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Capítulo 9 de 19

Iii. Milagres — parte 7 de 7

A Vida nos Mundos Invisíveis – Volume 6

Assumindo-se as condições normais de transição, onde o indivíduo é assistido de perto por amigos ou parentes, e onde talvez também possa estar presente um ministro da Igreja, então deveriam ser feitas orações pedindo ajuda daqueles do mundo espiritual que empreendem tal trabalho de levar os que partem sob seus cuidados e orientação, e que aquele poder lhes seja concedido para ajudar em seus esforços. Naturalmente, se o mundo estivesse tão iluminado como estou supondo que agora eu esteja, é razoável assumir que os que partem também teriam um pouco de conhecimento da verdade. Uma oração breve e sincera, corretamente dirigida, trará positivamente tudo aquilo que é pedido. Da forma como as coisas são, uma oração como essa, embora sua récita ocupe apenas cinco minutos em tempo terrestre, ou até mesmo menos, seria produtiva e de resultados imediatos, enquanto que o réquiem elaborado não é produtivo de forma alguma. Se meus amigos desejassem saber o que seria uma deliberação perfeita, eu diria isto: imediatamente após a morte do corpo físico acontecer, o corpo deveria ser removido para um lugar próprio, arrumado à parte para o propósito, longe de habitações particulares de qualquer tipo, e onde não seria mais visto por qualquer parente ou amigo. Lá ele esperaria por todas as formalidades necessárias a serem cumpridas, depois disto seria higienicamente disposto pelos que são contratados para fazerem este trabalho. Inquestionavelmente, só há um método de disposição que se recomenda a todos nós aqui, no mundo espiritual, quero dizer, a cremação. Deixe as Igrejas extinguirem os fogos do inferno que eles mantêm tão fantasticamente iluminadas, e usem chamas reais para um propósito excelente. Aqui eu poderia lhe expor algumas observações sobre o assunto lugares de enterro. O enterro habitual solo abaixo é uma prática ruim, pois seguramente, como acontece, a sepultura sempre será uma atração a muitas pessoas; torna-se o foco de pensamentos e sentimentos. As pessoas gastam tempo e devoção tomando conta de um montículo de terra, a lápide que é posta, e assim por diante. São energias perdidas, pois se os pensamentos que acompanham essas atenções zessem algum efeito na pessoa passada, tal efeito seria ruim, como antes mostrei ser o caso. Com a completa e absoluta eliminação do corpo físico de forma que nada permaneça, este lugar de reunião tão melancólico, o cemitério, também poderia ser eliminado. Pondere no que poderia ser feito com os muitos acres de terreno usados como cemitérios hoje. Se sentissem que algum lugar seria desejável como memorial a esses, no distrito em que 'morreram', um local onde se pudesse fazer um retiro e buscar paz e se acalmar, não seria melhor jardins agradáveis adequadamente planejados e organizados? O que seria melhor para o propósito que os locais dos cemitérios existentes? Se fossem ajardinados para se transformarem em paraísos para o repouso da dor, teriam imensuravelmente melhor uso que os dolorosos locais de enterro atuais. A mesma coisa se aplica aos cemitérios que cercam igrejas. Também estes, se fossem abolidos, e se o solo fosse arrumado graciosamente com ores e outros vegetais emoldurando a igreja, como seja, em cor e plantas, quanto aumentaria a beleza da própria estrutura, e isso serviria semelhantemente ao propósito de ser útil. Mas em ambos os casos, tanto nos cemitérios comuns como nos cemitérios adjacente a igrejas, não deveria haver nenhuma sugestão de tumbas ou lápides. Minha experiência destes adros dizia que muitos deles viram uma mata selvagem, uma profusão de ervas daninhas, um local tristemente negligenciado e um incômodo ao olhar. Pode-se dizer, em oposição a que fossem abolidos os locais de enterro, que as pessoas ainda achariam um foco para a sua aição; que se não levarem a sua aição para o cemitério, encontrando desta forma uma vazão ao cuidarem de uma sepultura, reteriam sua aição em suas casas. Na realidade, não teriam nenhuma vazão pela atenção que algumas mentes dão aos cuidados de uma sepultura. Só há um antídoto, ou melhor, cura, para tais mentes, que é o conhecimento da verdade. Quando a verdade se tornar completamente difundida por todo o mundo, então os cemitérios de todos os tipos desaparecerão automaticamente, pois ninguém que está em comunicação direta conosco aqui e que desfruta a felicidade da conversação continuada com um parente ou amigo, se preocupa em pensar locais como cemitérios. Para esses, os cemitérios não representam nada para os seus entes queridos que partiram. Mas eles sabem que são lugares ruins para qualquer um visitar, a menos que a pessoa tenha o conhecimento da verdade e assim veja tal local sob a sua verdadeira luz. Para os que pranteiam, são os piores locais que se pode imaginar. Nossos amigos na terra que nos conhecem e falam conosco não lidam com os corpos. Para esclarecer o assunto, meu amigo, você que está lendo estas palavras, como poderia pensar em mim em termos de um cadáver deitado sob o solo, quando estou vivo e falando com você através destes escritos. A pura ideia já é absurda. Sobre qualquer forma em particular de serviço de enterro, no sentido exato, isto é, falando do ponto de vista de nós daqui do mundo espiritual que uma vez estivemos na terra e que 'morremos', não há nenhuma necessidade de qualquer espécie de orações a serem ditas diante de qualquer cadáver. Elas não podem afetá-lo de maneira nenhuma porque é completamente inanimado. É como rezar para uma pedra ou um tijolo. Na realidade o enterro poderia ser levado a cabo sem qualquer formalidade religiosa — e nenhum dano aconteceria, nem seria uma falha. As orações deveriam ser concentradas na pessoa viva, e não no seu corpo inanimado. Por isso seria melhor não ter o 'corpo presente' na igreja em hora alguma. Inevitavelmente, as mentes são levadas a enfatizar o que está em baixo da mortalha ou das outras cortinas que lhe servem como coberta. Tudo isso agrava a tristeza. Se a dor é genuína e não espúria, quer dizer, se a tristeza é sentida pelo que se foi, e o que lamenta não está sentindo dor por ele mesmo, então esse sentimento localizará a pessoa que partiu e causará angústia, aumentando dessa forma nossas diculdades por aqui. A essência das orações não deveria conter nada que não seja baseado em verdades espirituais. A pessoa poderia enumerar assuntos que deveriam ser resoluta e determinadamente evitados como sendo falsos. Por exemplo: evitar qualquer referência a ser julgado ou ao Dia de Julgamento, ao 'dia nal', ao descanso eterno, à ressurreição, a pleitear por clemência pelo que se foi, mencionando palavras como esse dia virá para o mesmo que ora; nem fazer qualquer referência à ira de Deus, ao portão do inferno... O catálogo de itens quase que poderia se estender inndamente! Mas falei o suciente e alguém poderia me repreender ao escolher um assunto tão distante da alegria. Claro que não é alegre, porque as Igrejas zeram deste assunto de 'morte' um monstro. Todo mundo sente tristeza na partida de um amigo, mas essa tristeza é multiplicada várias vezes pela ignorância dos fatos da vida espiritual. A Ortodoxia aumentou a angústia daqueles que pranteiam por causa de seus envolvimentos com o fogo do inferno e o Dia de Julgamento, ressurreições míticas e compensações vicárias. É uma de minhas ambições tentar banir alguma tristeza e sentimentos de desesperança na hora da perda e, no seu lugar, empossar a verdade e boas novas.

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.