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Capítulo 18 de 19
Ii. Introdução — parte 16 de 17
A Vida nos Mundos Invisíveis – Volume 5
viagem segura para 'o próximo mundo', e a certeza de uma residência em alguma localidade saudável entre os 'eleitos'. Algumas pessoas sustentam que uma convicção forte nos méritos de outro alcançará os mesmos resultados. Não importa a forma que estas convicções tenham, elas são, na maioria delas, de descrição a mais crua, e na chegada ao mundo espiritual, os sustentadores ardentes dos credos infantis descobrem o verdadeiro valor deles – precisamente nenhum. Agora, é exatamente de acordo com a maquiagem mental e intelectual de um indivíduo que, quando ele chegar no mundo espiritual, chega a hora de começar a jogar fora as convicções errôneas e ideias enganadas que acumulou durante a sua vida na terra. A pessoa com uma 'mente' aberta, e a mente também não foi 'aberta' o bastante e então muito facilmente oscilou de uma direção a outra sem perceber a verdade, tal pessoa vai ver mais depressa o que a vida nova dele envolve, no assunto de perspectiva alterada. Se ele estiver pronto a se livrar da velha vida imediatamente e levar a vida nova com claridade igual, então tanto melhor e mais feliz a pessoa será. É possível de se antecipar. Muitas e muitas vezes Edwin, Ruth e eu temos testemunhado isto acontecendo. Você pode apreciar como nós nos alegramos, e nosso novo amigo conosco - com este despertar rápido para a verdade. É bom para todos nós, e especialmente reduz o trabalho duro a um mínimo. Mas algumas pessoas são muito teimosas. Eles darão pouco crédito à evidência dos seus próprios sentidos, e então não estarão muito dispostos a terem conança em nossas garantias e observações quando tentamos explicar o que a vida nova signica a eles. O tempo trabalhará suas maravilhas habituais, e assim não camos com pressa quando vemos que um indivíduo provavelmente parece requerer algum convencimento. Para se chegar mais especicamente aos termos da pergunta de nosso amigo, depende do que signica rápido quando se encara o tempo levado por um habitante do mundo espiritual para abandonar as visões religiosas ortodoxas. Aqui estamos medindo o tempo nas condições terrestres. Se levarmos algumas horas para alcançar este m, pareceria indubitavelmente o extremo da rapidez para se renunciar às convicções que foram sustentadas durante toda vida. Mas com o tipo certo de mente isso poderia ser feito; realmente, foi feito em muitas ocasiões, pelas quais posso dar testemunho de experiência pessoal. A idade do recém-chegado também deve ser levada em consideração, seja ele (ou ela) jovem, de meia-idade, ou ancião. Assim veja, há vários fatores a serem levados em conta, isoladamente ou juntamente a outros. Por exemplo, há outro elemento que pesará no assunto: com que rmeza eram as convicções sustentadas? Eram enraizadas, ou meramente superciais? As pessoas, às vezes, demonstram sustentar certas convicções religiosas porque lhes foram impostas na infância. Podem não ter se incomodado em pensar muito nelas, e assim procederam religiosamente pela sua vida terrestre de uma forma cômoda, apesar de não se preocuparem realmente, mas caram contentes em seguirem o resto da família nas suas práticas. Isso para as condições gerais. Porém, posso falar da própria experiência pessoal. Durante minha vida terrestre fui clérigo da igreja ortodoxa, mas não era completamente ignorante da presença ao redor de mim de um mundo invisível, acima do qual, assim pareceu a mim, minha igreja não tinha nenhuma jurisdição. Meus próprios dotes psíquicos não eram muito poderosos, mas pelo menos eram fortes o bastante para eu descrer do que minha igreja ensinou enfaticamente neste assunto, isto é, que aquelas tais manifestações que me permitiam ver eram todas trabalho do 'demônio'. Agora, aqui eu não pude perceber nenhuma evidência de intervenção diabólica. O que eu vi era, em todos os sentidos, decididamente inofensivo. Eu francamente desacreditei do que a igreja me ensinou e me dizia que ensinasse aos outros sobre o assunto. Mas não expressei esta descrença. Isso era um segredo que levei comigo ao mundo espiritual. Eu não teria feito nenhum bem se tivesse me expressado abertamente sobre o que pensava. E assim eu mantive estas descobertas para mim mesmo. Naturalmente, acreditava numa vida futura, e o que eu vi para mim, psiquicamente, foi conrmado por aquela convicção. Secretamente, eu diferi da igreja em sua atitude perante tais experiências como as que eu tinha tido, mas ao mesmo tempo escolhi considerar minha própria posição no mundo. A ligação da igreja comigo era muito poderosa, e esta ligação cou mais forte pela ausência de maiores e mais amplas experiências de natureza psíquica, como tantos dos meus amigos na terra estão desfrutando neste momento presente. Eu estava preparado em minha própria mente para surpresas de magnitude considerável; pronto, mais ou menos, para reconstruir minha perspectiva inteira; pronto, se fosse necessário, para alijar minhas visões ortodoxas à luz da verdade, fosse o que fosse. Enquanto eu ainda estava na terra, tentei fazer um caminho plano entre o pouco conhecimento que eu tinha conseguido respigar dos assuntos psíquicos relativos ao 'depois da vida' e os ensinamentos da igreja. Em minha mente, os ensinos da igreja caíram mais pesadamente na balança do meu parco conhecimento sobre as coisas psíquicas, mas eu estava completamente preparado para achar condições totalmente diferentes no 'depois daqui' do que aquilo que a igreja supercialmente ensinava. Tive grande autoridade - pelo menos, pensei que tinha - na igreja por trás de mim em qualquer assunto religioso que pronunciei publicamente em meus sermões; não tive nenhuma autoridade por trás de mim em minhas experiências psíquicas. Realmente, aqueles a quem imediatamente relatei estas experiências pronunciaram-se como se eu estivesse sendo tentado pelo 'demônio'! Alguns há, ouso dizer, que dirão que deveria ter enfrentado tudo, levado minhas investigações mais longe e mais profundamente, e alcançado o resultado. O resultado, diriam, teria sido inevitável. Eu deveria ter descoberto que os ensinos da igreja estavam fundamentalmente errados, e então teria sido certo e apropriado que eu renunciasse à igreja em favor da verdade, como me foi revelado pela comunicação com o grande mundo espiritual. Eu queria que tivesse feito isso... Porém, como aconteceram as coisas, não tenho nada que lamentar agora. Pelos ofícios amáveis de amigos e companheiros dedicados me foi permitido atingir um estado de felicidade como nunca acreditei que poderia ser possível. Quando cheguei ao m de minha viagem na terra e me encontrei, anal, no grande mundo que tinha contemplado tão frequentemente e tão profundamente, na presença de um velho amigo e colega que me 'precedeu' alguns anos antes, penso que é verdadeiro dizer que eu estava preparado para qualquer coisa, embora não tivesse nenhuma noção do que poderia ser. O que aconteceu depois deste encontro, já descrevi. Requereu apenas 'meio olho' para ver que a igreja estava muito errada com tudo o que tinha me ensinado, e que, em troca, eu tinha ensinado aos outros. Assim, quei subjugado pela beleza destes reinos, pela imensidão da perspectiva esplêndida que estava se desdobrando diante de mim sob a orientação eciente de meu amigo, Edwin, e não tive nenhuma diculdade para esquecer o que a igreja ensinara.
Uma conversa séria com o Edwin foi totalmente suciente para varrer de minha mente todas as teias dos dogmas e credos que trazia presos em mim, e uma simples exposição da verdade mostrou-me que não teria preocupações no mundo se escolhesse encarar as condições de minha nova vida. O único remorso que senti desde então me trouxe de volta à terra para me comunicar e, ao fazê-lo, alcancei centenas de vezes mais do que jamais sonhara que fosse possível. Há muitos casos paralelos ao meu. Isto eu sei pela experiência que vem do nosso trabalho. Não é nada realmente marcante, então, que eu tenha me livrado tão rapidamente de minha ortodoxia e me tornado um dos habitantes destes reinos brilhantes. É marcante, também, que alguns de nós que vêm para a terra para falar aos nossos amigos, parecem mudados, alguns bem de leve, outros cam quase que irreconhecíveis exceto por algumas evidências que damos de nossa identidade. Como acontece isto, que tenhamos mudado tanto – para melhor -, que chegue a ser notado? Esta aparente transformação de caráter é explicável pelo fato de que na terra há poucas pessoas que realmente mostram-se ao mundo como realmente são. Nos primeiros tempos na terra, os povos eram geralmente mais simples em seus gostos e em seus hábitos e comportamentos do que agora. Naquela época não tinham medo de demonstrar abertamente seus pensamentos mais íntimos aos outros, já que tais pensamentos não eram de natureza tão violenta quanto à religião ou política. As pessoas eram, em muitos aspectos, mais fraternas naqueles tempos, quando então a vida era mais simples. Mas nestes tempos das maiores 'civilizações', quando o mundo se tornou mais sosticado, quando as pessoas parecem menos relutantes quanto às outras, os habitantes da terra têm se recolhido em si mesmas de forma a ser difícil se formar uma opinião conável sobre o verdadeiro caráter de alguém. As pessoas estão mais tímidas para se expressarem abertamente. A terra, também, evoluiu em muitas direções, fazendo a vida muito mais complicada. A vida atormenta mais, anda a passos muito mais rápidos, gastando-se uma grande concentração de energia em algumas horas onde, antigamente, dicilmente seria dispendida no mesmo número de dias. Agora todas estas condições trazem consigo as consequentes enfermidades nos temperamentos. Estressados numa vida destas, não podemos aparecer no melhor de nós. Podemos nos tornar irritáveis, ou cínicos, pensar que sabemos toda a verdade e carmos inclinados a considerar idiotas aqueles que não pensam como nós. Tornamo-nos totalmente intolerantes. Podemos zombar só para dar vazão aos nossos sentimentos, e estes mesmos sentimentos podem ter sido induzidos por algo que saiu errado ou não nos agradou. Podemos sofrer com a pouca saúde do corpo físico. Nós podemos ter muito prazer, ou não o bastante. Podemos car sobrecarregados de trabalho, ou precisar de algum. E assim, poderíamos continuar com múltiplas causas para nossas exibições de caráter e temperamentos que não são realmente nossas, que não vêm do 'melhor de nós', usando-se a palavra anterior. Esta, falando-se de forma geral, é a vida na terra no que ela afeta uma grande quantidade de pessoas. Agora contemplemos a mudança de estado na vida quando da nossa chegada ao mundo espiritual. Você já sabe agora alguns poucos fatos concernentes à vida nestes planos. Conforme caminhamos nestes reinos, deixamos todas as preocupações da terra para trás. Ficou para trás a saúde fraca que possamos ter tido. Também caram para trás a pressa e o alvoroço da vida terrena em todos os seus departamentos de suas atividades complexas. Nós também não precisamos nos preocupar sobre as condições do tempo nestes planos perpetuamente ensolarados, e só isto, quase, é suciente para acariciar imensuravelmente o coração! Aqui no mundo espiritual nós aparecemos como somos verdadeiramente. Não somos questionados para uma descrição a respeito de que tipo de pessoa somos. Podemos dar voz aos nossos pensamentos sem medo de sermos considerados tolos, simples, excêntricos ou infantis. Paramos de ser intolerantes porque vemos que outros são tolerantes conosco e, preciosamente, há quase nada – de fato é nada mesmo – com o que ser intolerante nestes reinos. Somos uma comunidade feliz de incontáveis milhões de pessoas, e com cada um deles podemos ser muito amigáveis, cordiais e afáveis, dando e recebendo respeito para todos e de todos os nossos companheiros. Nenhuma só pessoa teve que suportar algo que lhe fosse desgostoso porque não há ninguém que cause desgosto a outros. As belezas e os encantos destes planos agem como tônicos intelectuais; fazem desabrochar somente aquilo que é e foi o melhor em cada um. Aquilo que não seja o melhor em alguém da terra vai ser abafado pela natureza bondosa e a gentileza que desabrocharão até pelo ar daqui, como um orir sob o cálido sol de verão. Não há lugar para as fases desagradáveis do caráter humano que tanto se vê na terra. Isto não entra em nossos reinos. E como tais elementos de caráter e temperamento que nós expomos na terra não são o verdadeiro reexo de nosso eu real, nós os deixamos logo de lado e para sempre, assim que entramos no mundo espiritual no momento de nossa transição. Eu já disse antes que um ser humano é exatamente igual, no minuto que se segue a sua passagem, ao que era um minuto antes disto. Isto é corroborado pelo que acabei de dizer. É a grande diferença entre o nosso eu real e a personalidade que apresentamos para a visão exterior. Somos exatamente os mesmos de nossos eus verdadeiros, mas poderemos não ser reconhecidos assim. Não é tanto pelo que mudamos, mas porque não somos mais sujeitos a estresses que produzem qualidades desagradáveis que são observáveis em nós quando estamos na terra. Remova a causa dos destemperos e estes desaparecerão também. Aqui nos planos espirituais não há nada que nos perturbe. Ao contrário, temos tudo o que nos traz contentamento. Nossas verdadeiras naturezas ampliam-se e se expandem com tantas glórias e esplendores que somente o mundo espiritual tem para oferecer. Nós trabalhamos, não para a uma subsistência terrena, mas pela alegria que nos vem ao realizarmos os trabalhos que são agradáveis e úteis e, acima de tudo, trabalhos que servem aos nossos companheiros. A recompensa que este trabalho traz não é passageira como a recompensa do labor mundano, mas é o galardão que nos levará eventualmente a um plano superior de morada. Para nós do mundo espiritual a vida é prazer, sempre prazer. Trabalhamos duro, e algumas vezes longamente, mas este trabalho é prazer para nós. Não conhecemos a labuta cansativa que vocês têm na terra. Não somos seres solitários que lutamos pela nossa existência num mundo que poder ser, e frequentemente é, de alguma forma indiferente às nossas lutas. Aqui, nestes reinos onde vivo, não há um só indivíduo de qualquer nacionalidade sob o sol que não possa ter assistência imediata de qualquer um de nós apenas com o mais simples sinal da necessidade de ajuda. E que ajuda que é! Não há falso orgulho que impeça nossa ajuda, vinda de um companheiro ansioso por dá-la. Podemos ser milhões de nós, mesmo assim não há um só sinal, nem um átomo de discórdia a ser visto através da imensa extensão destes reinos. União e concórdia são duas das características mais marcantes a serem observadas, entendidas e apreciadas profundamente.
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.