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Capítulo 17 de 19
Ii. Introdução — parte 15 de 17
A Vida nos Mundos Invisíveis – Volume 5
Tal raciocínio é perfeitamente preciso. O mundo espiritual tem ar da mesma maneira que vocês têm na terra, e nós temos pulmões em nossos corpos para respirá-lo. E ele 'oxigena' o sangue no que seria processo equivalente no mundo espiritual. Na terra, o ar que você respira ajudará a puricar o seu sangue. No mundo espiritual temos sangue rico e bom correndo em nossas veias, e respiramos o maravilhoso ar fragrante e puro, mas enquanto seu sangue sofre o processo de oxigenação, o nosso é revigorado pela força espiritual e pela energia que são os componentes principais do ar que respiramos por aqui. Alguém poderia existir sem ele? Dicilmente. É ele que nos dá a vitalidade, da mesma maneira que acontece na terra. Mas vocês não poderiam viver só de ar. Vocês têm ter comida e bebida. Nós não precisamos destes dois itens, como sabe, e nós derivamos a outra parte de nosso alimento através da luz destes reinos, da abundância de cor, da água, das frutas quando desejamos comê-las, das ores, e de tudo aquilo que é belo por si mesmo. Como estes reinos positivamente são abundantes em beleza, perceba porque desfrutamos de saúde perfeita. Mas nós também ganhamos força da grande força espiritual que constantemente verte sobre todos nós, vinda do Pai Divino. É como se fosse uma corrente magnética eterna que eternamente nos carrega com força e nos dá poder, dando-nos vida. Realmente chegamos a isto, derivamos nossa força vital de uma gama de fontes diferentes; além disso, são fontes que não temos que buscar, como vocês fazem com sua comida e bebida, mas que literalmente nos envolvem, onde quer que estejamos, em tudo que façamos. Nós não podemos nos fechar aos uidos vitais, nem os uidos vitais nos podem ser negados, nem eles falham. O ar que respiramos não pode ser poluído, nem a água pode tomar um estado semelhante de impureza. O corpo terrestre é constituído de forma que, por processos vários e funções naturais, uma forte resistência surge contra os ataques de germes que causam doenças. Quando ele se comporta normal e corretamente, tais doenças serão repelidas com sucesso. Mas embora o corpo terrestre devesse resistir à doença com sucesso, as causas potenciais dela, os germes, ainda permanecem no mundo terreno. No mundo espiritual não há nada disto como germes de qualquer tipo, então não pode haver nenhuma doença de jeito nenhum. Além disso, o corpo espiritual é completamente impermeável a qualquer espécie de dano. Não pode ser danicado por acidentes, e é imperecível e incorruptível. Por isso, qualquer que seja o órgão que possuímos, nunca podem ser desarranjados nem no menor grau. Nós constantemente desfrutamos um estado de saúde perfeita, sobre isso não há duas opiniões diferentes entre todos daqui destes reinos. O mais leve traço de dor ou sofrimento não só é algo desconhecido como, de nosso ponto de vista, fantasticamente impossível. Fica óbvio a partir do que lhe contei que um ou dois órgãos do corpo terrestre seriam manifestamente supéruos no corpo espiritual. Não ingerimos comida porque nunca temos fome. Então, não há nenhuma excreta a ser eliminada de nossos corpos, como é essencial com os corpos físicos de vocês. A comida que vocês comem passa por seus processos, depois que a ingeriram, provendo do que é necessário ao corpo físico, até nalmente se tornar matéria expelida. E para executar esta série de ações, vários órgãos são essenciais. Nós temos um mecanismo interior que atua bem nas mesmas linhas do seu, mas há esta diferença suprema, isto é, não temos nada a ser expelido do corpo. Não existe nada por aqui que deva ser eliminado nestes reinos. Aquilo que não mais desejamos, apenas deixa de existir completamente, ou volta à fonte de onde veio. Ao dizer deixando de existir, não quero dizer que aquilo que não se deseja seja anulado, mas que deixa de existir na forma que tinha antes de se tornar não desejado. Talvez você recordará uma experiência divertida que eu tive logo após a minha chegada aqui. Eu lhe contei do quanto quei surpreso por achar que o suco que tinha vertido da fruta que eu estava comendo tinha, assim pensei, corrido por minha roupa; na realidade, não tinha acontecido nada do tipo. Ele tinha desaparecido completamente. Tudo que aconteceu neste caso foi que simplesmente o suco da fruta voltou à árvore de onde ela tinha vindo. Essa foi a explicação que recebi, e é o que todos sabemos que acontece em qualquer outra circunstância de forma semelhante. Se você me perguntar como acontece, então, forçosa e honestamente direi que não sei. Para que minha ignorância não deva parecer tão grande que deveria parar de informar aos outros, apresso-me em acrescentar que não há ninguém nestes reinos que poderia me prover nem uma breve explicação. Não há nenhum segredo esotérico sobre isto para que tais informações devam ser escondidas de nós. Apenas a nossa evolução espiritual não foi sucientemente longe para que entendêssemos se nos contassem. Aquilo que ainda não podemos entender é impossível que exponhamos para sua compreensão. Os órgãos que possuímos, portanto, têm o seu propósito bem denido para a sua existência. Não temos órgãos que são redundantes. O propósito deles é agir como um canal para a força vital, o poder etérico, se quiser chamá-la assim, emana de uma imensa gama de fontes. Não se teme que alguns órgãos, ou todos eles, se atroem por parecerem que não são empregados da mesma maneira que as contrapartes deles no corpo terrestre. Os órgãos de assimilação do corpo terrestre serão seriamente afetados se uma quantidade suciente de comida não passar por eles. Uma situação dessas não poderia acontecer aos nossos corpos espirituais, porque a força vital daqui os sustenta completamente e os mantém em ordem apropriada de funcionamento, e assim cumprem os seus objetivos. O corpo espiritual, então, possui só os órgãos que lhe são vitais, e podem ser considerados como uma modicação das suas contrapartes terrestres. Uma signicação mais ampla disto vai estar mais clara a você quando eu lhe falar que, com exceção dos reinos mais elevados e mais evoluídos, o mundo espiritual no qual milhões em milhões de nós estão morando, é povoado completamente pela terra, e por nenhuma outra fonte. A procriação pertence só à terra, e não tem lugar no mundo espiritual. Tornou-se um hábito começar a contar o tempo a partir da data suposta da criação do mundo. Pode ser dito que o tempo, em seu sentido medido, começou com a formação da terra, mas a vida humana já tinha existência desde antes desse tempo. O mundo espiritual existia bem antes da terra, mas o mundo espiritual não estava vazio. Era habitado por grandes almas cuja sabedoria, conhecimento, progressão espiritual e evolução têm crescido continuamente, ao longo de todo este período colossal de tempo. Todos estes seres possuem um corpo que, em suas partes e suas funções, é precisamente semelhante ao corpo de qualquer um de nós aqui, embora na nossa posição na escada do progresso espiritual; entretanto, sob certas condições, estes corpos apareceriam exteriormente a nós, seres innitamente menores, como uma chama de luz. O corpo espiritual que todos nós possuímos é o corpo normal. O corpo terrestre que temporariamente veste o corpo espiritual durante sua passagem terrestre é uma modicação do corpo espiritual, uma acomodação para as leis terrestres e as condições e os modos de vida. A vida do indivíduo começa na terra, gasta um certo período limitado naquela esfera, e então vem a nós no mundo espiritual. A personalidade, individualidade e atributos da pessoa têm
suas fases iniciais de formação na terra, e o processo continua depois da chegada dele no mundo espiritual. Serão preservadas as distinções físicas de raça, traços de seu rosto, a mesma cor da pele, e as outras características que rapidamente lhe ocorrerão, tudo isto ele reterá no mundo espiritual. A verdadeira esfera de vida é o mundo espiritual, por ser permanente. O mundo espiritual é então o padrão de vida como deve ser no nal das contas para todos nós, e assim o corpo espiritual, não o corpo terreno, é o padrão da forma humana. Em companhia de muitos outros, eu vi e falei com pelo menos um ser ilustre cujo período de vida, em anos, alcança notoriedade astronômica. Ele possui, da mesma maneira que você ou eu, o complemento normal ordinário dos membros; tem cabelo na cabeça dele. As mãos dele, anatomicamente como as suas e as minhas, têm o mesmo número de dedos. E assim nós poderíamos seguir, pela lista completa das partes da anatomia humana que existe no mundo espiritual. A natureza elevada do seu ser e o reino evoluído no qual ele reside não faz nenhuma diferença, anatomicamente, do resto de nós. A espiritualidade dele, sabedoria e conhecimento são, claro, no seu elevado grau, incomparáveis com os nossos daqui. Mas nós não estamos considerando isso no momento. O que estamos considerando é que quando um homem que viveu na terra e vem para o mundo espiritual para continuar a sua vida aqui, deixa com o corpo terrestre todos os órgãos daquele corpo que serão supéruos no seu novo modo de vida. Os órgãos com que ele se encontra agora estão para sempre além de qualquer dano de toda forma. Nenhum germe pode atacar o corpo; nenhuma força destrutiva pode mostrar a mais leve inuência nele. É incorruptível. Seus vários órgãos, como o coração e pulmões, agem perfeitamente. Por exemplo, a batida do coração permanece constante e normal sob todas as condições. Não podemos car ofegantes, literalmente. (Eu às vezes digo que alguma experiência em particular quase me deixou sem respiração, mas é só uma gura de linguagem.) Nossa respiração, como a ação do coração, sempre permanecem em sua taxa normal. E assim é com o resto de nossos corpos. Eu não njo ter o conhecimento de um médico ou um cirurgião, mas sei que meu corpo funciona perfeitamente, sei que desfruto, como desfrutamos todos nós, um estado de saúde perfeita como eu nunca, nem por um momento, tinha realmente desfrutado durante toda minha vida na terra. De fato, é impossível saber o que pode ser saúde absoluta, perfeita, até a pessoa vir morar aqui no mundo espiritual. O corpo que possuo não é um tambor oco, um mero recipiente vazio, de minha propriedade, no qual sou capaz, de forma um tanto misteriosa, continuar minha vida. Há um sangue rico e bom que ui por minhas veias. Não há nenhuma dúvida sobre isso, porque posso observar a cor rosada que dá à minha pele, como faz a todos nós. Nós temos aparência de indivíduos saudáveis, entretanto pode variar a profundidade das suas cores em virtude das várias características raciais que se pode notar facilmente. Tudo que possa ser uma sombra precisa de nossas aparências ou de nossa pele em geral, nenhum de nós têm palidez ou algo que seja normalmente associado com um estado de pouca saúde ou com alguma forma particular de ocupação terrena. A circulação do sangue dentro de nossos corpos é o meio de difundir a força vital que nos mantém vivos. Se você me perguntasse por que deveria ser necessário ter estes órgãos para fazer este trabalho, então eu só poderia dizer que é impossível explicar o fato da criação humana. Nós poderíamos perguntar em troca, por que a pessoa encarnada tem os seus órgãos para fazer o tal trabalho que lhe é requerido? Nós deveríamos ter que ir para o verdadeiro início, e perguntar por que o homem tem que vir na forma com que estamos familiarizados, e não com alguma outra forma. Temos que levar as coisas como elas são, pelo menos neste exemplo. Fazer de forma diferente é sugerir que nós poderíamos fazer várias melhorias na anatomia de nossos corpos, se nos fosse dada a oportunidade. Até onde sabemos, aqui no mundo espiritual, nenhuma melhoria poderia ser feita na estrutura e na operação de nossos corpos espirituais. E penso que nestes mesmos corpos, temos pelo menos um exemplo garantido de perfeição em nosso meio, o qual desfrutamos agora. A maior perfeição - uso esta frase conforme as condições de nossa discussão prévia sobre perfeição - a maior perfeição que nos espera quando subirmos a um reino mais elevado é a perfeição espiritual, e não se aplica ao estado de saúde de nossos corpos. Nós podemos nos sentir mais iluminados, mais etéreos, mais perfeitos, mas até onde pude averiguar, sentiremos um estado precisamente semelhante de saúde animador, brilhante, como temos agora nestes reinos. É manifestadamente impossível eu pegar cada órgão do corpo e lidar com as suas funções particulares na ordem devida. O que podemos fazer, resumindo o assunto brevemente, é reetir nisto: o corpo espiritual possui órgãos que são próprios a ele e ao mundo no qual leva a cabo suas funções. O corpo terrestre responderá à mesma descrição em sua própria esfera de ação. O corpo espiritual, vindo primeiro na ordem da 'criação', é o padrão da forma e da gura humana. O corpo terrestre se assemelha a ele, mas tem certos outros órgãos acrescentados, pelos quais leva a cabo certos processos que são essenciais à sua sobrevivência continuada na terra. Os dois dirigentes destes processos são os meios de assimilação da comida e os meios de perpetuação da vida humana na terra. Comida, não precisamos no mundo espiritual; e a população dos planos espirituais é derivada, com a exceção desses seres dos reinos mais altos e mais evoluídos aos quais me referi, integralmente da terra, até onde concerne este universo espiritual. Ao descartar meu corpo terrestre com a minha dissolução física, vi que meu corpo espiritual estava sem certos órgãos, cuja posse seria completamente redundante. Tais órgãos não têm nenhuma contraparte dentro ou no corpo espiritual. Uma pergunta que pode ser feita naturalmente é como podemos viver com a falta de algum de nossos órgãos. A resposta é que eles não estão perdidos; eles nunca estiveram lá! O corpo espiritual trabalha perfeitamente porque é perfeitamente construído, completo em todas suas partes, e só possui tais órgãos conforme são requeridos - em número ligeiramente menor que os requeridos pelo corpo terrestre. Agora chegamos a outra pergunta do nosso mesmo bom amigo, que está completamente longe da contemplação de nossos corpos, e considera o lado intelectual da vida daqui. Ele pergunta: 'Como é que uma pessoa que era clérigo durante a sua vida terrestre e que era um rme sustentador dos ensinamentos de sua igreja e do que é ortodoxo nos modos religiosos, como é que tal pessoa pode, comunicando-se com a terra, dar todos os sinais imagináveis de ter se livrado das suas convicções religiosas e da ortodoxia assim tão depressa? ' A mesma pergunta poderia se aplicar a um número grande de pessoas, em maior ou menor grau, de acordo com as visões que tiveram na terra. Ortodoxia não é a única coisa que pode, mental e intelectualmente, algemar um ser na terra. Convicções religiosas, ortodoxas e não ortodoxas, podem se mostrar um apoio bem poderoso nas mentes de seres humanos. Em geral, as primeiras também são conhecidas amplamente por precisarem de amplicação, mas as posteriores, as não ortodoxas, têm muitas formas. A grande maioria assegura que uma crença rme em um livro de crônicas antigas, sem o menor entendimento do seu conteúdo, é completamente suciente para lhes assegurar uma
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.