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Capítulo 8 de 20

16 – Cristianismo em Espiritismo

Cristianismo e Espiritismo · Léon Denis

A perseguição romana contra os valentes cristãos se deu mais fortemente desde Nero, a partir do ano 64 — embora fossem ilegais, por capricho daquele imperador desvairado. As investidas oficiais — aprovadas pelo Senado — foram instituídas em 112 com o Imperador Trajano, sendo que dentre os césares, os mais ferrenhos contra a comunidade cristã foram Marco Aurélio, Décio, Valeriano e Diocleciano. Acusados — falsamente — de superstição e de crimes contra o Império, eles eram sentenciados impiedosamente à decapitação (aos que tinham cidadania romana) ou, para os demais, eram atirados às jaulas dos leões ou forçados ao trabalho escravo. Não obstante esse encalço, os crentes em Cristo se multiplicavam incontrolavelmente e a perseverança deles conservou as tradições do Caminho até ser abarcada pelo Império Romano.

17 – Louis Neilmoris

Convenção vulgar

Foi pelo Édito de Milão, no ano 313, que Constantino legalizou a religião dos cristãos. Doze anos após o imperador convoca o Primeiro Concílio de Niceia, ocasião pela qual se formatou os fundamentos doutrinários do Cristianismo convencional, no chamado Credo Niceno. Adiante, Teodósio I levaria a efeito o combate ao paganismo, ao mesmo tempo em que proclama o Cristianismo como religião oficial do Império Romano e proíbe o culto diferente do configurado pela Igreja de Roma. A proposição da vez é compararmos se esse Credo condiz com o Cristo, já que se esta doutrina pretende se fundamentar no Ungido, forçosamente ela deve estar de acordo com seu idealizador. Bem, a julgar pelas variantes e consequências desses desacordos — maculadas com muito sangue humano —, supomos esse Credo impreciso.

E se os dogmas, por si só, já imprimiam um pálio bastante incoerente com os ensinos de Jesus, a Igreja se superava cada vez mais nas abomináveis ações práticas, desde as discrepâncias entre as variadas posições de sua hierarquia até o modo como lidava com os que não professavam a mesma ideologia da Igreja de Roma. Enquanto o Messias veio unir e pacificar, o império católico era separatista e sanguinária. Formataram a teoria vulgar do Cristianismo em desarmonia com a Boa Nova trazida por Jesus, que, aliás, preveniu-nos disso, quando da promessa de enviar à Terra o Consolador. “Se me amam, guardem os meus mandamentos e eu rogarei a meu Pai e Ele os enviará outro Consolador, a fim de que fique eternamente com vocês – O Espírito de Verdade, que o mundo não pode receber, porque o não vê e absolutamente o não conhece. Mas, quanto a vocês, vocês o conhecerão, porque estará e permanecerá com vocês.

Porém, o Consolador, que é o Santo Espírito, que meu Pai enviará em meu nome, os ensinará todas as coisas e os fará recordar tudo o que vos tenho dito”. Jesus (JOÃO, 14: 15 a 17 e 26) Conforme interpreta Allan Kardec em O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO, capítulo VI, item 4, se Jesus promete à Humanidade outro

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.