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Capítulo 19 de 19

Ii. Introdução — parte 17 de 17

A Vida nos Mundos Invisíveis – Volume 5

Como vê, meu bom amigo, há bases rmes para não voltarmos e revermos vocês com exatamente aquelas características pelas quais éramos tão conhecidos quando vivíamos na terra. Nossos temperamentos eram duramente testados naqueles dias na terra. Aqueles tempos se foram agora, e vocês nos conhecem como somos realmente. Vocês não nos conheciam pelo nosso eu verdadeiro quando estávamos com vocês na carne. Não é culpa de ninguém, senão nossa. Certamente não era culpa de vocês. Ficamos sentidos às vezes por não termos mostrado temperamentos mais afáveis, mas éramos – e ainda somos - apenas humanos, anal de contas, e é sobre este fator que basearemos nossa defesa, se defesa for necessária. Se as condições fossem diferentes conosco, talvez fôssemos diferentes também. Quando chegamos ao mundo espiritual e olhamos para trás sobre aquela parte da vida que passamos na terra, frequentemente camos chocados com importância ridícula que dávamos para alguns temas triviais de nossa vida diária, temas que nos zeram aparecer intolerantes, diríamos assim, precipitados ou irascíveis. Quando voltamos a vocês que ainda estão na terra, fazemos o possível para nos apresentarmos como verdadeiramente somos agora, tosquiados daquelas desgurações terrenas em nossas personalidades e temperamentos pelas quais talvez seríamos facilmente reconhecidos. Esta aparente mudança em nossa personalidade não deve ser mistério para vocês agora, depois desta breve exposição. A mudança pode deixá-los pasmados à primeira instância, pode levar alguns de nossos amigos a duvidarem de nossas identidades! É bastante agradável gerar dúvidas em tais bases. Pelo menos demonstra-nos que nos limpamos das redes nas das inibições terrestres na expressão plena de nossas reais naturezas. Não se deve pensar que, entretanto, perdemos nossa individualidade neste processo. Esta, nós retemos sempre. É algo que construímos durante nossas vidas na terra, algo que nos vai caracterizar e distinguir uns dos outros. Não camos reduzidos a uma uniformidade insípida. Nós retemos nossos gostos e predileções, mas nossas virtudes nunca se parecem como vícios em sua expressão externa. Somos saudáveis de corpo e alma, mas nossa aparência tem uma mudança fundamental em muitas coisas. O prazer de viver é uma frase da qual vocês não terão o menor entendimento enquanto estiverem ainda no plano terrestre. Não é surpreendente, entretanto, que exibamos um pouquinho desta alegria quando os visitamos na terra. Até mesmo alguns de nós não ousamos nos mostrar como somos realmente porque poderiam car chocados! Há muita gente na terra que nos olha sob seu ponto de vista restrito em consciência. Até parece haver um sentimento de piedade no ar algumas vezes, o que não gostamos de ver quando os visitamos. Receber-nos com o fôlego suspenso não é uma recepção de acordo com os nossos gostos. Tem um sabor forte que sugere termos nos tornado seres celestiais agora (para se usar as palavras favoritas), e, portanto, deveremos ser tratados como tal, quer dizer, com gravidade, com decoro, e até certo ponto com o cheiro de santuário de igreja. Isso não é um ambiente natural a nós. Na realidade, é completamente articial, tanto para nós quanto para vocês. Gostamos de ser apenas nós mesmos da forma que somos, e gostamos que sejam vocês mesmos da mesma forma que conhecemos vocês. É estranho para nós que pessoas nos olhem como se fôssemos uma raça diferente de seres, meramente porque passamos pelo processo conhecido como morte. Nós simplesmente descartamos nossos corpos físicos para sempre, deixamos na terra e assumimos nossa vida em outro e vasto mundo superior. Todo o processo de transição que é tão temido pelas pessoas da terra é natural, normal e indolor. É tão natural e indolor quanto retirar sua veste exterior quando não se quer mais usá-la. O mundo no qual zemos nossa entrada é um mundo real, sólido e perpetuamente duradouro. As pessoas que habitam no mundo espiritual são pessoas reais, de carne e sangue, pessoas que alguma vez pisaram na terra como vocês agora. Tudo que é grande no homem sobrevive e segue com ele ao mundo espiritual, onde novas avenidas, bem maiores, mais belas e mais amplas, estão para sempre abertas para ele. Não há limite às imensas alturas que se possa alcançar, seja ele um cientista, ou artista, ou músico, ou um seguidor de qualquer outra das miríades de ocupações válidas que são encontradas sobre a terra. Alguns de nós daqui, destes e outros reinos, zemos muitas visitas breves à terra para falarmos aos nossos amigos de lá alguma coisa do que acontece neste grande mundo espiritual. E, ao fazermos isso, vimos a sombra que paira sobre a vida de tantas pessoas, a sombra da 'morte' e do 'túmulo', estes dois monstros que assustam tantas almas boas, enchendo-os de um medo que é total e completamente não comprovado. Jamais quis o homem atravessar sua vida terrena com esta sombra monstruosa sempre pairando sobre ele. Ela não é natural e completamente má. Surgiu pelos homens na terra nos períodos remotos da história da terra, e continuou assim se generalizando entre os habitantes da terra por gerações após gerações de encarnados. É apenas natural que, com a oportunidade aparecendo, visitemos a terra e, ao trazermos conosco um pouco da luz do conhecimento, nós possamos dissipar este medo da morte do corpo físico que atemoriza tanta gente e, no lugar destes temores, dar algum conhecimento e informação dos planos soberbos do mundo espiritual onde vivemos atualmente, e aonde vocês mesmos um dia virão se juntar a nós. No lugar dos temores de um 'além' especulativo, tentamos mostrar-lhes algo das paisagens brilhantes que surgem diante de vocês quando este momento feliz acontece-lhes, ao assumir sua verdadeira e indubitável herança no mundo espiritual. Tem sido minha ocupação muito prazerosa dar-lhes alguns detalhes destes planos, e estou bastante consciente dos muitos pensamentos e sentimentos de bondade e esperança que constantemente vêm a mim de meus amigos na terra. Seus pensamentos sempre infalivelmente chegam a mim, e cada um é respondido, apesar de que, ai!, vocês podem nem perceber. É por causa de sua inabilidade de escutar minha recíproca direta e pessoal de seus pensamentos bons que aqui lhes agradeço por eles, de todo meu coração. Viajamos uma boa distância juntos em nossas discussões sobre a vida no mundo espiritual, apesar de que tocamos neste vasto tema apenas brevemente. E assim, saindo um pouquinho de nossos assuntos, também sairei um pouquinho de contato com você e, fazendo isso, eu lhe diria: Benedicat te omnipotens Deus. (Deus onipotente te abençoe!)

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.