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Capítulo 5 de 19
Ii. Introdução — parte 3 de 17
A Vida nos Mundos Invisíveis – Volume 5
Muitas pessoas aqui consideram sua chegada aos planos espirituais como um segundo nascimento seu, e mantêm a celebração do segundo aniversário com mais vigor do que o primeiro aniversário na terra. Falando do cordão magnético, mencionei que, durante o sono, o corpo espiritual às vezes visita outros lugares da terra ou do mundo espiritual. Porém, não é todo o mundo que viaja durante suas horas de sono. Depende completamente de circunstâncias individuais. Quando não acontece nenhuma visita, o corpo espiritual se contenta meramente em car nas redondezas do corpo físico que dorme até que termine o tempo do descanso. Com algumas pessoas, o desejo de visitar outras partes da terra é mais forte na mente daquele que está dormindo. A razão de ser assim variará de acordo com gostos ou circunstâncias. Frequentemente são feitas visitas ao mundo espiritual com propósitos mais importantes, porque há muito trabalho útil que pode ser feito em tais visitas. Estas visitas normalmente são feitas por pessoas que estão familiarizadas com as verdades espirituais, e que estão ansiosas por acrescentá-las ao seu conhecimento. Enquanto estas visitações acontecem, eles podem se encontrar e podem conversar com seus parentes e amigos que passaram para o plano espiritual antes deles. Velhas amizades são renovadas; realmente, seria mais preciso dizer que elas têm continuidade, já que não foram interrompidas. O visitante pode receber uma ajuda útil e uma orientação para os seus negócios terrestres de pessoas que, por sua posição superior no mundo espiritual, podem oferecer ajuda. Com que frequência você ouviu de pessoas da terra a observação de que eles vão 'dormir com aquilo na cabeça' quando têm que enfrentar algum problema que precisa de solução? Invariavelmente a manhã traz a resposta que buscaram ao seu problema. E, na grande maioria de casos, a solução lhes apareceu depois que consultaram seus amigos no mundo espiritual, durante as horas de sono. A maioria das pessoas tem algum problema ou outro em suas mentes, mas nem todos eles vêm aqui durante o sono para uma orientação para seus assuntos materiais. Centenas de indivíduos que estão em comunicação ativa com o mundo espiritual vêm a nós aqui quando se deitam para descansar na terra e, com o seu conhecimento das leis do mundo espiritual, podem nos dar uma ajuda material considerada nada pequena, em vários modos. Eles se tornam temporariamente um dos de nossa comunidade de amigos, desfrutam as delícias destes reinos, entram em nossos assuntos como um de nós - como eles mesmos serão, permanentemente, um dia - trabalham conosco, comprazem-se em nossas recreações, e assim adiantam a sua própria progressão espiritual de modos diferentes. Imagine a alegria quando os visitantes regulares aos nossos reinos nalmente vierem assumir seu domicílio permanente entre nós. A informação e o conhecimento que eles acumularam durante os anos, mas que, durante as horas em que estavam acordados na terra mal se lembravam, assumirão seu lugar em suas mentes e recordações como experiências úteis. Estas experiências estabelecerão a continuidade da sua existência desde o nascimento deles na terra, em vez de transplantá-las ao mundo espiritual com o sentimento de que eles têm que começar uma vida de novo. Muitas almas, que estão lamentando os que passaram ao mundo espiritual deixando corações tristes para trás, podem ter conforto e consolação, mesmo que num grau limitado, pelas visitações noturnas e as reuniões no mundo espiritual com esses que eles pranteiam. Muitas almas aitas levantaram-se pela manhã com um sentimento inexplicável de que foram confortadas de forma misteriosa. Isto signica que diminuir a angústia da separação é apenas outro exemplo da perfeição da graça que é a verdadeira fundação na qual o mundo espiritual inteiro é construído e apoiado. Mas isto signica que o consolo é só um subproduto, se podemos chamar assim, daquele conhecimento maior das verdades de espírito. É só um meio muito limitado para um m, já que somente provê um antídoto bastante nãosubstancial para a tristeza aguda e a dor. Apesar de reduzir a tristeza e a dor, não provê o conhecimento certeiro de que tudo está bem com aquele por quem choram. Somente a comunicação ativa proverá isso, e é innitamente preferível que qualquer outra forma sobre o assunto. O mundo espiritual desaprova o luto de todo jeito e forma. Sendo genuína, a tristeza sincera é uma emoção humana da qual nenhum de nós está protegido, mas lamentar tanto é espúrio. Aqui nós podemos ver o que está acontecendo nas mentes dos que lamentam. Lamentar como regra é totalmente egoísta, porque as pessoas não sentem muito pela alma, a menos que pensem que ela esteja agora innitamente pior 'morta'. A grande maioria das pessoas sente pena deles mesmos na hora da separação física, não cam felizes e contentes porque o seu amigo foi para uma vida maior, mais grandiosa, mais bonita. Claro, estou falando agora desses que são destinados para os reinos de luz. Não estamos tratando no momento daqueles cujo destino aqui será nos reinos de trevas. Até mesmo onde a tristeza é perfeitamente genuína e inspirada por um afeto verdadeiro, todo esforço deveria ser feito para restringi-la. A alma recentemente chegada nos planos espirituais sentirá uma certa atração pelos pensamentos desses que caram para trás, a menos que tais pensamentos sejam construtivos para o bem-estar presente e futuro do amigo que se foi. Pensamentos de tipo errado atraem a alma como um ímã e impedem uma transição rme e natural para a sua própria esfera. Não é nenhum exagero se dizer que seria imensamente melhor, sendo as coisas como são na terra, que os que lamentam na terra cassem em um estado completo de insensibilidade física durante alguns dias depois do transcurso de um amigo ao mundo espiritual. Assim não haveria nenhum perigo dos pensamentos de outros circunscreverem as ações da alma recentemente chegada. A ligação forte com o corpo físico que existe nas mentes de tantas pessoas seria em grande parte destruída se essas mesmas pessoas fossem se familiarizando completamente com as verdades espirituais. Nossos amigos que estão em comunicação conosco e que têm conhecimento dos fatos de vida no mundo espiritual, colocam o corpo físico em sua própria posição em relação à sua vida na terra e a sua vida depois, no mundo espiritual. Eles sabem que seu corpo físico é um veículo para seu corpo espiritual enquanto na terra. Quando chega o tempo deles deixarem o mundo terreno e, com isto, o seu corpo terrestre, este último é tratado como algo que acabou para sempre. Tornou-se totalmente inútil a eles. Foi lançado fora - e nossos amigos nunca se arrependeram de tê-lo deixado para trás! Não estão nem um pouco interessados no que resta dele. Não lhe fazem nenhuma reverência. Mas muitas pessoas amortalham este corpo descartado com uma solenidade sagrada que não lhe foi outorgada. Com o 'morto', arma-se, deve haver um respeito; o 'cadáver' deve ser respeitado da mesma forma. Deixe-nos colocar o assunto sob outro prisma. Quem, na terra, tem algum respeito profundo e reverencia alguma roupa velha, inútil, estropiada, rota? Está acabada e pronto. Fora com ela e não se fala mais nisto. No mundo
espiritual, temos uma roupagem nova, fresca e adorável; e que parece a nossos olhos não ter defeito na forma, cor e modelo. Ela se ajusta em nós agora, como possivelmente nenhuma outra roupagem se ajustava antes. Nós mesmos as formamos, de material imperecível e, em comparação com ela, nossa roupagem terrestre era sombria, escura, e de cor triste, de textura áspera, doentia talvez, em alguns lugares, e embora tenha servido seu propósito nos ambientes que a comportavam, temos agora algo innitamente melhor. Em tais palavras descrevemos nossa atitude espiritual quanto ao corpo físico que está 'morto'. Velhos costumes e velhas tradições, além de poderem ser inúteis, levam a uma ideia de matar. Tornou-se costume cercar o dispensar do corpo físico depois da 'morte' com ritos melancólicos, criados na disposição geral relativa à transição, do ponto de vista terrestre, como um desastre principal. Mas há outras e maiores razões para se desejar que na terra os 'ritos funerários' fossem consideravelmente modicados ou mesmo completamente abolidos, em sua forma atual. Desde o momento da passagem até que o corpo físico seja nalmente enviado para baixo da terra, e frequentemente durante algum tempo depois, os pensamentos dos que lamentam cam concentrados com tristeza no passado. Os vários atos que se incluem entre os 'últimos ritos' acrescentam ainda mais força a esta tristeza, aumentamlhe, e dão maior poder diretivo. Onde este sentimento de tristeza é genuíno, fatalmente alcança a alma recentemente passada. O corpo espiritual pode levar alguns dias de seu tempo antes de se tornar completamente separado do corpo terrestre, e pode ser muito perturbado pelos pensamentos combinados dos que lamentam e que participam dos ritos sombrios. Em vez de partir da esfera terrestre, o desencarnado cará atraído à cena das atividades dos funerais e, mais que provável, cará entristecido pelo que testemunhará e pela tristeza desses que deixou para trás. Sentirá uma carga pesada dentro dele pela separação que aconteceu e, sendo talvez ignorante do que aconteceu, cará aito duplamente, e ainda mais aito pelo fato de falar com os seus amigos e eles não o ouvirem. E que grande diferença faria um pouco de conhecimento! O que nós do mundo espiritual que estamos ativamente ligados aos recém-chegados gostaríamos de ver é a completa abolição de toda a frequência a cemitérios e lugares semelhantes para o enterro de todos os parentes e amigos, deixando o corpo físico para ser disposto de uma maneira higiênica por esses que são instruídos a fazê-lo corretamente, e completamente desacompanhados de qualquer outra pessoa. Percebe-se que um serviço religioso é certo e é bom que haja um, mas completamente expurgado de todas as doutrinas e convicções errôneas relativas ao que vem depois da vida. Nenhum ambiente sombrio baseado nos temas impróprios das mentes dos escritores de centenas de anos atrás. Dies Irae, dies illa enfaticamente não tem lugar no mundo espiritual, e ainda menos a ideia ultrajante, embutida nas orações habituais, de pedir para que seja concedido um 'descanso' eterno à alma passada. Estremecemos só de pensar o que seria nosso estado no mundo espiritual se tivessem sido concedidos os pedidos das orações de outros! Só pensar em não se fazer positivamente nada a não ser descansar por toda a eternidade nos enche de horror por causa da perspectiva de uma 'destruição de alma'. Se fosse possível destruir uma alma, dá para imaginar que este seria o modo mais rápido e mais fácil de se fazer isto! Que haja orações para os que se foram, de qualquer forma, mas que sejam livres de toda sugestão de sombra e destruição. As mentes dos presentes devem estar elevadas, não deprimidas, e nada poderia ser mais depressivo que os pressentimentos calamitosos que são expressos em tantas orações destas ocasiões. Aquele que partiu não se foi para um outro mundo onde será conduzido para encarar um Juiz duro, ou ainda, um Juiz não tão duro e inexível, mas nossas lamentações não trarão nenhuma misericórdia quanto à sentença que vai ser pronunciada. Realmente, as orações deveriam ser breves e muito diretas ao ponto. E aqui eu posso falar novamente por uma particular experiência pessoal. Deixem que as orações sejam endereçadas ao Pai de todos nós, a ajuda pode ser enviada à alma que passou, e o Pai também auxiliará esses que estão oferecendo seu apoio aos recém-chegados. Precisamos de sustentação divina em nosso trabalho da mesma maneira que vocês na terra, e frequentemente nossos poderes são cobrados ao seu extremo quando chegamos para ajudar esses que estão fazendo a sua passagem aos planos espirituais como residentes permanentes. As longas recitações dos salmos, por mais bonito que possa ser o seu tema, são perfeitamente inúteis a nós e ao recém-chegado que estamos ajudando. Elas não produzem nenhum efeito nos esforços que estamos empregando. Uma oração curta pedindo ajuda, ecazmente dirigida, trará uma resposta instantânea. A resposta será invisível a vocês na terra, mas para nós daqui signicará a emanação de luz e do poder que mais precisamos para o caso em questão. Rezem para que a alma possa receber a luz do rápido entendimento sobre a nova situação na qual ele se encontra, se ele for completamente ignorante das verdades espirituais, e que ele possa estar feliz e contente na vida para a qual ele há pouco embarcou. Nós percebemos, por experiência, que onde são oferecidas orações como as que sugeri neste curto esboço a você, nos permitem continuar nosso trabalho de modo mais fácil, mais efetivo, e mais direto. Podem contestar dizendo que, em tal ocasiões, é quase impossível não estar abatido, e que as orações, até certo ponto, serão feitas num tom mais baixo; que qualquer sentimento de coração leve está fora de questão, não só pela própria situação, mas em respeito aos sentimentos dos outros. Há um remédio muito simples para isto: um conhecimento sobre as verdades espirituais. Considere o assunto assim. Na maioria dos casos, os que lamentam estão chorando a partida de alguém para um destino que lhes é desconhecido, - e, eles diriam, que é impossível de se conhecer. Eles cam um pouco amedrontados, não necessariamente por seu amigo que se foi, mas por eles mesmos, quando a sua própria hora chegar porque, pelo que eles estão testemunhando, estão sendo forçados a recordar aquilo que é inevitável e que está diante deles e diante de todos os homens. Infelizmente o seu conhecimento ca estritamente limitado ao fato da morte do corpo físico. Depois disso, o que acontece? Eles não sabem - e não suportam pensar muito sobre isso, porque esse tipo de coisa é insalubre e mórbido. Mas o medo permanece o mesmo, de forma que na presença da 'morte' eles cam apreensivos. E, cando apreensivos, não têm tempo de pensarem em qualquer outra coisa. As exéquias tristes, então, cam completamente sintonizadas com a sua atual. Eles cam solenes, desconados e um pouco encolhidos, mas têm a grande consolação de saberem que estão vivos, enquanto o seu amigo está 'morto'. Bem, as transições têm acontecido desde que o mundo começou, mil séculos atrás, mas o gênero humano em geral ca contente em permanecer em ignorância do que vai lhe acontecer quando sair da terra indo para o mundo espiritual. Arma também que é impossível saber, ou então prefere car na ignorância. E ainda, se tivesse só o conhecimento, até mesmo dos fatos simples como os que eu lhes detalhei, que rica diferença faria à mente dele! Jogaria fora aquele medo terrível do desconhecido 'além' que pode ser, e é, um pesadelo que esmaga as mentes sensíveis.
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.