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Capítulo 11 de 18
Parte 11 de 17
Comunicações Mediúnicas Entre Vivos · Ernesto Bozzano
transmitidas com o auxílio de uma entidade espiritual intermediária, será bom relatar alguns casos de transição, porque se referem a incidentes em que o agente que se comunica mediunicamente a distância é um moribundo que anuncia a iminência de morte, ou bem uma pessoa falecida momentos antes de ocorrer a comunicação. O que se disse para os casos do último subgrupo deve ser repetido aqui, ou seja, que tais episódios são raros, de modo que só disponho de quatro deles, um dos quais é de segunda mão e, portanto, deficiente como prova. Caso 23 – O maestro compositor Ernest Blum, que havia conhecido Victor Hugo e Auguste Vacquerie, refere em sua autobiografia o que aconteceu com Victor Hugo, nas suas experiências na ilha de Guernesey: “Victor Hugo sempre declarou estar convencido das verdades do espírito. Igualmente o estavam seus dois filhos e seus dois amigos Vacquerie e Paul Mérice. O próprio Vacquerie me narrou o seguinte fato: – Certa noite de inverno em Guernesey se faziam experiências com o tripé. Estavam presentes o grande poeta, seus dois filhos e Vacquerie.
Servia de médium Charles Hugo, que tomava conta das letras do alfabeto ditadas pela mesinha e transmitia as respostas. Subitamente lançou ele um grito de dolorosa surpresa e exclamou: “Os espíritos me participam a triste notícia de que neste momento morreu a Sra. de Girardin”. Eram dez horas da noite. Naquela mesma noite havia Victor Hugo recebido uma carta da Sra. de Girardin na qual lhe comunicava que iria passar uns dias em Guernesey, de modo que ele deveria esperá-la de um momento para outro. Dois dias após chegou uma carta em que se participava a morte da referida senhora. Ninguém em Guernesey podia saber de tal coisa, pois não havia telégrafo nem telefone e, portanto, Charles Hugo o ignorava, como todos os demais. O mais interessante, porém, é que ela havia falecido precisamente na noite da sessão às 10 horas.
Confesso que quando penso neste episódio sinto um calafrio, porque como pô-lo em dúvida com tais testemunhas?” (Narrado na Revue Scientifique et Morale du Spiritisme, 1906, pág. 509). No caso citado, Charles Hugo assim se expressa: “Os espíritos me participam a triste nova...”, do que se poderia concluir que não fosse precisamente a Sra. de Girardin quem comunicasse a própria morte, mas algum espírito familiar ao médium, o que pode ser certo. Como, porém, não é lícito admitilo baseando-nos simplesmente em uma afirmação como a exposta, devemos apegar-nos à “hipótese menos lata” aplicável ao caso que é a de uma comunicação da Sra. Girardin moribunda ou recém-falecida. Caso 24 – Emma Hardinge-Britten, em seu livro Modern American Spiritualism, pág. 500, narra uma série de manifestações mediúnicas obtidas na casa do Dr. Laird, com a mediunidade de sua própria esposa e em relação com o seu filho e o do Dr. Marsden, os quais lutavam no front da Guerra de Secessão norte-americana.
Quando os dois jovens morreram na luta, manifestaram-se à médium por meio da visão clarividente e o filho do Dr. Marsden se lhe manifestou quando ainda jazia mortalmente ferido no campo de batalha. A narração é longa, pelo que só citarei este último episódio. A narradora, Sra. Hardinge-Britten, que tomou parte na experiência, assim se expressa: “Nenhuma notícia dos filhos... Pela noite, quando os desolados pais se reuniram em sessão, caiu a Sra. Laird em sono mediúnico e, em tal condição, se manifestou o espírito de James Marsden, que assim falou: “Avisa a meu pai que parta imediatamente para Donaldsonville e uma vez ali, que chame o Cap. Somers, comandante da minha companhia. Foi ele quem recebeu o encargo de entregar-lhe a minha pobre crisálida dilacerada da qual a mariposa se evolou para a eternidade.”
A respeito da mensagem o Dr. Laird fez-me saber que ela adquire maior significação porque o filho do Dr. Marsden tinha um caráter jovial, despreocupado e um tanto volúvel, o que levara seus camaradas a dar-lhe por gracejo o apelido de borboleta. O Dr. Marsden partiu logo para a localidade indicada e cinco semanas após regressou com um ataúde que continha os restos mortais do rapaz. O Cap. Somers lhe informou que seu filho caíra gloriosamente coberto de ferimentos, achando-se ainda vivo quando fora transportado para um posto de socorro, onde expirara lentamente. Comparando-se as datas pôde-se verificar que o seu espírito se manifestara à Sra. Laird algumas horas antes de morrer, quando jazia moribundo na tenda-hospital. Antes de expirar, havia pedido ao Cap. Somers que informasse seus pais da sorte que tivera e que o mandasse enterrar num lugar bem marcado a fim de facilitar ao pai o trabalho de identificá-lo quando viesse buscar os despojos. O Cap. Somers fizera-lhe a vontade mas não chegou a escrever ao seu progenitor porque adoecera gravemente.
Quando viu este chegar, supunha que ignorasse tudo e quando o velho lhe narrou todo o caso, informando-o do modo como soubera do acontecimento, o capitação ficara profundamente impressionado...” O episódio narrado difere dos outros porque se deu pela “mediunidade vidente” e apresenta muita analogia com os casos comuns de telepatia, salvo que em nosso caso não se tratava de um percipiente em estado normal de vigília ou sono, e sim de um médium em estado de “transe”. Ademais é notabilíssima a mensagem transmitida pelo fantasma telepático-mediúnico porque encerra informações pessoais ignoradas de todos os presentes e rigorosamente verificadas, compreendendo também a simbólica alma-borboleta que da “crisálida dilacerada se evolara para a eternidade”. Tal comparação faria também supor que quando o jovem herói se manifestara à médium, já estivesse morto e assim o caso em
exame se transformaria em ótimo exemplo de identificação espírita. Caso 25 – Tomo-o do vol. I, pág. 376, do Journal of the S. P. R., o qual foi narrado pelo Prof. William Barrett. O episódio se contém em duas cartas, uma de 29 de setembro de 1882 e a outra de 24 de março de 1885, dirigidas àquele pelo Sr. Samuel Jennings. Extraio de tais cartas os seguintes trechos: “Querido professor Em resposta à sua pergunta, relato-lhe um caso contado pelo próprio protagonista, o Sr. Nelson, falecido há pouco. Tinha ele a faculdade de escreve automaticamente por impulso de influências estranhas... Aconteceu certa vez que teve um sentimento de “presença espiritual” quando se achava no trem, viajando de Kaneegunge para Calcutá. Pegou então uma folha de papel e um lápis e esperou calmamente. É difícil escrever num trem em marcha, mas conseguiu fazê-lo e obteve uma comunicação em que o agente era a própria filha do Sr. Nelson, que se achava num colégio da Inglaterra.
Dizia que acabara de morrer naquele instante, de uma doença inesperada, descrevendo as circunstâncias em que a sua morte se dera e as pessoas que a assistiram, acrescentando que tinha querido manifestar-se a ele a fim de lhe dar o último adeus. A mensagem produziu no Sr. Nelson a agitação que é de se supor, pois ignorava a enfermidade da filha. Chegando em casa disse que estava muito preocupado com a saúde de sua filha Bessie, porém só deu conhecimento da comunicação a uma filha casada, pedindo-lhe que aguardasse até a chegada do correio da Inglaterra. Quando esse chegou, tudo se confirmou em seus menores detalhes.” O caso exposto é importante mas, infelizmente, é referido em segunda mão. Certo é, porém, que a autoridade do Prof. Barrett, que o recebeu e publicou, constitui prova suficiente para a autenticidade do mesmo.
Caso 26 – Aparece no vol. II, pág. 67, do Journal of the S. P. R. Trata-se de um caso muito conhecido porque citado com freqüência. O Dr. Liebault, de Nancy, escreve a Myers: “Apresso-me em comunicar-lhe por escrito o seguinte caso de transmissão de pensamento. O fato se deu com uma família francesa, residente em Nova Orleans, vinda de Nancy para uma liquidação de negócios. Conheci a referida família por haver tratado pelo hipnotismo a Srta. D., sobrinha do Sr. M. G., chefe da família em questão. Padecia de uma leve anemia com tosse nervosa contraída em Coblença num colégio do qual era professora. Facilmente a pus em estado sonambúlico e ficou boa, e tal facilidade nos fez supor que provavelmente tinha faculdades mediúnicas (a Sra. G. já as possuía), pelo que tratou de exercitá-la na escrita automática, esperando poder comunicar-se com os “espíritos” e em menos de dois meses se revelou uma boa médium escrevente.
Eu mesmo a vi traçar rapidamente páginas inteiras de escrita automática – que tinha por comunicações – em forma impecável, quando simultaneamente falava com os presentes. Particularidade curiosa: ignorava tudo o que sua mão escrevia, do que deduzia que algum espírito a movia. Certo dia, 7 de fevereiro de 1868, pelas 8 da manhã, no momento de sentar-se à mesa para uma refeição ligeira, experimentou um impulso irresistível de escrever automaticamente. Tomou o seu caderno e febrilmente rabiscou uns traços indecifráveis e, quando acabou a agitação do seu espírito pôde-se ler que uma certa Margarida lhe anunciava sua morte. Era uma sua amiga também professora e companheira de pensão em Coblença e, naturalmente, todos acreditaram que a moça havia morrido. A Srta. B. escreveu no mesmo dia a outra amiga inglesa, instrutora do mesmo colégio, sem revelar o motivo por que o fazia e alegando um pretexto qualquer.
Pela volta do correio chegou a resposta na qual aquela declarava sua surpresa de receber uma carta sem motivo aparente mas, ao mesmo tempo, anunciava a morte de sua amiga comum, Margarida, ocorrida às 8 horas da manhã do dia 7 de fevereiro. No interesse da Ciência, lamento não haver pensado em ir junto com a família G. ao telégrafo para convencer-me de que se havia recebido na referida manhã um telegrama de Coblença, mas a honorabilidade de tal família estava acima de qualquer suspeita.” Myers diz que, ainda prescindindo da impossibilidade de que uma família inteira conspirasse para enganar um amigo, a natureza da resposta recebida de Coblença demonstra que quem escrevia sabia que não se havia enviado telegrama algum. Do ponto de vista da manifestação em si, cabe fazer notar que a moça enferma se extinguira “pelas 8 da manhã” e que em tal hora se manifestava mediunicamente à amiga distante, ou seja, que a manifestação pôde se produzir tanto um minuto antes, como depois da morte, ainda que seja mais provável esta última hipótese, já que a comunicante participa a sua morte.
O Dr. Liebault classifica o caso de “transmissão do pensamento”, pois na época em que escrevia não havia ainda nascido a palavra “telepatia”, porém ambas as definições se equivalem. Não se esqueça, porém, que neste caso a telepatia se exerce mediunicamente, o que a diversifica da forma sensorial e a aproxima das manifestações telepáticas dos mortos. E como nos casos examinados neste subgrupo se trata de vivos no leito de morte, evidente é que a telepatia entre vivos com modalidade mediúnica aparece como o último grau de uma ampla série de manifestações anímicas pelas quais se chega ao limiar da grande fronteira, mas além da qual não podem existir mais que manifestações telepáticas de mortos, demonstrando-se com isto que não existe solução de continuidade entre as modalidades com que se produzem as comunicações entre vivos e mortos. Em outras palavras: uma vez mais temos de reconhecer que o Animismo prova o Espiritismo.
Subgrupo F Mensagens transmitidas com auxílio de entidade espiritual As mensagens de que aqui tratamos dividem-se em dois grupos distintos: No primeiro quem se manifesta é ainda a personalidade de um vivo, com a diferença de que o “espíritoguia” do médium afirma que a manifestação se produz por seu intermédio, no sentido de que ele se prestaria a ajudar a personalidade espiritual do vivo a fim de pô-la em condições de atingir o seu objetivo. No segundo grupo, ao contrário, as comunicações mediúnicas da espécie em questão produzir-seiam por intermédio único do “espírito-guia”, o qual se encarregaria de receber a mensagem do vivo e de transmiti-la a outra pessoa afastada, sem intervenção do próprio vivo. * * * O primeiro dos grupos indicados não apresentaria por si mesmo valor teórico apreciável, podendo-se com razão objetar que a afirmação inverificável do “espírito-guia” a respeito de um hipotético auxílio por ele prestado ao vivo que se manifesta mediunicamente não é mais do que uma fantasia oníricosubconsciente do médium.
Tal objeção bastaria para tirar todo o valor teórico ao grupo de manifestações em questão, se não existissem as manifestações do segundo grupo, diante das quais a mesma objeção é muito menos legítima. A eficácia teórica, portanto, não pequena, das manifestações do segundo grupo reflete-se favoravelmente sobre as do primeiro, levando-se em consideração que se umas têm fundamento, também as outras parecem prováveis. Não se diz, porém, que a origem espírita das manifestações pertencentes ao segundo grupo possa ser considerada solidamente demonstrada. Com todo o rigor, tal não é possível, visto que se trata de afirmações e de fatos, por sua natureza, demonstráveis. De qualquer forma, não há falta de provas indiretas em favor da interpretação espírita, provas que assumem forma de argumentações indutivas de grande eficiência demonstrativa,
pois que, sem elas, muito dificilmente se poderia algumas vezes dar a razão de ser dos fatos. O Prof. Oliver Lodge diz, a respeito do grupo de manifestações, o seguinte, que transcrevo do Journal of the S. P. R.: “Como explicar tais formas de transmissão mental de uma pessoa a outra? Tomemos o episódio da palavra “Honolulu” por mim citado no livro “Raymond”. O grupo familiar de experimentadores de Birmingham pediu à personalidade mediúnica “Raymond” para transmitir a palavra “Honolulu” a outro grupo de experimentadores em Londres, e a palavra foi transmitida. Ora, o caso pode explicar-se considerando-o uma experiência telepática, mas a circunstância que não se deve esquecer, pois que constitui o lado dramático da interpretação é esta: o encargo de transmitir a mensagem foi dado a “Raymond”, que se achava em relações com os dois grupos de experimentadores. E, assim sendo, não se pode deixar de reconhecer que se o episódio se pode explicar telepaticamente, pode-se interpretar ainda melhor, pressupondo que o espírito “Raymond” tenha efetivamente transmitido como intermediário a mensagem que lhe foi confiada.”
Assim escreve o Prof. Lodge, e esta última interpretação dos fatos parece mais legítima do que a outra porque nesta se leva em devida conta a circunstância fundamental que confere valor ao ciclo inteiro das experiências em apreço, isto é, que as manifestações da entidade espiritual “Raymond” constituem o fim e a razão de ser das próprias experiências e, como a mesma entidade já havia fornecido provas bem notáveis em favor da sua identificação pessoal, segue-se que, querer separar o episódio exposto do complexo orgânico dos outros episódios, explicandoo de forma diversa, seria um procedimento arbitrário e anticientífico. E por ora não devemos acrescentar mais coisa alguma, porque os fatos que vão sendo expostos fornecerão oportunidade para elucidar posteriormente a questão.
* * * A título de exemplo fornecerei apenas três episódios relativos ao primeiro grupo das manifestações em exame. Ademais, os leitores terão observado que nos casos anteriormente citados se encontram vários em que se faz alusão ao presumido auxílio espírita implícito nos episódios de comunicações mediúnicas de vivos, presunção que não levei em conta porque de natureza demasiado vaga. Nos três exemplos que se seguem, tal presunção, ao contrário, parece justificada, conquanto não o seja ainda suficientemente sem o auxílio eficaz dos episódios afins, pertencentes ao segundo dos grupos examinados. Caso 27 – Tiro-o do livro da Sra. Hester Travers-Smith, Voices from the Void (págs. 48/50).
Como já tivemos ensejo de observar (Caso 1) essa senhora possui notabilíssimas faculdades mediúnicas, embora sejam limitadas ao sistema de comunicações obtidas com o aparelho mediúnico chamado Oui-já (quadro com o alfabeto munido de um ponteiro que indica as letras) e fez muitas experiências com o Prof. William Barrett, o qual, por seu intermédio, obteve algumas provas admiráveis de identificação espírita, que cita em sua obra On the Threshold of the Unseen. Escreve ela: “Certa personalidade mediúnica, que ainda não conheço intimamente porque se manifesta há poucos meses, assina o nome de “Shamar”. Diz ser de raça indiana e se afirma meu “espírito-guia”. Preside e dirige quase todas as minhas sessões, dedica-se a desenvolver e a aperfeiçoar a minha mediunidade, tendo cuidado, acima de tudo, de trazer às sessões, para se comunicarem, espíritos que se demonstram sempre escrupulosamente verdadeiros. Tal entidade me informa que agora se interessa de modo particular em trazerme espíritos de vivos, aproveitando o momento em que estão dormindo ou cochilando. Interessa-se pelos encarnados porque com estes é possível obter-se a prova absoluta de identificação pessoal dos espíritos comunicantes. “Shamar” mostrou-se sempre sincera e leal para comigo. Recentemente provocou manifestações de espíritos de vivos,
com relação aos quais tive meios de certificar-me da veracidade absoluta das mensagens que me transmitiram. Em dezembro de 1917 eu me achava em Londres, hospedada em casa de uma família de parentes com a qual passei as festas de Natal. No dia 26 fiz com a minha prima uma breve sessão mediúnica das 10:30 às 11 horas da noite, na qual se manifestou “Shamar” e prometeu fazer-nos assistir a uma interessante manifestação. Pouco depois o ponteiro do Oui-já indicou o nome do irmão de minha prima. Descreveu ele a sala em que se achava, acrescentando que havia adormecido, sentado diante da lareira. Foi breve a mensagem e eu não conservo o original, mas foi verificada a sua exatidão em todos os detalhes. Depois dele, foi ditado o nome do Sr. D..., um íntimo amigo nosso, que nos comunicou achar-se apenas cochilando e que, em conseqüência, a sua mensagem só poderia ser dada aos saltos, e de fato tal sucedeu. Informounos que naquele momento estava sentado na saleta em frente da lareira e que não havia outra pessoa no aposento.
Eu lhe pedi que transmitisse certa mensagem a sua irmã e ele observou: “Sinto muito, mas não é possível, porque quando eu acordar me esquecerei de tudo o que estou dizendo e ouvindo.” Descreveu-me então longa e minuciosamente de que modo haviam decorrido em sua casa as festividades do Natal, acentuando a vinda de um nosso amigo comum que eu absolutamente não teria podido imaginar houvesse tomado parte nos festejos. Depois comunicou-me que era obrigado a despedir-se porque o seu corpo ia rapidamente despertando, tornando-se assim impossível a comunicação. Quando voltei para Dublin tive o cuidado de informar-me a respeito e verifiquei a absoluta veracidade do que me havia sido contado mediunicamente pelo meu primo. Deixo os leitores à vontade para decidirem se no caso exposto se tratava ou não de telepatia. O espírito de meu primo teria realmente se afastado de seu corpo para vir conversar comigo? Não ouso responder à pergunta.
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.