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Capítulo 4 de 18
Parte 4 de 17
Comunicações Mediúnicas Entre Vivos · Ernesto Bozzano
– Dele. Do espírito do siciliano. Compreende-se que fiquei petrificado. Na carta estava repetido tudo o que antes havíamos sabido pela tiptologia e finalizava, não pela assinatura de Giovanni, mas de Giovacchino G. F. Se a médium não tivesse interrompido as pancadas, estaria certo o prenome. Lá se achava a poesia, idêntica em todas as particularidades e, por fim, a idade de 36 anos. Devíamos, pois, saber se realmente ele morava onde dizia e se todos os dados fornecidos eram verdadeiros. Por felicidade, Giulia tinha uma parente naquela cidade e dirigiu-se a ela para obter esclarecimentos. Tudo combinava: somente uma ducha fria diminuiu o entusiasmo, pois o engenheiro poeta era... casado, mas separado da mulher. O estranho caso não podia terminar assim. Devia-se ir até o fim, para sua documentação científica, e a jovem resolveu responder a carta do seu ardente admirador, revelando-lhe a maneira estranha pela qual tivera conhecimento antecipado dos seus sentimentos e da poesia a ela dedicada. Pertencente à religião evangélica, pois era filho de pai anglo-saxão, ele absolutamente não acreditava nas comunicações espíritas, nem na possibilidade do desdobramento espiritual.
Contudo, deve ter ficado um tanto abalado, pois o rapaz anunciou a sua breve chegada a Florença. Daí o espanto, a curiosidade e um pouco de desânimo também. – Que vou fazer com esse casado? – gracejava a brilhante escritora. Mas o pior é que a família não o quis receber e foi necessário que uma amiga piedosa... e curiosa por saber até que ponto chegaria a audácia desse espírito vivo, acolhesse o pedido da médium em ser-lhe apresentada. E assim as coisas correram do melhor modo possível (se bem que não em perfeita regra), em vista dessa circunstância especialíssima.
Era um moreno simpático, um tanto baixo e gracioso, com grandes olhos meridionais e magnífica voz de barítono, educado e eloqüente. Aplaudido conferencista, falava sempre nos comícios agrários, tinha modos distintos e era insinuante, de modo que recomendei a Giulia que tivesse cuidado, pois era um homem fascinante. Certamente, interessado como estava, ele se havia manifestado um tanto lisonjeiro para com a escritora. Narrou as suas desventuras domésticas, as conseqüências de uma infeliz ligação, os seus afetos de família, a adoração que tinha por sua querida mãe e uma irmãzinha única. Em suma, dentro de poucos dias eram bons e cordiais amigos, mas ele não queria acreditar em coisas que encontrava dificuldade em conceber. Era muito mais cético do que São Tomé, que pelo menos acreditou com uma prova tangível. Regressou à sua cidade e voltou nos anos seguintes. Escrevia-nos freqüentemente sobre assuntos de arte para publicações poéticas e a autora deste relato sempre achou nele um perfeito cavalheiro, de temperamento expansivo e gracioso, preocupado com tudo, menos com a Psicologia.
Sensitivo e nervoso, talvez nevropata devido aos dissabores sofridos, teria sido e talvez venha a ser um bom médium. Ficamos sabendo que, na hora de sua manifestação à escritora, estava mergulhado no sono habitual, depois da refeição em família. Assim, o seu “duplo” viajou de Palermo a Florença. Em suas relações com Giulia teve de contentarse com alguns passeiozinhos: um simples flerte peripatético, continuando ambos a corresponder-se de vez em quando, sem mais galanteria ou madrigais, como dois bons camaradas nos domínios da Arte.” (Ass. Annete Boneschi- Coccoli). No caso supracitado, observa-se a particularidade de um espírito de vivo que se manifesta, no sono, a uma pessoa que não conhece, particularidade bem rara nas manifestações mediúnicas desse gênero e, especialmente, entre pessoas vivas, pois é notório que as manifestações se realizam unicamente quando entre os
protagonistas existem relações afetivas ou, pelo menos, relações de qualquer grau de parentesco, de amizade ou de simples conhecimento. Na ausência de tais condições, não se poderia estabelecer, entre as duas pessoas, a “relação psíquica”, que é condição indispensável para a realização de toda manifestação telepático-mediúnica. Ora, como se observa no caso em questão, em que o agente não conhecia a pessoa a quem se manifestou mediunicamente, ele é excepcional, conquanto se trate de uma exceção que confirma a regra. Leve-se em conta que, pelas informações fornecidas sobre os protagonistas, é notório que a “relação psíquica” entre eles pôde se estabelecer em virtude do grande interesse que no indivíduo-agente havia suscitado a leitura de um trabalho literário da médium-percipiente, interesse tão acentuado e sentimental, que inspirou ao agente uma poesia em homenagem à jovem desconhecida, como também o levou a iniciar relações epistolares com ela.
Compreende-se, pois, que tal estado de alma (indicando a existência de uma grande afinidade no temperamento literário dos dois escritores) tenha sido suficiente para provocar, espontaneamente, durante o sono, a “relação psíquica” entre o admirador e a admirada. Em outros termos, se os protagonistas não se conheciam, eram, porém, duas almas que vibravam em uníssono. Como dissemos, tais episódios são raríssimos nas comunicações mediúnicas entre vivos, conquanto se realizem com maior freqüência nas comunicações mediúnicas com os mortos, e isso devido a condições que não se verificam nas comunicações com os vivos. Além de tudo, há entidades espirituais conhecidas pelo nome de “espíritos-guias” que levam intencionalmente às sessões espíritas personalidades de mortos desconhecidos de todos os presentes a fim de que eles transmitam aos vivos informações verificáveis de suas existências terrenas e, com isso, fornecem provas incontestáveis de identificação espírita. Em tais circunstâncias, a “afinidade psíquica” entre o espírito desconhecido e o médium realizar-se-ia de forma indireta, isto é, por intermédio do “espírito-guia”. Tal acontecia nas célebres experiências do Rev. William Stainton Moses, nas quais o “espírito-guia” “Imperator” levava
às sessões numerosas entidades desconhecidas do médium e dos presentes, a fim de confirmar indiretamente a gênese transcendental dos ensinos ministrados por meio de uma longa série de provas de identificação espírita. A outra circunstância que torna possíveis as comunicações mediúnicas com entidades desencarnadas desconhecidas consistiria no fato de que os médiuns, no ato de exercerem as suas faculdades supranormais, serem circundados de uma aura luminosa perceptível a qualquer graduação de espíritos desencarnados, dos quais, mesmo os inferiores, não deixariam de se aproveitar para satisfazer o vivo desejo de se comunicarem com o mundo dos vivos, empresa difícil, porém algumas vezes realizável, porque, no complexo das qualidades, dos defeitos, das tendências particulares ao temperamento do médium, muitas vezes os espíritos encontram o elemento de afinidade psíquica necessário ao estabelecimento de uma relação ainda que imperfeita com o médium. Observo, finalmente, que a relatora explica o incidente referido, tomando-o por um fenômeno de “bilocação”, isto é, que o “duplo” do agente ter-se-ia transportado de Palermo a Florença.
Penso que não será necessário recorrer-se a tal hipótese, em contingências semelhantes, que podem ser esclarecidas com a transmissão telepática do pensamento, ou melhor, pela comunicação a distância entre duas personalidades integrais subconscientes, o que não deveria causar muito espanto quando se reflete que o tempo e o espaço não existem no ambiente espiritual. Caso 6 – Este, eu o extraio do volume XXX, pág. 230, dos Proceedings of the S. P. R. É relatado pelo Prof. William Barrett e um episódio rigorosamente documentado. Ambos os protagonistas haviam guardado as cartas trocadas por ocasião do caso, cartas estas que foram entregues ao Prof. Barrett juntamente com os envelopes em que foram expedidas. Os protagonistas foram o Sr. Arundell Mackenzie-Ashton e o Cel. E. H. Nicholson. Ei-lo:
“O episódio se deu no Walesby Vicarage, em Nottinghamshire, no ano de 1882. Eis a primeira carta que o Cel. Nicholson enviou ao Sr. Mackenzie Ashton: Newark-on-Trent, 11 de setembro de 1882. Distinto Senhor Passei algum tempo no Walesby Vicarage e lá, à noite, nos divertíamos fazendo mover mediunicamente a mesinha. Quando se verificaram os primeiros movimentos, perguntamos: – Quem é o espírito presente? – Arundell Mackenzie. – Onde se encontra? – Aqui presente, em espírito. – O que está fazendo ou em que condições se acha presentemente o seu corpo? Ora, como a esta nossa pergunta foi dada uma resposta fornecendo indicações precisas e minuciosas, nós lhe pedimos a fineza de informar o que estava fazendo na noite anterior (quinta-feira), das 10:30 às 11:30 horas, e em companhia de quem se achava. Rogamos-lhe ainda o obséquio de nos dizer de que modo empregara o dia. Espero que V. Sa. me releve a liberdade que tomo em lhe dirigir um interrogatório tão impertinente, tanto mais que não tenho a honra de conhecê-lo pessoalmente. Permita-me fazê-lo, porque estou ansioso por me assegurar se a “manifestação” que obtivemos foi verdadeira ou falsa. Com todo o respeito firmo-me a) E. H. Nicholson O Sr. Mackenzie-Ashton respondeu gentilmente o questionário que lhe foi remetido, e o Cel. Nicholson replicou com esta missiva, datada de 16 de setembro: Distinto Senhor: Ainda um favor. Estimaria que V. Sa. tivesse a bondade de assegurar-me, sob sua palavra de honra, que não soube o
que me relata, por alguém que houvesse estado no Walesby Vicarage na quinta-feira à noite. Tendo o Sr. Mackenzie-Ashton garantido, sob palavra de honra, nada ter ouvido com relação ao caso, recebeu do Cel. Nicholson a seguinte carta em que descreve o ocorrido: Newark, 19 de setembro de 1822. Distinto Senhor: Quando lhe pedi a sua palavra de honra, estava certo de que tal era supérfluo, mas a experiência por nós feita me parece tão extraordinária, que achei necessário pedi-la. As pessoas sentadas ao redor da mesa, além do signatário desta e sua esposa, eram as seguintes: (dá-lhes os nomes, que aqui não reproduzo). A mesa se pôs em movimento quase imediatamente e lhe pedimos que desse três pancadas se algum espírito estivesse presente. Tendo batido três pancadas, perguntamos-lhe o nome do espírito presente e recebemos o nome Arundell Mackenzie, depois do que os seus movimentos pararam. Perguntamos-lhe em que ponto da sala se achava e o que estava fazendo. Respondeu: “Estou aqui, em espírito.”
Perguntamos-lhe então onde se achava o seu corpo naquele momento e, por algum tempo, não recebemos resposta, de sorte que ficamos perplexos e não sabíamos como proceder, pressupondo que V. Sa. estaria imerso no sono. Afinal decidimos repetir a pergunta e recebemos logo a resposta: “Joguei bilhar”. Naquele momento eram 11:15. Perguntamos-lhe então quem havia jogado com ele. Respondeu: “Meu pai”. “Quem ganhou a partida?” – “O filho”. “Quantas partidas jogaram?” – “Duas”. “O que fez durante o dia?” – “Estive caçando”. Em vista desta resposta deu-se uma exclamação unânime entre nós: “Impossível!” E, de fato, assim nos parecia, devido ao mau tempo que reinara. Então o Sr. H. perguntou
zombeteiramente ao suposto espírito: “Caçou faisões ou perdizes?”, mas não obteve resposta. Pedimos então ao sr. H. que se afastasse um pouco da mesa e perguntamos ao comunicante porque não respondera. Foi logo ditado: “Ele levou a coisa em brincadeira.” Iniciou-se então uma comunicação com as palavras” “Um espírito silencioso está aqui comigo...” mas nesse ponto a mensagem foi interrompida, não tendo mais seguimento. Eis a narração exata do que houve. Contavam-se as palavras do alfabeto pelas batidas da mesa. Antes que se chegasse à letra desejada, a mesa entrava em vibração, que crescia de intensidade até que chegasse à letra, que era designada com um movimento rápido e uma pancada forte. A sala estava normalmente iluminada.
Confesso-lhe que tal experiência me encheu de pasmo, etc. a) E. H. Nicholson” O pasmo do Cel. Nicholson era mais do que justificado, porque os detalhes fornecidos pelo espírito comunicante em tudo estavam de acordo com a verdade, como se vê do seguinte trecho de uma carta do sr. Mackenzie-Ashton: “Durante o dia eu estive caçando, e à noite joguei duas partidas de bilhar com meu pai, ambas ganhas por mim. Depois disso estendi-me no divã na sala de jantar e adormeci. Durante o sono, sonhei que me achava em Walesby Vicarage. Noto um detalhe curioso: Eu (ou melhor, o meu espírito) dei o meu nome antigo de Arundell Mackenzie, omitindo o de Ashton, que passei a usar mais tarde, embora já o usasse enquanto se realizou a sessão de que se trata.” Resta acrescentar que a distância entre as residências dos protagonistas era de 130 milhas. A propósito, observa o Prof. Barrett: “Não pode haver dúvida alguma quanto à autenticidade do caso exposto, que apresenta notável valor psicológico.
Baseando-se nele, fica-se sabendo que um impulso telepático por parte de uma pessoa viva transmite-se e é transmitido pelo automatismo motor da mesa mediúnica, como também que se pode, de tal modo, manter diálogos idênticos às conversações com que nos achamos familiarizados nas comunicações espíritas. Como o Cel. Nicholson me informou que obtivera outras comunicações análogas à precedente, isto me faz supor que, em tais circunstâncias, o médium seja ele.” Assim se expressa o Prof. Barret e observa-se, com razão, que o significado teórico mais notável do caso referido consiste na demonstração de se poderem desenvolver, mediunicamente, verdadeiros diálogos, a grande distância, entre pessoas vivas. Ora, tais diálogos fazem presumir que, em semelhantes circunstâncias, não se trata mais de simples casos de transmissão telepática do pensamento, mas de verdadeira e precisa conversação entre duas personalidades integrais ou espirituais, conversação essa que a personalidade subconsciente do médium transmitiria à sua personalidade consciente por meio da mesinha mediúnica.
Para esclarecimento desta última informação, lembro que entre as personalidades consciente e subconsciente de uma mesma entidade espiritual encarnada, não é possível a correspondência direta, mas apenas a indireta, por meio do automatismo motor, psicográfico, vidente, intuitivo e assim por diante. É quase supérfluo observar que tais considerações projetam nova luz sobre as comunicações mediúnicas com os mortos, porque os casos de comunicação entre os vivos, provando de maneira decisiva que se podem dar manifestações de tal natureza entre espíritos encarnados, concorrem para remover um dos maiores obstáculos teóricos para se poder admitir a possibilidade de comunicações mediúnicas com os mortos. Acrescente-se que, demonstradas as provas de identificação pessoal fornecidas mediunicamente por personalidades de vivos, tendo positivamente origem nas personalidades dos próprios vivos, não há mais razão para dúvidas quanto à origem das provas de identidade pessoal dos mortos. Firmadas na análise comparada
das duas ordens de manifestações, vemos que entre elas existe absoluta identidade de produção. Deve-se inferir, pois, que se a conclusão em apreço é válida e incontestável para as primeiras, deve sê-lo também para as segundas; isto, bem entendido, toda vez que os pormenores da identificação pessoal fornecidos pela entidade morta se demonstrarem verdadeiros e, em sua maior parte, sejam ignorados de todos os presentes. De outro ponto de vista noto que, se pelo texto referente aos fatos expostos se observa que, entre os protagonistas não existiam relações pessoais, isto é bastante para justificar o fato de estabelecer-se a “relação psíquica” entre o agente adormecido e os experimentadores. Muito curioso e sugestivo é também o incidente em que o espírito se melindra porque um dos experimentadores não leva muito a sério as suas afirmativas, o que lembra as suscetibilidades em tudo idênticas às das personalidades de mortos, em semelhantes circunstâncias. Observo ainda que, neste caso como em tantos outros, o agente se recorda de ter tido um sonho correspondente à manifestação ocorrida.
Tal circunstância é muito instrutiva, porque demonstra, em tais casos, que não se trata precisamente de um sonho, mas sim de uma recordação mais ou menos vaga, mais ou menos fragmentária, de uma ação real produzida durante o sono, pela personalidade integral do agente. Finalmente não será inútil salientar que a última frase: “Achase aqui comigo um espírito silencioso”, tenderia a confirmar o que anteriormente observamos, isto é, que muitas vezes as manifestações dos vivos se realizam por intervenção de entidades desencarnadas. Estas últimas afirmam levar espíritos de vivos às sessões mediúnicas a fim de demonstrar aos homens, pela maneira mais acessível aos seus intelectos, que no fundo de sua subconsciência existe efetivamente um espírito capaz de afastar-se temporariamente do corpo e pensar e conversar independentemente do cérebro, o que representa a demonstração da existência e sobrevivência da alma.
Subgrupo B Mensagens transmitidas inconscientemente ao médium por pessoas em estado de vigília É de presumir-se a priori que os casos pertencentes a este subgrupo sejam bem raros. No meu arquivo de manifestações metapsíquicas há 154 casos pertencentes ao grupo das comunicações mediúnicas entre vivos e neles só figuram cinco exemplos dessa natureza, mas, submetendo-os a uma análise posterior, pareceu-me que três deles não poderiam ser incluídos nesse subgrupo, levando-se em consideração que, na ocasião em que se verificou a transmissão telepático-mediúnica, dois dos agentes estavam enfermos, acamados, circunstância esta que torna impossível afirmar se, no momento da manifestação a distância, não tivessem adormecido por um instante, tanto mais que os próprios agentes, embora afirmem que se achavam acordados, não estavam em estado de poderem afirmar isto com segurança. No terceiro caso, trata-se de uma senhora inesperadamente atacada de grave crise de neurastenia, durante a qual o filho, em lugar afastado, sentiu certo impulso para escrever automaticamente: “Estou muito doente, meu filho!”
Como se vê, também neste caso não é possível afirmar com segurança que se trata de manifestação de um vivo, transmitida inconscientemente em estado de vigília. Primeiramente, porque é muito provável que, no período da crise, tenha ela pensado no filho ausente, desejando ardentemente tê-lo junto de si; depois, porque é bem difícil decidir se uma pessoa, tomada de grave crise de neurastenia, permaneça em condições normais de vigília, sem intervalos fugazes de “ausência psíquica” ou de “vigília aparente”; portanto, ficam à nossa disposição só dois exemplos: o primeiro manifesta-se pela mediunidade vidente e o segundo pela tiptologia, ambos susceptíveis de serem explicados de modo diferente. De qualquer forma, eu os relato, quando não para outro fim, pelo menos para demonstração da tese contrária, quer dizer que por via de regra as mensagens mediúnicas entre vivos não se podem verificar quando o agente se acha em estado de
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