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Capítulo 13 de 19
Ii. Introdução — parte 11 de 17
A Vida nos Mundos Invisíveis – Volume 5
consideramos estritamente a verdade, sabemos que quando passamos para um reino mais elevado que o nosso, estaremos ainda mais felizes. Não desfrutamos aquela experiência ainda, mas os nossos amigos que já subiram a um reino mais elevado voltam sempre para nos visitar e nos contar da felicidade maior que estão desfrutando agora, felicidade que não pensavam ser possível, e falam da perfeição ainda maior que há nos seus reinos novos, nas coisas que já lhes pareciam perfeitas. De forma que perfeição, anal de contas, é uma questão de grau, de comparação, de experiência, e não é possível xar qualquer limitação em perfeição, porque ainda não sabemos o quão distante é possível a perfeição se estender. De forma que quando digo que tudo aqui nestes reinos é perfeito, quero dizer, claro, tudo está perfeito na medida que nossa experiência atual permite. E isso se aplica a nós todos daqui. Até mesmo quando visitamos reinos mais elevados por um período, longo ou curto, olhamos só por alto a perfeição maior desses reinos. Nós podemos ver que as coisas são imensamente mais puras de todos os modos: as cores, os sons musicais, as ores, orestas e bosques; os rios e riachos; e, nalmente, as próprias pessoas, tudo é mais sutil. Mas esses de nós que foram afortunados para visitarem um plano mais elevado de jeito nenhum se sentem insatisfeitos com o nosso plano ao retornarem aos nossos próprios reinos. O descontentamento não vem pela comparação visual de nossos reinos atuais com os reinos mais elevados. Há outras causas para isso, as quais, por enquanto, não vamos considerar. Até onde vai a minha descrição destes reinos, você não precisa ter medo que seja bom demais para ser verdade. A vocês que são ainda encarnados, pode parecer que é impossível de se atingir. A nós, é nossa vida cotidiana. Por que eu deveria depreciar a verdadeira condição das coisas por aqui? Por que deveria ngir que as condições são menos maravilhosas e menos bonitas do que simplesmente são, só porque alguém, morando ainda na terra, não pode imaginar nada melhor do que aquilo que existe na terra? O que há contra a beleza particular e a grandeza destes reinos que faria tal exceção? Só porque essas mesmas pessoas não experimentaram qualquer uma delas, ou ambas, não signica que não existam nestes reinos. E se, por uma perversão deliberada da verdade, eu descrevesse este lugar como sendo apenas uma imitação barata da terra, ainda assim as pessoas cariam desagradadas. O que diriam do próximo mundo, efetivamente, seria: o mundo a seguir não é melhor que este mundo? Há muitas partes do mundo espiritual que são mil vezes piores que qualquer coisa que pode ser vista no mundo material. Há muitas regiões no mundo espiritual que são imensuravelmente mais bonitas e mais gloriosas do que já pode ser visto na terra. Ainda há mentes que cam descontentes por conhecê-las também! Estes não precisam se perturbar indevidamente. Quando passarem ao mundo espiritual irão para aquele lugar pelo qual, por suas vidas terrestres, tomaram providências, e para nenhum outro. E, além disso, só irão para aquele lugar, ou aquela descrição de lugar, que eles acham que o 'céu' deveria ser. Quanto tempo eles permanecerão naquele 'céu' que fabricaram, isso é com eles, mas minhas observações me dizem que normalmente não leva muito tempo até que tais pessoas saiam de seus 'paraísos' restritos, e se unam aos seus companheiros no real 'céu' que tem esperado por eles o tempo todo. Assim acontece pois as suas ideias do que é perfeição são, ou deveriam ser, realmente nada coincidentes com aquilo que a perfeição é, até mesmo no sentido qualicado que há pouco discutimos. No m, são convidados a admitirem seu erro de julgamento! É estranho – não é? - esta forte não-inclinação da parte de algumas mentes a aceitarem o fato de que algumas partes do mundo espiritual, pelo menos, devam trazer alguma semelhança com a terra, embora seja uma semelhança que envolve modicações consideráveis. Depois de passarem as suas vidas em um mundo terreno onde coisas como casas e edifícios de todo tipo serão encontradas, onde a zona rural com seus campos e prados, seus rios e lagos, suas árvores e ores são apenas fatos comuns da existência terrestre, algumas pessoas se sentem ressentidas quando lhes pedem que no plano futuro morem em um local onde tanta coisa da paisagem familiar da terra está novamente em evidência. Claro, não lhes foi pedido, no sentido exato, para viverem nestes ambientes, mas já consideramos este ponto. É mais o fato de que a civilização no mundo espiritual exista de fato, isso é que aborrece alguns de nossos amigos na terra. Novamente eu perguntaria, o que teriam eles no lugar destes ambientes naturais? A aversão, penso eu, surge da noção de que estes reinos dos quais estou falando trazem algumas semelhanças com a terra, limitadas ou modicadas. Agora, isso é que está, por si, errado: insinuar que certas regiões do mundo espiritual foram construídas nos moldes terrestres; que a terra foi usada como modelo e que os reinos espirituais foram construídos naquele modelo, e que elas constituem algo que seja uma réplica da terra. Exatamente o oposto é que é a verdade. A terra traz uma semelhança, limitada ou modicada, destes reinos que são completamente diferentes. Os planos espirituais, nos reinos de luz, são mil vezes mais bonitos que qualquer parte da terra que seja possível mencionar. Vão me apontar que nos planos espirituais há casas que são contraparte de casas terrestres, e minha própria habitação será trazida como um exemplo. Isso é verdade. Minha própria casa veio à existência no mundo espiritual depois que ganhei o direito de tê-la no mundo espiritual como meu lar, reservada para mim até que eu chegasse ao mundo espiritual para viver. Mas há domicílios em números incalculáveis que não têm nenhuma contraparte na terra, mas existem há centenas e centenas de anos antes que eu nascesse na terra. A inspiração que veio ao homem para cobrir, a si e a sua família, com um telhado tosco veio do mundo espiritual. Você pode dizer: não foi nada disso; não é nada mais que um instinto natural que se mostrou, um instinto de autopreservação, proteger a si mesmo dos rigores do vento e dos temporais, das friagens e do calor. Se você acha que tem que agir aqui na sua contenção, então, assim seja. Eu não posso dar provas de minha armação. Você tem que esperar até que venha para os planos do mundo espiritual, e carei feliz ao lhe mostrar onde poderá averiguar a verdade por você mesmo. Enquanto isso, continuarei a minha descrição, e eu me aventurarei armar mais ainda, que a toda a gama de projetos arquitetônicos da terra ao longo das idades foi inspirada e inuenciada, promovida e encorajada por grandes gênios moradores no mundo espiritual. Inspiração não é uma questão de células do cérebro físico que funcionam por si mesmas de tal maneira que produzem uma ideia brilhante na mente das pessoas. A inspiração pode vir de qualquer parte do mundo espiritual, dos reinos mais elevados, dos mais baixos planos e também das terras dos umbrais. Ela ca com o 'encarnado' ou em qualquer parte do mundo espiritual onde houver alguém para ouvir. Se ouvirem o que vem do alto, de lá só virá o que é bom; se ouvirem o que vem de mais baixo, só terão o que é mau e ruim. No primeiro caso, entre muitas outras coisas boas, você terá todas as belezas da arte e da música, mas serão belezas e não as distorções horrorosas que mascaram debaixo de uma máscara de pura arte; você terá descobertas cientícas para o benefício de gênero humano, como também planos para o seu bem-estar. Você terá grandes trabalhos de gênios dramáticos e literários que viverão anos
e nunca darão sinais de cansaço. Dos reinos trevosos você terá guerras e discussão, desassossego e descontentamento; você terá literatura que é uma desgraça à chamada civilização, e até mesmo a música será uma abominação de sons impuros, sons tais que nunca existiriam nem por um momento nestes reinos daqui. Não, o mundo espiritual não é uma cópia da terra. O mundo espiritual existia há eons de tempo antes que a terra viesse a existir. Se o homem pensa que projetou e formou tudo aquilo que é totalmente articial na terra com ideias vindas da sua própria mente e gênio, então o homem está terrivelmente equivocado. Sem o mundo espiritual, a terra e o gênero humano, o qual apenas sobrevive, a julgar pela vida maior do mundo espiritual, logo teriam diculdades inconcebíveis. As belezas da terra são apenas um antepasto das belezas do mundo espiritual e a vida que se descortina diante de todo o gênero humano. Nós não copiamos vocês que estão na terra, não temos nenhuma necessidade de fazer isso. Nós lhes damos rápidos vislumbres do mundo espiritual de forma que vocês possam ter algum conhecimento do mundo espiritual antes que venham retomar sua vida e xar residência por aqui. Parece que nos afastamos bastante de nossa discussão sobre as casas do mundo espiritual e seus jardins, não é mesmo? Mas todos estes outros assuntos que abordamos são todos pertinentes ao nosso tema, que é a consideração sobre o mundo espiritual e a vida que levamos aqui. E agora, como se compõem os grupos dos residentes das casas? Eles são grupos familiares ou ocupantes únicos? Indubitavelmente, você se lembrará dos agrupamentos com os quais está acostumado na terra, mas também tem que se lembrar que até mesmo na terra os grupos familiares estão se alterando continuamente em sua composição. As crianças das famílias terrestres crescem e, por razões várias, saem dos domicílios familiares, pelo matrimônio, por exemplo, ou por razões ligadas aos seus negócios ou prossões. As pessoas na terra vivem sozinhas também por razões igualmente variadas. E assim, o mudar dos grupos familiares constantemente acontece. Em tempos normais na terra, as famílias vivem as suas vidas com estas mudanças acontecendo em seus laços e, eventualmente, chegam no mundo espiritual. Na terra o número de gerações de uma família é bastante limitado, mas no mundo espiritual todas as gerações anteriores de uma família são co-existentes. Assim, poder-se-ia se perguntar: quem viverá com quem? Isso, como pode ver, traria problemas bem consideráveis se visto do ponto de vista estritamente limitado da terra, mas não traz problema algum à organização do mundo espiritual. Laços familiares, como tais, têm pouca signicação no mundo espiritual. Aqui, o fator decisivo neste assunto de relações humanas e laços familiares, é a ligação de afeto e o interesse mútuo que prevalecem entre duas ou mais pessoas. A regra se aplica em todas as circunstâncias. Aplica-se ao marido e esposa, ao irmão e irmã, pai e mãe, e para todos os graus restantes de relações familiares. E se aplica a amizades comuns entre indivíduos de famílias diferentes e entre ambos sexos. No mundo espiritual temos a liberdade de vivermos como desejamos. Se desejarmos juntar forças com um ou mais companheiros, poderemos logo achar outros, com inclinações semelhantes, para se unirem a nós e compartilharem um domicílio. Muitos de nós aqui fazemos isso. Deixando de lado os interesses, o respeito e a consideração mútua, podemos estar todos engajados no mesmo tipo de trabalho, e assim, compartilhando nosso conhecimento e experiências, vivemos nossas vidas juntos, sob o mesmo teto e em completo acordo. Se, a qualquer hora, desejarmos ocupar um local em separado, podemos fazê-lo sem medo de ferir os sentimentos de nossos companheiros. Logo que cheguei ao mundo espiritual, vi que possuía uma réplica de minha casa velha na terra. Lá estava, completamente equipada e pronta para que eu a habitasse imediatamente. Edwin, meu velho amigo e colega, apressou-se em mostrar-me um pouco do mundo novo no qual eu há pouco tinha entrado, e durante nossa excursão de inspeção conheci uma jovem, muito encantadora, cujo nome é Ruth. Ela se uniu à nossa pequena expedição, já que havia muitas coisas que ela também não havia visto e, nalmente, depois de termos passado tanto tempo juntos em nossas peregrinações, nós três sentimos que gostaríamos de trabalhar juntos, se fosse possível. Era possível; então trabalhamos assim desde então. Ruth e Edwin, cada um deles, possuem casas muito encantadoras, das quais são 'ocupantes únicos', mas estamos juntos tanto tempo, nós três, que Edwin e Ruth passam muito mais tempo em minha casa que nas suas próprias. As casas deles estão cheias com as coisas que possuem e que prezam, mas a ausência prolongada dos donos dá na mesma. Eles sempre acharão as suas casas do mesmo jeito, sempre em ordem, quando desejarem se isolar, como fazem ocasionalmente. A mesma situação também aplica a um velho amigo que também xou residência conosco. Chama-se Gordon; ele recentemente chegou a estas terras. Ele tinha estado em comunhão ativa e comunicava-se conosco durante bastantes anos da vida terrena dele, e ele se tornara um instrumento psíquico poderoso. Foi um grande prazer à Ruth e eu ajudarmos em seu transcurso e trazê-lo para a nossa casa. Ele despertou para a sua vida nova reclinado confortavelmente no sofá de nosso quarto principal, por cujas janelas teve a primeira visão rápida, como um residente permanente, das terras da sua vida nova. Fora nós, havia outros amigos para dar-lhe boas-vindas e cumprimentos, amigos dos seus dias terrestres: dois pardais pequenos, o seu cachorro, e dois lindos pumas. Por isso nossa casa é completamente animada e viva. Estamos vivendo uma vida feliz ao trabalharmos juntos, passando nossos momentos de lazer juntos, recebendo nossos amigos juntos, e visitando-os juntos. Não é uma visão incomum se ver tais arranjos; de fato, penso que são preponderantes nestes reinos. Os laços que nos unem são rmes e inegáveis, caso contrário o estabelecimento da comunidade desmoronaria logo. O planejamento se ajusta em nossos temperamentos, gostos e desejos particulares, sejam pelo trabalho ou pelo prazer. É desejo de todos nós cinco que nosso atual sistema e arranjo de vivência sempre continue assim. E continuará assim até que o tempo chegue, para um ou todos nós, para seguir a outro reino no curso natural de nossa progressão espiritual. Há muitos casais morando em casas encantadoras aqui; por exemplo, um marido e esposa que eram alegremente casados quando na terra, admiravelmente serviram a um ao outro, e há um real laço de afeto entre eles. Ou pode haver outros agrupamentos familiares como o que lhe esbocei momentos atrás. Se você se lembrar que todas estas pequenas comunidades não são formadas por causa de relações consanguíneas, mas por causa da estima e do afeto mútuos, você achará sempre a resposta à pergunta: quem viverá com quem? - nas relações residenciais do mundo espiritual. Outras razões à parte, se a evolução espiritual provocar a partida de algum membro de uma casa no mundo espiritual, poderia se pensar que causaria alguma infelicidade ou tristeza ao resto da casa. Em tais casos, sentiríamos muita saudade da presença habitual de nosso companheiro por ter subido a um reino mais elevado, mas não sentimos o mesmo grande desespero, como fazem na terra em outras circunstâncias de partida. Fazemos uma precisa avaliação da grande felicidade que nosso amigo terá por esta evolução, e isso nos incitará a atingirmos nossa própria progressão, e assim nos unirmos a ele que nos precedeu. Mas de forma alguma é certo que daremos nosso próximo passo na progressão quando ele vier, se posso me expressar isto assim..
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.