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Capítulo 10 de 14
Os Grandes Iniciados — parte 10 de 14
Os Grandes Iniciados – Ed. 1980 – Volume 3
, percebe-se de Jerusalém Descendo das elevações estéreis sagrado que um sopro uma extensão desolada percorrida por -se por compreende surpreende o E, à primeira olhada, espírito. ali tiveram da terra que os religiosos s acontecimentos grande lugar. Uma elevada franja de vaporoso azul inunda o horizonte. São as montanhas de Moab, de cimos lisos e escalonados em domes e cúpulas. Porém, a grandiosa franja horizontal, perdida em nuvens de bruma e de luz, domina seu tumultuoso Oceano assim como a eternidade .domina o tempo. Incomparavelmente calvo, distingue-se o cume do monte Nebo, onde Moisés entregou sua alma a Javé. Entre os abruptos picos de Judá e a imensa cordilheira de Moab estende-se o vale do Jordão, árido deserto margeado por pradarias e pomares. Na parte oposta, divisa-se o oásis e Jericó, com suas pal d meiras e seus vinhetas, altos como plátamos, e o tapete de relva que ondula na primavera, salpicado por anêmonas vermelhas. · Corre o Jordão, aqui e ali, entre dunas e areias brancas, para ., perder se no Mar Morto. E este surge como um triângulo azul entre os elevados promontórios de Moab e de Judá que se com primem sobre ele como que para melhor abrigá-lo. Em torno do lago maldito que, segundo a tradição bíblica, cobre Sodoma e Gomorra, tragadas por um abismo de fogo, reina um silêncio de morte. Suas águas salgadas e oleosas, car regadas de asfalto, matam tudo o que banham. Nenhum vela o navega, nenhum pássaro o cruza. Sobre os seixos de suas praias áridas, nada mais se encontra além de peixes mortos ou brancos esqueletos de aloés e sicômoros. E, contudo, a superfície desta massa líquida, cor de lazu Iita, é um espelho mágico. Varia incessantemente de aspecto, como um camaleão. Sinistro e plúmbeo durante a tempestade, abre ao sol o límpido azul de suas profundezas e reflete, em imagens fantásticas, as colossais arquiteturas dos montes e as formas das nuvens. E o lago da morte se transforma no lago das visões apocalípticas. Este vale do Jordão, tão fértil em outros tempos, devas tado na atualidade, termina na angústia do Mar Morto, como um inferno sem saída. Parece um lugar distante do mundo,
cheio de espantosos contrastes. Natureza vulcânica, frenetica mente perturbada pelas potestades produtivas e destrutivas. O voluptuoso oásis de Jericó, regado por fontes sulforosas,. parece ultrajar, com seu sopro tépido, os transtornados montes: de formas demoníacas. Aqui mantinha o rei Herodes o seu harém e os ·seus palácios, enquanto que ao longe, nas cavernas de Moab, troavam as vozes dos profetas. As pegadas de Jesus,. gravadas naquela solo, fizeram calar os últimos extertores das urbes infames. É uma região marcada pelo sinal despótico do, Espírito. Tudo ali é sublime: sua tristeza, sua imensidão e seu silêncio. Morre a palavra humana porque se fez apenas para a. palavra de Deus. Compreende-se que os essênios tenham escolhido para o, seu retiro o mais distante extremo do lago, ao qual chama a Bíblia de "Mar Solitário". En-Gaddi é um estreito patamar semicircular situado ao pé de um escarpado de trezentos me tros, sobre a costa ocidental da Asfáltida, junto aos montes de· Judá. No primeiro século da nossa era, ·viam-se as residências. dos terapeutas construídas com terra seca. Em um estreito bar- ranco cultivavam o gergelim, o trigo e a uva. Passavam a maior parte de sua existência entre a leitura e a meditação. Ali foi Jesus iniciado na tradição profética de Israel e nos concílios dos magos da Babilônia e de Hermes sobre o Verbo, Solar. Dia e noite, o predestinado Essênio lia a história de Moisés e dos profetas, porém somente por intermédio da medi tação e da iluminação interior que nele se tornaram maiores. alcançou a consciência de sua missão. Quando lia as palavras do Gênesis, ressoavam nele como, o harmonioso troar dos astros rodando em suas esferas. E esta· palavra criou as coisas, em quadros imensos: "Eloim disse: Faça-se a luz! E a luz se fez. - Eloim separa a Luz das Tre-· vas." E via Jesus nascer os mundos, o sol e os planetas. Porém, uma noite, quando aproximava-se já dos trinta anos, foi tomado de assalto, enquanto dormia em sua gruta,, pela visão de Adonai, que não lhe aparecia desde a sua infân cia. . . Então, com a rapidez do raio, lembrou que mil anos: antes fôra o seu profeta. Sob a torrente ígnea que o invadia ) compreendeu que ele, Jesus de Nazaré, foi Zoroastro, sob os. cumes do Albordj. Entre os árias, fôra o profeta de Ahura Mazda. à terra para reafirmá-lo? Regozijo, glória Voltava , felici ... Vivia e respirava na mesma Luz! Que nos·sa dade inaudita missão lhe confiava o temível Deus? Seguiram-se semanas de embriaguez silenciosa e concen Logo, de trada nas quais revivia o Galileu a sua vida passada. lineou a visão como que de uma nuvem no abismo. E pareceu lhe então que abrangia os ·séculos transcorridos desde a sua morte com Isto causou-lhe uma dor os olhos de Ormuz-Adonai. aguda. Como a pintura tremulante de um quadro imenso, escoou-se diante dele a decadência da raça ária, do povo judeu Contemplou seus vícios, dores e cri e dos países greco-latinos. mes. Viu a terra abandonada dos Deuses. Porque a maioria dos antigos Deuses haviam abandonado a humanidade perver tida e o Insondável, o Deus-Pai, achava-se demasiadamente dis tante da pobre consciência humana. E o Homem, pervertido, degenerado, morria sem conhecer a sede dos Deuses ausentes. A Mulher, que precisava ver Deus por intermédio do Homem, morria ao necessitar de Herói, de Convertia-se em vítima ou cortesã, como Mestre, de Deus vivo. a sublime e trágica Mariana, filha dos Macabeus, que quis, com imenso amor, o tirano Herodes e encontrou apenas o ciú ... me, a desconfiança e o punhal assassino E o Mestre Jesus, vagando sobre os escarpados de En Esta voz den Gaddi, ouvia a distante pulsação rítmica do lago. sa que se amplificava repercutindo nas cavidades das rochas, como um vasto gemido de mil ecos, parecia então o grito da maré humana elevando-·se até Adonai para reclamar-lhe um ... profeta, um Salvador, um Deus E o antigo Zoroastro, transformado no humilde Essênio, Desceria o Rei dos Arcanjos solares também evocava o Senhor. ... para ditar-lhe sua missão? Mas ele não descia E, em lugar da visão esplendorosa, uma negra cruz apare cia-lhe na vigília e no sono. Interna e externamente, pairava ante ·sua presença. Acompanhava-o na praia, seguia-o sobre os grandes escarpados, erguia-se na noite como sombra gigantesca entre o Mar Morto e o estrelado céu. Quando interrogava o impassível fantasma uma voz res , pondia do fundo de si mesmo: -Ergueste teu corpo sobre o altar de Adonai, como áurea ar-se Agora o teu Deus te reclama para manifest e ebúrnea lira.
aos homens. Ele te procura e te reclama! Não escaparás! Ofe rece-te em holocausto! Aceita a tua cruz! E Jesus tremia dos pés à cabeça. · • • .. • • • • • 9 • e e • 1 • • • 1 • • 9 1 e I e 1 1 1 1 1 1 e 1 1 1 1 e • • e I e 1 • • 1 • • 1 • 1 1 1 Na mesma época, murmúrios insólitos puseram em guarda os eremitas de En-Gaddi. Dois essênios que voltavam do Jor dão anunciaram que João Batista pregava o arrependimento dos pecados às margens do rio, em meio a uma multidão imensa. Anunciava o Messias, dizendo: "Eu vos batizo com a água. Aquele que virá vos batizará com o fogo." E a inquietação pro-· pagava-se por toda a Judéia. Certa manhã, passeava o Mestre Jesus pela praia de En-.. Gaddi com o centenário patriarca dos essênios. Disse Jesus ao chefe da confraria: -João Batista anuncia o· Messias. Quem será? O ancião contemplou durante longo momento o grave dis . cípulo e disse: Por que perguntas se tu já o sabes? -Quero ouvir dos teus lábios. -Pois bem, serás tu. Nós te preparamos durante dez anos. A luz se fez em tua alma, mas falta ainda a manifestação do desejo. Consideras-te pronto? Ouvindo-o, Jesus estendeu os braços em forma de cruz e baixou a cabeça. Então, o velho terapeuta prostrou-se ante seu discípulo. e beijou-lhe os pés, inundando-os com uma torrente de lágrimas, enquanto dizia: -Sobre ti, pois, descerá o Salvador do mundo. Submergido em terrível pensamento, o Essênio consagrado ao magno sacrifício deixou-o agir sem qualquer movimento. Quando o centenário levantou-se, Jesus disse: -Estou pronto. Olharam-se mais uma vez. Igual luz e idêntica resolução brilhavam nos olhos úmidos do mestre e no ardente olhar do discípulo. - disse o ancião - João te espera ao Jordão, -Vai nome de Adonai! Vai, em para o batismo. partiu acompanhado de dois jovens Jesus , E o Mestre essênios. * • *
João Batista, em quem Cristo quis logo reconhecer o pro f eta Elias, representava então a derradeira encarnação do anti go profetismo espontâneo e impulsivo. Nele, ainda, rugia um daqueles ascetas que anunciaram aos povos e aos reis as vinganças do Eterno e o reinado da justiça, impelidos pelo Espírito. Comprimia-se em torno dele, qual uma onda, heterogênea multidão, composta de todos os elementos da sociedade de então, atraída por suas palavras poderosas. Eram fariseus hos tis, samaritanos entusiastas, andarilhos cândidos, soldados de Herodes, barbudos pastores idumeus com seus rebanhos de ca bras, árabes com seus camelos e ainda cortesãs gregas de Séfo ris, atraídas pela curiosidade, em suntuosas liteiras com seu séquito de escravas. Chegavam todos com sentimentos diversos para "escutar a voz que repercutia no deserto". Fazia-se batizar o que assim o quisesse, mas não se considerava isso um entretenimento. Sob a palavra imperiosa, sob a mão rude do Batista, per .. manecia-se submergido durante alguns segundos nas águas do rio. E saía-se purificado de toda mácula e como que transfigu rado. Porém, quão difíceis eram aqueles momentos! Durante a prolongada imersão, corria-se o risco de perecer afogado. A maioria acreditava morrer e perdia os sentidos. Dizia-se que alguns, efetivamente, haviam morrido. Mas isso não fazia senão aumentar ainda mais o interesse do povo pela perigosa ceri mônia. Naquele dia, a multidão acampada em torno da curva do Jordão, onde João pregava e batizava, estava inquieta. Um ma ligno escriba de Jerusalém, instigado pelos fariseus, havia pro vocado um tumulto, dizendo ao homem vestido de pele de carneiro: -Faz um ano que nos anuncias o :rv1essias que transfor mará os poderes da terra e restabelecerá o reino de Davi. Quan do virá? Onde está? Quem é? Mostra-nos o Macabeu, o rei dos judeus! Somos muitos, em número e em armas. Se és tu, dize nos e guia-nos ao combate dos sabres, ao palácio de Herodes ou à Torre de Sion, ocupada pelos romanos. Dizem que és Elias. Pois bem, conduze a multidão! ... Lançaram-se gritos, brilhavam lanças. Uma vaga ameaça ntusiasmo e de cólera impeliu a turba em dora de e direção ao profeta.
Diante desta revolta elevou-se João acima dos amotinados, , com seu rosto barbudo de asceta e de leão visionário, e gritou: - Para trás, corja de chacais e de víboras! O raio de Jeová vos ameaça! E na manhã daquele dia emanaram vapores sulf orosos do Mar Morto. Uma nuvem negra cobriu todo o vale do Jordão, envolto em trevas. Um trovão retumbou na distância. Aquela voz do céu, que parecia responder à voz do· pro feta, a turba, intimidada por supersticioso temor, retrocedeu, dispersando-se no acampamento. Em um abrir e fechar de olhos fez-se o vazio em torno do irado profeta, até ficar ele comple tamente só junto à profunda enseada onde o Jordão simula um broche enlaçado de tamarindos, canaviais e aroeiras. Ao cabo de um momento, o céu clareou no zênite. Uma leve bruma semelhante a difusa luz estendeu-se sobre o vale, ocultando os topos e deixando apenas descobertas as faldas das montanhas, tingindo-as com reflexos cor de cobre. João viu chegar três essêniós. A nenhum conhecia, porém reconheceu a ordem à qual pertenciam por suas vestes brancas. O mais jovem dos três dirigiu-se a ele, dizendo: - O patriarca dos essênios roga a João, o profeta, que administre o batismo ao nosso irmão eleito, ao Nazareno Jesus, sobre cuja testa jamais se pôs qualquer marca. -Bendito seja pelo Eterno! Que entre na onda sagrada! -àisse João, cheio de respeito ante a majestade do desconhecido, de elevada estatura, belo como um anjo e pálido como um morto, que caminhava em sua direção com os olhos baixos. Sem dúvida, não se dava conta ainda o Batista do sublime Mistério do qual ia ser o oficiante. Titubeou por um instante o Mestre Jesus, antes de pene trar no lago formado por leve remanso do Jordão. Em seguida, submergiu resolutamente e desapareceu sob as águas. João estendia sua mão sobre a limosa massa líquida mur murando as palavras sacramentais. Na margem oposta, toma dos de mortal angústia, os dois essênios permaneciam imóveis. Não era permitido ajudar o batizado a sair da água .. Acre ditava-se que um eflúvio do Divino Espírito penetrava nele gra ças à mão do profeta e à água do rio. A maioria saía estimu lada da prova. Alguns morriam e outros enlouqueciam como possessos. A estes chamava-se endemoninhados.
Por que demorava Jesus a sair do Jordão, cujo sinistro remanso continuava borbulhando no local fatídico? Naquele momento, no silêncio solene, tinha lugar um acon tecimento de transcedência incalculável para o mundo. Ainda que o tenham presenciado milhares de invisíveis testemunhas, apenas o viram quatro pessoas sobre a terra: os dois essênios, o Batista e o próprio Jesus. · Três mundos notaram· como que o riscar de um raio pro veniente do mundo espiritual, que atravessou a atmosfera astral e a terrestre atf repercutir no físico mundo humano. Os terre nos atores daquele drama cósmico foram afetados . de diversas 1naneiras, ainda que com idêntica intensidade. O que se passou _ desde o primeiro momento na consciên cia do Mestre Jesus? Uma sensação de afogamento na imersão, . terrível. O corpo etéreo se desprende seguida de uma convulsão violentamente do invólucro físico. E durante alguns segundos toda a vida passada se amontoa em um caos. Em seguida o , alívio imenso e a escuridão da inconsciência. O Eu transcedente, a alma imortal do Mestre Jesus, aban donou para sempre o seu corpo físico, submersa outra vez na aura solar que a absorvia. Porém, simultaneamente, por um movimento inverso, o Gênio Solar que chamamos Cristo se apodera do abandonado corpo e dele toma posse até a medula, para animar com nova chama esta lira humana preparada durante centenas de gera ções. e· pelo holocausto do seu profeta. Foi este . acontecimento o que fez fulgurar o céu azul com o resplendor de um raio? Os dois essênios contemplaram, ilu minado, todo o vale do Jordão. E ante sua ofuscante claridade, cerraram os olhos como se houvessem visto um esplendoroso Arcanjo precipitar-se no rio, a cabeça baixa, deixando atrás de si miríades de espíritos, como um rastro de chamas. O Batista nada viu. Aguardava, com profunda angústia, o reaparecimento do submerso. Quando por fim o batizado saiu da água, um calafrio sagrado percorreu o corpo de João, por que do Essênio parecia jorrar a luz, e a sombra que havia tol dado o seu semblante se transformara em majestade serena. Um resplendor, uma doçura tal emanava do seu olhar que, em instan um te, o homem do deserto sentiu que desaparecia toda a amargura de sua vida.
Quando, ajudado por seus discípulos, Jesus tornou a ves tir o manto dos essênios, fez ao profeta mercê de sua bênção e despedida .. , João então, tomado de súbito transporte, viu a imensa auréola que flutuava em· torno do corpo de Jesus. E� seguida, sobre sua cabeça, milagrosa aparição!, viu pairar u a � pomba de incandescente luz semelhante à prata fundida ao sair do crisol. Sabia João, pela tradição dos profetas, que a Pomba Yona simboliza, no mundo astral, o Eterno-Feminino celeste, o Mis tério do amor divino, fecundador e transformador de almas o , que os cristãos chamariam Espírito Santo. Simultaneamente, ouviu, pela segunda vez em sua vida, a Palavra primordial que ressoa nos profundos do · ser e que o havia· impelido, no passado, em direção ao deserto, como o toque de uma trombeta. Agora retumbava como um trovão melodioso.· Seu significado era: "Eis o meu filho bem-amado:
criei-o neste momento/' { ) Somente então compreendeu João que Jesus era o Messias predestinado. Viu como se afastava, malgrado seu. Seguido por seus dis cípulos, atravessou Jesus o acampamento, onde pululavam, mis turados, camelos, asnos, liteiras de mulheres e rebanhos de ca bras, elegantes seforianas e rudes moabitas, espalhados e:n.tre a heterogênea multidão. Quando Jesus havia já desaparecido, acreditou João ver ainda pairar no ar a auréola sutil cujos raios se projetavam na distância. Então o profeta entristecido sentou-se sobre um monte de areia e ocultou o rosto entre as mãos. Caía a noite com sereno céu. Excitados pela atitude hu , milde do Batista, os soldados de Herodes e os andarilhos con duzidos pelo emissário da sinagoga acercaram-se do rude pre gador. Inclinado sobre ele, o astuto escriba disse com sarcasmo: Vamos ver. Quando nos vais mostrar o Messias? (6) P ler esta última alusão no primitivo Evangelho ode-se he breu - e nos antigos· textos sinópticos. Mais tarde foi' substituida pela que agora se lê: "Este é o meu Filho muito amado, em quem depo sitei todo o. meu afeto", o que aparece como vã repetição. _ _ É necessário acrescentar que, no sagrado simbolismo, nestá. oculta ·escritura · adaptada aos Arquétipos do mundo espiritual, a simples presença da mística Pomba no batismo de João indica a encarna ção de um Filho de Deus.
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.