unicação. Estes ensaios para uma unidade espiritual estão condenados a falharem, somente porque as Igrejas estão fundadas sobre doutrinas falaciosas. Entre os dois grandes extremos de rituais elaborados, os quais acabo de mencionar, de um lado rituais elaborados, e de outro uma simplicidade severa, todas as espécies imagináveis de religiões e práticas religiosas, credos e dogmas podem ser encontrados. As seitas imensamente variadas e diferentes que estão espalhadas pelo mundo, cada uma com seus numerosos seguidores, somam algumas centenas de seitas religiosas separadas, e todas elas clamando terem sido fundadas sobre uma ou outra injunção que foi reputada ter sido dada pelo próprio Jesus, ou sobre algum texto ou outro a ser encontrado em algum lugar do Novo Testamento. Cada um destes corpos religiosos clamará, positivamente, ser uma Igreja verdadeira – senão a Igreja verdadeira – por força de sua base bíblica. E em cada forma de religião, o Novo Testamento é saudado como a verdade, Palavra inspirada de Deus. Fora da Palavra inspirada de Deus, então, vieram todas estas agitações, controvérsias e disputas religiosas! Um dos primeiros pontos de crença entre as primeiras gerações do homem sobre a terra era a crença na necessidade absoluta de oferecer sacrifícios aos deuses. Eram, na maioria, sacrifícios sangrentos, tanto de homens quanto de animais. A oferta de sangue, naqueles dias se acreditava piamente, era a única oblação aceitável pelos deuses, e o único meio de apaziguar sua ira.
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.