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Capítulo 17 de 19
Cristo
Verdades Imortais · Osvaldo Polidoro
Antes que Ele viesse, muitos Grandes Iniciados já haviam sulcado os caminhos do mundo, semeando nas almas aquelas sementes que deveriam, no curso das vidas, ir tomando a configuração da Árvore da Vida, em expressões cada vez mais plenas de sombra, flores e frutos celestiais. Quem, neste mundo, sendo ilustrado algum tanto e, por isso mesmo, não sendo religiosista e nem sectário, essas coisas que enfermam e degradam a criatura, negará a tremenda importância que tiveram e ainda continuam a ter, as Verdades ensinadas por Rama, pelos trinta e tantos Budas, por Crisna, Hermes e Zoroastro, Apolo e Orfeu, os Patriarcas e Moisés, Pitágoras e os verdadeiros Filósofos? Quem poderia contar as almas que se elevaram, que se trasladaram aos píncaros da iluminação interior, assimilando aquelas Verdades, vivendo aquelas belezas, mergulhando naquelas águas lustrais? Entretanto, os arautos do Céu viveram aguardando Aquele que seria, a um tempo a Doutrina e o Evangelho, a Verdade e a Vida francamente expostas! E que seria tudo isso, com as comprovantes do Pai Divino, por todas aquelas coisas que ao Seu derredor se dariam, como de fato se deram, quando pelo mundo passou, não como se fosse um homem comum, mas sim como homem elevado à condição de homem semi-Deus, de homem divinizado! E que teria, como corolário de Suas validades, duas prerrogativas que outros não tiveram — retornar em espírito após a morte e derramar do Espírito sobre toda a carne, tornando a Ciência dos Mistérios em Conhecimento da Verdade! Transformando o que era de portas fechadas em realidade de portas abertas e ao dispor de todos os filhos de Deus! E acreditais, então, que apenas até aí tenha avançado o Cristo? Por, ventura, nada mais do que essas divinas prerrogativas teve o Cristo para testemunhar, para Se revelar como Divino Modelo, e, com isso, dar da Verdade e da Vida o Exemplo Total e a Referência Eterna? Bem se vê que seria falha a Divina Demonstração, caso a Verdade Crística fosse apenas aquilo que aquelas duas prerrogativas demonstram ou revelam. Embora sejam, o retorno em Espírito e o Batismo de Espírito, duas registrações históricas de acendrado teor cristão, manda a Verdade que se diga e afirme — o Cristo é, em Si mesmo, a Doutrina e o Evangelho! Certamente perguntareis, o porquê de ser o Cristo a Doutrina e o Evangelho. E como temos por obrigação advertir, ilustrar e consolar, porque somos obreiros do Consolador, eis que vos dizemos:
1 – “Uma vez que existe a emanação, por parte da Essência Divina, de centelhas ou mônadas espirituais;” 2 – “Uma vez que tais centelhas espirituais devam tornar-se conscientes da individualidade e, mais ainda, uma vez que devam tornar-se divinizadas, brilhantes, vindo a tomar parte no movimento do Cosmo Infinito;” 3 – “Uma vez que o processo evolutivo deva ser feito através dos mundos e das vidas, e, mais ainda, através do corpo astral ou perispírito, porque a este envoltório de Matéria se liga assim que é manifestada;” 4 – “Uma vez que essa Matéria fluídica, a princípio opaca, no curso dos milhões de anos, no curso dos mundos e das vidas tenha que se transformar em Matéria brilhante;” 5 – “Uma vez que a divinização do Espírito importa na sublimação da Matéria, e que o Espírito venha, por isso, a se colocar acima de mundos e de formas, tornando-se Cósmico ou Universal, isso é o que quer dizer CRISTO!”
Eis aí, irmãos, que tendes em Jesus, o Cristo Planetário, Aquele que veio viver o Molde Perfeito, a Medida Integral, o nosso Ponto de Referência. Porque todos somos Cristos em preparo, em elaboração, tendo no Cristo a Medida a ser igualada. Mais tarde ou mais cedo, seremos centelhas ou mônadas completamente desenvolvidas, desabrochadas, divinizadas, apresentando um corpo astral ou perispírito completamente brilhante, luminoso e celestial, acima de leis planetárias, fora de obrigações reencarnacionistas! É por isso que devemos ao Cristo Interno, todos os esforços evolutivos, assim mesmo como devemos ao Cristo Externo ou Molde, todo o respeito possível, por ser Ele a expressão da Verdade Total e a Meta final de nosso destino! É por isso que devemos atenção fundamental ao AMOR e à CIÊNCIA, sem o que jamais viremos a ser PUROS e SÁBIOS! É por isso que devemos atenção fundamental à Lei de Deus, cujos três sentidos Jesus viveu integralmente: a MORAL que dignifica, o AMOR que diviniza e a REVELAÇÃO que adverte, ilustra e consola! No Pai Divino temos o Princípio Sagrado que tudo engendra, sustenta e determina. No Cristo temos o Modelo do Espírito divinizado, que transformou o seu corpo astral em luzeiro divino, ultrapassando as leis planetárias, ingressando na Verdade Cósmica. Na Moral temos a Força de Equilíbrio. No Amor temos o máximo instrumento de cristificação ou libertação. Na Revelação temos o Instrumento que informa e consola. Em tudo isso temos o Divinismo, a Doutrina Integral, por ser a restauração e a explicação do Cristianismo.
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.