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Capítulo 8 de 18
Parte 8 de 17
Comunicações Mediúnicas Entre Vivos · Ernesto Bozzano
questão, o que o médium descobriria, selecionaria e surrupiaria igualmente da subconsciência de tal pessoa. Francamente, nada disto é sensato e parece incrível que tenhamos de levá-lo a sério, porque se encontram eminentes cientistas que acolhem, favoravelmente, tais fantasias. * * * Passando a outras experiências com a mesma sensitiva, menciono aqui a narrativa de uma visita a Windsor, feita pela Srta. Summers, transmitida mediunicamente a Stead, do qual se achava a 250 milhas de distância. Em 15 de outubro de 1893, pôs-se diante da mesa, dirigindo o pensamento para a sua “correspondente espiritual”. Sua mão começou então a escrever o seguinte: “Faz um dia esplêndido. Parti da estação de Paddington pelo trem de 1:15. Cheguei a Windsor, visitei o castelo, gozamos da vista desde o terraço e passamos logo a visitar a capela de São Jorge. Tinha desejado fazê-lo detidamente, porém, por falta de tempo, passei para o parque, em busca do seu célebre carvalho, sem chegar a encontrá-lo. Gamos saíam de todos os lados. Errei pelo bosque, encontrando um velho carvalho, mas não era o que procurava.
Gastei três xelins de trem, meia coroa em comida, seis pence de telegrama e ônibus, num total de cinco xelins e dez pence.” William Stead, muito oportunamente, observa: “Tais informações se verificaram exatas: a hora da saída do trem, a sucessão dos fatos, os gastos, tudo exceto a soma, em que se enganou. Curioso esse erro de soma, freqüente nas comunicações entre vivos e mortos, erro que provavelmente não depende de interferências subconscientes, senão de um mau cálculo da personalidade normal da Srta. Summers, acolhido pela personalidade subconsciente.” * * *
Citarei ainda um exemplo tomado das experiências com a Srta. Summers, que servirá para convalidar quanto se disse sobre a sinceridade, sem reservas, com que as personalidades subconscientes confiam a um terceiro os seus casos mais delicados. Em 20 de setembro de 1893, Stead, como de costume, dirigiu seu pensamento à Srta. Summers, pedindo notícias. Imediatamente sua mão escreveu o seguinte: “Hoje, para mim, é um dia de tristes ilusões. Em paga do meu trabalho recebi uma quantia bem inferior à que esperava, de modo que passo por dificuldades econômicas. Não lhe quis dizer nada, pois sabia que me daria o que me faz falta, mas não o quero. Entre outras coisas, devo três libras ao senhorio, mas logo lhe pagarei. Eu lhe disse: – Mandar-lhe-ei o que lhe faz falta. – Não, não o aceitarei. Devolverei a quantia, pois não quero ser uma colaboradora mercenária. No dia seguinte, enviei à casa da Srta. Summers uma pessoa de toda a minha confiança, a qual me confirmou tudo o que havia sido escrito mediunicamente.
Aconteceu, porém, que quando a Srta. Summer soube que eu me havia inteirado de suas dificuldades econômicas, teve um grande desgosto.” Pelo caso exposto, vê-se que nas experiências em exame não pode tratar-se de clarividência telepática, mas de verdadeiro diálogo entre duas personalidades subconscientes. Observe-se que, quando Stead disse: “Mandar-lhe-ei o que lhe faz falta”, a Srta Summers respondeu: “Não, não o aceitarei”, resposta que implica uma ação dialogada no presente, e de nenhuma forma uma seleção de recordações latentes na subconsciência alheia. E, como o diálogo se mostrou verídico, não é o caso de invocar a hipótese das chamadas “novelas subliminais” ou subconscientes. * * * O caso que segue se deu entre Stead e seu próprio filho, quando se achava no Reno, em viagem de recreio. Escreve o pai:
“Meu filho levava consigo uma Kodak e, como com freqüência acontece, ficou sem chapas, de maneira que nos escreveu pedindo-as. Fi-las enviar e, quando já haviam transcorrido os dias necessários para o seu recebimento, interroguei-o mediunicamente, respondendo ele que as esperava com impaciência, pois não haviam chegado. Pedi informações e disseram-me que as chapas tinham sido enviadas. Porém, dois dias após, meu filho escreveu por minha mão: “Por que não me remete as chapas?” Informeime mais uma vez e soube mais uma vez que as chapas tinham sido expedidas havia já uma semana. Deduzi que minha mão estava sendo influenciada por interferências subconscientes e não quis provocar novos ditados de meu filho. Quando, porém, voltei para casa, soube com espanto que as chapas não tinham chegado ao seu destino e que as duas perguntas impacientes ditadas, em seu nome, pela minha mão em Wimbledon, correspondiam exatamente ao estado de ânimo de meu filho, quando se encontrava em Boppart.”
No caso exposto, e do ponto de vista da autenticidade das comunicações mediúnicas entre vivos, é interessante a circunstância de que Stead tinha a certeza de que as chapas fotográficas já haviam sido expedidas, certeza esta irreconciliável com a hipótese de uma mistificação subconsciente, pois em tal caso o pai devia ter-se sugestionado no sentido da própria certeza e provocar uma resposta conforme a mesma e, ao contrário, como a realidade era outra, a resposta do filho vinha de acordo com a realidade, a qual confirma que realmente existia o diálogo mediúnico. * * * O episódio seguinte se deu com uma pessoa que ignorava o fato de William Stead fazer experiências de comunicação mediúnica entre vivos, não havendo com a mesma laços especiais de família ou de simpatia. Escreve ele: “Poder-se-ia objetar que meu filho ou a Srta. Summers sabiam que eu tencionava fazê-los escrever com a minha
mão, porém não se pode dizer o mesmo no caso seguinte, em que se trata de uma senhora estranha e com a qual eu só havia falado uma vez. Há alguns meses eu me achava em Redcar, no norte da Inglaterra, e fui à estação esperar a referida senhora, colaboradora da Review of Reviews, que me havia escrito informando que chegaria ali pelas três da tarde. Eu era hóspede de meu irmão, cuja casa se encontrava a uns dez minutos da estação. Quando faltavam cerca de vinte minutos para as três, pensei que, com a expressão “ali pelas três da tarde” aquela senhora queria significar algum tempo antes da hora indicada e, como não tinha no momento um guia de horário das estradas de ferro, dirigi meu pensamento para a senhora, pedindo que me informasse, por intermédio de minha mão, a hora precisa da chegada do trem. É preciso notar que era a primeira vez que eu tentava a experiência com ela, e a resposta veio logo, dizendo que o trem chegaria às três menos dez.
Não havia tempo a perder, porém, antes de sair de casa, quis saber em que estação se achava ela naquele momento. Minha mão escreveu: – Neste momento o trem entra na curva antes da estação de Redcar. Dentro de um minuto chegaremos. Perguntei ainda: – Por que tanto atraso? – Não sei por que. Deteve-se muito na estação de Middlesbourough. Guardei o papel e fui para a plataforma; o trem aparecia. Quando a senhora desceu, perguntei-lhe: – Por que tanto atraso? – Ignoro o motivo. O trem se deteve muito na estação de Middlesborough – respondeu-me. Então eu lhe dei o papel para ler. Ela confirmou tudo o que eu havia escrito, acrescentando que não tinha nenhuma lembrança de ter sido interrogada telepaticamente por mim, nem de haver respondido.”
No episódio narrado fica bem clara a autenticidade do fenômeno de comunicação entre vivos, como também de se haver desenrolado uma conversa verdadeira e própria, entre duas personalidades espirituais subconscientes. O episódio torna oportuna uma discussão ulterior para esclarecimento do asserto de que, quando uma pessoa entra em relação psíquica e conversa mediúnica com outra pessoa distante, deve necessariamente cair em sonolência notória ou disfarçada. De fato, no caso em apreço, nota-se que a amiga de William Stead teve de responder às suas perguntas em dois tempos diversos e que em ambas as vezes o fez imediatamente. Surgem, portanto, os seguintes quesitos: “É lícito admitir-se essa rapidez na passagem do estado normal à condição de inconsciência e vice-versa?” Parece que sim. Durante a conferência de Stead em The London Spiritualist Alliance, foram formulados tais quesitos, e o Rev. G. W. Allen narrou, a propósito, o seguinte incidente pessoal que tende a demonstrar essa possibilidade: “Tinham de extrair-me dois dentes molares e fui aconselhado a submeter-me à ação do clorofórmio.
Eu me achava em estado de convalescença de grave enfermidade e sob a suspeita de que, em tal estado de saúde, o clorofórmio me faria mal, tornava-me um tanto hesitante. Quando começaram a aplicar-me o anestésico, fui tomado de um grande pânico e tirei a máscara, exclamando: “Não agüento, não quero tomá-lo.” O médico que me estava cloroformizando disse-me: “Fez muitíssimo mal em retirar a máscara, porque estava a ponto de adormecer. Experimente de novo e lhe garanto que tudo correrá bem.” Igualmente, a enfermeira, por sua vez, também me animava e por isso me decidi a submeter-me à prova, mesmo com o risco de sucumbir. Ajustaram-me de novo a máscara e respirei profundamente algumas vezes, depois levantei-me de um salto e sentei-me no leito, exclamando: “É inútil tentar a prova. Não posso adormecer.” O doutor disse-me: “Faça o favor de lavar a boca com esta solução.” Perguntei-lhe: “Por que?” Acrescentou ele: “Porque já lhe extraímos os dentes!” Pois bem, eu teria jurado por qualquer tribunal de justiça que
não havia perdido a consciência um só momento. E, ao contrário, tinha ficado inconsciente o tempo preciso para me extraírem dois dentes. Assim sendo, não é perfeitamente admissível que se possa realmente passar a outra condição de existência por um tempo mais ou menos curto, sem disso conservar recordação alguma?” (Light, 1893, pág. 42). Este incidente pessoal, narrado pelo Rev. G. W. Allen, é muito instrutivo e me parece bastante para demonstrar a possibilidade de uma pessoa entrar em condições de sonambulismo mais ou menos vigilante durante o período de uma conversa mediúnica entre vivos, sem absolutamente recordar-se disso. * * * No seguinte episódio trata-se de uma pessoa que, depois de ter-se mostrado reticente com o Sr. Stead ao confiar-lhe suas dificuldades econômicas, fala-lhe sem reservas do assunto, por via mediúnica. William Stead assim o relata: “Em fevereiro passado (1893) encontrei-me, numa viagem por estrada de ferro, com um cavalheiro que eu havia casualmente conhecido há pouco tempo.
Sabia, de modo vago, que nos últimos tempos ele se achava mergulhado em graves preocupações, de maneira que a nossa palestra se tornou um tanto confidencial e tive notícia de que aquelas preocupações eram de ordem financeira. Então lhe disse não saber como lhe poderia ser útil, mas, de qualquer modo, rogava-lhe que me confiasse francamente em que condições se encontrava, quais as dívidas que tinha e de que créditos ou importância poderia dispor. Respondeu-me que não gostaria de entrar em tais particularidades e então abstiveme de insistir. Separamo-nos na estação seguinte. Naquele mesmo dia recebi uma carta dele, pedindo-me desculpas por ter-se mostrado tão reservado, talvez até descortês, e explicava que realmente não podia responder o que eu lhe havia perguntado. Recebi a carta às dez horas da noite e, perto das duas da manhã, antes de deitar-me, sentei-me à mesa e, dirigindo-lhe o pensamento, perguntei: “O senhor
não teve a força moral de declarar-me, face a face, quais eram as suas condições financeiras, mas agora pode confiarme tudo, escrevendo pela minha mão. Diga-me, pois, como se acha e quanto deve!” Resposta: “Os meus débitos se elevam a 90 libras”. Tendo eu perguntado se a cifra estava certa, veio a resposta por extenso: “Noventa libras esterlinas”. Perguntei: “É só isto?” “Sim – respondeu – e não sei, na verdade, como poderei pagá-la.” – “Quanto pensa que poderá apurar na pequena propriedade que me falou?” – “Espero apurar 100 libras, mas talvez não seja possível. De qualquer modo, preciso vendê-la por qualquer preço. Oh! se eu conseguisse um jeito de ganhar a vida! Estaria disposto a aceitar qualquer trabalho.” – “De que soma teria necessidade para viver?” – “Creio que não poderia viver com menos de 200 libras por ano, porquanto não sou eu só. Tenho de manter os meus velhos pais. Se fosse eu só, poderia sustentar-me com 50 libras, mas há o aluguel da casa e as roupas. Chegarei um dia a ganhar tal importância?”
No dia seguinte fui procurar meu amigo e ele, logo que me viu, disse: “Espero que não se tenha ofendido por haver-me recusado a confiar-lhe a situação em que me encontro. Na realidade, o meu sentimento era não incomodá-lo com as minhas lamúrias.” Respondi-lhe: “Absolutamente não me ofendi e, por minha vez, espero que não se ofenda quando souber o que fiz.” Então expliquei-lhe, resumidamente, os métodos de comunicação telepático-mediúnicos e depois acrescentei: “Não sei se no que escreveu por minha mão há alguma palavra verdadeira e hesito em comunicar-lho, acima de tudo porque a soma que me foi ditada como sendo a do total das dívidas é muito pequena para ser exata, ainda mais levando em consideração a depressão moral em que se acha mergulhado. Portanto, antes de tudo, vou ler a cifra em questão. Se estiver certa, terei de considerar tudo como o produto de uma mistificação inconsciente em que nenhuma parte terá tomado a sua personalidade.”
Embora incrédulo, ele manifestou interesse no caso, e assim prossegui: “Antes de ler a comunicação, é preciso que faça mentalmente o cálculo da soma total de suas dívidas, da soma que espera apurar com a sua propriedade, da soma anual que lhe seria necessária para viver, se fosse só.” Ele se concentrou e disse em seguida: “Já pensei em tudo.” Tirei então do bolso a comunicação e li: “O total de suas dívidas é de 90 libras.” Ele estremeceu e exclamou: “Está certo, embora eu tenha pensado em 100 libras, porque havia incluído as despesas correntes.” Continuei: “Visto achar-se exata a soma de suas dívidas, vou prosseguir na leitura: Espera apurar 100 libras na propriedade.” – “É verdade. É mesmo esta a quantia em que penso, embora houvesse hesitado em declará-la, porque a julgo exagerada.” – “O senhor me afirmou que, com o seu encargo de família atual, não poderia viver com menos de 200 libras por ano.” – “Exatíssimo. É precisamente isto.” – “Mas o senhor acrescentou que, se fosse sozinho, poderia viver com 50 libras anuais.” – “Muito bem. Nesse momento eu estava pensando em 1 libra por semana.”
Minha mão escreveu, portanto, exatamente o pensamento de uma pessoa do meu conhecimento, à distância de várias milhas, poucas horas depois que a mesma pessoa me havia escrito, desculpando-se por não ter tido a coragem de confiar-me as informações que eu lhe havia pedido.” Myers pediu a Stead que obtivesse o testemunho escrito do seu amigo a fim de colocá-lo nos arquivos da Society for Psychical Research, no interesse das pesquisas psíquicas. Stead obteve-o e Myers publicou tudo nos Proceedings of the S. P. R. (vol. IX, pág. 57), suprimindo-lhe o nome, mas declarando que o revelaria particularmente a quem lho pedisse. Eis a carta do amigo de Stead: “6 de abril de 1893 Prezado Sr. Stead Recebi o seu relato e nada tenho a opor que seja encaminhado à Society for Psychical Research, pois os
informes nele contidos são escrupulosamente verdadeiros. Eu ignorava inteiramente a sua experiência e soube dela no dia em que o senhor ma confiou. O resultado da própria experiência causou-me grande impressão, uma vez que sabia muito bem que o senhor não podia conhecer coisa alguma sobre os meus negócios nem sobre a importância de minhas dívidas, o valor da minha propriedade e os meus projetos de vida. a) E. J.” O caso exposto difere substancialmente dos outros, porém é mais importante do que eles sob o ponto de vista teórico, devido à maior eficiência demonstrativa, levando-se em conta a duração incomum do diálogo mediúnico e das minuciosas informações particulares obtidas de uma pessoa que horas antes havia dito verbalmente a Stead não querer chegar a confidências sobre o delicado problema de suas aflições econômicas.
Entre as informações obtidas mediunicamente por Stead e as que foram verbalmente narradas pela própria pessoa, encontram-se leves diferenças na forma em que foram concebidas pelas duas personalidades – subconsciente e consciente – do mesmo indivíduo, porém nenhuma diferença na substância, que corresponde exatamente. Diante de um diálogo verídico tão prolongado e tão detalhado, quem ousaria ainda sustentar que as comunicações mediúnicas entre vivos se realizam por meio de uma presumida faculdade de “clarividência telepática” ou de “telemnesia” capaz de insinuar-se nos mais recônditos recessos das subconsciências alheias com o fim de surrupiar-lhes os elementos necessários para representar uma falsa personalidade de vivo? Tudo isso não passa de uma fantasia gratuita, mesquinha e insulsa, enquanto que a explicação racional dos fatos brota dos próprios fatos e que se trata realmente de duas personalidades espirituais que conversam uma com a outra. Daí se segue que, se as hipóteses da “clarividência telepática” e da “telemnesia” devem ser excluídas como insuficientes para explicar as manifestações dos vivos, então com maior razão
devem ser excluídas igualmente na explicação das manifestações de mortos, nas quais os elementos necessários para representar uma falsa personalidade do morto deveriam ser surrupiados nas subconsciências de pessoas desconhecidas do médium, espalhadas por diversos lugares do mundo. Em outros termos, parece logicamente inevitável que, para a explicação das manifestações dos mortos, deve-se preferir a hipótese que a harmoniza perfeitamente com as modalidades pelas quais se verificam as manifestações dos vivos, porque estes últimos fornecem a única base sólida de toda interferência científica em tal ordem de pesquisas. Como nas manifestações dos vivos, são estes que prestam aos médiuns, ou aos assistentes por via dos médiuns, as informações pessoais próprias para provar a sua identidade pessoal; assim também nas comunicações dos mortos, são estes que comunicam aos médiuns, ou por via dos médiuns, os fatos destinados a provar a sua identidade pessoal.
Em suma, a argumentação essencial no presente debate consiste no seguinte: os traços característicos de uma conversa entre duas personalidades espirituais surgem como fundamento em ambas as categorias de manifestações, de sorte que, se esses traços característicos correspondem a um fato cientificamente provado no caso das manifestações dos vivos, não é possível deixar de concluir que correspondam igualmente a um fato real e verificado nas manifestações dos mortos. isto, bem entendido, sempre com a condição de apurar-se que sejam verídicas as informações recebidas e ignoradas por todos os presentes, em ambos os casos. Do que vimos expondo, segue-se que a hipótese contrária deve ser excluída porque não corresponde à modalidade pela qual os fatos se produzem. A favor das considerações expostas, militam outras circunstâncias importantes de ordem geral, de que trataremos, em síntese, na conclusão desta obra. * * *
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