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Capítulo 12 de 19
Vi. O Credo — parte 3 de 3
A Vida nos Mundos Invisíveis – Volume 6
O Pai poderia ter criado minha casa — e todas as outras casas neste reino — por Sua própria vontade. Mas nós temos muitas evidências de que Ele não trabalha desse modo. Meus amigos tiveram imenso prazer no serviço que me zeram. O Pai tiraria deles essa alegria, deliberadamente, só porque a Igreja diz que Ele é o Criador de todas as coisas invisíveis? Certamente não. O que se aplica à minha própria pequena casa aplica-se igualmente a todas as outras coisas por aqui que podem ser formadas e podem ser fabricadas pela habilidade, labuta e dedicação cuidadosa do homem. Talvez seja dito que sem a permissão de Deus eu não poderia ter erigido minha casa. Ele não deu a permissão Dele. Em virtude de uma lei natural, fui qualicado para possuir uma casa para meu uso pessoal. Ninguém pôde, ou pode, me negar esse direito; nem sequer o próprio Pai faria isso. Eu ganhei o direito de possuí-la; era meu o direito, e sempre permanecerá meu, a menos que eu cometa algum ato que seja uma infração a qualquer lei espiritual, deliberada ou incautamente. Onde Deus entra nisso exatamente então?, perguntam. Precisamente desta maneira: é Ele que provê a força, o poder com que construir, não importa o que possa ser, se casa ou mansão, ou alguma ninharia que meça apenas uma polegada ou duas. Mas por mais qualicado que possa ser, seja qualquer uma a habilidade que a pessoa possa exibir, há uma coisa que nós não podemos fazer, que é criar vida. De onde ela vem, não é para nós sabermos ainda. Os seres ilustres nos reinos mais elevados terão esse conhecimento. Por tudo aquilo que sabemos no contrário, eles podem, por eles mesmos, por algum meio de cooperação ou outro, ou algum processo de coordenação de elementos vitais, criar vida. Realmente não nos importa, a nós na escala mais baixa — bem mais baixa — da vida espiritual. Estamos contentes por levarmos as coisas como elas são, darmos conta do total de conhecimento que já possuímos, afastarmo-nos de especulações estúpidas, inúteis, que não levam a nada, e esperarmos o dia em que também seremos admitidos nesses segredos diligentemente vigiados. Mas podemos rebater, onde percebemos que existem enganos, desde que um engano possa conduzir a muitas outras mais asneiras, e assim ajudar a desaparecer com o que no nal virará um grande depósito de mentira. Nas mentes de muitas pessoas, o mundo invisível, como chamam o mundo espiritual em que vivo, é uma região sombria e decididamente não-substancial, muito religiosa em geral, altamente espiritualizada e completamente nãohumana. Meus amigos que acompanharam meus escritos até aqui conhecem algo destes reinos, sabem que tudo aquilo que temos aqui é mais signicativo que qualquer coisa que possa ser encontrada nos planos terrestres. Também se recordarão de minha breve narrativa de quando assisti a construção de um anexo a um dos setores de aprendizado nestes reinos. Bem, aquilo foi um ato de criação, e é inimaginável compará-lo à construção de um edifício na terra. Na terra, os homens ajuntarão certos materiais, entre eles tijolos da moda ou outros componentes. O processo ca sujeito a uma fórmula, mas não tem vida. Os mestres de obra e pedreiros aqui não têm que juntar os seus materiais antes de começarem a operação. Realmente, quando se reúnem com a nalidade de erguer um edifício novo, não há nenhum sinal daquelas evidências que sempre se vê na terra, nem antes, depois, ou durante o trabalho deles. O material que nossos homens usam para construir é o pensamento. O edifício que constroem é o resultado direto de pensamentos concentrados. Mas o pensamento tem que ter algo em que basear para se fazer permanente, e nenhum homem destes planos pode fazer tal trabalho sem a ajuda direta dos reinos elevados. Tudo que temos aqui é imbuído de vida, e a vida só pode vir desses reinos elevados. O poder desce e é utilizado pelos que pediram sua dissensão. Nas obras do edifício que lhe descrevi, o poder, como pode lembrar, apareceu na forma de faixas de luz. O que teria acontecido se os construtores apenas tivessem cado parados e não tivessem feito nada, deixando as faixas de luz vertendo do alto? Teria o edifício crescido diante de nossos olhos? Certamente não; nada disso teria acontecido. Mas se aquela força viesse dos reinos mais altos, ou até mesmo do próprio Pai, então seguramente Ele poderia ter criado aquele edifício pela própria vontade Dele? Aqui já estamos entrando no reino da especulação. Eu não posso lhe dizer o que poderia ou não poderia acontecer; posso só lhe falar da minha experiência atual sobre o que ia acontecer ou não neste caso. Nenhum edifício, segundo me disseram, foi erguido, nestes planos ou outros contíguos a estes, de si mesmo ou por si só. Nunca vi isto acontecer, com certeza. Todo edifício vem do trabalho de algumas pessoas cuja identidade é facilmente determinável. Eles não sobem num 'piscar de olhos', entretanto os pios, sem dúvida, gostam de imaginar que sim — se é que imaginam que temos edifícios! E as ores e tudo que cresce? O mesmo princípio se aplica, exatamente. Os especialistas em horticultura — eles têm que ser especialistas — podem formar muitos espécimes celestiais de beleza botânica, mas não lhes podem dar forma nem modelo sem um poder semelhante àquele que é determinado aos construtores, nem podem animar duas criações. Isso vem desses reinos elevados. Em uma palavra, nossa gente pode criar, mas não pode animar. A Criação ca nas mãos das pessoas destes e de todos os outros reinos de luz. Recorde-se que eu mencionei, um momento atrás, coisas horrorosas na terra com relação ao parágrafo do credo que arma que Deus criou todas as coisas visíveis. Agora pode ser que aquela declaração seja citada contra mim, ou seja, lembrando que lhe dei algum toque, como também menciono de vez em quando, das regiões escuras terríveis do mundo espiritual. E sobre eles?, diriam. A mesma resposta pode ser dada precisamente. Estas regiões são o trabalho do homem, e só do homem. Eu poderia lhe devolver as palavras — amigavelmente, claro — acrescentando que são o trabalho de homens que vieram da terra, todos eles. As características obnóxias dessas regiões são o resultado dos moradores obnóxios, desprezíveis que ali moram, da mesma maneira que todas as belezas naturais dos reinos de luz reetem as mentes e os pensamentos dos que vivem neles. Nos reinos trevosos não há nenhuma árvore, nenhuma or, e como verdadeiramente designa seu nome, não há nenhuma claridade. Os odores pestilentos que poluem todo o ar são apenas uma indicação adicional da qualidade de seus habitantes. Isso é a criação deles, na medida de que são capazes. Criador de todas as coisas invisíveis. Há mentes teológicas na terra, no passado e no presente, que acreditaram ou ainda acreditam, que o Pai seria responsável pelas lagoas imundas e fedidas que se encontram nos reinos de escuridão, juntamente com os muitos mais horrores inomináveis que há por lá. Por que Ele não os eliminou, e para sempre, todos eles? Não é para o Pai o empreender deste trabalho, mas
assim que a condição espiritual do homem na terra melhorar e melhorar ainda mais, nesta hora estas regiões não mais continuarão a ser povoadas pela terra. Se a partir de hoje, para sempre, nenhuma única alma a mais que seja entrar nessas esferas para morar, então nessa hora esses, cujo trabalho é assim, poderiam gradualmente clarear seus habitantes. Com a passagem deles a reinos mais elevados, faliriam também os mais baixos, os reinos de escuridão. Isso é apenas o funcionamento de uma lei natural e tais leis sempre trabalharam assim. O Pai não executa eternamente truques milagrosos como a Igreja acredita que Ele faz. Se o homem melhorasse a condição espiritual dele na terra, antes de vir para o mundo espiritual, as próprias choupanas repugnantes para morar na terra seriam as primeiras a desaparecer. A palavra sobrenatural é totalmente destituída de signicado em seu mundo ou no nosso. O próprio Pai não age acima ou além do que é natural. Leis naturais são supremas, e o Pai é o grande exemplo delas. Talvez meus amigos desejem saber por que estou usando tantas palavras neste aspecto particular de nosso assunto, isto é, a criação. Minha razão é simples, contudo é extremamente importante. As palavras de abertura do credo entregaram, ou algo assim, a chave para a composição inteira. Elas pretendem enviar a Deus as reivindicações que a Igreja faz, e daquela série de parágrafos surge toda a grande interpretação errada do Pai. Para que alguém não diga 'Seguramente Deus não precisa que você O defenda' eu responderia, 'Claro que não'. Não é isso que tenho a presunção de fazer. Um de meus grandes desejos é ajudar desfazer os erros tão abundantes relativos ao Nosso Pai porque uma vez feito isso, uma imensa quantidade de conceitos assumirá seus lugares e proporções corretos. Quando lhes conto — como qualquer outra pessoa nestes reinos poderia e contaria a você — que o Pai do universo é um Pai real cuja vontade é que todas as pessoas sejam felizes na terra e depois no mundo espiritual; que não é, nunca foi e nunca será juiz para julgar o gênero humano, e que não delegou, nem jamais delegará esta função a qualquer outra pessoa ou pessoas, quando eu apenas menciono estes fatos a você, dentre muitos outros, como fatos e não convicções, então começará a perceber algumas das atrocidades verbais que Ortodoxia cometeu ousando fazer essa péssima caricatura do Pai como fez. A maioria das pessoas tem medo de Deus, e esse é o estado mais terrível. Eles têm medo da morte dos seus corpos físicos e do Julgamento terrível feito por Deus que alegam as Igrejas que se segue àquele processo. É medo e medo e medo, com o Pai como o maior inspirador do maior medo. É por isso que, meus amigos, eu me prendo no mais ínmo fragmento de mentira relativo ao Pai que, de alguma forma, seja responsável por virar as mentes de homens na direção errada na relação deles com Ele. Eu sou apenas o porta-voz de uma grande organização de amigos com o tipo de trabalho com o qual você já está familiarizado. Eu falo por eles e por mim. Você não percebe que a Ortodoxia é baseada em uma série de conceitos terrivelmente errados e deduções errôneas? Perceberia, se residisse aqui. Dia virá em que deixará seu corpo físico e virá se unir a nós aqui. Seria esplêndido se o zesse completamente sem temor, sem medo do presente ou do futuro, mas com a emocionante perspectiva de, anal, ver e viver no 'mundo invisível', como ele é agora a você, em toda a sua glória, a manifestação visível e tangível da vontade suprema de Deus de que todos os homens sejam felizes. Tão distante da perspectiva horrível e tenebrosa que as Igrejas lhe oferecem. Depois de uma vida de labuta na terra, prometem-lhe: Julgamento. Essa é uma das mentiras mais ofensivas das quais a igreja é capaz. Adendo da tradutora: O Credo é uma fórmula doutrinária ou prossão de fé. No Cristianismo, também é conhecido como símbolo dos apóstolos. A palavra tem origem na palavra credo que signica creio. O credo era a princípio uma proclamação batismal enunciada pelo catecúmeno, contendo as proposições objeto da fé na qual estava sendo admitido o batizado. Em 325, passou a ser uma síntese dos dogmas da fé promulgada pela autoridade eclesiástica, através do Concílio de Nicéia. A primeira formulação do tipo credo encontra-se no original de uma carta do bispo Marcelo de Ancyra. De uma tradução, com algumas alterações, do credo de Ancyra se deriva o credo latino ainda hoje adotado. Existem outras variações do credo: o da Igreja bizantina (381), egípcia (370), o de Justino Mártir (150), o Credo Niceno e outros. O papa Bento VIII, no ano de 1020, introduziu o uso do credo na missa. O Credo Niceno, ou o Ícone/Símbolo da Fé, é uma declaração de fé cristã que é aceito pela Igreja Católica Romana, pela Igreja Ortodoxa Oriental, pela Igreja Anglicana e pelas principais igrejas protestantes. O nome tem a ver com o Primeiro Concílio de Nicéia (325), no qual foi adotado, e com o Primeiro Concílio de Constantinopla (381), onde foi aceita uma versão revista. Por esse motivo, ele pode ser referido especicamente como o Credo Niceno- Constantinopolitano para distingui-lo tanto da versão de 325 como de versões posteriores que incluem a cláusula liloque. Houve vários outros credos elaborados em reação a doutrinas que apareceram posteriormente como heresias, mas este, na sua revisão de381, foi o último em que as comunhões católica e ortodoxa conseguiram concordar em todos os pontos. Cremos em um só Deus, Pai todo-poderoso, criador do céu e da terra, de todas as coisas visíveis e invisíveis. Cremos em um só Senhor, Jesus Cristo, Filho Unigênito de Deus, gerado do Pai desde toda a eternidade, Deus de Deus, Luz da Luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro, gerado, não criado, consubstancial ao Pai; por Ele todas as coisas foram feitas. Por nós e para nossa salvação, desceu dos céus; encarnou por obra do Espírito Santo, no seio da Virgem Maria, e fez-se verdadeiro homem. Por nós foi crucicado sob Pôncio Pilatos; sofreu a morte e foi sepultado. Ressuscitou ao terceiro dia, conforme as Escrituras; subiu aos céus, e está sentado à direita do Pai. De novo há de vir em glória, para julgar os vivos e os mortos; e o seu reino não terá m. Cremos no Espírito Santo, o Senhor, a fonte da vida que procede do Pai; com o Pai e o Filho é adorado e gloricado. Ele falou pelos profetas. Cremos na Igreja una, santa, católica e apostólica. Professamos um só batismo para remissão dos pecados. Esperamos a ressurreição dos mortos, e a vida do mundo que há de vir. Amém. Essa versão era recitada pelos novos cristãos no momento do Batismo, e cou conhecida como credo apostólico. Sua tradução é a versão mais conhecida do credo: Creio em Deus Pai, todo-poderoso, Criador do céu e da terra. E em Jesus Cristo, seu único Filho nosso Senhor. O qual foi concebido pelo Espírito Santo, nasceu da Virgem Maria, padeceu sob Pôncio Pilatos, foi crucicado, morto e sepultado; desceu ao inferno, no terceiro dia ressuscitou dos mortos, subiu ao céu e está sentado à direita de Deus Pai todo-poderoso, donde há de vir julgar os vivos e mortos. Creio no Espírito Santo, na Santa Igreja Católica, na comunhão dos santos, na remissão dos pecados, na ressurreição da carne e na vida eterna. Amém.
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.