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Capítulo 14 de 14
Os Grandes Iniciados — parte 14 de 14
Os Grandes Iniciados – Ed. 1980 – Volume 3
na barca de Isis. ( ) Du.13 correntes psicofluídas envolvem o globo terrestre com unéis múltiplos como elétricas serpentes em perpétuo mo vimento. A uma, l\.1oisés chama lloreb, enquanto Orfeu cha ma-a Lrebo. Poderia chamar-se também força centrípeta, por qt1c tem o seu centro no interior da terra e a ela conduz tudo aquilo que se precipita em seu fluxo torrencial. f: o abismo das gerações, ·do desejo e da morte; a esfera de experimentação cha- .madn também pelas religiões de purgatório. Arrasta em seus remansos e torvelinhos todas as almas ainda sujeitas às paixõe5 . terrenas. À outra corrente Moisés denomina Y ona, e podería mos defini-la como força centrífuga porque nela sub jaz a po tencialidade de expansão, como na outra subjaz a de concen tração, e acha-se relacionada com todo o Cosmos. Por ela ascen dem as almas ao sol e ao céu, e por ·seu intermédio também fazem-se exeqüíveis as divinas influências. Por ela desceu Cris to, sob o símbolo da Pomba. Se os iniciados predispostos para a viagem cósmica por umn alma altamente evoluída houvessem sabido sempre alcan çar a corrente yona após a sua morte, a imensa multidão de almas enegrecidas pelos vapores da matéria dificilmente volta ria, sem abandonar penosamente de uma encarnação a outra a região de Horeb. O trânsito de Cristo pelos limbos crepusculares abriu uma brecha, perdurando em circuitos luminosos e franqueando de novo às· alrhas .perdidas, como aquelas do segundo· círculo do -inferno de Dánte, os caminhos celestes. Assim alumiaria a missão de Cristo, ampliando os limites da vida depois da morte, como ampiiara e iluminara a viela so bre a terra. (13) Esfa, bai·ca era, na realidade, o corpo etéreo do iniciado, que o hierofante sepa:ava do corpo fi.sico, arrastado pelo torvelinho da,s correntes astrais. · 114 Porém, o essencial de sua missão consiste em levar a cer teza da ressurreição espiritual ao coração dos apóstolos, que deveriam divulgar o seu , pensamento pelo mundo. Depois de , -ressuscitai' por si' mesmo, deveria ressuscitar neles e por eles, , para que este fato pairasse sobre toda a, história futura. A i'es-' surreição de Cristo deveria, ser tanto o penhor da ressurreição das almas -nesta -vida como de sua fé na outra. Por isso não bastava que · Cristo se manifestasse aos- seus, em visã:o astral durante o profundo sono. Necessitava mostrar se durante a vigília, no plano físico, e que a ressurreição tivesse para eles, sob certos aspectos, uma aparência material. E tal fenômeno, ainda que difícil para outros, podia ser facilmente realizado por Cristo, porque o corpo etéreo dos grandes Adeptos - e o de Cristo devia possuir uma vitali dade particularmente sutil e intensa - conserva-se durante muito tempo depois de acontecida a sua morte, perdurando na matéria uma parte do seu fluxo: basta que o Espírito a anime para, em determinadas condições, torná-la visível. A fé na ressurreição não nasce bruscamente nos apósto los; npenas deveria insinuar-se _neles como uma voz que per suade pelo bater do coração, como um sopro de vida que se comunic�. Apossa-se de sua alma como avança paulatinamente o dia depois de transcorrida a profunda noite. Tal é a aurora clara que se levanta sobre a cinzenta Pales tino. São gradativas as aparições de Cristo, visando surtir efei tos crescentes. Leves no princípio e fugidias como sombras,. aumentam a seguir em radiação e força. Mas como desapareceu o corpo de Jesus? Consumiu-o o. Fogo Original, sob o sopro das Potestades, como os <le Zoroas tro, Moisés e Elias, é tremeu por. isso a t�rra, Cl:líram por ·ter,ra os soldados, como descreve o Evangelista? Ou tornou-se e1e tão tênue, tão espiritualizado a ponto de despojar-se de_ toda . partícula material e fundir-se entre os elementos como urri- per-, fume na· água_; como o bálsamo no ar? Seja o que for,. 1ne<l.iante. maraviihosa al·quimia, diluiu-se -- na atinosferà a sua quintessên c.ia primorosa. Mas eis Maria Madalena, a que portava as essências, ven do no sepulcro vazio "dois anjos de semblantes radiosos e ves tes n í veas". Volta-se assustada e depara com um personagem que, sobressaltada, a princípio não reconhece e cuja voz pro nuncia-1he o nome: "Maria ... " Comovida até a medula, reco-
nhece o Mestre e atira-se a seus pés a fim de tocar-lhe a bainha da túnica. Porém Ele, como se temesse o contato impetuoso daquela de quem "afastara sete demônios" , diz: "Não me toques ... Vai e dize aos apóstolos que eu ressuscitei!" Aqui fala o Salvador à mulher apaixonada, à pecadora convertida em dedicada ao Senhor. Com uma palavra verte até o fundo do seu coração o bálsamo do Eterno Amor, porque sabe ser através da Mulher que alcançará a alma da humani� dade. Quando Jesus surge em seguida, secretamente, aos onze reunidos em uma casa de Jerusalém e entrevista-se com eles na Galiléia, o Mestre reúne seu rebanho eleito para a obra futura. No. patético crepúsculo de Emaús, o divino curandeiro de almas reacende a fé no ardente coração dos discípulos aflitos. Nas praias do lago de Tiberíades aparece a Pedro e a João, · preparando-os para a sua difícil missão. E quando por fim se mostra aos seus pela última vez so , bre a montanha da Galiléia, diz-lhes as palavras supremas: "Ide e pregai o Evangelho por todos os lugares! ... Eu estarei con vosco até o fim do mundo!" · É a solene despedida do Mestre e o testamento do Rei dos Arcanjos solares. Assim, o místico acontecimento da ressurreição; que deveria nascer sobre os apóstolos como tímida aurora, intensi fica-se, aclara-se, finalizando em um glorioso pôr-do-sol que consolida o seu pensamento eterno, envolvendo-o em sua púrpura suntuosa e profética. Uma vez mais, anos mais tarde, apareceria Cristo de uma maneira excepcional a Paulo, seu adversário, no caminho de Damasco, para convertê-lo em seu mais fervoroso adepto. Se as precedentes aparições de Cristo acham-se como que revestidas de uma atmosfera de sonho, possui esta um caráter histórico incontestável. Mais insólita do que as outras, possui uma radiação vitoriosa. Porém a quantidade de força nela apli cada equipara-se ao resultado pretendido. Porque desta visão fulminante sairia a missão do apóstolo dos gentios, o qual con verteria a Cristo a humanidade greco-latina e, através dela, todo o Ocidente. * * *
astro radiante promessa de um mundo vindouro, Como , flutua sobre a terra a densa bruma do horizonte, assim a res· surreição espiritual flutua sobre a obra perfeita de Cristo. e: sua necessária conclusão e seu corolário. s. Nem desterrado o ódio, nem o mal foram nem a dúvida, Não deve er· m espécie de f desaparecer ainda, pois são uma mento para a evo lução. Mas do ho· dorav coração ante nada poderá arrancar do mem a Esperança imortal. Por sobre os fracassos e as mortes, um coro inextingüível cantará através das eras: "Cristo ressus citou! Abriram-se os caminhos da terra e do céu!" 'FIM DE OS GRANDES INICIADOS
, GLOSSARIO A APOLO - Cristão-judeu de Alexandria. Adotou a Filosofia de Platão e, mais tarde, aderiu ao Cristianismo, tornando-se excelente intérprete das Escrituras. Deduz-se que tenha vivido no séc. I, em :E:feso. ÁRIAS - Nome dado às raças brancas da Ásia e da Europa e às mais antigas populações da lndia. B BóDI (Bohdi) - Agrupamento de sabedorias e onisciência no Budismo. Prega a libertação da alma dos vínculos do mun do e que tudo na vida é ilusão e vaidade. BRAMA (Brahma) - Deus supremo da antiga religião hindu, considerado criador do mundo, de todos· os deuses e de todos os seres. _, BRÂMANE - Sacerdote de Brama e, também, da casta supe rior da índia. D DOMINAÇÃO - Um dos nove coros de anjos; conjunto de anjos da quarta ordem. E ELÊUSIS - Cidade da Grécia onde, juntamente com Atena� ! realizavam-se as eleusínias, celebrações, mistérios, festas e cerimônias, estas de caráter oculto, em honra a vários deuses. ELOIM (plural; no singular é Eloa) - Possui vários signifi cados segundo estudos teológicos. Para uns, indica gran , deza; para outros, majestade; no singular significa o verdadeiro Deus. Usado também para se referir aos deuses de religiões politeístas, bem como a juízes ou reis, quando o verbo com que é empregado está no plural.
· - Deus dos grega E · ventos, segundo a mitologia . OLo EPIMETEU - Mitologia grega: filho de J ápeto e Climente. · Irmão de Prometeu. Ao abrir a caixa de Pandora, deixou escapar todas as dores do mundo. EPOPTA - Iniciado nos mistérios de Elêusis. t ESCULÁPIO - Nome com o qual foi adorado em Roma, ' ró séc. III a.C., Asclépio, Deus da Medicina, segundo a mit9:- · · · · logia grega. ESFINGE - Animal mitológico com corpo de leão e cabeça humana, que propunha enigmas aos viandantes e devorava aqueles que não os decifrassem. ESTÓICO - Seguidor do Estoicismo, doutrina filosófica de Zenão (séc. II a.C.) que pretendia tornar o homem insen sível a todos os males físicos e morais. F FARISEU - Partidário de uma antiga seita judaica, origfnátia de um século antes de Cristo. Exteriormente ostentavam religiosidade e santidade, mas escondiam hábitos deprava dos; observavam práticas religiosas mas esquecia:_1 o espí rito da Lei. IDUMEU - Habitante ou natural da Iduméia, na Palestina. L LEMURIANO - Relativo à Lemúria, continente que, supõe-se, teria existido ao sul da Ásia. LETES - Um dos rios dos infernos, segundo a mitologia gre ga, e cuja água possuía a propriedade de trazer o esqu��i mento da vida passada; o morto que n�le bebesse esque ceria os prazeres e as dores da vida terrestre. M MEDAS - Povos árias originários de Média, antiga região da ' , Ásia, ao sul do Mar Cáspio, e que hoje compreende o atual Irã. MACABEUS - Noine de uma família judia que dirigiu os destinos da Judéia após a sua independência, durante os séculos II e I a.e. Sua longa história é marcada sobretudo pela oposição ao paganismo, ao culto das divindades gre gas que pretendeu-se implantar na região em substituição ao judaísmo. MOABIT A - Habitante do antigo país de Moab. MISTÉRIOS - As religiões, de um modo geral, possuem dog mas que, em sua essência, são pos_tulados admitidos para a explicação de mistérios ou coisas aparentemente contra ditórias. No Cristianismo é admitido o Dogma da Santís sima Trindade, bem como o da Encarnação. A Grécia antiga, berço das narrações épicas, encenava e celebrava dramas que envolviam o ser humano e as divindades; entre os mais importantes estavam os de Dionísio, de Elêusis e de Samatrácia. N N{NIVE - Antiga cidade da Assíria, ao norte do Iraque, na margem oriental do Tigre, defronte à atual cidade de Mos sul. Foi tomada e destruída, por volta de 612 a.e., pelos caldeus e pelos medas. o OS1RIS - Deus mitológico do antigo Egito. Filho do Céu � da Terra, e marido de sua irmã Isis, foi assassinado pelo irmão Set. O filho Hórus vingou-lhe a morte, matando Set. Os deuses concederam-lhe imortalidade: segundo a · len�a, ele ressuscitava tod9 ,_ ano1, o que dava aos homen� uma certeza de ressurreição após a morte. p PÁLI - Língua derivada do sânscrito, falada no Ceilão e na índia; cânon dos livros sagrados budistas. PA TMOS - Ilha da Grécia, pertencente ao arquipélago do Dodecaneso, no Mar Egeu, ·e situada nas proximidades das costas da Turquia. Segundo a Historiografia Religiosa, foi em Patmos que o apóstolo João escreveu o Livro das Re velações ou Apocalipse.
sexto POTESTADE anjos do - Divindade; máximo poder; coro. r da PROM o iniciado ETEU - Considerado Mitologia grega: eiro o prim primeira construído civilização humana, teria e vida. mortal deu alma com terra e água, ao qual Atenas Céu para Burlando a o fogo do vigilânci roubou a de Zeus, u-o em entr_ega castigo, prende r aos homens. Zeus, como mil anos, uma montanha ficar por trinta , onde teria que crescia diaria um abutre fígado que lhe comendo-lhe o Prome mente. o abutre e salvou Hércule porém, matou s, teu. s SADUCEU - Adepto do saduceísmo, seita hebraica que nega· va a imortalidade a alma, crença contrária à seita dos d fariseus. SAMARITANO - Habitante ou natural da Samaria. SERAFIM - Anjo da primeira hierarquia ou do primeiro coro. SIMUM (ou Simun) - Vento muito quente que sopra na Áfri ca, do sul para o norte. SIN ó PTI COS - Denominação dada aos evangelhos segundo Mateus, Marcos e Lucas, em virtude das grandes seme lhanças encontradas na narração dos fatos.
11. T T AR TARO - Mitologia , g;egá-,: Abismo mais profundo ; do In ferno, para onde iam os deuses· vencidos e os heróis que haviam ofendido gravemente Júpiter. TRONOS - Um dos nove coros de anjos. TURÂNI O - Designação dada pelos árias às populações tur cas da Ásia Menor.
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.