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Capítulo 8 de 14

Os Grandes Iniciados — parte 8 de 14

Os Grandes Iniciados – Ed. 1980 – Volume 3

A lassidão dos brâmanes, imobilizados em um mundo estagnado, multiplica-se nele como um sentimento novo: uma piedade imensa por todos os homens e o desejo de livrá-los do e, anseia sofrimen generosidad to. Em um de :sublime transporte pela salvação iguala à gran­ de todos. Porém, sua sabedoria não de sua deza de sua ,se acha à altura alma e seu impulso não visão. Uma iniciação incompleta mostra-lhe o mundo em ,seu mais tenebroso instante. Não compreende mais que a maldade e a dor. Nem Deus, universo, alma, beleza ou amor encontram graça ante seus olhos. Sonha em afundar para sempre os agen­ tes da ilusão e da dor no abismo do seu Nirvana. Apesar da excessiva severidade de sua disciplina moral, ainda que a piedade por ele pregada tenha estabelecido entre os homens um laço de universal fraternidade, sua obra foi par­ cialmente negativa e dissolvente. Como testemunha a própria história do budismo. Social e artisticamente nada criou de fe­ cundo. Onde se instala em bloco, engendra a passividade a , indiferença e o desânimo. Os povos budistas permaneceram em estado de estagna­ ção. Os que desenvolveram uma atividade surpreendente, como o Japão, foi graças a instintos e princípios contrários ao budis­ mo. Buda teve, sem dúvida, um grande mérito e desempenhou papel relevante ao divulgar a doutrina da reencarnação, que antes era patrimônio exclusivo dos brâmanes. Ele difundiu essa verdade fora da r ndia e entrou na consciência universal. Em­ bora repudiada oficialmente, ou escondida pela maioria das re­ ligiões, não deixa de desempenhar na história do espírito huma­ no sua missão de eficaz incitação. Somente o que foi para Buda razão de renúncia e de morte tornou-se para as almas enérgicas e para as raças fortes motivo de afirmação e de vida. Que outra modalidade ou ,que tom diferente tomará a idéia da pluralidade de existência entre os árias e também entre os semitas que a adotaram! Seja às margens do Nilo, em Elêu­ sis ou em Alexandria, quer se trate dos sucessores de Hermes, de Empédocles, de Pitágoras ou de Platão, tomará um caráter heróico. Já não será a roda fatal de Buda, mas uma entusias­ mada ascensão até a luz. Na 1ndia, possui as chaves do passado, mas não as do futuro; é o Epimeteu dos povos, mas não o seu Prometeu.

iniciado ária ao contrário, chega à idéia da pluralidade O , das vidas, da necessidade de atuação e desenvolvimento infi­ nito que arde em seu coração como a chama inextinguível de Agni. Sabe que o homem não possui mais nada além da terra que rega com o seu suor e o seu sangue, que nada mais espera além do céu ao qual aspira com toda a sua alma. Sabe que o universo é uma tragédia formidável, mas que a vitória é para os valorosos e os que crêem. A luta em si é para ele um prazer e um estímulo o sofrimento, e os aceita ao preço dos sublimes gozos do amor, da contemplação e da bele­ za. Acredita no futuro da terra como no céu. A sucessão de vidas não o atemoriza, por sua variedade. Sabe que o céu esconde em seu azul batalhas inominadas, mas também felici­ dades desconhecidas. As viagens cósmicas prometem-lhe maio­ res maravilhas do que as viagens terrenas. Acredita, por fim, como Cristo e o seu Verbo, em uma vitória final sobre a maldade e a morte, em uma transfiguração do mundo e da humanidade, ao cabo das eras, pela completa descida do Espírito na carne. O antigo budismo e o pessimismo contemporâneo afirmam que todo desejo, toda forma, toda vida, toda consciência são um mal e que o único refúgio é a total inconsciência. Sua felici­ dade é completamente negativa. O ária considera o cansaço de viver como uma covardia. Crê em uma felicidade ativa na expansão do seu desejo, como na soberana felicidade· do amor e do sacrifício. Para ele, as formas efêmeras são mensageiras do divino. Crê, pois, o ária na possibilidade a ação e da criação no d tempo com a consciência do Eterno. Tendo experimentado-o e vivido-o, sente sua alma semelhante a uma nave sempre flu­ tuante em meio à tempestade. É o único repouso, a divina cal­ ma a que aspira. Em uma palavra, no conceito ária o desaparecimento du universo visível, o que o hindu chama o sono de Brama, não será outra coisa que um sonho inenarrável, um silêncio do Verbo recolhendo-se em si mesmo para ouvir cantarem as har­ monias íntimas com suas miríades de almas e preparando-se para uma nova criação. * * * Não sejamos, porém, demasiadamente injustos com a lndia e seu Buda, pois eles nos legaram o tesouro da mais anti-

sabedoria. Tributemos-lhe, ao contrário, o culto da ga g'ratidão devida primitivos mis­ aos mais antepassados e aos remotos térios religiosos da nossa raça. Quando seu esposo e a a mulher hindu subia à pira do mortífera chama a alcançava, ela atirava aos filhos o seu colar de pérolas, em derradeiro sinal de despedida. Assim, a fndia agonizante, sentada sobre a tumba de seus heróis árias, lança ao jovem Ocidente a religião da piedade e a idéia fecunda da reencarnação.

Livro XI JESUS E OS E SENIOS S A secreta doutrinação de Jesus I - O Cristo cósmico Chegamos a um ponto da evolução humana e divina em que é preciso recordar o passado para compreender o futuro. Porque, hoje, a influência do superior e o esforço do inferior convergem em uma fusão luminosa que projeta seus raios, re­ trocedendo sobre o imemorial passado e avançando até o infi­ nito futuro. O advento de Cristo significa o ponto central, a incan­ descente pira da história. Assinala uma mudança de orientação e de lugar, um impulso novo e prodigioso. Como é surpreen·· dente que pareça aos intransigentes materialistas como um desvio funesto e aos simples crentes como um golpe teatral que anula o pas·sado para reconstruir e refrigerar de novo o mundo! Para dizer a verdade, os primeiros são vítimas de sua ce­ gueira espiritual e os segundos da estreiteza de seus horizontes. Se, por um lado, a manifestação de Cristo, por intermédio do mestre Jesus, é um fato de :significação incalculável, por outro foi planejado por toda a precedente evolução. Uma trama dé invisíveis fios ligava-a a todo o passado de nosso planeta. Esta radiação provém do coração de Deus para descer até o coração do homem e lembrar à terra, filha do sol, e ao homem, filhü dos deuses, sua origem celeste. Tratemos de elucidar, em poucas palavras, esse mistério. A terra com seus reinos, a humanidade, com suas raças, , as potestades espirituais, com suas hierarquias que se prolon­ gam até o Insondável, evoluem sob idêntico impulso, com mo­ vimento simultâneo e contínuo. Céu, terra e homem marcham unidos. O único meio de seguir o sentido de sua evolução con­ siste em penetrar, com olhar singular, essas três esferas em sua tarefa comum e considerá-las como um todo orgânico e indis­ solúvel. Assim considerando, contemplamos o estado do mundo ao nascer o Cristo ·e concentramos nossa atenção sobre as duas raças que representam, naquele momento, a vanguarda huma .. na: a greco-latina e a judia.

A partir do ponto de vista espiritual, a transformação da humanidade, da Atlântida à era cristã, nos oferece o duplo espe­ sso e de um progresso. De um lado, a táculo de um retroce eta com diminuição gradual da clarividência e da comunhão dir e outro, 0 es cósmicas. D as forças da natureza e as potestad ativo desenvolvimento da razão e da inteligência, à qual segut a conquista material do mundo pelo homem. em ºs se exprim locais onde e nos Nos centros d iniciação, . ndo a clari­ cult v sem dúvida, ção , � oráculo uma ele continua s, s � e todos hg1osos re todos os movimentos vidência e dali emanam os grandes impulsos civilizadores. es e adivinhação dimi­ . e as faculdad cia Mas a clarividên d nuem entre a grande massa humana. Esta transformação espi­ ritual e intelectual do homem, atraído cada vez mais pelo plano físico, corresponde a uma paralela transformação do seu orga- - nismó.-Õuanto mais remontamos ao passado pré-histórico, mais fluído e leve é o seu invólucro. Logo, se solidifica. Simultanea­ mente o corpo etéreo, que antes superava o corpo físico, é por este absorvido paulatinamente até convertê-lo em uma exata duplicata sua. Seu corpo astral, sua aura radiosa, que antes se tava à distância como uma atmosfera servindo a suas per­ proje entra cepções hiperfísicas, a sua relação com os Deuses, se conc também em torno do seu corpo até não constituir mais que uma auréola opaca que sua vida sacia e suas paixões colorem. es e milhares de eende milhar Esta transformação compr anos. Prolonga-se até a segunda metade do período atlântico e a todas as civilizações da Ásia, do norte da África e da Europa, rsas, egípcios, gregos e os po­ das quais provêm os indianos, pe vos n·ortistas da Europa. Tal involução das forças cósmicas no homem físico era l. electua indispensável para seu complemento e sua perfeição int t Grécia represen o derradeiro e tág o dessa descida do Espí­ A_ ! � � .. rito sobre a materia. Nela, a fusao e perfeita. Sintetiza uma expansão maravilhosa da beleza física em um equilíbrio inte­ lectual. Porém este templo diáfano ens semi­ , habitado por hom e à beira de um precipício onde pululam os divinos, ergue-s monstros do Tártaro. Momento crítico. Como nada se detém e é forçoso avançar ou retroceder, a humanidade só podia, ao chegar a esse ponto, afundar-se na depravação e na bestiali-

ou dade galgar as culmin âncias do Espírito com redobrada cons - . .,.. c1enc1a. A decadência grega e, sobretudo, a orgia imperial de Ro­ ma, apresentam o espetáculo a um só tempo repugnante e gran­ dioso desta queda do homem antigo na libertinagem cruel­ e na dade, término fatal de todos os grandes movimentos da his­

tória. ( ) "A G�écia - diz Rodolfo Steiner - realizou a sua obra deixando que se tornasse gradualmente mais denso o véu que recobria a sua antiga vidência. A raça greco-latina, com sua rápida decadência, as·sinala a mais profunda descida do espí­ rito sobre a matéria, no curso da evolução humana. A con­ quista do mundo material e o desenvolvimento das ciências positivas se deram a este preço. Como a vida póstuma da alma se acha condicionada por sua vida terrena, os homens vulgares apenas se elevavam de­ pois da sua morte. Levavam consigo alguns dos seus véus, e sua existência astral corria parelha com a vida das sombras. A isto se refere o lamento da alma de Aquiles no relato de Homero: "Ê preferível ser mendigo na terra do que rei no país das sombras. A missão atribuída à humanidade pós-atlântica devia forçosamente afastá-la do mundo espiritual. É a lei do Cosmos que a grandeza de uma parte se dá às custas, durante

um tempo, da decadência da outra." ( ) Era necessária à humanidade uma formidável transforma­ ção, uma ascensão até o apogeu da Alma para o cumprimento de seus destinos. Mas, para tanto, fazia falta uma nova religião, mais pujante do que todas as precedentes, capaz de comover as massas apáticas e remover o ser humano até as suas recônditas profundidades. As anteriores revelações da raça branca haviam tido lugar por inteiro, nos mundos astral e etéreo, e dali atuavam podero­ samente sobre o homem e a civilização. O cristianismo, vindo de mais longe e originado do mais alto através de todas as esferas, devia manifestar-se até no mundo físico para transfi­ gurá-lo, espiritualizando-o, e oferecer ao indivíduo e à coletivi­ dade a imediata consciência de sua origem celestial e do seu (1) Veja-se a descrição que faço no inicio de "A Vida de Jesus". (2) Esboço da Ciência Oculta, de Rodolfo Steiner.

objetivo. Não existem, pois, apenas razões de ordem mo­ divino ral e social, mas também razões cosmológicas que justificam o surgimento de Cristo na terra. Por vezes, em pleno Atlântico, quando um vento baixo atravessa o tempestuoso céu, vê-se, em certo porto, condensa­ rem-se as nuvens que descem inclinadas até o oceano, em for­ ma de funil. Simultaneamente eleva-se o mar como um cone, , adiantando-se ao encontro da nuvem. Parece que toda ·a massa líquida aflui a este torvelinho para retorcer-se e erguer-se com ele. Subitamente, ambos os extremos se atraem e se confundem ... Formou-se a tromba! O vento atrai o mar como duas bocas e o mar absorve o vento. Turbilhão de ar e de água, coluna viva, avança vertiginosamente sobre as ondas convulsas, jun-, tando, por um instante, a terra com o céu. O fenômeno de Cristo descendo do mundo espiritual ao físico através dos planos astral e etéreo, assemelha-se a um meteoro marinho. Em ambos os casos, as potestades do céu e da terra ·se juntam e colaboram em função suprema. Mas se forma-se a tromba em breves minutos sob a violência do fura­ cão e as correntes elétricas, a descida de Cristo à terra exige milhares de anos, remontando-se sua causa primeira aos arca­ nos de nosso planetário sistema. Nesta metáfora que trata de definir por meio de uma lin­ guagem o papel do Cristo cósmico em nossa humanidade, a raça judia representa a contraparte terrena, esotérica e visível. É a . parte inferior da grande onda que se eleva atraída pelo torvelinho do alto. Este povo se bate contra os demais. Com sua intolerância, sua idéia fixa, obstinada, ofende as nações como a tromba ofende as ondas. Moisés se vale da idéia monoteísta existente entre os pa­ triarcas para formar uma nação. Como o simum levanta uma coluna de pó, Moisés junta os ibrimos aos beduínos errante� para formar o povo de Israel. Iniciado no Egito, protegido por um Eloim ao qual chama Javé, impõe-se pela palavra, pelas armas e pelo fogo. Um Deus, uma Lei, uma Arca, um povo para mantê-la avançando através do deserto, suportando fome e sede, a caminho da terra prometida. Desta idéia potente como a coluna de fogo que precede o tabernáculo, saiu o povo de Israel com suas doze tribos que correspondem aos doze signos do Zodíaco. Israel manterá in-

tacta a idéia monoteísta, apesar dos crimes de seus reis e os assaltos dos povos idólatras. Nesta idéia enxerta-se, desde a origem, a idéia messiânica. Já moribundo, Moisés anunciou o Salvador final, rei da jus­ tiça, profeta e purificador do universo. De século em século, proclama-o a voz incansável dos pro­ fetas, do desterro babilônico até o férreo jugo romano. Sob o reinado de Herodes, o povo judeu parece uma nave em perigo, cuja tripulação enlouquecida incendiasse o mastro para, à ma­ neira de um farol, servir-lhe de guia entre os recifes. Porque neste momento Israel apresenta o espetáculo desconcertante e inaudito de um povo pisoteado pelo destino e que, meio con­ fuso, espera salvar-se mediante a encarnação de um Deus. Israel deveria naufragar, mas Deus tornou-se carne. Que representa, neste caso, a trama completa da Providên­ cia, da liberdade humana e do Destino? O povo judeu perso­ nifica e encarna de certo modo a chamada do mundo por Cris­ to. Nele, a liberdade humana, obstaculizada pelo Destino, ou seja, pelas faltas do passado, clama à providência pela sua sal­ vação. Porque as grandes religiões refletiram esta predisposi­ ção como em um espelho. Ninguém alcança formar uma idéia definida do Messias, porém os iniciados tinham-na pressentido e anunciado muito tempo antes. Respondeu Jesus aos fariseus que o interrogavam sobre a sua missão: "Antes de Abraão, eu já existia." Aos apóstolos temerosos de sua morte, dizia estas surpreendentes palavras, jamais pronunciadas por nenhum profeta e que pareceriam ridí­ culas em outros lábios que não os seus: "O céu e a terra pas­ sarão, mas minhas palavras não paS'sarão." Ou são tais conceitos divagações de um alienado ou, pelo �ontrário possuem uma transcendente significação cosmológica. , Para a tradição eclesiástica oficial, Cristo, segunda pessoa da Trindade, não abandonou a companhia do Pai senão para encar­ nar-se na Virgem Maria. Para a tradição esotérica também Cristo é uma entidade sobrehumana, um Deus no sentido amplo da palavra, a mais alta manifestação espiritual conhecida pela humanidade. Po­ rém, como todos os Deuses, verbos do Eterno, desde os Arcan­ jos até os Tronos, atravessa uma evolução que perdura durante toda a vida planetária e, por ser a sua vontade única entre a�

Potestades por o completo manifestadas em uma encarnaçã humana, resulta de especial natureza. à h stó ia remont r · Para origem é preciso ! conhecer-se sua � � ate o primeiro do planeta, das raças humanas até a constituição segundo a Porque, estrem escuridão. ecimento de luz em nossa sob o nome ao mundo tradi que falou ção rosacruz o Espírito espiritualmente Jesus, acha-se de Cristo pela boca do mestre unido astro rei do nosso sistema. ao sol, sob a o nosso mundo As potestades cósmicas elaboraram hierarquia. Esboça­ acordo com uma sábia direcão única e de e corpos refle­ e elementos, almas das �o plano espiritual, tipos no etéreo e condensam-se tem-se no mundo astral, vitalizam-se na matéria. Potestades Cada planeta é obra e diferentes classes de d criadora outras formas de vida. Cada imensa s, que engendram potestade cósmica, ou seja, cada grande Deus, tem por séquito legiões de espíritos que são seus sábios operários. A tradição esotérica do Ocidente considera Cristo rei dos gênios solares. No instante em que a terra separou-se do sol, os sublimes espíritos chamados E�ovoú::u por Dionísio Areopa­ gita, virtudes pela tradição latina, Espíritos da Forma por Ro­ dolfo Steiner, retiram-se do astro luminoso que acabava de projetar seu núcleo opaco. Eram de uma natureza bastante sutil para jubilar-se na densa atmosfera terrestre em que de­ viam agitar-se· os Arcanjos. Mas, concentradas em torno da aura solar, atuaram dali com muito mais poder sobre a terra, fecundando-a com seus raios e revestindo-a com · seu manto ver­ de. Cristo, tornado regente dessas potestades espirituais, pode­ ria titular-se Arcanjo solar. Oculto por elas, permanece u muito tempo ignorado pelos homens sob , o seu véu de luz. A terra, muito grande, sofreu a influência de outro Deus cujas legiões encontravam-se então centralizadas no planeta Vênus. Esta potestade chamou-se Lúcife r, o Arcanjo rebelde segundo a tradição judaico-cristã, que precipitou o avanço da alma humana na conquista da matéria, identificando o eu com o mais denso do seu invólucro. Foi, por isto, o causador direto do mal, mas também o impulsor da paixão e do entusiasmo, esta divina fulguração no homem, através da agitação do san­ gue. Sem ele, careceríamos de razão e de liberdade e faltar ia ao espírito o trampolim para alçar-se até os astros.

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