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Capítulo 7 de 19
Ii. Introdução — parte 5 de 17
A Vida nos Mundos Invisíveis – Volume 5
O que faz o assunto ainda mais enigmático é quando o indivíduo que é responsável pela 'assombração' tem toda aparência de ser uma alma agradável, sem qualquer intenção de prejudicar ou alarmar uma única pessoa. O que faz com que ele que neste local por tantas centenas de anos quando, presumivelmente, poderia estar muito melhor em outro lugar no mundo espiritual? A resposta é que, em muitos exemplos, ele é empregado desta forma. Mas você se lembrará de que na terra há um ditado familiar que diz que se precisa de todas as espécies para se fazer um mundo. Semelhantemente, precisa-se de todas as espécies para fazer um mundo espiritual. Tenha isso em mente, e lembre-se, também, de que uma pessoa depois do instante em que 'morreu' é exatamente igual ao que era no momento anterior. Nenhuma mudança mágica ou instantânea acontece a nenhuma mente ou corpo. Nós passamos ao mundo espiritual com todos nossos gostos e repugnâncias terrestres, todas as nossas fantasias e excentricidades, todas as nossas idiossincrasias, e com todos nossos erros religiosos agarrados em nós. Somos da mesma maneira que éramos na terra, entretanto não acontece de sempre nos comportarmos da mesma maneira que o zemos na terra. No mundo espiritual, temos mais liberdade de expressão e gravitando, como fazemos, para nossa própria têmpera e tipo mental e espiritual, não desconamos ao nos expressarmos abertamente ]com os nossos pensamentos e sentimentos, apresentando assim, anal, um quadro verdadeiro de nós mesmos, de como somos realmente. Algumas mentes são rápidas para captar ideias novas e verdades novas. Alguns são rápidos para captar a verdade em lugar de falsidade ou mentira. Pessoas deste calibre mental reajustam as suas visões logo, entrando assim em harmonia com a sua vida nova e os novos ambientes. Eles vão 'se assentar', pelo menos por enquanto, no seu ambiente. Um grande número não mostra nenhum interesse na sua antiga vida terrestre e no modo antigo de viver, e aí concentrará todas suas energias no mundo maior que está se desdobrando diante deles. Mas há pessoas que tiveram, enquanto na terra, e ainda têm, agora que estão no mundo espiritual, uma ligação sentimental com algum lugar ou alguma casa. Por causa desta razão pela qual somente eles se preocupam, no sentido exato, não demonstram nenhum desejo particular de cortar aquela ligação; o seu interesse permanece tão forte quanto quando moravam lá na terra. Eles são sutilmente sensíveis ao seu bem-estar e às vicissitudes, e usam suas horas livres visitando e revisitando sempre a cena dos seus prazeres ou atividades anteriores. Finalmente virá o tempo quando então se cansarão destas viagens de um lado para outro, com um propósito muito pequeno por trás delas, realmente, além do de satisfazer uma certa curiosidade. Então as visitas cessarão completamente, e a alma cará realmente livre, anal. Tais ligações não têm nenhum valor espiritual, quando a visita, - que às vezes é vista, às vezes só 'sentida', e em outras ocasiões vista e 'sentida'-, meramente volta para satisfazer seu próprio interesse e sua curiosidade. Voltar à terra com o propósito especíco de ajudar os antigos colegas ou os amigos é completamente outra questão. Muitas destas pessoas que lhe mencionei são gente sincera que exibem uma certa teimosia na ocasião, e cam consequentemente surdas às nossas sugestões de pararem com essa sua 'assombração' em alguma habitação em particular na terra. Mas, como acontece com todos nós aqui, se eles escolherem exercitar o seu livre arbítrio em sua plena extensão, nós somos impotentes para intervir, e eles têm que procurar o seu próprio caminho. Indivíduos deste tipo só são parcialmente presos à terra. Eles vivem no seu próprio reino no mundo espiritual, fazendo frequentes e solitárias, mas regulares, visitas ao lugar a que estão poderosamente ligados. A 'assombração' desagradável onde algum crime violento foi cometido, ou aquela onde alguma injustiça permaneceu pendente, estas entram em uma categoria completamente diferente. Na maioria dos exemplos, os indivíduos permanecem arraigados à localidade. Eles podem estar ainda com os mesmos sentimentos da ocasião da sua desgraça. Podem se consumir com o desejo de vingança ou de retribuição, ou com alguma forma de violência. Tão forte será a concentração da mente e tão poderosa a emoção, que o incidente inteiro ou a série de incidentes serão projetadas da mente perturbada na forma de pensamentos-forma, e estes terão os detalhes precisos, com a precisão exata da ocorrência original. A memória terá registrado os detalhes elmente, e a mente os libertará, e pode continuar libertando com uma exatidão infalível. Qualquer pessoa, cujos poderes psíquicos sejam desenvolvidos - e às vezes os que não os tenham assim tão desenvolvidos - verão o que está acontecendo diante deles, causando assim a 'assombração'. Ocasionalmente, tão poderosa é a concentração de pensamento da alma do umbral que o fenômeno inteiro vai ser como que forçado a ser visto ou ouvido, na terra e por qualquer um, o que deveria estar dentro da gama de uma manifestação. Aquelas assombrações podem continuar por centenas de anos no mesmo lugar e com exatidão semelhante em cada repetição, e isso não é muito notável quando se considera a ampla diversidade de mentes humanas. O sentimentalismo inofensivo do visitante nos antigos cenários do desempenho terrestre pode ter um grau de emoção igualmente forte, o que liga esta mente como a do perpetrador de algum crime, cuja sede de vingança, devemos dizer, causou o crime que agora o está prendendo assim tenazmente à terra. Nestes últimos casos, as pessoas na terra poderiam dispor de uma muito valiosa ajuda do mundo espiritual, aliviando do seu fardo as mentes destas almas torturadas, ou, pelo menos, dando-lhes alguma melhora na sua condição infeliz. Mas um grande número destes casos é tratado como ocorrências de algo para 'se investigar', primeiramente para ver se o alegado assombrador é realmente verdadeiro, e então, depois de se estabelecer o fato de que algo 'bizarro' acontece, estudam a coisa com uma visão, se possível, de quem procura o que aconteceu. Depois disso, relatórios longos são feitos sob a visão da 'testemunha', a natureza verídica dos fenômenos é provada, e ali cam os restos do assunto. Entretanto isso, a alma que foi a causa desta investigação ainda padece na sua miséria. Se, bem no início, os investigadores interrogassem o objeto das perturbações, e rezassem para que ajuda fosse enviada dos reinos mais elevados do mundo espiritual, não só as perturbações desagradáveis iriam terminar como também, o que é mais importante, a causa infeliz delas seria minorada em sua miséria e o pé daquela alma seria recolocado no caminho da evolução. Sempre é tão mais fácil, e produz resultados muito melhores, quando pessoas ainda na terra se atém a estes casos em primeiro lugar. A pessoa que é responsável pela assombração está bem mais próxima à terra, e ca, conseguintemente, mais fácil de ser cercada por vocês que por nós daqui, do mundo espiritual. Quando ele percebe plenamente o que aconteceu e o que ele está fazendo, aí então nós podemos nos encarregar dele e podemos conduzilo para longe do ambiente que está lhe causando a angústia. O modo da entrada da pessoa no mundo espiritual como um residente permanente é o mesmo em todos os casos - pelo corte do cordão magnético, embora a causa física possa variar de modos, como vocês já estão perfeitamente familiarizados: acidente, doença, ou velhice. Mas o que pode nos acontecer imediatamente depois que o cordão seja cortado pode variar innitamente, de acordo com a multiplicidade de temperamentos humanos que vão compor as populações da terra, e de acordo com a ampla divergência nos graus de espiritualidade atingidos pelos
recém-chegados. As circunstâncias diversicam os casos individuais em tal extensão que exigiria muitos volumes para se contar até mesmo apenas uma parte das experiências de outros sobre a chegada ao mundo espiritual. Nós podemos tratar o assunto apenas em um sentido amplo. Entre as causas físicas de dissolução parece que doença responderia pelo maior número, em tempos normais. O que acontece ao indivíduo em tais casos depende de vários fatores. Por exemplo, a duração da doença, e sua dor, ou o caso contrário, e a resposta mental do indivíduo. Doenças longas têm um efeito desgastante ao espírito - seria mais preciso se dizer que é um efeito inibidor do corpo espiritual - e quando, anal, o corpo físico é deixado de lado, o corpo espiritual vai, normalmente, para um dos numerosos locais de repouso dos quais o mundo espiritual é bastante provido. Lá, o novo residente vai passar por sono agradável e, no nal das contas, despertará completamente refrescado e revigorado. O tempo, como vocês consideram, que leva para se completar este tratamento varia, claro, pois se satisfazem as exigências individuais. Com alguns, um espaço comparativamente curto de tempo bastará; com outros, pode-se levar meses de seu tempo terrestre. Em meu próprio caso, quei doente por só um breve tempo na terra. Quando passei ao mundo espiritual, eu o z sem perda de consciência. Pude contemplar o meu corpo físico que há pouco tinha desocupado, e um amigo e colega de meus dias terrestres que tinha passado para cá antes de mim veio a mim no momento de minha partida da terra, e me levou para minha casa nova no mundo espiritual. Depois de uma breve espiada no meu domicílio novo, meu amigo recomendou que eu descansasse, devido ao fato de eu ter estado doente em meu leito de morte. Fiz isso em minha própria casa. Deixei-me cair em um estado muito gostoso de cochilo, sentindo que não tinha nada a fazer no mundo. Quando despertei, senti-me vigoroso e num estado perfeito de saúde, como nunca tinha experimentado antes. Eu não sei precisamente quanto tempo estive dormindo, mas me falaram que foi muito pouco; realmente, de muito menor duração que a doença que tinha causado minha passagem ao mundo espiritual. Considerando a dor ou outros fatores da doença que causa a morte, penso que a duração da doença e sua dor podem estar juntas, porque ambas causam uma certa fadiga ao corpo espiritual, entretanto esta fadiga não deve ser pensada em termos de fadiga física terrestre. As duas formas não são realmente comparáveis. Aqui, entre nós, não há peso nos membros, nenhuma junta dolorida, nenhum cansaço que faça qualquer movimento ser um sofrimento; nem mesmo deve se pensar que nossa fadiga é comparável com sua fadiga mental terrestre, onde vocês cam incapazes de focalizar a mente em qualquer coisa a não ser em lapsos de tempo muito curtos. Novamente, também não nos falta interesse em nossos assuntos, nem nos sentimos inquietos e doentes de fato. A palavra fadiga é a melhor que posso encontrar. Realmente, não há nenhuma palavra que descreve tal condição adequadamente. Com vocês, que estão encarnados, a energia física é gasta no decorrer de sua vida diária até que chegue a hora em que seja necessário descansar. O descanso é essencial a vocês, se quiserem continuar funcionando no plano material terrestre. Quando vocês se recolhem para descansar e dormir, e enquanto seu corpo espiritual estiver ausente, seu corpo físico é revigorado com a energia que o mantém vivo e ativo. É como se nosso corpo fosse carregado com força bastante para o seu dia, e além disto, se necessário. Ele se constitui um reservatório de força. Conosco é diferente. A força ui continuamente por nós, vinda da Fonte de toda a vida. Somos um canal para esta energia inexaurível que ui a nós de acordo com nossas necessidades do momento. Nós só temos que pedir uma provisão de força maior para algum propósito especial ou para cumprirmos alguma tarefa em particular, com a qual estejamos comprometidos e que esteja por acontecer. Não temos nenhuma necessidade de recarregarmos pelo sono, como fazem vocês. Nossa fadiga – na falta de melhor palavra - é mais do tipo de um desejo de mudança daquilo que estamos fazendo, seja lazer ou trabalho o que esteja ocupando nossas energias. Um desejo de uma mudança do que estamos fazendo é natural e comum a ambos nossos mundos, o seu e o nosso, mas conosco as atividades prolongadas nunca nos conduzem a uma fadiga literal dos membros ou da mente. Nós podemos continuar em nosso trabalho por muito tempo, bem além dos limites que são impostos a vocês da terra, sem qualquer perda de eciência em nossas tarefas. Podemos, e o fazemos, trabalhar durante tantas horas que lhes pareceria um tempo inacreditavelmente longo, sem o menor efeito danoso para nós mesmos ou para o nosso trabalho. Parece ser uma ideia corrente em certas escolas de pensamento da terra que, no mundo espiritual, camos no mesmo trabalho por toda a eternidade. Possivelmente esta noção estranha é apenas uma variação da ideia absurda de uma vida espiritual de 'descanso eterno', da qual já comentei com você. O mundo espiritual não é estático, nem seus habitantes estão sempre ocupados com as mesmas tarefas, constantemente, não mudando jamais. O trabalho nunca pode cessar, mas há ocasiões regulares em que deixamos de trabalhar. Entre as glórias da vida no mundo espiritual, há as oportunidades de mudança constante, conforme o gosto de cada um. Não camos estagnados, nem seguimos amarrados de forma a não podermos nos desembaraçar. O desejo de alguma mudança vem - e mudamos em seguida. Essa é nossa fadiga, tanto quanto me é possível descrever-lhe. O descaso dos recém-chegados é frequentemente recomendado, ou necessário, para permitir um ajuste do corpo espiritual às suas novas condições de vida. Costuma-se car preso com muita rmeza ao corpo físico, onde se pode receber qualquer ataque ao corpo físico, já que ele ca submetido a isso durante o curso de seu termo terrestre. Uma mente alerta pode se livrar destas repercussões físicas depressa e pode se ajustar à vida nova. Outros tipos de mente serão mais lentos e se acostumarão mais devagar. A doença longa e dolorosa será um dos fatores que há pouco mencionei, e embora uma mente alerta possa se libertar logo de suas recentes experiências, ainda assim poderia levar um tempo e, por isso, um período curto de descanso é recomendado. O corpo espiritual de jeito nenhum é prejudicado por qualquer doença terrestre que lhe tenha causado sua transferência permanente para o mundo espiritual. Mas as doenças terrestres reagem na mente que, por sua vez, obscurece qualquer brilho natural que o corpo espiritual possa ter. É puramente uma questão de pensamento e não tem nada a ver com o brilho pessoal da progressão espiritual. Nenhuma doença ou mal podem levá-la embora. Um período de repouso restabelecerá o corpo espiritual ao seu nível próprio e natural, tanto em cor como em harmonia, de sua vida e ambientes. Para nós, descanso é um termo muito elástico. A pessoa pode repousar de muitos modos. Realmente, é bem comum se ver alguém ocupado num trabalho aqui, exibindo toda a disposição do mundo, e descobrir que, na realidade, ele está descansando! Qualquer um pode estar descansando e, para todos, demonstrar o contrário. Como é afetada uma pessoa que tenha tido uma morte súbita, ou talvez até violenta, o que incluiria aquela que é precipitada ao mundo espiritual sem avisos, ou sem saber que o m da vida terrestre está iminente e mesmo assim sofre uma transição violenta? O que acontece com uma pessoa dessas?
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.