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Capítulo 14 de 18

Parte 14 de 17

Comunicações Mediúnicas Entre Vivos · Ernesto Bozzano

aos ditames da Psicologia clássica, como a hipótese espírita; enfim, porque esta última, pelo menos, conta a seu favor os casos de identificação post-mortem, casos bem numerosos e indubitavelmente muito perturbadores. Restam as teorias ocultistas e afins, pelas quais as personalidades mediúnicas seriam seres fora da humanidade vivente e póstuma, isto é, gênios anjos, demônios, elementais, etc. Tais teorias chocam-se contra as mesmas objeções precedentes, com a agravante de não merecerem nem mesmo ser discutidas. Resumindo: de todas as hipóteses para explicação dos fatos, aquela fornecida pelas personalidades mediúnicas, isto é, a hipótese espírita, é indubitavelmente a mais simples, a mais clara, a mais convincente ao primeiro impulso, mas isto não prova que seja a verdadeira. A hipótese telepática, quando examinada com critério profundo é, ao contrário, a mais complicada, a mais obscura, a menos satisfatória, mas tal não prova que seja falsa. A hipótese das “criações psíquicas subconscientes” é a mais estranha, a mais arbitrária entre todas, mas isto não significa que se deva eliminá-la sem mais exame.

Perguntar-me-ão: quais são, então, as suas conclusões? Eilas: eu concluo, observando que, de qualquer modo, as experiências de Wimereux constituem um documento metapsíquico de primeiríssima ordem, que faz honra à questão das “correspondências cruzadas”, questão caída em descrédito. A respeito da interpretação precisa a extrair-se das mesmas experiências, acho supérfluo indicar quais são as minhas preferências pessoais, tanto mais que elas não poderiam ser formuladas, no momento, com suficiente caráter de certeza. Pouco importa, aliás. Mais do que nunca eu creio que a explicação isolada de um fato ou de um grupo de fatos, no domínio da Metapsíquica, é coisa de pouca importância e quase sempre ilusória. Mais do que nunca eu creio na

necessidade de uma interpretação sintética ou global dos fatos, a única filosoficamente concebível. Mais do que nunca eu creio que tal interpretação sintética seja profunda e inabalavelmente idealista.” Estas são as principais considerações que os fatos expostos sugerem ao Dr. Geley e folgo muito em achar-me de acordo com uma das inteligências mais rigorosamente lógicas que têm honrado o campo das pesquisas metapsíquicas. Narrei, primeiramente, os dois grupos de experiências que precedem, a fim de separar nitidamente os casos propriamente ditos de “comunicações mediúnicas entre vivos” das que ainda pertencem ao grupo pela forma, mas não pela substância. Faço seguir alguns episódios menos nitidamente espíritas, devido à modalidade com que se realizam, se bem que tudo concorra para demonstrá-los como tais, principalmente se forem considerados em relação com os anteriores. Caso 32 – Transcrevo-o dos Annales des Sciences Psychiques (1917, págs. 29/30). O Sr. Bredmester-Maurer envia de Giromagny (Belfort) a seguinte carta ao diretor da supracitada revista, Sr. C. de Vesme: “Ilmo.

Sr. Diretor: Como assinante dos Annales, submeto à sua apreciação o caso que se segue: – Há algumas semanas, por ocasião da partida de um nosso amigo com o qual eu realizava experiências psíquicas e que designarei pela inicial Y., nós lhe pedimos que nos enviasse uma mensagem por meio da mesinha mediúnica, no dia seguinte à sua chegada na nova residência, que dista de Giromagny cerca de 17 quilômetros. No dia e hora marcados (9 da noite), minha esposa e eu nos sentamos à mesa e aguardamos. Convém notar que, sem o Sr. Y., nunca tínhamos conseguido fazer mover-se a mesa. Ao contrário, desta vez, quase imediatamente uma forte pancada fez-se ouvir no interior da mesa, que depois disso deu meio giro. Então perguntamos:

– Está presente algum espírito: – Sim. – Quem o envia? – Y. – Porventura estás encarregado de alguma mensagem para nós? – Sim. – Qual é a mensagem? – “Jacqueline” está apaixonada pelos “dragões”. – Onde se encontra Y.? – Em um café em X. – Em companhia de quem? – De três oficiais. – Quantos galões têm os oficiais? – O primeiro um, o segundo e o terceiro, dois. – Acham-se à mesa para começar experiências mediúnicas? – Não. – Que fazem? – Bebem. – Que bebem? – Cerveja. Na manhã seguinte recebemos do Sr. Y. uma carta em que ele nos comunicava a mensagem que nos havia remetido na noite precedente, a qual era literalmente idêntica à que recebemos mediunicamente. Pedimos esclarecimentos ao Sr. Y. sobre as respostas dadas ao nosso interrogatório e ficamos sabendo que todas eram verdadeiras, salvo uma inexatidão sobre a qual o Sr. Y. nos escreveu: “Os três oficiais falaram realmente em mandar vir cerveja e demorar mais, porém eu me despedi e fui me deitar. O caso parece tanto mais estranho, porquanto

recebestes informações independentes de minha vontade, isto é, as que se referem ao lugar em que me achava.” (O diretor da revista acrescenta: “A meu pedido, o Sr. Bredemester-Maurer teve a gentileza de enviar-me os papéis referentes ao caso narrado, isto é, os dois bilhetes postais e as notas tomadas durante a sessão). O episódio supracitado é interessante do ponto de vista das “comunicações mediúnicas entre vivos”, mas é, ao contrário, um tanto fraco do ponto de vista da intervenção, na mensagem aqui considerada, de uma entidade espiritual extrínseca. Em favor desta última interpretação, notam-se duas circunstâncias, porém, que são de ordem resolutiva: uma, que a personalidade comunicante não disse ser o Sr. Y. e sim o seu mensageiro espiritual, afirmação que só adquire certo valor pelo fato de existirem realmente os mensageiros espirituais de tal natureza, como já vimos; e outra, que o Sr. Y. se havia proposto enviar somente uma breve mensagem, enquanto que os destinatários submetem a entidade comunicante a um interrogatório longo, obtendo informações suplementares verídicas que o agente não havia pensado enviar e que não teria podido mandar na forma do interrogatório que se desenvolveu, a menos que ele se achasse presente em espírito ou houvesse conversação a distância entre duas personalidades integrais subconscientes.

Ora, em ambos os casos, o agente deveria ter caído em estado de sono claro ou disfarçado durante o período inteiro da conversação que se desenvolveu, pois que, se houvesse permanecido todo o tempo em estado de completa vigília, então o caso em exame deveria ser considerado como espírita, mas infelizmente faltam a tal propósito os informes necessários e, portanto, não é possível chegar-se a uma conclusão. Quanto à pequena inexatidão ocorrida na transmissão telepática da mensagem, em que o fato de mandar vir cerveja para beber no local se transformou no outro fato de beber cerveja não apresenta valor teórico, pois que se trata, evidentemente, de um dos erros comuns de transmissão, dos quais não podem escapar as mensagens mediúnicas, porque, para

se realizarem, devem, necessariamente, passar através do “comutador” cerebral de uma terceira pessoa. Caso 33 – Extraio do Journal of the American S. P. R. (1919, pág. 276) este caso que a Srta. Mary H. Jacob relata ao diretor da citada associação, nos seguintes termos: “Quando meu filho partiu, como soldado, para a França, eu não podia saber a data de sua partida, nem de sua chegada, até que o governo dos Estados Unidos houvesse recebido um telegrama do comando militar anunciando a chegada, a salvo, do transporte em que ele embarcara. Depois desse telegrama é que deixariam sair os postais para as famílias, escritos pelos soldados antes da partida e nos quais eles próprios anunciavam sua chegada à França. Depois que meu filho partira, estava eu sentada certa noite na biblioteca, quando a minha mão esquerda pôs-se a fazer curiosos movimentos automáticos semelhantes aos dos telegrafistas no exercício das suas funções. Minha filha trouxe logo papel, lápis e a mesinha, e minha mão começou imediatamente a escrever.

Era um aviso de que o meu filho havia chegado, são e salvo, naquele momento, à França e o tal aviso era assinado por um outro filho meu, já falecido. Tomamos logo nota do dia e da hora em que havíamos recebido e mensagem e, no devido tempo, recebemos cartão postal de meu filho, que, como disse acima, escrevera e entregara ao comando militar, antes de partir. Algumas semanas após chegou uma carta dele, na qual descrevia as peripécias da viagem e nos informava haver chegado são e salvo à França, justamente na hora em que recebêramos a mensagem mediúnica. Note-se que o meu falecido filho, que se serviu de minha mão esquerda para escrever a mensagem, era canhoto em vida, e que eu nunca fui capaz de escrever, normalmente, com a mão esquerda. A mensagem do Além fora mais rápida do que a mensagem do Aquém.” (Assinado) Mary H. Jacob.

(A filha da relatora confirma assim: “A mensagem, de que trata a narração de minha mãe, foi recebida nas condições exatas por ela descritas. (Assinado) Mary K. Jacob.” Também o caso exposto é teoricamente fraco do ponto de vista da intervenção presumível de uma entidade de morto na comunicação mediúnica entre vivos e, naturalmente, eu não o teria classificado neste subgrupo se não existissem outros tantos episódios desse gênero, genuinamente espíritas, que nos induzem a presumir o mesmo também para os casos menos notoriamente espíritas. De qualquer modo, o episódio da médium que, na ocasião, escreve com a mão esquerda, o que coincide com o fato de ser o seu falecido filho canhoto, não é privado de certo valor, do ponto de vista da identificação pessoal do morto comunicante. Caso 34 – Destaco-o de um longo relato da Srta. Anne Stockinger sobre as suas próprias experiências supranormais, espontâneas e provocadas, relato otimamente documentado e publicado no Journal of the American Society for Psychical Research (1916, pág. 291).

Ei-lo: “Naquele período, duas primas nossas, as senhoras Nellie e Gula Scahrtz, ficaram órfãs e vieram viver conosco, tendo a primeira dezoito anos e a segunda quinze. Em junho de 1902, Nellie partiu para Indianápolis, em cujo hospital civil ingressou para fazer os três anos de prática exigidos para receber o diploma de enfermeira. Gula e eu continuamos a fazer sessões com a mesinha e certa noite manifestou-se o espírito de uma sua falecida irmã. Entre outras coisas, indagamos-lhe se nos podia dizer o que estava fazendo, naquele instante, em Indianápolis, a sua irmã Nellie. Respondeu-nos ela: “Esperem um momento que eu vou ver” e depois de alguns minutos voltou, informando: “Nellie não deseja que saibam o que ela está fazendo agora, pois se o souberem, ficarão apreensivas, com receio de que perca a saúde. De qualquer modo, encontrei-a escrevendo uma carta para vocês, carta que receberão dentro de dois dias”. E, de fato, a tal carta chegou na manhã do segundo dia, de modo

que, neste ponto, a mensagem mostrou-se verídica, mas ficavam por verificar outras informações. Escrevi, portanto, a Nellie, encaminhando-lhe a mensagem de sua falecida irmã, mas não conseguimos saber coisa alguma até quatro meses mais tarde, quando Nellie regressou em gozo de férias. Então ela nos mostrou logo uma fotografia, observando a respeito: “Eis o que eu estava fazendo naquele dia de março, quando vocês receberam a mensagem. Contrariamente ao regulamento do hospital, eu lhes remeti escondida a carta que ela lhes disse que eu estava escrevendo, mas tive bem o cuidado de não deixar vocês saberem o que eu estava fazendo para que não ficassem alarmadas pela minha saúde. Esta fotografia foi tirada através da janela da enfermaria em que estava eu encerrada”. Via-se, na fotografia, Nellie junto da figura horrível de um enfermo com varíola negra.”

Tal o fato, que o Dr. Hyslop faz seguir dos comentários abaixo: “A observação contida na mensagem mediúnica, que Nellie não desejava se soubesse o que estava ela fazendo naquele momento, faz-me lembrar as experiências análogas de William Stead, por ele consideradas como comunicações de vivos. O episódio em questão pode também representar o que é no máximo explicado pela telepatia e pela clarividência, mas a observação sobre a pessoa que se achava longe e que não desejava que os destinatários soubessem o que estava ela fazendo, pareceria implicar alguma coisa mais do que uma leitura passiva do que havia em sua subconsciência e tal implicaria também o propósito, por parte do agente mediúnico, de não transmitir a informação pedida.” É precisamente assim, e tal observação parece suficiente para eliminar a hipótese de clarividência telepática, mas não a de uma presumível comunicação mediúnica entre vivos, visto que, em tal caso, ter-se-ia tratado de uma conversa entre duas personalidades integrais subconscientes e, em conseqüência, pareceria ainda

verossímil presumir-se que a personalidade subconsciente da enfermeira tenha podido abster-se de comunicar aos parentes uma notícia que poderia inquietá-los. Isto posto, em homenagem às regras da pesquisa científica, não parece porém racional descuidar da outra circunstância de que quem se manifestou mediunicamente foi a personalidade de uma morta que, interrogada a respeito de uma pessoa distante, respondeu: “Esperem um momento que eu vou ver”. E, como o desenvolvimento final dos fatos gira inteiramente em torno de tal fato de natureza espírita, não se pode deixar de comparar o episódio aos outros episódios iguais, acima citados, que têm caráter genuinamente espírita, tirando daí a convicção de que a hipótese espírita é indubitavelmente a mais verossímil e a mais provável também nas circunstâncias expostas.

Caso 35 – Retiro-o do já citado livro da Sra. Florence Marryat, There is no death (pág. 35), que escreve: “Eu tinha o costume de levar meus filhos para o banho de mar no verão e, em uma das estações de banho, a fim de verificar até onde a mesinha podia realmente mover-se independentemente da “cerebração inconsciente” dos homens de ciência, eu me entendi com dois amigos, os Srs. Helmore e Colnaghi, meus habituais companheiros de sessão em minha casa, e combinamos continuar regularmente as nossas sessões apesar da separação: eu, em minha residência de beira-mar, todas as terças-feiras à noite, e eles em Londres, às quintas-feiras à noite, e isso a fim de transmitirmos algumas mensagens por intermédio do espírito-guia “Charlie”. Na sessão da primeira terça-feira, eu disse a “Charlie”: “Pergunta-lhes se os seus corações sentem minha ausência” e a mensagem foi fielmente transmitida pela mesinha na quinta-feira seguinte.

Na segunda terça-feira “Charlie” se manifestou logo, para transmitir, com a mesma fidelidade, a resposta dos amigos de Londres, que era assim concebida: “Informa à Sra. Marryat que Londres sem ela nos parece um deserto”, ao que eu repliquei com muita sinceridade, senão

com pouca elegância: “Que tolice!” Poucos dias após eu recebia uma carta de meu amigo Helmore, na qual observa ele: “Receio que o nosso “Charlie” já ande enfadado com a função de portador de cartas, visto que, na última quintafeira, apesar de nossa insistência para saber a mensagem da senhora, a mesa não fez outra coisa senão repetir “Que tolice!” No caso exposto, nota-se uma circunstância que por si só basta para demonstrar a sua origem genuinamente espírita e é que, nas experiências em questão, os dois grupos de experimentadores, ao invés de fazerem as sessões na mesma ocasião, reuniram-se em dias separados, isto é, nas noites de terça e quinta-feira.

Em tais circunstâncias, não é mais possível recorrer-se a uma interpretação mais ou menos telepática dos fatos e, portanto, não é possível classificá-los entre os fenômenos de comunicações mediúnicas entre vivos, porque a mensagem telepática não pode, certamente, levar dois dias no espaço à espera de que se reúna um grupo de experimentadores longínquos a que teria de ser transmitida, pois fatalmente e instantaneamente deveria percorrer o seu caminho pelo éter. Segue-se daí que, em tais circunstâncias, a lógica impõe que os fatos sejam interpretados conforme se manifestam notoriamente, isto é, concluindo-se pela presença real de uma personalidade espiritual que acolha a mensagem e a retenha na sua memória, à espera de chegar o dia de transmiti-la às pessoas às quais se destinam. Não é fácil cogitar-se de uma terceira solução para o caso em exame. Caso 36 – Tomo-o do Journal of the American S. P. R. (1918, págs. 728/37). Trata-se de um episódio rigorosamente documentado. Seus protagonistas, devido à sua posição social, não desejam que os seus nomes sejam divulgados.

O Sr. T. J. T., que naquela ocasião era um alto funcionário do Ministério do Tesouro dos Estados Unidos, exercitava-se em experiências mediúnicas com a Sra. Willa L. No ano de 1900, o filho dessa senhora, o Capitão Henry L., partira para a China, onde haviam sido iniciadas hostilidades entre os aliados e o

governo chinês. No dia 13 de julho deu-se o combate de Tien- Tsin e os jornais publicaram a lista dos oficiais mortos e feridos. Entre estes últimos achava-se o nome do Capitão Henry L. e a mãe dele, Sra. Willa L., ficou profundamente consternada. Na mesma noite o Sr. T. J. T. propôs que pedissem informações às personalidades mediúnicas sobre os ferimentos que ele recebera. Estes são os antecedentes do caso. O Sr. T. J. T. continua a sua narrativa nos seguintes termos: “Não se chegou a resultado algum, mas no fim da sessão a “prancheta” moveu-se com a rapidez característica e foi ditado: “Sou a vossa amiga “Carrie P.”. Noto que Willa acha-se profundamente preocupada. Que aconteceu?” Relatamos-lhe o ocorrido, acrescentando que as personalidades mediúnicas que se manifestaram não se achavam em condições de fornecer informações sobre o estado do ferido. Na noite seguinte fui novamente à casa da Sra. Willa L. e mal apoiei a mão sobre a “prancheta”, esta imediatamente se moveu e escreveu: “Sou Carrie. Já fui procurar o Henry e folgo em informar que ele está vivo.

Ontem à noite, quando a deixei, disse comigo mesma: “Oh! se eu o pudesse ver e aliviar a dor da pobre mãe!” Pois bem, percebi que esse desejo ardente me havia posto em condições de vê-lo. Está ferido no lado esquerdo. Várias artérias cortadas, perdeu grande quantidade de sangue e está, portanto, fraquíssimo, porém resta esperança de cura. Acha-se ferido também na coxa direita.” Ficamos bem impressionados com tal mensagem, em cuja autenticidade acreditamos inteiramente. Procuramos saber exatamente quais os locais das feridas, porém ela não nos soube dizer mais nada, esclarecendo que o seu modo de observar os fatos não é precisamente o que nós chamamos “ver”, mas antes uma “impressão” e, a seguir, empregou sempre o termo “impressão”. Dois dias após, o New York Herald publicava uma narração da batalha de Tien-Tsin, na qual se lia o seguinte

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