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Capítulo 6 de 19

Ii. Introdução — parte 4 de 17

A Vida nos Mundos Invisíveis – Volume 5

Estou disposto a acreditar que não é só esta ideia do desconhecido que aige as pessoas, mas também o pensar que a dissolução física seja um processo doloroso. Um estudo dos fatos e verdades da vida do mundo espiritual realmente é o melhor antídoto,- de fato, é o único antídoto - para medos como o que mencionei. Uma grande fé pode fazer muita coisa, mas a fé nunca pode superar os fatos. E então, em vez de dar à alma que partiu uma angustiante e triste partida, com o conhecimento da verdade a mesma alma pode ter toda a ajuda divina de que ele precisa, rápida, luminosa e feliz. É inquestionavelmente uma prática ruim, também, frequentar cemitérios com a nalidade de fazer a manutenção de sepulturas e tumbas. Não é difícil de se ver por quê, à luz do que lhe contei sobre o assunto em geral. Tais lugares dispararão uma sequência de pensamentos deprimentes, concentrados naquele cuja sepultura está sendo visitada. Ele será o receptor de tais pensamentos tristes que o lugar e as circunstâncias zeram gerar, e estes pensamentos trarão uma inuência depressiva em certos tipos de mentalidades que são extremamente difíceis de resistir. A alma não poderá combater o desejo aparentemente irresistível de visitar o lugar de onde os pensamentos estão vindo, o qual, neste caso, é o pior de todos - a tumba que recebeu o corpo físico. Empregamos nossos melhores esforços para repelir tais pensamentos, como seja, mas não podemos ir além de certos limites, e quando a pessoa teima em exercitar o seu livre arbítrio e deseja decidir por si mesmo sobre o assunto, então temos que nos retirar e permitir que a alma passe. Porém, muitas pessoas escutam nosso raciocínio e, assim, se livram de uma innidade de angústias e infelicidades. Se não fosse por nenhuma outra razão que não esta, seria a melhor coisa se, na terra, os cemitérios, tumbas, e todos os pertences visíveis e externos dos enterros fossem completamente abolidos. Muita gente seria forçada então a renunciar ao que é uma prática completamente ruim, sob todos os pontos de vista. É insalubre por razões mundanas, como também por razões espirituais, e pode ser um meio inconsciente de trazer angústia para os recentemente saídos da carne individualmente. Pelo fato de alguém que ca lamentando estar perdendo tempo próximo à sepultura, perdido em pensamentos melancólicos por causa da alma que partiu, e contemplando o fato de ter alguns palmos de terra separando-os agora, e assim por diante, você deduzirá, em tal caso, que este que chora não tem nenhum conhecimento das verdades espirituais, senão ele nunca pensaria que o que se foi está realmente lá. Nós, no mundo espiritual, sabemos que uma alma que se entrega gradualmente a estes pensamentos melancólicos que são emanados da terra, sabe muito pouco das verdades espirituais. E, sendo esse o caso, quando um espírito volta à terra e se põe na presença do que está chorando e tenta falar com o que cou para trás e confortá-lo, ca muito perturbado mentalmente quando descobre que a sua voz não pode ser ouvida na terra. As palavras dele vão despercebidas pelo ar. Os pensamentos de tristeza e de desespero passam e repassam em um uxo constante até que, no nal, ambos cam esgotados com a tensão emocional. O que lamenta sairá de perto da sepultura, o espírito recém-chegado voltará aonde estava, e ambos carão embargados com uma tristeza inconsolável. O desenrolar dos fatos não fez nenhum bem a ninguém, ao contrário, provocou um efeito muito ruim em ambas as partes. E o que ainda é pior, o episódio se repetirá e repetirá, até que nós, de nossa parte, posamos instilar alguma razão em nosso amigo desligado, e lhe mostrar a futilidade destes procedimentos. As melhores deliberações prevalecerão, eventualmente, e as visitações ao lugar de descanso do corpo físico cessarão. Enquanto isso, a alma atravessou um período de angústia não programada, que poderia ter sido evitada se esses que caram para trás na terra tivessem só os conhecimentos extremamente necessários sobre as verdades espirituais. Dá para entender que não estamos contentes com a estupidez voluntária de certas pessoas da terra, que persistem em fechar seus olhos e orelhas para a verdade, causando assim um enorme sofrimento aos amigos e parentes que passaram para o mundo espiritual antes deles. A sua ignorância cega ao recusar-se a olhar para os fatos das verdades espirituais, a sua suposição descarada de superioridade mental sobre todo o assunto da vida espiritual, o seu apego presunçoso às próprias visões errôneas, tudo isto, conjuntamente ou individualmente, têm o efeito de nos dar trabalho a fazer no mundo espiritual, e o conhecimento da verdade torna-lo-ia totalmente desnecessário. Poderíamos continuar com outros trabalhos que não os de corrigir os erros da terra. Na realidade, a terra tem uma ideia completamente exagerada de sua própria inteligência. Você precisa ser residente no mundo espiritual para ver, realmente, quão tolo pode ser o gênero humano na terra! Aqui, os erros cam claros para todos verem, e nós, às vezes, camos pasmos com a ignorância expressa neles. Não deve se supor que estou reivindicando infalibilidade para as pessoas do mundo espiritual. Longe disto. Mas o homem, quando encarnado, tem muitas oportunidades de aprender sobre a vida no mundo espiritual que se descortina diante dele. Ele, deliberadamente, passa pelas chances com um aceno da mão, porque ele sabe mais. Quando vem para o plano espiritual da existência sabe ainda mais e, amargamente, lamenta as oportunidades perdidas em sua vida terrestre. E há poucas coisas piores que remorso. Mas podemos vir em socorro, nesta como em tantas outras oportunidades, e ajudamos a alma a superar o remorso por seus erros na terra. Não somos certamente infalíveis aqui no mundo espiritual, mas em virtude de nosso estado elevado, podemos ver um pouco mais à frente que vocês que são ainda encarnados. Quando percebemos que nossos amigos da terra estão a ponto de cometer um erro ou outro, o que será, eventualmente, desvantajoso a eles, camos naturalmente ansiosos por oferecer uma palavra de precaução ou conselho, e assim salvá-los das consequências. Ai!, o homem sempre é tão surdo às nossas advertências, e acaba dando o passo em falso. Eventualmente, quando nosso amigo chega ao mundo espiritual, vê os enganos cometidos e vê como poderia tê-los prevenido se tivesse apenas escutado. Morte sempre pareceu ao observador ser um ato solitário, como aliás, deve ser, até certo ponto. Mas nossa ajuda está sempre à mão, entretanto o socorro normalmente vem depois do corte do cordão magnético, quando o corpo espiritual estiver livre do corpo terrestre. A separação acontecerá de uma maneira perfeitamente natural, do mesmo modo que uma folha cai da árvore. É aí, então, que chega o momento em que aparecemos e oferecemos nossa ajuda. Eu digo oferta de ajuda, porque não forçamos nossos serviços a ninguém. Porém, em toda nossa experiência até aqui, nossas ofertas de amparo nunca foram desprezadas. Pelo contrário, as pessoas cam bastante alegres ao se entregarem completamente em nossas mãos. Incidentemente, nós três, Edwin, Ruth e eu, zemos literalmente incontáveis amigos através da execução de nosso trabalho. Muitos deles consideram-nos como a primeira face na qual puseram seus olhos espirituais quando a morte fechou os seus olhos físicos. Eles nos consideraram, então, como amigos por solidariedade, que tinham vindo salvá-los de o céu-sabe-de-quais provações inomináveis, e, se por nenhuma outra razão além desta, nosso trabalho é recompensado centenas de vezes pelo olhar de alívio sincero nos seus semblantes e pela exuberância da gratidão deles, à medida que explicamos algumas das coisas agradáveis que os estão esperando. E nunca vi gratidão mais genuína!

O processo real da morte física deve ser empreendido sozinho, e neste sentido é um negócio solitário. Mas assim que o corpo espiritual ca livre, então podemos começar. Até aqui, tenho falado das pessoas que são destinadas aos reinos luminosos do mundo espiritual. Igualmente, uma ajuda é oferecida a esses cujas vidas na terra os trouxeram aos reinos escuros. É uma regra segura dizer-se que nenhuma pessoa que passa ao mundo espiritual com a dissolução o faz desacompanhado. Sempre há alguém ali. Mas, em muitos casos, somos impedidos de dar alguma ajuda por causa do estado espiritual da alma da qual estamos nos aproximando. Na realidade, a aproximação ca impossível e assim não podemos fazer nada mais que observar a alma partir em seu caminho na escuridão. Naturalmente, se nós pudermos perceber o mais minúsculo vislumbre de luz emitido por esta alma, faremos nosso melhor para abaná-lo até que se assemelhe mais a uma chama. Você tem que saber que espiritualidade signica luz, literalmente, conosco aqui no mundo espiritual. E ausência de espiritualidade signica escuridão. A alma neste último caso será apenas uma imagem escura; quanto mais escura for, mais repulsiva e horrorosa, como a vida que levou na terra e que é a causa da escuridão. Mas uma vida sombria pode ser aliviada um pouquinho por uma ação boa, alguma ação amável, e isso proverá o pequeno vislumbre de luz ao qual me referi. Nós podemos trabalhar nisso, ou seja, trazer isto à mente, e tentar mostrar ao seu dono a diferença entre este vislumbre minúsculo e o resto de sua roupagem suja, escura. Se a alma escutar os argumentos, então podemos fazer alguns progressos e assim aumentar a luta pela vontade dele de puricar o resto. Se nossas palavras não afetam a alma de forma nenhuma, então, forçosamente, temos que deixá-lo ir em seu caminho, até que pensamentos, ideias e desejos melhores surjam na alma em sua escuridão. Você pode entender que este é um trabalho que exige de nós, apesar de que não sofremos fadiga física. Não obstante, não podemos continuar em tais condições enervantes sem nos sentirmos mentalmente bastante desgastados, e assim nós emergimos de novo na luz de nossos próprios reinos. Enquanto isso, outros tomarão nossos lugares, de forma que nenhuma transição deixa de ser atendida, não importa onde possa ser, ou em que circunstâncias, ou quais foram suas causas; se foi na terra, embaixo da terra; no mar ou debaixo dele, ou no ar sobre a terra. Nem sempre podemos alcançar nosso propósito estando presentes; isso não é nossa falha, mas da pessoa que deixou há pouco o corpo físico dele para trás. Uma pessoa que não é instruída nas verdades espirituais pode car notavelmente obstinada, agarrando as suas antigas ideias terrestres sobre o que exatamente deveria ter acontecido quando 'morreu'. Alguns podem não ter nenhum ponto de vista sobre o assunto, e assim pode ser mais ameno argumentar com lógica. Outros podem ser gente boa, mas estão completamente dominados por visões religiosas ortodoxas, e este tipo é, entre todos, talvez o pior deles para se lidar! Há, acima destes e sobre eles, um certo tipo de mentalidade religiosa que nos causa muita diculdade, e está associado a essas pessoas na terra cuja religião é de uma descrição muito crua, elementar, em torno de uma literal interpretação das escrituras, de acordo com as suas próprias ideias primitivas. Eles se consideram entre os 'eleitos' que vão ser 'reunidos' de uma forma misteriosa nos reinos celestiais, lá sendo recompensados adequadamente por sua grande 'fé'. Seu conceito religioso é tão vago em seu conteúdo e signicação como é esta minha descrição deles. A base é 'fé' nas advertências bíblicas, preceitos e profecias em particular. Eles realmente acreditam que o seu 'credo' os guiará pela sua vida terrestre até o próximo mundo. Acreditam que serão conhecidos por um antrião divino e serão escoltados para a sua casa entre os 'eleitos'. Nunca ocorreu a estas pessoas que uma vida como eles imaginam para eles nos céus, se acontecer na totalidade, se tornará um verdadeiro pesadelo a eles. Eles se imaginam gastando toda a eternidade em alguma forma de adoração simples que incorpora uma vasta cantoria de hinos e longas leituras dos livros bíblicos. Você pode imaginar o choque que aguarda tais almas quando chegam aqui no mundo espiritual, ao verem que estão totalmente enganados quanto ao verdadeiro estado das coisas. No princípio, gravitarão em torno de outros do seu próprio tipo, se acharmos que é impossível, para o momento, convencê-los de seus erros. Finalmente, o 'céu' caseiro deles começará a aborrecê-los, até que se tornam completamente descontentes com sua vida e com os ambientes. Então, aí nós podemos aparecer e lhes apresentar um modo natural e normal de morar no mundo espiritual. É estranho, - não é, meu bom amigo? - que tenhamos que enfrentar tanto trabalho, empreendido por tantos de nós aqui, explicando a pessoas, simples, normais, pessoas agradáveis, amáveis, a mesma verdade de estarem eles vivos, no completo sentido da palavra! Temos primeiramente que explicar quem somos, ainda que possa soar ainda mais estranho. Temos que convencer as pessoas recém-chegadas de que não somos 'fantasmas', seres não-substanciais cuja função exclusiva no mundo seria amedrontar as pessoas. Ficamos acostumados com a pergunta que nos fazem, 'Quem é você?', logo quando nos aproximamos das almas que há pouco chegaram ou que estão em diculdades. E somos obrigados a que explicar que somos criaturas de 'carne e sangue', e que viemos para ajudá-los, se assim nos permitirem fazer. Às vezes, o nosso traje casual e sua aparência familiar infundem alguma conança e garantia às suas mentes. Nossas vozes, também, parecem ser perfeitamente comuns e reconhecíveis. Você tem que saber que qualquer sugestão de 'seres celestiais' em nossa aparência provavelmente terricaria o recém-chegado e acabaria com o nosso propósito até mesmo antes que tivéssemos começado trabalhar. Realmente, somos assim, muito verdadeiros, não exibindo nenhuma sugestão de tendências religiosas em nossa conversação, e falando com eles e tratando-os como se a sua situação presente fosse uma forma comum de viver - que é de fato para nós, mas não para eles – não demora muito para que uma mente inteligente e receptiva perceba totalmente a situação e que feliz em se entregar aos nossos cuidados. Você, sem dúvida, já ouviu ou leu casos de pessoas que são 'materialistas' e desejou saber como isto ocorre e o que os 'prende' à terra. Em tais casos, quando abordei pessoas materialistas, sempre averiguei se a alma nestas condições estava totalmente desavisada sobre haver qualquer outro estado de existência para o qual ele poderia ir, a partir dos seus atuais ambientes. Eram ignorantes sobre outros reinos, mais altos ou mais baixos que aquele agora ocupado. Normalmente, estas infelizes pessoas cam ligadas ao seu ambiente terrestre, seja ele qual for. A ligação pode ser por um sentimento, quando um grande afeto o mantém preso à casa terrestre, ou o lugar de residência, ou trabalho. A atração pode ser mórbida, quando algum crime foi cometido e isso mantém o culpado preso à cena de seu ato. Talvez este seja o mais familiar às pessoas da terra, com a designação de lugares 'assombrados', e muitas pessoas se assustam pelo fato de que em um grande número de casos a atuação do 'assombrador' permaneceu ativa por centenas de anos.

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.