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Capítulo 5 de 18
Parte 5 de 17
Comunicações Mediúnicas Entre Vivos · Ernesto Bozzano
vigília e não está pensando no percipiente a distância, salvo sempre em circunstâncias especiais que, em nosso caso, são bastante discutíveis, mas de qualquer modo não infirmam a regra. E, muito provavelmente, uma condição de sono, notório ou disfarçado, mesmo que seja muito fugaz, é também necessária nas manifestações opostas, isto é, quando o sensitivo-agente, pensando fortemente numa pessoa distante, no momento, em estado de vigília, consegue igualmente comunicar-se com ela. No subgrupo C, em que são consideradas tais condições de manifestação, notam-se episódios em que a pessoa, influenciada pelo pensamento do sensitivo, é tomada efetivamente por um instante de sono, mas há, entretanto, outros casos em que tal não se dá, o que, porém, não implica que um breve momento de sonambulismo em vigília não se tenha igualmente produzido.
Caso 7 – Transcrevo-o do vol. XVIII, pág. 102, dos Proceedings of the S. P. R. O incidente tem o seu valor especial pela circunstância de se ter verificado com a conhecidíssima médium Sra. Thompson, cuja mediunidade valeu, mais que qualquer outra, para convencer o Prof. Myers da realidade das comunicações com os mortos. Na longa relação de Piddington a respeito de suas próprias experiências com ela, nota-se o seguinte episódio de comunicação mediúnica entre vivos, em que o agente inconsciente foi o próprio Piddington, que escreve: “Em 24 de maio de 1900 houve uma sessão com a Sra. Thompson em minha casa, tomando Fredrich Myers nota das manifestações. Eu não estava presente, pois desde 19 de abril que não assistia às reuniões. Terminada a sessão, subiu a Sra. Thompson ao andar superior para tomar chá conosco. Assim que ela me avistou, contou-me o que segue e que eu reproduzo fielmente, pela relação que ela mesma escreveu, salvo alterações para ocultar o nome de uma pessoa mencionada por essa senhora. Conta ela o seguinte: – Segunda feira, 7 de maio de 1900, cerca de 19:30 horas, estava sentada sozinha na sala de jantar, pensando na possibilidade de comunicar-me subconscientemente, de
longe, mas não tinha em mente pessoa alguma em particular. Posso asseverar que não perdi a consciência um só momento. De súbito, tive a impressão de que alguém se achava ao meu lado. Abri imediatamente os olhos e com surpresa me vi diante do Sr. Piddington. Tratava-se, naturalmente, de visão clarividente. Achava-me muito desejosa de tentar a experiência que tinha em mente e por isso dirigi a palavra ao fantasma, o qual me parecia absolutamente vivo e natural, razão pela qual não me sentia de modo algum impressionada. Pedi-lhe: – Quer ter a bondade de informar-me de algum pormenor que eu possa verificar para me dar a certeza de que esteja realmente falando comigo? – Recentemente tive uma discussão violenta com... (citou o nome). – Por que motivo? (nenhuma resposta). Ele se desculpou, dizendo que não tivera intenção de ofender-me e eu lhe repliquei que me havia ofendido muito, tivesse ou não intenção de o fazer.
Isto dito, ele desapareceu, e eu me perguntava, pasmada, se no fantasma visto por mim e no incidente pelo mesmo narrado haveria algo de verdadeiro, Na dúvida, não me pareceu necessário escrever ao Sr. Piddington para lhe contar o sucedido, visto que esperava fazê-lo na primeira ocasião, oportunidade que se me ofereceu no dia 24 do mesmo mês, ficando muito surpresa ao saber que realmente se dera o incidente que me fora narrado pelo seu fantasma. Além disso, eu relatei ao Sr. Piddington que adivinhara o motivo da violenta disputa, e a minha informação era bem fundada. a) Rosalie Thompson P.S.: Muitas vezes me perguntam de que modo eu falo a “Nelly”, meu espírito-guia. Pois bem, eu lhe falo do mesmo modo como falei com o fantasma do Sr. Piddington. Pareceme vê-lo e ter a percepção do que eles dizem. Vejo seus
lábios se agitarem, mas não ouço a articulação das palavras; contudo, se eu não me expressar de viva voz, parece-me que não compreendem. Tenho experimentado dirigir perguntas mentais a “Nelly”, porém ela não as percebe e sou obrigada a repeti-las de viva voz.” E, com referência ao caso, diz o Sr. Piddington: “No dia 30 de maio, escrevi ao Sr. Myers, referindo-me ao incidente ocorrido e expressando-me como segue: – Confirmo plenamente o relato da Sra. Thompson. Antes de informá-lo de que era verdadeiro o incidente, esperei que ela chegasse até o fim da narrativa. Acentuo que, em seu relato, a Sra. Thompson omitiu uma particularidade interessante que eu friso porque sinto a necessidade de afirmar com segurança que ela havia observado ter a brutal discussão ocorrido em correspondência e não de viva voz. Tal correspondência havia sido trocada entre 28 de abril e 1º de maio. Não me recordo, nem tenho pontos de referência que me ajudem a recordar o que eu estava fazendo às 19:30 horas, mas provavelmente estava me vestindo para o jantar.”
Dos comentários que Piddington faz seguir ao caso, extraio os seguintes pontos: “Deve-se ter notado que a Sra. Thompson adivinhou exatamente o motivo da disputa quando a visão se dissipou. Se ela não houvesse ido além do incidente da discussão e do motivo que a provocou, eu não atribuiria grande importância à comunicação. Acrescento que teria até considerado um feliz acaso e nada mais, quanto à revelação do nome da pessoa com quem tivera a disputa. Sem dúvida eu ficaria surpreso, mas não impressionado. O que produziu o efeito de deixar-me pasmo e muito impressionado foram os outros dois informes fornecidos: o de haver o meu contraditor tentado desculpar-se, afirmando que não tivera a intenção de ofender-me, e a minha resposta a tal pedido de escusas. Tenho a certeza de que a Sra. Thompson não poderia tê-lo adivinhado e ainda muito menos, sabido por intermédio de
alguém; todavia, o caso se ressente, devido às reticências a que me forçam as circunstâncias. Mesmo, porém, que eu o tivesse podido narrar sem ofender as suscetibilidades de terceiros, não esperaria que o caso produzisse em outros a grande impressão que me causou...” No caso exposto, fica-se em dúvida sobre se teria havido efetivamente ação inconsciente telepático-mediúnica por parte do Sr. Piddington, uma vez que, considerando-se o fato de que a Sra. Thompson é uma poderosa médium para toda sorte de manifestações inteligentes, e naquele momento estava pensando na possibilidade de comunicar-se a distância com a subconsciência de pessoas vivas, somo levados a conjeturar, com maior verossimilhança, que esse seu estado de alma preparasse o fenômeno em que ela o estava pensando. Neste caso, dever-se-ia dizer que, pelo dinamismo peculiar às faculdades espirituais subconscientes, a médium teria entrado em relação e em conversação com a personalidade integral ou espiritual de Piddington.
Acima já nos referimos a tal sorte de manifestações, que serão examinadas, de modo particular, no subgrupo C. Quanto ao incidente da visão clarividente do fantasma de Piddington, localizado na mesma sala em que se achava a médium, isto não constitui obstáculo para tal interpretação dos fatos. Tudo se explica facilmente, considerando-o uma projeção, a pequena distância, da visão que naquele momento ocupava a subconsciência da médium, erro de localização no espaço, muito freqüente nos fenômenos de clarividência telepática e de telestesia. Esse erro se explica, considerando que, para as faculdades espirituais subconscientes, não existem as limitações efêmeras de espaço e tempo, tais como nós as conhecemos. Caso 8 – Colho-o da revista Luce e Ombra (1910, pág. 85). O Dr. A. U. Anastadi (pseudônimo do Dr. Achille Uffreducci, professor na Universidade de Roma) narra o seguinte caso pessoal: “Proponho uma breve notícia para tornar mais clara a narração.
O Dr. Antônio Palica era diretor do Hospital São João. As relações entre nós dois foram sempre ótimas, porém giravam mais em torno de nossa profissão comum do que nos sentimentos profundos de uma estreita amizade. Nunca, entre nós, saíra palavra alguma sobre mediunidade nem fenômenos semelhantes e nunca eu soube de sua opinião a respeito. Cinco dias antes de acontecer o fato que vou narrar, eu tinha ido ao Hospital São João para ver uma doente, e naquela ocasião saudara, com grande prazer, o velho colega Palica. Agora, um olhar para o outro lado. Entre o Dr. M., cirurgião num hospital de Roma e eu não havia relações de qualquer natureza. Éramos simples conhecidos e nos limitávamos a saudações com movimento da cabeça em ocasionais encontros de rua. Ambos receitávamos na mesma Farmácia Scolba (Praça S. Carlo al Corso), porém quase nunca nos encontrávamos lá. Conservemos em mente estas notas preliminares para delas nos servirmos em tempo oportuno, e vamos ao fato em questão.
Certa noite de inverno, fria e chuvosa, voltei para casa um tanto indisposto devido ao mau tempo. Tirei as roupas molhadas e, vendo que o fogo ainda estava aceso, para espantar o frio coloquei sobre os ombros uma manta já gasta que vi em cima de uma cadeira, manta da qual já se havia tirado o pano para renovar, enquanto a pele, de ótima qualidade, estava muito bem conservada. Depois do jantar, eu e minha esposa colocamos as mãos sobre uma mesinha, como costumávamos fazer de vez em quando. Não eram raros os fenômenos, e recebíamos mensagens curiosas e algumas vezes importantes, conquanto nenhum de nós tivesse consciência de possuir dons mediúnicos. Naquela noite recebemos a seguinte comunicação tiptológica, que transcrevo com o máximo escrúpulo, palavra por palavra:
– Lamento que tenhas posto esta manta indecente (disse a entidade). – Pouco me importa (respondi). Não te incomodes com isto. Queira dizer-me antes quem és, e o que desejas de mim. – Sou Antônio Palica. – Antônio Palica, o médico? – Sim, precisamente ele, em carne e osso. Dirigindo-me à minha mulher, digo: – Pobre Palica. Sinto que tenha falecido. Era um bom médico e pessoa distinta. – Sim, pobre homem – disse minha esposa –, embora o conhecesse pouco, mas já devia ser bem idoso. – Mas, o que estás dizendo aí? Vê que não estou morto! – Como? Não estás morto? – Não, pelo contrário, nunca estive tão bem e tão forte como agora. – Está bem – disse eu irado –, bravos! Amanhã de manhã eu voltarei ao hospital São João para ver aquela doente e te apertarei a mão. Adeus! – No Hospital São João não me encontrarás – respondeu rápido. – Então não me enganei ao supor que morreste, por estares aqui presente, comunicando-te pela mesinha. – Não. Estás enganado.
Estou tão morto como tu, vivo, supervivo, mas no São João não me encontrarás. – Por que? A que horas sairás então? – Não sairei, mas não me encontrarás lá. – Não te encontrarei, como dizes, está bem, mas se não saíres, estarás sempre no Hospital. – Não, não estarei. Não estarei lá. – Então sairás esta noite. – Não, não e não. Não terei saído anteontem, nem ontem, nem hoje, nem esta noite, nem amanhã, nem...
– Nem por toda a eternidade. – disse eu enfadado – Está bem, vai-te embora. Fica entendido que, se não saíres, estarás mesmo no Hospital São João. – Não sairei, mas não estarei lá. Nesse momento bufei de raiva. – Ora, vamos – continuou ele –, não estarei lá, não me encontrarás e não irás lá, mas amanhã o Dr. M. revelar-te-á o mistério. A esta afirmativa, que me parecia o cúmulo da insensatez, perdi completamente a paciência e exclamei? Que aborrecimento! Que nos vem fazer agora aqui o Dr. M., que só conheço de vista? Queres divertir-nos com a tua brincadeira. Boa noite e bom descanso. Minha esposa e eu, convencidos de estarmos sendo enganados por algum espírito zombeteiro, que queria divertir-se à nossa custa, nos levantamos e naquela noite não se tratou mais do caso. Na manhã seguinte, por circunstâncias imprevistas, não pude ir ao Hospital São João, como pretendia, e não fui de manhã à Farmácia Scolba, como costumava, mas somente às 10:30.
Estava para sair quando entrou o Dr. M. Mal pôs este o pé na porta, dirigiu-se ao Sr. Scolba, em tom agitado, e lhe disse: – Hoje pior do que ontem, meu caro Orestes. Não agüento mais. Vou agora mesmo à Diretoria Geral para pedir a minha transferência. – Que te aconteceu? – perguntou com interesse um colega presente. – Aconteceu é que não agüento mais aquele energúmeno que é o Palica. Parece que tomou conta de mim. Há quatro dias que não me dá um momento de folga. Todo o tempo que passo no Hospital, anda à roda de mim, e “Caro Professor – diz-me ele – por favor, mude isto, troque aquilo, escolha outra hora para aquilo, será melhor que escolha outra sala para...” Em resumo, palavra de honra, não posso mais!
– O senhor ainda está no Hospital São João? – perguntei ao Dr. M. – Não. – respondeu-me ele – Há perto de um ano que estou no Santo Antônio. – E o que tem o Palica com o Hospital Santo Antônio, se ele é diretor do São João? – O Palica não é mais diretor do São João. – respondeume o Dr. M. – Foi transferido para o Santo Antônio e, por falta de sorte minha, há quatro dias que tomou posse do novo cargo. Comecei então a pensar na sessãozinha da noite, com o seu disparatado enredo, isto é: 1º) A aparente comunicação de um vivo. 2º) A apresentação do Dr. Palica com humorismo, quando, ao contrário, ele é amável, sério e cortês. 3º) A minha ignorância quanto à mudança de residência do Palica, coisa que nem por sombra eu poderia imaginar.
Pelo contrário, eu estava mais que persuadido de que continuava no São João, onde o havia cumprimentado cinco dias antes e nada indicava uma transferência que ele mesmo estava longe de supor. 4º) A indicação da maneira com que me seria esclarecida a coisa, isto é, por meio de um terceiro que eu conhecia apenas de vista e no qual não pensava nem muito nem pouco, e que minha esposa não conhecia, nem mesmo de nome. 5º) a premonição verificada minuciosamente: a) pela indicação do dia (amanhã); b) as horas (da manhã); c) a pessoa (Dr. M.) e d) a transferência levada ao meu conhecimento. Na manhã seguinte não deixei de ir ao Hospital Santo Antônio, onde encontrei o Palica em grande atividade nas modificações que reputava indispensáveis no serviço hospitalar. Explicou-me logo, enfaticamente, o porque da repentina mudança de residência em que nunca havia
pensado. Arquitetei um discurso para cair justamente onde eu queria, mas não consegui surpreender nele uma palavra sequer sobre o assunto. Soube apenas que, na noite da estranha comunicação, o Dr. Palica tinha ido ao teatro, detalhe que não deixei de verificar. Não houve nenhuma evocação. Ensina a doutrina espírita que o espírito de um vivo, em seus momentos de liberdade pode se apresentar sem ser evocado, movido somente pela simpatia, mas em tal caso o corpo habitualmente dorme ou cochila. Em nosso caso, o Dr. Palica estava no teatro, e os dois amigos que se encontravam com ele afirmam que, durante todo o tempo, ele não dormiu nem cochilou. Desnecessário é gastar palavras para provar que o fenômeno não era de origem subconsciente ou automática.
Por outro lado, o Palica não se achava absolutamente em estado de inconsciência completa, nem de semiconsciência, mas sim em estado de perfeita vigília, com a atenção atraída e distraída em coisas em tudo diferentes do que me dizia respeito; portanto, faltavam completamente todas as condições exigidas para que se verificassem comunicações mediúnicas de vivos, isto é, sono fisiológico, hipnótico, magnético, desmaio, coma ou outro estado mórbido semelhante. Logo, a causa não podia ser encontrada na personalidade de quem aparecia como presente à mesa da sessão e, contudo, o fenômeno devia ser de origem extrínseca. Precisamos, por conseguinte, contentar-nos com o guia de Allan Kardec, que afirmou (e com razão até o momento), que a única hipótese explicativa plausível é a de alguma inteligência oculta que se tenha mascarado (em nosso caso) de Antônio Palica para divertir-se à nossa custa. Nenhum outro dos argumentos habituais pode decifrar a confusão. Pondo-se em movimento “cerebrações” de toda sorte, “desdobramentos”, “psiquismos superiores”, “polígonos”, “elétrons vorticosos” ou “vorticons electrosos” (troços demais para ser verdade), afastamo-nos completamente do terreno científico e elevamo-nos, com
toda a pressão, às disparatadas regiões das “Mil e uma Noites Subliminais”. a) Dr. A. U. Anastadi” As considerações que o incidente exposto sugere ao Dr. Anastadi parecem racionais e incontestáveis, desde o caráter leviano e jovial da personalidade mediúnica que dizia ser o Dr. Palica, mostrando-se em flagrante contradição com a seriedade do caráter e a correção dos modos deste, e isto sem contar que, no momento em que se verificou o incidente, o suposto agente se encontrava no teatro, absorto na representação em curso. E uma vez reconhecido que a personalidade comunicante não era o que afirmava ser, então só restam duas hipóteses para explicação dos fatos. Por uma dessas hipóteses, a que é acolhida pelo relator, tratar-se-ia de uma “inteligência oculta”, mascarada de Antônio Palica, que se divertia à custa dos experimentadores. Pela outra, tratar-se-ia, ao contrário, de uma personificação subconsciente e nada mais.
A propósito, porém, desta última hipótese, não se pode deixar de refletir que as personalidades subconscientes, sejam elas de ordem hipnótica ou sonambúlica, chegam a imitar, mais ou menos bem, as características que distinguem bem a personalidade representada, mas estão muito longe de fornecer informações verdadeiras, ignoradas pelo médium e todos os presentes, e muito menos ainda, de predizer incidentes futuros, como no caso do episódio em pauta. Segue-se daí que a segunda interpretação dos atos é muito menos justificável do que a primeira, conquanto também a primeira apresente aspectos bem misteriosos para cuja elucidação nos estenderíamos em longa discussão estranha ao nosso tema e que, portanto, omitiremos. Do nosso ponto de vista, o ensino teórico a extrair cumulativamente do caso exposto e do que o precede, consiste nisso: que um e outro não podem ser explicados estendendo a hipótese das comunicações entre vivos também aos casos em que o agente se acha em estado de vigília e sem pensar no percipiente. Ora, refletindo que, numa coleção de 154 casos recolhidos, os episódios citados são os únicos que aparentemente se levantam a
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