Voltar ao livro A Vida nos Mundos Invisíveis – Volume 5

Capítulo 8 de 19

Ii. Introdução — parte 6 de 17

A Vida nos Mundos Invisíveis – Volume 5

Vêm à mente as frases que eram as favoritas de certos tipos de pessoas, ligadas à eternidade. Que imagens terríveis estas frases estúpidas devem ter provocado na cabeça de tanta gente. A tragédia terrível da 'morte' que todos os homens têm que enfrentar. A incerteza terrível do que vai acontecer depois que tenham 'passado desta vida'. O temível momento de ser levado diante do Grande e Terrível Juiz. A maioria deles foi convencida de que eram 'pecadores miseráveis', o melhor que poderiam esperar seria 'misericórdia', contanto que 'cressem' nisso ou naquilo, coisas de signicado tão obscuro que eles não podiam achar nem pé nem cabeça, mas que, não obstante, possuíam os meios mágicos de sua 'salvação'. O que viria, Céu ou Inferno? Provavelmente o último, por causa de seu óbvio fracasso em seguir os padrões impossíveis impostos por seus “professores” religiosos. O que há para se ter medo na eternidade? Para nós, uma das maiores e mais gloriosas verdades é a existência desta mesma eternidade. Mas falarei disto no tempo devido. Para o momento, nossa pergunta está esperando para ser respondida. Falando das pessoas que passam para o mundo espiritual de forma repentina, você vai se lembrar, sem dúvida, por exemplo, daquelas em que um ataque do coração foi a causa, ou onde foi um acidente ou alguma ação deliberada que causou uma transição instantânea. No último exemplo, forçosamente se lembraria do que acontece durante os tempos de guerra na terra. Tais transições como estas não são o que poderia ser considerado normal se tivessem prevalecido outras condições. Transição normal, do ponto de vista do mundo espiritual, é aquela em que o corpo espiritual se separa gradual e facilmente do corpo terrestre em um processo de separação lento e rme. A corda magnética, em tais casos, será destacada suavemente do corpo terrestre, cairá fora naturalmente, da mesma maneira que uma folha cai da árvore por causa do outono. Quando a folha está por completo cheia vida e vigor, exige uma ação forte para se desalojar da árvore. E assim é com o corpo espiritual. No jovem, a coesão é rme, mas ela se diminui gradualmente conforme aumenta a idade. Quando as pessoas da terra chegam ao outono de suas vidas, como a folha da árvore, o corpo espiritual ca menos rmemente preso ao corpo físico. Lê-se sobre as pessoas que alcançam muita idade na terra, e então um dia, com a saúde aparentemente boa, são achados 'mortos' na cadeira na qual estavam sentados. Na realidade, eles foram calmamente dormir de um modo saudavelmente normal, e a corda magnética também se separou de um modo saudavelmente normal. Essa é uma transição ideal. Então, quando o corpo terrestre entra num colapso de repente e os órgãos param de funcionar, como no caso de algumas doenças, não há muito choque transmitido ao corpo espiritual. Uma pessoa que passou por isso cará em um estado de grande confusão, a qual será aumentada pela falta de conhecimento dos costumes do mundo espiritual. Os pontos de vista religiosos ortodoxos também acrescentarão o seu peso considerável à confusão geral da mente. E até mesmo nos casos onde existe um bom conhecimento da vida espiritual, acontece um pouco de confusão mental momentaneamente. Isso é impossível de se evitar. A mente estava exclusivamente focada nos assuntos materiais, e requereria um segundo ou dois para compreender o que aconteceu - para recompor os sentidos, usando os termos terrestres. Como seria fácil o nosso trabalho no mundo espiritual, se todas as transições estivessem nesta última categoria. É quando acontecem as transições onde o corpo físico ca literalmente desintegrado, desmanchado em fragmentos em um segundo de tempo, que a maior angústia e desconforto são causados ao corpo espiritual. A corda magnética se rompeu, ou foi arrancada fora, quase como se um membro do corpo físico fosse rasgado para fora de seu lugar. O corpo espiritual se encontra repentinamente despojado de sua moradia terrestre, mas não antes de que o choque físico de desintegração fosse transmitido ao corpo espiritual. Não só há uma confusão extrema, como também o choque tem algo de efeito paralisante. A pessoa que passa por isso pode car incapaz de se mover. Em muitos casos, o sono intervirá. Ele permanecerá no lugar da sua dissolução, mas nós viremos em seu socorro e o levaremos especialmente a uma das casas de repouso especiais para tais casos. Ali ele receberá tratamento de peritos e, no nal das contas, o paciente recuperará a sua plena saúde, sem qualquer sombra de dúvida. A cura é certa e completa. Não acontece nada como uma recaída ou um retorno da indisposição. Talvez a parte mais difícil do tratamento seja quando se restabelece totalmente a consciência e o paciente começa a fazer perguntas! Que efeito, você poderia perguntar, faz a mutilação do corpo físico no corpo espiritual? Nenhum, no que diz respeito aos membros e órgãos. A desintegração pode ser súbita, ou pode levar vários anos terrestres pelo processo de decomposição normal. Seja lá qual for a forma que aconteça, o resultado é o mesmo - um completo, ou quase completo, desaparecimento daquele corpo físico. O corpo físico é corrutível, mas o corpo espiritual é incorruptível. E o que se aplica ao todo, também se aplica aos membros e órgãos; na realidade para todas as partes do corpo espiritual. A perda de um ou mais membros do corpo terrestre, a posse de órgãos doentes, malformações físicas, qualquer condição subnormal ou supernormal do corpo físico, qualquer um ou todos estes estados deixam o corpo espiritual absolutamente não-afetado. Seja lá o que for o que o que aconteceu ao corpo físico, o corpo espiritual sempre manterá sua anatomia completa. Mas o corpo espiritual pode assumir malformações espirituais muito horríveis. Estas não têm nada a ver com a formação do corpo físico, mas são devidas somente ao tipo de vida que seu dono levou na terra. As malformações são expressões várias da atrocidade que reside naquela mente; em muitas ocasiões elas são a expressão externada das más ações de todo tipo. Porém, estas não estão dentro da nossa esfera de menções. Pessoas que acreditam que depois de suas 'mortes' haverá uma 'ressurreição' corporal frequentemente cam confusas sobre o que lhes acontecerá se não têm o número completo de membros, ou, o que é pior mas mais comum, se o seu corpo terrestre desaparecesse completamente com o passar do tempo, ou fosse instantaneamente desintegrado. A confusão vem do emprego da palavra ressurreição. Tais pessoas imaginam que o procedimento normal seja o corpo físico se levantar de sua sepultura - se possuir uma - em alguma data futura e não especicada, quando então ele se acharia no mundo espiritual. Carinhosamente se supõe que seriam restabelecidos os membros perdidos e prejudicados e os sentidos renovados, ou, se necessário, o corpo físico seria recomposto depois das explosões em pedaços, de alguma maneira inconcebível, sendo coletados e rejuntados depois do seu desaparecimento total. Toda a concepção é, claro, fantástica. Uma vez acontecida a dissolução, o corpo físico some, no que concerne ao seu dono. O corpo não tem nenhum lugar no mundo espiritual. Não pode entrar lá. E não há nenhum processo mágico da existência que pode alterar seus componentes, ou forma, ou modo de ser para que possa penetrar nos reinos espirituais de qualquer grau de peso ou altura, de luz ou escuridão, em lugar algum. Uma prossão de fé de que tal coisa seja possível não é de nenhum proveito; simplesmente não pode acontecer porque está contra as leis do mundo espiritual. E estas leis são leis naturais, não são leis que foram ordenadas por alguém e podem ser suspensas ou eliminadas à vontade.

Levando-se o assunto mais adiante, não há nada parecido com ressurreição do corpo físico ou do corpo espiritual. Quanto ao corpo espiritual, não há nenhuma 'elevação'. Há uma continuidade da existência, simplesmente. Desde que vida é dada ao corpo físico, o corpo espiritual está também em sua existência. O corpo terrestre acabando, deixa de funcionar e assim prover um veículo terrestre para o corpo espiritual, e o corpo espiritual é libertado e continua sua vida no mundo espiritual, em seu próprio elemento e sua verdadeira casa. Nenhuma ressurreição aconteceu. Não se precisa de uma coisa deste tipo. Não há nada pelo qual se deva esperar, nenhum Dia de Julgamento ou outro programa desagradável. O corpo espiritual é nalmente liberado, desobrigado de seu corpo terrestre pesado; livre para se mover e respirar, e desfrutar as belezas dos reinos de luz. E agora, penso que nós nos alongamos bastante no limiar do mundo espiritual e é tempo de atravessarmos o grande portal dos reinos de luz onde, talvez, podemos abordar outros assuntos não tão ligados com a dissolução do corpo físico. Vamos considerar o corpo espiritual e discutir algumas questões de sua vida no mundo espiritual, e talvez neste processo nós possamos eliminar uma ou mais confusões a respeito. Querido Leitor, Como editor deste trabalho, foi minha grande honra e privilégio manter uma boa aproximação com Robert Benson e esses outros do outro lado do véu. Sua evolução e tamanho podem ser vistos nestes livros e muitos se maravilharam com a progressão de espíritos conforme eles se esforçam em suas vidas para obter maior luz, conhecimento e perfeição. Por isto não deveria ser nenhuma surpresa ao leitor que algumas das ideias do Monsenhor e compreensões do mundo espiritual mudaram. Verdadeiramente, é o caso. Por ser meu desejo lhes mostrar o trabalho da forma como foi terminado nos recentes anos 40 e 50, não mudei o texto original deste livro. Porém, pode ser de seu interesse notar isso no curso da evolução de Robert; ele aprendeu um pouco mais de maiores verdades que entram em conito de certa forma com o que ele sabia na hora deste texto. Com vistas à ressurreição, chegará um momento quando esses, no reino dele, receberão um corpo ressuscitado e gloricado, mas exatamente quando isso acontecerá, ele não pode dizer. Mas este processo pode estar ligado diretamente à espiritualidade do indivíduo. E parece ser um processo contínuo. Da perspectiva dele, é impossível contar se um indivíduo de um reino superior é ressurreto ou ainda é espírito. Com respeito à criação do espírito, este processo foi realizado antes do espírito assumir um corpo e antes de o mundo ter sido criado. Foi lhe dado conhecimento naquele momento, mas ele não pode ser lembrado ou não pode ser usado até que o indivíduo progrida espiritualmente até um ponto onde aquele conhecimento seja útil a ele. Se esta informação der ao leitor uma nova perspectiva de Robert e a sua vida, então eu agradeço a oportunidade de ter providenciado isto. Como o Editor, assumo a completa responsabilidade por acrescentar esta informação ao texto, e deixo você, leitor, ser o juiz de sua precisão. MLR VI. O MUNDO ESPIRITUAL Eu mencionei a palavra eternidade agora mesmo a você. É uma palavra que implica em muita coisa, mas que, na realidade, traz tão pouca coisa à mente terrestre comum. O morador da terra diria, efetivamente, que aquela eternidade é como a imortalidade – não se pode provar. Como poderia ser provado que um certo estado de existência, isto é, o do mundo espiritual, continua para sempre, sem um m, empregando-se um termo talvez mais enfático. É assim. É uma diculdade que todos nós apreciamos no mundo espiritual. E eu me apressaria em dizer que não vou tentar provar nada disto! Mas posso fazer isto. Posso colocar diante de você uma ou duas considerações que servirão para conduzir sua mente para as diferenças principais entre seu estado de encarnado de existência na terra e nosso estado desencarnado de existência no mundo espiritual. E, fazendo assim, pode logo emergir um lampejo brilhante do que a palavra eternidade pode sugerir. Se você der ao assunto um pensamento breve, forçosamente será relembrado da impermanência da vida na terra. Vivendo, como vocês, na realidade - pois assim vocês nomeiam o que se manifesta bem obviamente na própria vida e tudo aquilo o que constitui o viver na terra, como, por exemplo, os edifícios que o cercam, o chão no qual caminham, a comida que comem, a roupa que os cobrem, suas ocupações diárias e as recreações, suas idas e vindas em distâncias curtas e longas; confrontados como são com todas estas evidências de ser - e muitas outras além destas, mesmo assim sabem que um dia, em sua vida, descobrirão que chegou o momento em que terão que deixar todas estas 'realidades' para trás, para sofrerem o processo natural da dissolução do corpo físico - em uma só palavra, quando irão 'morrer'. Mas antes que aquele evento aconteça, e durante toda sua vida na terra, você observará o processo de desintegração que há ao redor de você. Primeiramente, você. Você cará mais velho, os sinais com os quais está sucientemente familiarizado não precisam de nenhuma menção. Suas roupas, usadas constantemente, precisam de substituição. As mobílias de sua casa sofrem o mesmo processo e requerem o mesmo remédio. Sua própria casa sempre está em estado constante de decadência, entretanto isso não é sempre visível aos olhos até que, um dia, um conserto de algum tipo ou outro será necessário. Lembre-se, também, dos muitos artigos de uso diário que, sem querer, você pode quebrar, - até mesmo seus próprios ossos não são imunes a isso! De forma que, constantemente acontecendo em torno de você, há esta ação de decadência. Tudo em torno de vocês na terra é corruptível. Há, então, um estado palpável de impermanência. Por mais que a decadência possa ser controlada, você ainda tem o fato certo do eventual término de sua vida terrestre que, por si mesmo, sela a impermanência mundana. Agora deixe-nos contrastar tudo isso com a vida no mundo espiritual e seus moradores. Talvez um dos mais encorajadores e rmes sentimentos que nós no mundo espiritual podemos ter é o sentimento de perenidade. Primeiramente, sobre nós mesmos. Nós somos incorruptíveis. Deixamos nossos corpos terrestres e corrutíveis à medida que entramos no mundo espiritual e nos erguemos como somos verdadeiramente, incorruptíveis. Não envelhecemos. pelo contrário, aparecemos mais jovens se acontecer de já termos passado nossa juventude quando deixamos a terra.

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.