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Capítulo 11 de 20

22 – Cristianismo em Espiritismo

Cristianismo e Espiritismo · Léon Denis

Breve resposta aos contestadores

Apenas para não sermos acusados de deixar brechas, vamos pegar um texto muito corrente na rede mundial de computadores usado para desqualificar o caráter cristão do Espiritismo, que, pela projeção feita, é para muitos quase que um documento canônico católico. Esta preciosidade copiamos do link www.universocatolico.com.br/index.php?/o-espiritismo-e-cristao.html, assinada por Dilson Kutscher, que, desdém nenhum, não temos qualquer referência. Vejamos as conjeturas por partes: ESPIRITISMO NÃO É CRISTÃO? Escrito por Dilson Kutscher

Não, não é, finalmente um espírita autêntico proclama esta verdade em alto e bom tom: No livro “À MARGEM DO ESPIRITISMO” (FEB, 3ª edição, 1981, pág. 214), do espírita Carlos Imbassahy, lemos: “Nem a Bíblia prova coisa nenhuma, nem temos a Bíblia como probante. O espiritismo não é um ramo do cristianismo como as demais seitas cristãs. Não assenta os seus princípios nas Escrituras. Não rodopia junto à Bíblia. A discussão, no terreno em que se acha, seria ótima com católicos, visto como católicos e protestantes baseiam seus ensinamentos nas escrituras. Mas a nossa base é o ensino dos espíritos, daí o nome espiritismo”. Aqui está (destaque em negrito por nossa conta) a base elementar para a proposição que, segundo aqueles, garante a exclusão do Espiritismo da Doutrina do Cristo, fazendo uso do fogo amigo, quer dizer, uma fala de dentro do próprio Espiritismo. É uma excelente oportunidade para lembrarmos um dos fundamentos da Doutrina Espírita que é o da generalidade. Logo, uma fala única — seja ela de Carlos Imbassahy, de Neilmoris, de Kardec, do Espírito Verdade, ou qualquer outra entidade — não representa de pronto toda a doutrina. Cada sentença ou ideia, venha de onde vier, deve ser posta a prova da razão e da comprovação, e

23 – Louis Neilmoris esta só se dá pelo caráter geral. Quando codificou o Espiritismo, Kardec teve o cuidado de analisar uma mesma questão por diversas oportunidades, submetendo-a a análise de várias entidades e por vários médiuns. O mesmo vale para o artigo aqui trazido: tenha sido ele escrito por qualquer fiel, não podemos tomá-lo como a palavra final da Igreja Católica — a menos venha ela com o selo papal. Então, tivesse essa obra supracitada — “À MARGEM DO ESPIRITISMO”, de Carlos Imbassahy — dito alguma inverdade ou incongruência, nada serviria em absoluto como um dogma espírita. Porém, recoloquemos o trecho em foco, desta vez, destacando em negrito toda a oração: No livro “À MARGEM DO ESPIRITISMO” (FEB, 3ª edição, 1981, pág. 214), do espírita Carlos Imbassahy, lemos: “Nem a Bíblia prova coisa nenhuma, nem temos a Bíblia como probante. O espiritismo não é um ramo do cristianismo como as demais seitas cristãs. Não assenta os seus princípios nas Escrituras. Não rodopia junto à Bíblia.

A discussão, no terreno em que se acha, seria ótima com católicos, visto como católicos e protestantes baseiam seus ensinamentos nas escrituras. Mas a nossa base é o ensino dos espíritos, daí o nome espiritismo”. Vemos em definitivo que o autor espírita aditou uma condição adverbial determinante para o sentido completo de sua afirmação. Se a frase fosse “O espiritismo não é um ramo do cristianismo”, seria de fato uma sentença negativa. Mas, ao condicionar o cristianismo ao modelo das demais seitas cristãs, a frase de Imbassahy converge para o que temos dito aqui. Além dos erros ortográficos, há uma flagrante pobreza interpretativa em Kutscher em relação à citação acima — para não levantarmos suspeitas quanto à sua má-intenção deliberada contra os espíritas — que só por isso nos convidaria a desprezarmos o restante do artigo. Contudo, continuemos... O espiritismo nega dezenas de verdades cristãs proclamadas ao longo dos séculos: A Bíblia: pela frase acima, vemos que a Bíblia é uma das verdades negadas pelo Espiritismo.

Seus doutrinadores se referem a esta em tom jocoso ou de superioridade, cegos por seu próprio orgulho, como outros tantos do passado: Voltaire, filósofo francês, que morreu em 1778, disse que depois de 100 anos de sua morte, o Cristianismo sumiria. A circulação da Bíblia aumentou. E 50 anos depois a Sociedade Bíblica de Genebra usou a gráfica e residência de Voltaire para imprimir Bíblias!! Nem iluministas e maçons como Voltaire, ou Kardecistas hão de conseguir reduzir o papel da Bíblia. Hoje, a Igreja divulga a Bíblia, de modo que cerca de 98% da população do globo pode ter acesso a ela. Mais que isto, é o próprio Jesus que diz: “E eu vos garanto: enquanto não passar o céu e a Terra, não passará um i ou um pontinho da Lei”. (Mt 5,18). Quando citam a Bíblia, os espíritas chegam mesmo a fazer distorções grosseiras.

O Senhor Américo Domingos Nunes Filho, no livro “POR QUE SOU ESPÍRITA” que o diga: - Citou Mt 18,8-9 e esqueceu a última palavra do versículo: “seres lançado no inferno de fogo eterno”. – Em Gn 44,5 atribui a José o “a taça de fazer adivinhações”, quando esta, na verdade, era do faraó do Egito. – Quantas mais eu poderia citar aqui? Não precisa. A FEB já se manifestou: “O REFORMADOR” no fascículo de janeiro de 1953, na página 13, sobre a Bíblia: “Do Velho Testamento, já nos é recomendado somente o Decálogo, e do Novo Testamento apenas a moral de Jesus; já consideramos de valor secundário, ou revogado e sem valor algum, mais de 90% do texto da Bíblia”.

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.