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Capítulo 3 de 18

Parte 3 de 17

Comunicações Mediúnicas Entre Vivos · Ernesto Bozzano

2ª Categoria Mensagens mediúnicas entre vivos e à distância Em linhas gerais, também nesta segunda categoria pode-se afirmar que os vários casos que a compõem, no fundo, não representam mais do que uma parte das modalidades com que os fenômenos telepáticos se produzem ou pelo menos assim se deveria afirmar conforme o significado atribuído aos fenômenos telepáticos pelos primeiros colecionadores dos próprios fenômenos. E, de um certo ponto de vista, tais conclusões podem ser aceitas também em nossos dias, embora se deva reconhecer que uma fenomenologia telepática, com fronteiras tão extensas, não pode deixar de mostrar-se demasiadamente genérica e demasiadamente ampla para que não gere perplexidades e confusões em quem empreenda a análise comparada dos fenômenos em questão. E isto porque nela se contêm numerosas variedades de manifestações notavelmente diversas e algumas vezes opostas entre si.

Assim, por exemplo, existe uma diferença radical de manifestação entre os fenômenos telepáticos propriamente ditos, em que o agente transmite ao percipiente o seu próprio pensamento sob formas sensoriais diversas, e os fenômenos telepáticos em que o sensitivo, em virtude de uma faculdade psicodinâmica subconsciente, entra diretamente em comunicação com a subconsciência de pessoas afastadas, de modo a tornar-se agente e percipiente ao mesmo tempo. E, portanto, em atenção à clareza, se não se quiser excluir tais episódios da categoria dos fenômenos telepáticos, dever-se-á pelo menos considerá-los à parte e, conforme a modalidade em que se manifestam, denominá-los “casos de clarividência telepática”. Observo, a propósito, que o Prof. Hyslop havia proposto uma diferenciação neste último grupo, segundo a qual a “clarividência telepática”, ao invés de referir-se ao conhecimento do pensamento atual do paciente distante, referia-se a casos de pesadelos, como se fosse dado ao clarividente penetrar nos recessos da memória alheia e selecionar as informações

desejadas no acervo infinito de recordações latentes. Em tal caso, o Prof. Hyslop propunha que se designassem os fatos com o nome de “casos de telemnesia” (leitura a distância, na memória latente de terceiros), termo bem apropriado mas que não teve sorte e mereceria, ao contrário, ser acolhido e conservado pela utilidade inegável que apresenta na análise comparada dos fatos. Noto, todavia, que a propósito dos episódios designados com tal nome, o Prof. Hyslop pergunta se, em contingências semelhantes, se trata efetivamente de um fenômeno de leitura selecionada nas subconsciências alheias ou se, pelo contrário, se trata de um diálogo entre duas personalidades integrais subconscientes. E ele responde, observando que a solução mais lógica seria escolher esta última verdade, muito menos inverossímil do que a outra (Journal of the American S. P. R., 1907, pág. 522). Isto dito, e antecipando as conclusões finais, observaremos que, se tudo concorre para demonstrar que a hipótese da “clarividência telepática” tem fundamento (embora os fenômenos de tal natureza se realizem mais raramente do que se pressupõe), não se pode afirmar o mesmo da hipótese da “telemnesia”, que serve para designar unicamente uma classe de fenômenos considerados prováveis por poucos pesquisadores,

mas que na realidade não existem. * * * Com este preâmbulo, passo à exposição dos casos, observando que a presente categoria é constituída de manifestações que se diferenciam notavelmente entre si, de modo que parece indispensável dividi-las nos seguintes subgrupos: • Subgrupo A – Mensagens inconscientes transmitidas ao médium por pessoas imersas no sono. • Subgrupo B – Mensagens inconscientemente transmitidas ao médium por pessoas em estado de vigília. • Subgrupo C – Mensagens obtidas por expressa vontade do médium, às quais são aplicáveis as hipóteses da “clarividência telepática” e de “telemnesia”.

• Subgrupo D – Mensagens transmitidas ao médium pela vontade expressa do agente. • Subgrupo E – Casos de transição em que o vivo que se comunica mediunicamente é um moribundo. • Subgrupo F – Mensagens mediúnicas entre vivos, transmitidas com o auxílio de uma entidade espiritual. Subgrupo A Mensagens inconscientemente transmitidas ao médium por pessoas imersas no sono Caso 4 – Extraio-o da Rivista di Studi Psichici (1898, pág. 14). O caso foi primeiramente publicado na autorizada revista psíquica russa Rebus, estando plenamente documentado e confirmado. O Sr. K. Gorki escreve nos seguintes termos ao diretor da citada revista: “Distinto Senhor: Interessando-me vivamente pelos fenômenos mediúnicos, eu nutria, há muitos anos, o íntimo desejo de poder realizar experiências práticas a respeito deles... Depois de algumas tentativas inúteis, consegui afinal alcançar o meu objetivo, formando um “grupo” com conhecidos meus. Não obtivemos manifestações físicas mas, em compensação, desenvolveu-se entre nós um excelente médium psicógrafo, com o qual conseguimos manifestações interessantíssimas.

E eis que, depois de um mês de experiências, deu-se um caso muito semelhante ao narrado em seu opúsculo: manifestouse o espírito de um irmão ausente. Nossa família compõe-se de minha mãe, do abaixoassinado, de minha irmã e de um irmão mais velho, o qual, por força de seu emprego, achava-se em viagem numa das mais remotas cidades da Sibéria. Como tínhamos necessidade da certidão de batismo de minha irmã, a qual não fora localizada entre os papéis de família, dirigimos uma carta ao nosso irmão, perguntando-lhe se, por acaso, a teria

posto em algum lugar, mas passaram-se dias sem chegar qualquer resposta. Telegrafamos-lhe então, e o nosso telegrama ficou sem resposta. Entretanto, aproximava-se o dia em que era de absoluta necessidade apresentar às autoridades competentes o documento ansiosamente desejado. À noite fizemos a sessão de costume, mas preocupados e aflitos pela falta de notícias de nosso irmão. O lápis do médium corria celeremente sobre o papel, e recebemos comunicações interessantes. De repente, o lápis interrompeu bruscamente a escrita no meio de uma palavra e, depois de um minuto mais ou menos, recomeçou a escrever, mas com letras quase ilegíveis e de modo incerto. Não conseguimos decifrar as últimas frases, mas quando se perguntou quem era o espírito comunicante, o médium escreveu claramente o nome de nosso irmão. Um espanto indizível nos invadiu a todos, pensando nós que ele tivesse morrido e que era por essa razão que não respondera nem à carta, nem ao telegrama. Interrompemos a sessão, mudos e angustiados.

Passado certo tempo e recuperando-nos do susto, o médium pegou novamente no lápis e logo começou a escrever com a rapidez de costume, traçando algumas linhas nas quais só pudemos ler claramente a frase: A certidão está guardada em um escaninho interno, secreto, do meu cofre. Nenhum de nós pensara em procurá-la naquele lugar; entretanto, logo que o abrimos, encontramos o documento desejado no local indicado na mensagem. Mais do que nunca amargurados e abatidos, pois achávamos que a comunicação viera mesmo de nosso irmão e que este não se achava mais entre os vivos, interrompemos a sessão e nos dirigimos para o nosso quarto, tristíssimos, com os soluços na garganta. No dia seguinte, porém, o telégrafo nos trouxe uma notícia muito alegre, era o nosso irmão que nos telegrafava o seguinte: A certidão está guardada em um escaninho interno, secreto, do meu cofre. Alguns dias após recebemos uma carta que nos esclarecia tudo. Tendo ele voltado para casa certa noite (justamente na

noite da famosa sessão), fatigado e aflito por não nos ter podido escrever, chamou um criado, mandou-o passar o telegrama mencionado e depois, vencido pela fadiga, deitouse e caiu em profundo sono. As preocupações da vigília o acompanharam no sono e ele sonhou que viera pessoalmente nos dar a desejada resposta, o que serviu para acalmá-lo. Tal sonho lhe ficara tão fortemente impresso na memória, que no dia seguinte tinha quase firme a convicção de que havíamos obtido, naquela mesma noite, a preciosa notícia. Ao ter a honra de levar ao seu conhecimento o presente caso, certamente notável, de comunicação mediúnica da parte de um vivo, faço-me fiador da veracidade do que exponho e o ratifico com a minha assinatura, à qual junto as assinaturas de outros que a testemunharam.” (Ass. Kirchdorf Kruitja Gorki – Governo de Saratov – M. Jaroslawzeff, Sra. E. Jaroslawzeff, N. Jaroslawzeff, K. Martinoff, S. Polatiloff).

Para explicação do caso exposto, a única hipótese que se poderia contrapor a que seja considerado um genuíno caso de comunicação mediúnica entre vivos seria pressupor que as faculdades supranormais do médium tivessem descoberto, pela clarividência direta (telemnesia), o documento escondido no escaninho secreto, porém tal hipótese fica excluída pela circunstância de ser a frase, pela qual foi mediunicamente indicado o lugar em que se achava o documento, idêntica à outra frase telegrafada pelo irmão, o que demonstra que o autor do telegrama foi também o agente no caso telepático-mediúnico, conclusão resolutiva que fica ulteriormente demonstrada pela circunstância de ter-se o irmão deitado apreensivo por não ter podido escrever para casa, estado de alma que indubitavelmente serviu para determinar o fenômeno de transmissão telepáticomediúnica durante o sono, o que também ficou provado pela outra circunstância de ter o dito irmão sonhado que fora em pessoa dar a informação tão ansiosamente esperada. Isto estabelecido, resta comparar o episódio do ponto de vista da análise comparada de comunicações mediúnicas entre vivos e das comunicações análogas com os mortos. Assim, observo a

circunstância de ter o médium interrompido bruscamente, no meio de uma palavra, a mensagem espírita que estava recebendo, para começar outra, de uma entidade viva, e o observo porque nas comunicações mediúnicas com os mortos, encontram-se freqüentemente interrupções análogas com intromissão de outras personalidades espirituais. Também nas experiências com a médium Piper encontram-se numerosos e notáveis exemplos, que contudo diferem de certo modo do precedente, na modalidade com que se apresentam, o que, porém, não muda os termos utilizáveis do confronto para a análise comparada dos fatos. E, como tais exemplos apresentam faces características que teoricamente parecem muito interessantes, frisarei de preferência esses aspectos. Observo, portanto, que com a mediunidade da Sra. Piper, os incidentes de tal natureza têm quase sempre a seguinte origem: Quando os “espíritos-guias” da médium verificam que a personalidade comunicante está perdendo o controle sobre a mesma e, em conseqüência, divaga, então intervêm para ratificar as palavras ou para dar explicações aos experimentadores ou, ainda, para anunciar-lhes que a personalidade deve retirar-se porque precisa de repouso.

Eis um exemplo desse gênero, que extraio da relação do Prof. Oliver Lodge nas sessões com a médium em questão (Proceedings of S. P. R. – Vol. XXIII, pág. 168): “O comunicante era um tal Isaac Thompson, falecido há pouco e, embora as suas manifestações constituam um dos melhores casos de identificação espírita obtidos com a Sra. Piper, no princípio ele parecia um tanto confuso, circunstância esta que não deve surpreender e que constitui a regra em semelhantes experiências. Tal é devido à dificuldade, muitas vezes invencível, de pensar com um cérebro alheio, de sintonizar as vibrações psíquicas especializadas de uma individualidade pensante desencarnada com as vibrações psíquicas também especializadas e, em conseqüência, diversas, de um cérebro a ela estranho.

Em dado momento, a personalidade mediúnica de Isaac Thompson respondeu, nos seguintes termos, a uma pergunta que lhe foi dirigida pelo Dr. Hodgson: – Sim, compreendo. Eu exercia uma profissão que se chama... não sei... havia drogas (ele fora farmacêutico). Neste ponto foi a mensagem interrompida bruscamente, sendo ditada a seguinte frase pelo espírito-guia “Rector”: – Estou fazendo os meus melhores esforços para ajudá-lo. À qual se seguiu esta outra observação, já do espírito “Imperator”: – Ele tem necessidade de repouso. No entanto, o Dr. Hodgson, dirigindo-se novamente ao comunicante Isaac Thompson, pediu: – Estimaria muito se quisesses dar-me uma mensagem para eu encaminhar à tua família. Em lugar do comunicante, respondeu “Rector”, que observou: – Ele voltará daqui a pouco, pois no momento mandei que se retirasse. Note-se que as duas primeiras frases, proferidas pelos espíritos “Rector” e “Imperator”, absolutamente não se dirigiam ao Dr. Hodgson e sim representam um diálogo no Além entre esses dois espíritos, diálogos que, por interferência provocada pela perda de controle do espírito comunicante, foi interceptada e reproduzida automaticamente pela mão do médium.

Só a última resposta (representando a decisão tomada pelo espírito-guia em seguida às observações trocadas no breve diálogo referido) é endereçada ao Dr. Hodgson.” Observo que tais formas sugestivas de diálogos no Além, por interferência telepática, pela mão do médium, são numerosíssimas nas sessões com a Sra. Piper, bem como nas sessões com a Sra. Thompson, Sra. Holland e com a Sra. Verall, e a espontaneidade dramática com que surgem e se desenvolvem confere-lhes uma evidência probante irresistível no sentido de

sua origem espírita. Entretanto, pela sua própria natureza, não é cientificamente possível demonstrar-lhe a origem e é por isso que, quando análogas interrupções e diálogos se verificam pela intervenção de personalidades de vivos, fornecem boas provas indiretas em favor da genuinidade espírita. Quando se trata de comunicantes ainda vivos, podem-se fazer indagações, adquirindo-se certeza sobre a natureza positivamente verídica de tais bruscas mudanças de interlocutores mediúnicos. Daí a inevitável inferência que, se assim é quanto às manifestações dos vivos, dever-se-ia concluir no mesmo sentido, também para a manifestação de mortos. Quer isto dizer que, em circunstâncias análogas de intervenções bruscas de entidades espirituais estranhas à comunicação em curso, dever-se-ia presumir que tais entidades, por sua vez, sejam genuinamente espíritas, e isso toda vez que haja provas colaterais adequadas em favor da identidade pessoal do morto comunicante naquele momento.

Assim, por exemplo, deveriam ser consideradas genuinamente espíritas as personalidades mediúnicas que, no episódio exposto, se manifestaram de permeio com o espírito comunicante de Isaac Thompson, pois que, se este último chegou a provar a sua própria identidade pessoal, fornecendo grande cópia de informações a respeito de sua existência terrena, tal fato deveria converter-se em uma boa prova colateral, prova que atesta a pureza também espírita das personalidades mediúnicas que se manifestaram com o espírito comunicante a fim de ajudá-lo na difícil tarefa de comunicar-se com os vivos. E, ao contrário, segundo a opinião de alguns eminentes psiquistas, tais personalidades deveriam ser consideradas puramente sonambúlicas e efêmeras. Observo que, se assim fosse, então as formas de diálogo ficariam inexplicáveis. De fato, por que, no meio de uma comunicação mediúnica deveriam inserir-se trechos de diálogos que indubitavelmente representam uma conversa entre personalidades estranhas à comunicação em curso, embora notadamente interessadas no desenvolvimento das mensagens? Nada semelhante a isto jamais ocorre em experiências de personificação hipnótica. E, por outro lado, os diálogos de tal

natureza são explicáveis pela hipótese espírita e até se convertem em admirável e inesperada prova da própria hipótese. De qualquer forma, o argumento é complexo e reclamaria longo desenvolvimento do tema para esclarecer tal ponto de vista, mas não é aqui o lugar próprio para empreendê-lo, de sorte que as observações expostas devem ser consideradas como uma simples nota de passagem, a fim de ilustrar os fatos e as possibilidades de interpretá-los. Caso 5 – Extraio-o da revista Luce e Ombra (1916, pág. 40). A distinta escritora Annete Boneschi-Coccoli escreve, nos seguintes termos, ao diretor dessa revista: “Já decorreram vários anos desde o tempo em que realizávamos pequenas sessões espíritas, íntimas e familiares, em casa de nosso amigo, contador Enrico F., com um restrito grupo de amigos e os membros componentes daquela boa e simpática família. Foi naquelas reuniões que pude me iniciar na mediunidade, depois desenvolvida com indizível prazer e bom resultado para mim.

Mas então o médium consciencioso, e direi também ingênuo, era o próprio chefe da família, auxiliado pela sua filha, Srta. Giulia, uma intelectual no sentido mais honroso da palavra. Havia ela publicado um livro premiado pelo Ministério, escrevia novelas para as revistas e fazia desenhos em que a argúcia fina e socialmente crítica se casava com o brilho da fala toscana, mas o seu interesse pelas sessões mediúnicas era pelo processo cômodo da tiptologia e, também, quando o grupo não estava reunido, fazia ela escrever o seu fácil instrumento com a progenitora ou outra pessoa que acaso estivesse presente. Certo dia, às primeiras horas da tarde, quando na boa estação se costuma repousar, a Srta. Giulia sentou-se à mesa com sua mãe e uma prima, hóspede eventual que, a falar a verdade, pouco acreditava naquilo; porém, quando o aparelho, com a linguagem convencionada, começou a escrever e a médium lhe perguntou quem era o espírito presente, recebeu esta resposta:

– Sou um teu prisioneiro... enamorado! – Olá. – respondeu a Srta. Giulia, rindo de tal declaração inesperada – Não quero namorados do outro mundo. – Eu não morri. Sou um homem de carne e osso. – Sendo assim, dize-me quem és e onde moras. Então o gentil comunicante disse que seu nome era Gio... Aí foi interrompido por Giulia, que lhe disse: – Está bem, Giovanni. Qual é a tua profissão? – Sou engenheiro, nascido e residente na Sicília. Li uma novela tua na bela revista florentina La Scena Illustrata e admirei-lhe tanto o conteúdo, que tenho vontade de conhecer-te. Enquanto espero, já te dediquei alguns versos. Ei-los. – E nesse ponto o longínquo comunicante recitou uns versos amorosos e concluiu: – Dentro de alguns dias receberás uma carta minha. Este curioso caso me foi narrado na mesma tarde pela protagonista e eu presumo que tenha despertado alegres comentários, como por exemplo: “Bravo, noivinha! Noivo engenheiro invisível e, além de tudo, poeta!” E assim divertia-se meio-mundo com aquele espírito zombeteiro, como tantos outros que se manifestam em comunicações pouco sérias. Depois não se falou mais no caso.

Certa vez, decorridos não me recordo quantos dias, Giulia F. apareceu em minha casa. Sempre muito corada, pareceu-me congestionada naquele dia. – Que houve? – perguntei-lhe. – Olhe. – respondeu-me, ao mesmo tempo em que me mostrava uma folha de papel que trazia na mão. – Esta carta me foi enviada pela redação da Scena Illustrata, porque a pessoa que me escreveu não conhecia o meu endereço e a mandou para lá, pedindo com insistência que me fosse encaminhada. – Mas, de quem é?

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