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Capítulo 16 de 19

Ii. Introdução — parte 14 de 17

A Vida nos Mundos Invisíveis – Volume 5

O caso é diferente com as pessoas da terra. A parte do mundo espiritual que imediatamente interpenetra o seu mundo, quer dizer, o mundo invisível na vizinhança imediata de um lugar em particular, por exemplo, onde você está, lendo estas palavras, este lugar não faz parte dos reinos de luz. É escuro. Pode ter seus minúsculos focos de luz em certos lugares bem denidos, mas a maior parte dele é escura. O pensamento, do tipo que não contenha nenhuma maldade, será luminoso, e então aparecerá na escuridão circunvizinha, da mesma maneira que a luz de uma chama minúscula vai ilumina a escuridão de um quarto do qual toda luz é vedada. Até mesmo uma difusão limitada de luz será o caso. Mas leve esta chama minúscula para a luz brilhante do sol e parecerá que a difusão termina, a luz fraca ca absorvida pela luz mais forte do sol. A chama ainda será visível, mas sua luz cará limitada estritamente à sua fonte. Esta analogia um tanto elementar servirá, espero, para ilustrar a diferença entre os pensamentos nas regiões invisíveis adjacentes ao seu mundo, e os pensamentos nestes reinos luminosos onde vivo. Até mesmo a esta analogia simples deve ser acrescentado que nossos pensamentos, por mais vagos que possam ser, não são visíveis, da mesma forma que aquela chama à luz do sol. As coisas são bem mais ordenadas no mundo espiritual! Nós temos privacidade mental por aqui. Sem isto, o relacionamento social seria apenas tentativa, para se dizer o menos. Nós moramos na terra da verdade, isso é certo; mas não levamos as coisas ao extremo de expressarmos a verdade abertamente em todas as ocasiões. Como com vocês, assim acontece conosco; há momentos e ocasiões em que o silêncio é ouro! Mas é essencial que aprendamos a pensar corretamente como habitantes do mundo espiritual. Uma das primeiras coisas que a pessoa tem que fazer aqui, como recém-chegada, é pensar corretamente. Não é uma realização difícil, e não é uma tarefa tão formidável como pode soar. É concernente ao que a pessoa pode pensar das pessoas, em lugar dos pensamentos sobre a natureza geral das coisas. Quando um pensamento gira em torno de uma pessoa, este pensamento, se tiver força suciente, viajará até aquela pessoa. Se acontecer de ser agradável ou cortês, ou então se for de tipo alegre e cordial, o receptor cará feliz por recebê-lo. Mas nem todos os pensamentos são do tipo neutro, e nossos segredos mentais podem sair de nossas mentes e achar seu destino no último lugar que gostaríamos que parassem, isto é, na mente da pessoa sobre quem estávamos pensando bem livremente. O pensamento, portanto, deve ter quantidade suciente de poder diretivo por trás dele ao ser enviado em sua viagem, e o fator que muitos de nós devemos ter é a contenção, porque os pensamentos são meros pássaros de passagem em nossas mentes, e enquanto eles estiverem lá, terão uma concentração realmente pouco profunda no indivíduo focado. Mas só imaginar o que pode acontecer é o bastante para nos mantermos num controle rígido de nossas mentes e, num curto período de tempo, isso se torna como uma segunda natureza nossa. Há muitas coisas que temos que desaprender e re-aprender logo que chegamos aqui, para morar nos planos espirituais, pois nossas mentes, ao estarem livres do cérebro físico, pesado, terão liberdade de exercitarem os seus poderes completamente. Portanto, nós nos capacitamos a aprender os métodos de como viver sob condições de vida diferentes rapidamente. Nossas memórias se comportam como memórias de fato; quer dizer, elas não são irregulares em seu desempenho retentivo, mas pode-se conar em seu desempenho pleno. Você poderá ver como é inestimável um atributo como este quando for necessário aprender a fazer as coisas de acordo com as leis espirituais mais uma vez. E é desta forma rápida que tantas ações comuns se tornam depressa como uma segunda natureza nossa. Apesar de o pensamento, no mundo espiritual, ter esta ação direta e ser geralmente tão poderoso, isso não signica que o pensamento torne praticamente desnecessário o esforço físico, ou até mesmo indesejável. Há muita coisa para as nossas mãos fazerem no mundo espiritual, e eu acrescentaria que os nossos pés também estão constantemente em uso! Gostamos de caminhar, da mesma maneira que o fazermos na terra. O que poderia ser mais natural? Anal de contas, somos seres humanos, entretanto há pessoas que nos negam esta característica. Somos humanos, e nos comportamos de uma forma humana. Nossos pés nos foram dados para usarmos, e caminhamos com eles. Só porque podemos criar tanto com as nossas mentes, só porque podemos fabricar coisas pela aplicação do pensamento, então poderiam imaginar que sobrou bem pouco para as nossas mãos fazerem, a não ser completar nossos membros, e assim não nos apresentarmos como algo monstruoso. A verdade é que nós usamos nossas mãos em mil ações diferentes durante o que você chamaria de dia de trabalho, ou durante um dia de nossa vida. Pense por um momento. Recorde o monte de ocasiões nas quais se pode usar as mãos. Por exemplo, em nossas casas espirituais apanhamos um livro, abrimos ou fechamos uma porta, trocamos um aperto de mão com algum amigo que encontramos; arrumamos algumas ores sobre a mesa; pintamos um quadro, ou tocamos algum instrumento musical; ou podemos operar algum tipo de aparelho cientíco. Tais exemplos poderiam ser multiplicados por milhares de vezes, e seria muito tedioso enumerá-las. Gostamos de empregar nossas mãos juntamente com nossas mentes tanto quanto exercitar apenas as nossas mentes, da mesma maneira que o fazem na terra. As pessoas têm um prazer natural em fazer objetos à mão, permitindo desta forma que a mente trabalhe através de suas as mãos. Há bastantes coisas que poderiam ser criadas nestes reinos puramente através de pensamento e sem a menor interposição das mãos, mas gostamos de, às vezes, fazermos o caminho mais comprido e acharmos algum emprego para as nossas mãos, e apreciarmos o prazer que vem daí. Mas aparecem ocasiões em que agimos depressa; na realidade, instantaneamente. Desejamos ir para um lugar em particular num reino que esteja distante, digamos, centenas de milhas, como se consideram as distâncias na terra. Poderíamos caminhar toda esta distância sem nenhum traço de fadiga, mas em tais casos preferimos uma forma mais veloz de transporte. Então, abandonamos o método lento de locomoção pelo andar e fazemos com que nossas mentes dêem suporte neste assunto. Pela ação direta da mente nós, instantaneamente, nos encontramos bem no lugar no qual desejamos estar. De que forma pensamos em um certo lugar, aqui novamente eu não lhe ofereceria uma explicação cientíca pelas razões que já lhe dei, assim, vou me limitar a isto: no mundo espiritual nossos corpos estão sob controle completo de nossas mentes. Aquele faz exatamente o que este deseja ou comanda. Um desejo se torna um comando neste caso. Agora, com vocês, suas mentes podem desejar estar em um certo lugar, e não importa quão fortemente vocês possam desejar, vocês estarão completamente à mercê de seus corpos físicos. Você até mesmo pode se sentar em sua cadeira e pode, com todos os detalhes, se imaginar no lugar preciso. Você pode se 'ver' lá, mas o corpo físico tem que ir junto se você desejar estar lá sicamente. E isso pode trazer todo tipo de problemas, que virão bem rapidamente à sua mente - oportunidade, por exemplo; ou o tempo requisitado e os meios para se atingir o destino desejado. Todas estas são considerações que afetam o corpo físico, por que você tem que levá-lo junto, pois no corpo físico está o cérebro, e é pelo cérebro que a mente trabalha. Esta é a ordem natural e normal das coisas na terra.

No mundo espiritual é muito diferente. Não temos corpo físico pesado. O corpo que possuímos é, sob todos os aspectos, igual às nossas mentes. Nossas mentes não têm nenhum veículo pesado pelo qual tenham que funcionar. Pensar traduz-se imediatamente em ação, mas sem o intermédio de um cérebro físico como o que você conhece. O cérebro que temos dentro de nossas cabeças não é como seu cérebro físico; nossos corpos não são como seus corpos físicos. Conosco, nosso ser inteiro, nossos membros, nossos músculos e assim sucessivamente, são completamente servis à mente à medida que a sua ação é concernente à nossa vontade. Para o resto, nossos corpos são subservientes às leis naturais do mundo espiritual. Nós também executamos subconscientemente certas ações exatamente do mesmo modo como o fazem vocês. Por exemplo, inspiramos precisamente do mesmo modo que vocês respiram. Nossos corações batem de uma forma precisamente semelhante aos seus, e estão sujeitos à mesma manutenção subconsciente de seu batimento. Mas nós temos o que vocês não têm, isto é, completo e absoluto domínio dos músculos de nossos membros. Quando aprendemos um pouco de uma arte nova ou treinamos para carmos ecientes em alguma tarefa que requeira o domínio do cérebro sobre os músculos, aí então você pode ver como é perfeita a sintonia de nossas mentes com os nossos músculos. Não é, realmente, domínio de um sobre o outro, embora eu expressasse desta forma. Para ser mais preciso, é uma sintonia absoluta, um com o outro. Com vocês na terra, o esforço de caminhar torna imperativo o uso de vários músculos. Primeiramente, você tem um corpo pesado para mover sobre o chão no qual você está, e tem certas leis de gravidade que o puxam para o chão. A gravidade é tão ajustada que seus pés irão facilmente ao chão sem requererem qualquer esforço para derrubá-los. O assunto é bem equilibrado. Quando suas pernas estão bem cansadas depois uso prolongado, cairão mais prontamente no chão do que quando você está descansado. Quem na terra não experimentou, em algum momento ou outro, o grande peso dos membros em consequência da fadiga? É uma de nossas alegrias constantes o fato de nunca sofrermos tais inaptidões. Há uma lei de gravidade aqui no mundo espiritual, mas não somos servis a ela. Todo o resto é, mas nós, os seres humanos, não somos. Ou colocando de outra forma, nossas mentes podem, e o fazem sempre, sobrepor-se a ela. Isto é, novamente, uma segunda natureza em nós. Se nós caíssemos, não poderíamos nos ferir porque nossos corpos espirituais são impermeáveis a toda e qualquer forma de dano. Ainda mais, não caímos frequentemente porque não temos os corpos tão pesados e desajeitados que são essenciais na terra. Na maior parte das vezes são os recém-chegados que tombam! Quando camos completamente familiarizados com o poder e a força de nossas mentes, nunca mais fazemos essas coisas desajeitadas! Temo que este pareça ser um modo longo demais de se responder à pergunta de como nos movemos instantaneamente de um lugar a outro, mas você sabe como perguntas simples demandam a consideração de outros fatores desconectados com a pergunta original para tornar inteligível a resposta! Então, consequentemente, há o que parece ser o meu desvio e a minha delonga. As leis da gravidade manterão todos os 'objetos inanimados' do mundo espiritual no lugar onde apropriadamente pertencem - os edifícios, os rios, o mar, e o resto. Também mantê-los-á ali, mas só no sentido qualicado que há pouco mencionei. Lembre-se de que na terra sua mente é limitada em certas direções pela habilidade - ou inaptidão - do corpo físico. Se, digamos, você deseja escrever algo, sua mão e seu braço devem estar em condição ajustada para isso. O mesmo se aplica ao resto de seu corpo. Para caminhar, suas pernas e pés, e realmente, muitas outras partes do corpo, devem estar em um estado apropriado para tanto. A velocidade na qual seus membros podem se mover não é limitada pelos desejos da mente, mas pela habilidade dos membros para se moverem. O artista de um instrumento musical sabe como verdadeira é a necessidade da prática constante que ele teve que manter, antes que suas mãos dele pudessem ter a velocidade que a música torna necessária. No mundo espiritual, nossos corpos estão sempre em um estado de perfeição absoluta de condição. Os músculos e as várias partes de nossos corpos responderão imediatamente e tão rapidamente quanto desejamos no momento em que pusermos o pensamento em jogo. Ao colocarmos o pensamento em jogo, o pensamento põe o membro e suas partes em jogo. Não há nenhum movimento lento, nenhum átimo perceptível entre nosso pensamento e sua ação. A sua mente vai recordar de uma frase familiar: pensar é agir. Isso é literalmente o que acontece no mundo espiritual. Algumas de nossas ações são subconscientes, como lhe falei; respiração, por exemplo. Não temos que aprender a fazer isso. Mencionar a respiração me trouxe a um ponto de nossa discussão onde penso seria aceitável eu lhe falar sobre um assunto que ambos sabemos do corpo espiritual. Há aspectos particulares sobre ele que alguns de meus amigos na terra expressaram o desejo de informações adicionais. Fico contente em dar o melhor de minha competência, mas eu me limito, como z ao longo de todos estes escritos, ao conhecimento que adquiri por experiência própria. Minha razão para tanto simplesmente é que pode se deduzir razoavelmente que eu poderia ter recursos para aprender em muitos livros sobre todos os assuntos, e que serão encontrados na biblioteca do grande setor de aprendizado. Com efeito, devo dar somente uma 'olhada' em algum trabalho dedicado ao assunto em consideração. Eu já lhe contei que aqui temos a verdade contida entre as capas de milhares de volumes. A pessoa só tem que consultá-los, por assim dizer, para alcançar uma imensidão de conhecimentos sobre todos os assuntos sob o sol. Assim qualquer um poderia averiguar a verdade literalmente sobre tantas questões que confundiram gerações de estudantes e pesquisadores. A verdade está lá nesses livros, certamente, mas uma informação de natureza altamente técnica não será relanceada apenas por uma leitura. Temos que entender alguma coisa - em muitos casos muita coisa – sobre nosso tema antes que possamos mergulhar nos detalhes técnicos que uma exposição plena de verdade descortinará. Então, tenho que saber e entender do meu assunto antes de poder passar a informação e o conhecimento com alguma esperança de ser compreendido. Caso contrário, como é que vou saber que lhe dei a resposta correta para alguma pergunta? É satisfatório a você, que me seguiu tão pacientemente até aqui, e a mim, que eu deva saber sobre o que estou falando, e assim passar-lhe só as coisas das quais tenho conhecimento ou experiência especíca. Até aqui, sempre tento deixar claro quando estou dando apenas uma opinião pessoal, e quando estou citando o conhecimento e a experiência de meus amigos do mundo espiritual. E agora vamos continuar com as perguntas de nosso amigo. Meu amigo da terra recordou o concerto orquestral a que assisti por aqui, e ele diz que 'se as pessoas tocam instrumentos de sopro no mundo espiritual, devem ter pulmões capazes de respirar o ar'. E aí vem a pergunta: 'As pessoas respiram no mundo espiritual?' Em caso armativo, os pulmões são usados para oxigenar o sangue?'

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.