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Capítulo 15 de 20
Houaiss Eletrônico
Cristianismo e Espiritismo · Léon Denis
Religião substantivo feminino 1. crença na existência de um poder ou princípio superior, sobrenatural, do qual depende o destino do ser humano e ao qual se deve respeito e obediência 2. postura intelectual e moral que resulta dessa crença Ex.: homens ímprobos, que vivem longe da r. 3. sistema de doutrinas, crenças e práticas rituais próprias de um grupo social, estabelecido segundo uma determinada concepção de divindade e da sua relação com o homem; fé, culto Exs.: r. cristã r. islâmica 4. culto que se presta à divindade, consolidado nesse sistema 5. observância cuidadosa e contrita dos preceitos religiosos; devoção, piedade, fervor Ex.: viver frugalmente, dia a dia, na r. 6. Derivação: sentido figurado. prática, doutrina ou organização que se assemelha a uma religião Ex.: o positivismo era a r. dos primeiros republicanos 7. Derivação: sentido figurado. aquilo que se considera uma obrigação moral, um dever inelutável Ex.: o trabalho é a sua r. 8. Derivação: sentido figurado. conjunto de princípios morais e éticos Ex.: não é da minha r. trair um compromisso
AURÉLIO ELETRÔNICO 29 – Louis Neilmoris Religião s. f. 1. Culto prestado à divindade. 2. [Por extensão] Doutrina ou crença religiosa. 3. [Figurado] O que é considerado como um dever sagrado. 4. Reverência, respeito. 5. Escrúpulo. 6. Comunidade religiosa que segue a regra do seu fundador ou reformador. em religião: como religioso. religião do Estado: aquela que o governo subvenciona. Vimos que há uma séria ambiguidade quanto ao que seja religião, impossibilitando assim que possamos assinalar facilmente a entrada ou não da Doutrina Espírita na extensa lista das religiões. O ponto de partida para nós é definirmos o modelo, digamos, “correto” para a religião. Ou seja, o que é — ou deve ser — a religião à luz espírita. Isso fazemos a partir do estudo etimológico da própria palavra. O Dicionário Houaiss Eletrônico data o Século XIII como o ponto mais remoto de referência ao termo que tem sua origem do idioma latim, religare, significando religação, como substantivo, e religar, como verbo. Como expressão mais abrangente, aponta para a religação com o divino.
Trocando em miúdos, a religião seria uma espécie de ponte entre o indivíduo e Deus e a espiritualidade. E até mais: sendo um religação, ao contrário de uma simples ligação, faria o papel de resgate, de uma reaproximação entre aqueles que um dia já estiveram juntos e que ora, por uma razão qualquer, se acham afastados. Fazendo uma apreciação teológica, conforme o Espiritismo, podemos interpretar assim: os Espíritos, sendo obras de Deus, já estiveram no seio do Criador, juntos e harmônicos com a espiritualidade superior. Na estrada evolutiva — imprescindível a todos os Espíritos —, devido suas quedas morais, as criaturas estão sujeitas a se afastarem do Pai — e nunca o contrário — e, portanto, necessitam de algo que as reaproximem d’Ele, algo que faça essa religação. Por essa conjectura, qual o formato ideal para a religião? Muitas versões surgiram ao longo da humanização.
As seitas primitivas partiram para o culto externo, misticismo, oblação litúrgica, oferendas, sacrifícios e outras práticas até mais esdrúxulas, pelas quais o ensino moral se mistura com o folclore e cultura social. E qual o modelo religioso deixado por Cristo, que configuraria a autêntica fé cristã? Cremos firmemente ser exatamente a máxima que Jesus nos legou, aquele seu Mandamento aqui já transcrito, mas que vale o risco de sermos redundantes:
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.