Voltar ao livro Comunicações Mediúnicas Entre Vivos

Capítulo 16 de 18

Parte 16 de 17

Comunicações Mediúnicas Entre Vivos · Ernesto Bozzano

estava um jovem cavalheiro, vestido com uma roupa branca leve como a que se usa na Índia. Tinha os ombros largos, pescoço curto, nariz afilado e escutava sorrindo, mas indiferente, as palavras da sua companheira, evidentemente muito viva e bem loquaz. O rosto dessa senhora estava um tanto pálido e descarnado, como de uma pessoa em más condições de saúde. Depois a cena mudou e apareceu o mesmo moço, sozinho, tomando conta de um grupo de trabalhadores ocupados em derrubar árvores. A Sra. Bissott reconheceu logo, na imagem que apareceu no cristal, sua própria irmã Sra. Clifton, que se achava na Índia, e ficou muito espantada quando a Srta. Angus imitou o andar da pessoa vista no cristal, andar peculiar causado por uma enfermidade que a Sra. Clifton havia sofrido anos antes. Além disso, a Sra. Bissott e o seu marido reconheceram o cunhado no homem visto pela sensitiva e então apresentaram à Srta. Angus uma fotografia da Sra. Clifton quando noiva e a Srta. Angus observou que o retrato parecia muito com a senhora por ela vista no cristal, conquanto nele parecesse mais bonita.

Depois mostrou um novo retrato da Sra. Clifton, recebido na Índia, no qual aparecia perfeitamente o rosto magro da visão no cristal. No episódio exposto, fica excluído que se pudesse tratarse de “clarividência no presente”, visto que, no incidente dos “pés descalços”, verificou-se que havia acontecido três horas antes de ser visto no cristal, indício notório de que, uma vez estabelecida a “relação psíquica” (produzida por meio da progenitora presente à experiência), a sensitiva, ou melhor, as suas faculdades subconscientes retiraram tal incidente ainda vivo na memória da senhora afastada, incidente esse visto no cristal e transmitido pela personalidade subconsciente da sensitiva à sua própria personalidade consciente. Diga-se o mesmo do episódio realizado entre a Inglaterra e a Índia e isto porque, tendo a sensitiva visto duas pessoas quando passeavam em um jardim e logo depois a outra visão de uma só delas quando dirigia um serviço de derrubada de

matas, tal demonstra que, em um caso como em outro, não se podia tratar de “clarividência no presente”, mas sim de “clarividência telepática”, isto é, leitura do pensamento subconsciente de pessoas afastadas. No dia seguinte, domingo, 6 de fevereiro, a Sra. Bissott recebeu inesperadamente, da Índia, uma carta de sua irmã, datada de 20 de janeiro, carta em que a Sra. Clifton descrevia uma localidade indiana para onde ela havia ido para uma grande cerimônia e passeara num jardim, à margem de um rio. Acrescentava que, juntamente com o marido, deveria partir para outra localidade, de onde iriam para pleno campo, até o fim de fevereiro, pois que uma das atribuições de seu marido era superintender um trabalho de derrubada de matas, preparatório para a formação de novos campos de cultura. Era precisamente o que a Srta. Angus vira no cristal. Quando a cética Sra. Cockburn foi informada de tais coincidências verídicas, teve uma idéia. Escreveu à sua filha para perguntar-lhe se na quinta-feira, 2 de fevereiro, porventura ela se achava sentada em um sofá, com os pés descalços.

A moça respondeu-lhe que o fato era verdadeiro, mas, quando veio a saber da forma como isso chegara a conhecimento de terceiros, expressou toda a sua reprovação por essa forma de invasão ilícita na intimidade doméstica. O incidente dos pés descalços se verificara entre as 4:30 e as 7:30 horas da tarde, ao passo que a visão correspondente se dera perto das 10 horas da noite.” Do ponto de vista teórico, convém recordar, antes de tudo, que os fenômenos de “clarividência telepática” são condicionados pela necessidade imprescindível da “relação psíquica” que só pode ser produzida nas seguintes circunstâncias: quando o sensitivo conheça a pessoa afastada com a qual deseja entrar em relação ou quando a pessoa afastada, desconhecida do sensitivo, seja conhecida de outra pessoa que se encontre em companhia do sensitivo ou em relação com ele, ou quando ao sensitivo seja apresentado um objeto usado, durante

muito tempo, pela pessoa afastada (psicometria). Recordemos, portanto, que, fora de tais condições, não é possível que um sensitivo entre em relação com uma pessoa afastada (entretanto, muitas vezes os opositores presumem que aconteça). Além disto, convém notar que, no caso exposto, como nos casos precedentes, as visões da sensitiva se referiam unicamente a incidentes estritamente pessoais dos indivíduos vistos, bem como a incidentes ainda vivos em sua subconsciência. Finalmente, não se deve esquecer que os referidos episódios representam os limites extremos a que chegam, potencialmente e rarissimamente, as faculdades inquiridoras da “leitura do pensamento” e da “clarividência telepática”. Isto posto, querendo tirar-se as conclusões que os fenômenos da “leitura do pensamento nas subconsciências alheias” necessariamente encerram, dever-se-á reconhecer, em primeiro lugar, que, se os fenômenos em exame, que se realizam com o sensitivo e as pessoas juntas umas das outras, podem ser cientificamente demonstrados, contudo isto se refere, limitadamente, a incidentes ainda frescos na mente, consciente e subconsciente, da pessoa.

Fica entendido que um incidente pode conservar-se vivo por efeito de sua realização recente, ou porque tenha ficado assinalado numa data marcante na mente, consciente e subconsciente, da pessoa. Repito que os fenômenos da natureza em questão não vão além de tais condições mnemônicas que predispõem a pessoa, isto é, que nunca se deu o caso de um sensitivo ter livremente retirado informes insignificantes e totalmente esquecidos na memória subconsciente de um consultante e ainda menos que da subconsciência do consultante tenha tirado informes insignificantes e totalmente esquecidos referentes a terceiras pessoas por ele conhecidas em épocas remotas, como pressupõem, constantemente, os opositores da hipótese espírita. E tal impossibilidade seria de presumir-se mesmo a priori, visto que somente as coisas pessoais podem constituir, na subconsciência, uma série sistematizada de recordações latentes, com uma “tonalidade vibratória”, para assim nos expressarmos, suficientemente viva para ser perceptível aos sensitivos. As

simples recordações longínquas de incidentes insignificantes e totalmente esquecidos, sucedidos a terceiras pessoas conhecidas do consulente, não poderiam ter essa “tonalidade vibratória”. Em segundo lugar, deve-se afirmar o mesmo, e com maior razão, a respeito dos fenômenos de leitura do pensamento a distância (clarividência telepática), fenômenos que, por sua vez, podem ser considerados cientificamente averiguados, conquanto se realizem raramente em comparação com os primeiros, em que o sensitivo e a pessoa estão juntos. E já se compreende, como mais do que nunca se deve observar a respeito, que não se conhecem exemplos em que um sensitivo tenha retirado, das subconsciências de pessoas distantes, informes insignificantes e esquecidos, ocorridos à pessoa em épocas remotas e muito menos ainda informes insignificantes e totalmente esquecidos referentes a terceiros conhecidos no passado pela pessoa. Portanto, mais do que nunca se deve repetir agora que os fenômenos de “clarividência telepática” são governados por leis indispensáveis que os circunscrevem em limites bem definidos e relativamente estreitos.

Isto posto, relembro que, nos comentários aos casos expostos no subgrupo C, ficou demonstrado que, de qualquer modo, nas comunicações mediúnicas entre vivos, não se trata absolutamente de “clarividência telepática” em que o médium surrupiasse informes às subconsciências alheias, mas sim de verdadeiras e próprias conversações entre duas personalidades integrais subconscientes. Depois disso, nos mesmos comentários, foram comparadas as comunicações mediúnicas entre vivos com as comunicações análogas obtidas dos mortos, fazendo salientar a absoluta identidade delas, visto que estas últimas são obtidas, na sua imensa maioria, com o auxílio da “psicografia” e sob a forma de conversação, do mesmo modo que as comunicações entre vivos. Resulta daí que, se no primeiro caso se chega à certeza científica com relação ao fato de que as manifestações de vivos, longe de consistirem em efêmeras personalidades sonambúlicas, são autênticas personalidades de vivos, então deve-se concluir em sentido idêntico, nas manifestações de

mortos que provem as suas identidades, fornecendo informes pessoais ignorados por todos os presentes. Chegados a este ponto, fizemos notar que aos opositores restava uma única argumentação para confirmarem e era a de que, se as comunicações mediúnicas entre vivos se realizavam em forma de conversação entre duas personalidades subconscientes, isto não excluía que os médiuns pudessem igualmente retirar de terceiras pessoas afastadas, sob essa forma, informes que forneciam em nome dos supostos espíritos. A tal argumentação, respondemos observando que a ela se opunha, acima de tudo, a grande lei da “relação psíquica”, que é impossível de ser estabelecida com pessoas afastadas e desconhecidas do médium e dos presentes, o que fica provado pelos processos da análise comparada aplicados às manifestações telepáticas e clarividentes, impossibilidade essa que deveria ser considerada, ao contrário, muitíssimo possível, a fim de chegar a explicar, de algum modo, o montante de casos de identificação pessoal de mortos, sem admitir a hipótese espírita.

Depois acrescentemos que a ela se contrastava o outro fato de que, se a objeção em exame tivesse fundamento, então o automatismo psicográfico, no que tem de automatismo, deveria transcrever, inevitavelmente, as respostas obtidas das personalidades que dão os informes aos vivos distantes, visto que as manifestações mediúnico-psicográficas consistem nisso e em nada mais do que isso e, portanto, deveriam trair a origem “telemnésica” dos presumidos episódios de identificação espírita, observações estas que chegam a condições resolutivas a cujas conseqüências os opositores não tinham meios de subtrairse, levando-se em conta que, se os casos de identificação pessoal dos vivos, em sua grande maioria, são obtidos por meio da “psicografia” e da “tiptologia”, do mesmo modo que nos casos de identificação pessoal dos vivos, então o que fica cientificamente demonstrado com respeito às manifestações dos vivos deve estar cientificamente demonstrado com respeito às manifestações dos mortos. Depois do que fica dito acima, é quase inútil observar que, do ponto de vista científico, deve ser excluída, de modo absoluto, a

possibilidade teórica de explicar, pela clarividência telepática, entrando pela telemnesia, os casos em que as personalidades dos mortos comunicantes fornecem informes insignificantes e ignorados sobre a sua vida térrea, possibilidade teórica que deve ser excluída porque não existem manifestações supranormais que a confirmem, enquanto que existem numerosas manifestações de ordem análoga que a contradizem. Além disso, deve ser excluída porque se revela inconciliável com as modalidades de realização das manifestações em exame e, finalmente, deve ser excluída porque é igualmente inconciliável com a lei fatal da “relação psíquica”. E tudo isto basta para a demolição de qualquer hipótese. E uma vez desocupado o terreno com a retirada das hipóteses insustentáveis, então surge, em toda a sua evidência, o grande valor teórico das “comunicações mediúnicas entre vivos”, as quais apresentam sobre as comunicações análogas dos mortos, a imensa vantagem de se prestarem a fornecer inferências teóricas incontestáveis, porquanto são baseadas em dados de fatos verídicos e completos, fornecendo a possibilidade de edificar, sobre fundamentos solidíssimos, a nova Ciência da alma.

Pois que, se pela força das manifestações mediúnicas entre vivos somos forçados a admitir que, entre duas personalidades integrais subconscientes, podem desenrolar-se conversações espirituais a qualquer distância, então com isto vem-se a criar uma base inabalável e formidável em favor da existência e sobrevivência da alma. Digo inabalável, porque os fatos, sobre os quais se funda, são verificáveis não só nos seus efeitos, mas igualmente nas suas causas, e formidável, porque apenas encontrado um fundamento teórico de tanta solidez, então a inferência de que as manifestações mediúnicas entre vivos subentendem a existência subconsciente de uma personalidade integral, ou espiritual, independente das leis biológicas que governam o corpo somático, torna-se a dita inferência uma necessidade lógica igualmente irrefutável, tanto mais quando se considerem as manifestações em exame cumulativamente com as outras manifestações inerentes à subconsciência humana, como a “clarividência no tempo e no espaço”, os fenômenos de

“bilocação”, as criações “ideoplásticas” e a “visão panorâmica” no momento da morte. E, uma vez admitida a existência subconsciente de uma entidade espiritual e integral, capaz de existir, de agir e de pensar independentemente dos laços da matéria, deste ponto até admitirse-lhe a sobrevivência à morte do corpo não há senão um breve passo, inspirado antes de tudo pelo complexo das manifestações indicadas, mas depois tornado necessário pela existência das correspondentes manifestações de mortos que fornecem informes pessoais em tudo conformes com os fornecidos pelos vivos. Em outras palavras, uma vez provado que as personalidades dos vivos que se comunicam mediunicamente, longe de serem personificações efêmeras de ordem onírico-sonambúlica, são os espíritos dos vivos em cujo nome se manifestam, e uma vez demonstrado que a “telemnesia” não existe, então dever-se-á concluir em igual sentido quanto aos espíritos de mortos, toda vez que provem, com fatos, a sua identidade pessoal.

Conclusões Chegados ao fim desta longa classificação, convém lançar um olhar retrospectivo às etapas ascensionais percorridas, para depois nos determos a discutir as questões teóricas de ordem particular e geral que derivam da mesma classificação. Vimos que os fenômenos das “manifestações mediúnicas entre vivos” se dividem em duas grandes categorias, na primeira das quais figuram as mensagens obtidas quando o agente e o percipiente estão longe um do outro. A primeira categoria, que é análoga, quanto aos fatos, aos fenômenos de “leitura de pensamento”, salvo a circunstância de que as manifestações do gênero se realizam mediunicamente, varia muito pouco nas modalidades pelas quais se manifesta, de sorte que bem pouco tivemos que observar a respeito, porquanto os referidos casos apresentaram ocasião para formular considerações importantes sobre a gênese presumível de algumas mistificações anímicas que se dão nas comunicações mediúnicas entre vivos, como também sobre a natureza presumível do “controle mediúnico”, o qual consistiria, quase sempre, na transmissão telepática do pensamento e não em uma posse temporária do organismo do médium pelo espírito comunicante.

Enfim, os fenômenos examinados trazem uma primeira indução a favor da autenticidade das comunicações mediúnicas com os mortos, pois que, se a vontade de um vivo chega a ditar mentalmente uma carta inteira, palavra por palavra, servindo-se do cérebro e da mão de outrem (caso 3), então não se pode mais negar a possibilidade de que as personalidades dos mortos transmitam as suas mensagens, exercendo telepaticamente a vontade sobre o cérebro e a mão do médium. Enquanto os fenômenos de tal natureza abalavam os fundamentos da hipótese das “personificações subconscientes”, pela qual todas as personalidades que se manifestam no domínio mediúnico não seriam mais do que efêmeras personificações, ou mistificações onírico-sonambúlicas da subconsciência, casos como estes em

exame demonstram a origem positivamente extrínseca das manifestações de mortos. Passando à segunda das categorias indicadas, observou-se que ela é composta de manifestações que se diferenciam notavelmente entre si, de modo que pareceu indispensável dividi-las em seis subgrupos, nos quais foram consideradas, sucessivamente, as mensagens inconscientemente transmitidas ao médium por pessoas imersas em sono e por pessoas em estado de vigília; depois as mensagens obtidas por expressa vontade do médium; outras transmitidas ao médium por vontade expressa de pessoas distantes; depois, os casos de transmissão em que o vivo comunicante estava moribundo e finalmente as mensagens mediúnicas entre vivos transmitidas com o auxílio de uma entidade espiritual. Já no primeiro subgrupo, em que foram examinadas as mensagens inconscientemente transmitidas ao médium por pessoas imersas no sono, tivemos oportunidade de salientar uma das maiores aquisições teóricas trazidas à luz pela presente classificação e é que a característica das comunicações mediúnicas entre vivos consiste no fato de que o agente e o percipiente desenvolvem comumente longos diálogos, os quais demonstram que já não se trata de fenômeno de transmissão telepática do pensamento e sim de uma verdadeira e própria conversa entre duas personalidades integrais, ou espirituais, com as conseqüências teóricas que daí decorrem.

Os casos pertencentes ao segundo subgrupo, no qual foram consideradas as mensagens inconscientemente transmitidas ao médium por pessoas em estado de vigília, oferecem-nos ocasião de demonstrar a inexistência presumível de tal forma de comunicações, porquanto não se conhecem exemplos precisos e definidos que sirvam para demonstrar que uma pessoa em estado de vigília chegue, involuntariamente, a entrar em comunicação mediúnica com um sensitivo a distância, sem pensar nele. Como resultado do fato, dever-se-ia dizer, ao contrário, que para atingir tal fim é necessário pelo menos que a pessoa em estado de vigília e afastada pense no mesmo instante e mais ou menos intensamente, no sensitivo.

Os casos do terceiro subgrupo, nos quais são consideradas as mensagens obtidas por vontade expressa do médium, revestem grande valor teórico. O modo de interpretá-los reflete sua influência sobre o modo de interpretar uma importante classe de casos de identificação espírita: a identificação fundada sobre os informes fornecidos pelos mortos a respeito de sua vida terrena. Seu valor teórico emerge da circunstância de que as comunicações entre vivos, quando determinadas por expressa vontade do médium, confirmam, na aparência, a hipótese pela qual os informes pessoais verídicos fornecidos pelos supostos espíritos, de mortos comunicantes por meio dos médiuns, são, ao contrário, retirados pelos médiuns nas subconsciências dos vivos que conheceram o morto que se afirma presente (telemnesia).

Mas, ao contrário dos casos reunidos no subgrupo em exame, surge a confirmação incontestável de que as comunicações mediúnicas entre vivos não consistem, absolutamente, em um processo telepático, de seleção inquiridora nas subconsciências alheias por parte dos médiuns, mas consistem, sim, em uma conversação entre duas personalidades integrais ou espirituais subconscientes, o que muda completamente os termos da questão, tornando-se insustentável a hipótese adversa. Abstenho-me de resumir as conclusões a que se chega a tal propósito, pois que a sua importância exorbita dos limites de uma síntese conclusiva e reclama ser desenvolvida à parte, o que faremos em breve. Os casos do quarto subgrupo, que se referem às mensagens transmitidas ao médium por expressa vontade de uma pessoa afastada, realizam-se muito raramente, enquanto que tal espécie de mensagens, com caráter espontâneo, é, ao contrário, bem freqüente nos casos de sono notório ou disfarçado do agente e estes últimos são muito mais importantes do que o primeiro.

No caso de mensagem transmitida ao médium por vontade expressa de uma pessoa que se acha a distância, trata-se, limitadamente, de um fenômeno de transmissão telepático-mediúnica e, portanto, de mensagem pura e simples, que não assume nunca o desenvolvimento de um diálogo. No caso de uma pessoa em sono notório ou disfarçado, as manifestações tomam muitas

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.