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Capítulo 8 de 17

Parte 8 de 16

Magnetismo Curativo – Volume 1 · Alphonse Bouvier

É provável que a atitude tomada inconscientemente pela doente desde que caía sob a influência magnética fosse indispensável à migração das correntes e que a catalepsia da parte superior do corpo e dos membros, suspendendo a vida nestas partes, favorecesse a centralização dos espíritos vitais sobre os rosários fibrosos que invadiam a bacia, porque tendo estes rosários experimentado um deslocamento notável sob o esforço tentado pela natureza, coincidiu que cessasse toda a ginástica orgânica. 2o caso – Sr. Pe R..., 61 anos: dores muito vivas no joelho direito e na coxa, em conseqüência de uma fratura antiga do fêmur, a qual havia determinado perturbações musculares e uma periostite. No fim de algumas semanas de tratamento magnético, fortes contrações musculares se produzem na coxa, e aos poucos toda a perna e corpo experimentam violentos abalos sob a influência das ações à distância, praticadas mesmo a muitos metros. Esse fenômeno se renova em cada sessão durante uns quinze dias, depois desaparece progressivamente, ao mesmo tempo em que se manifesta uma melhora notável no estado do doente. Essa ginástica orgânica, sobrevindo tão inopinadamente e do mesmo modo desaparecida, tinha evidentemente favorecido, por uma migração terapêutica das forças, o reatamento regular das correntes no membro doente e feito cessar um estado nervoso congestivo que a inflamação dos tecidos contribuía para entreter. 123.

Os numerosos exemplos que precedem, e que poderíamos multiplicar indefinidamente, demonstram com evidência que, às vezes, o organismo provoca espontaneamente os movimentos e as atitudes próprias a secundarem o esforço vital das correntes desenvolvidas pela ação magnética. Cumpre, portanto, não somente favorecer de todas as maneiras o desenvolvimento desses fenômenos quando eles se apresentam, como ainda procurar em certas circunstâncias (imitando neste ponto as obras da natureza), dar ao corpo do doente as atitudes mais convenientes para abreviar a cura. Essas atitudes e esses movimentos exercem artificialmente uma influência sobre os órgãos e sobre as funções que, por seu turno, imprimem aos tecidos modificações sensíveis. Ora, como a última palavra de toda modificação a imprimir ao organismo, por um agente terapêutico qualquer, é uma evolução vital, a arte de curar reside principalmente na arte de secundar os movimentos vitais ou organo-biológicos, mais apropriados à resolução das desordens da economia. É o que, já em 1848, previa o Dr.

Bonnet, professor de clínica cirúrgica em Lyon, preconizando, como o primeiro passo a dar no caminho da terapêutica, o tratamento das enfermidades pelo exercício das funções. 124. De todos os agentes suscetíveis de despertarem as ações organo-biológicas pelas quais a máquina humana funciona, desenvolve-se, entretém-se e repara-se, a força nervosa magnética é efetivamente o agente que melhor procede no tratamento das moléstias, não somente pelo exercício das funções, como por seu equilíbrio. Claude Bernard, o célebre fisiologista, em suas investigações experimentais acerca do grande simpático, mostra, pelo fato seguinte, as metamorfoses que podem sofrer os tecidos vivos sob a influência especial do sistema nervoso. Experiência: Estando o paciente colocado numa atitude tal que toda a região abdominal fique em grande tensão, achando-se, por exemplo, a parte superior do corpo deitada um pouco para trás, com os braços levantados e bem estendidos, o operador se coloca diante dele, leva um dedo à cicatriz umbilical, formando os outros dedos um ponto de apoio, e por uma leve pressão vibratória perpendicular ao plano do corpo e continuada durante dez ou quinze segundos, comunica aos gânglios do grande simpático as vibrações do dedo. Depois de um tempo de repouso igual ao da ação, ele repete três vezes o mesmo movimento.

O efeito imediato desse movimento é provocar um pequeno aumento de calor às partes sobre as quais se distribuem as ramificações do nervo simpático e regularizar as funções naturais da região mesentérica. Esse movimento de enervação do grande simpático parece eminentemente útil para a resolução das diáteses mórbidas, especialmente das moléstias crônicas, nas quais observou-se a perturbação habitual das funções desse nervo. Se se proceder a um cortejo dessa experiência tentada pelo grande fisiologista, da aplicação do movimento artificial à terapêutica, com os fenômenos de movimento natural espontaneamente desenvolvidos nas curas citadas mais acima (122), não se pode deixar de constatar uma singular concordância, que não permite dúvida alguma acerca da imutabilidade dos meios empregados pela natureza, a fim de restabelecer o equilíbrio das funções. 125. Os processos artificiais mais apropriados para favorecerem ao organismo humano a migração terapêutica das forças são as atitudes e os movimentos. 126. As atitudes variam conforme cada caso particular: só a prática e a experiência podem guiar o operador na escolha da atitude que convém melhor ao paciente; ele o faz conservar sentado, deitado ou de pé, fá-lo levantar, estender ou encolher os membros, inclinar o busto para a direita ou a esquerda, etc.

Os braços, fortemente levantados para o ar por cima da cabeça, sustam o corrimento do sangue nas hemorragias nasais e favorecem a emissão das urinas nas retenções. Durante a marcha de um destacamento de tropas, no mês de julho, vinte e oito epistaxes, dentre elas algumas muito abundantes, sobrevieram sob a influência de uma insolação prolongada. Sem tirar nenhuma peça do uniforme do soldado e sem interromper a sua marcha, levantavam-se-lhe bruscamente os braços, fazendo-se-lhe conservar erguida a cabeça, direito o corpo, juntas as mãos por cima do boné, recomendando-se-lhe que só respirasse pela boca. Se o sangue não corresse senão por uma narina, bastava levantar o braço correspondente, sustentando o outro a espingarda: a hemorragia cessava com uma rapidez admirável. (Gazette hebdomadaire de médecine et de chirurgie de Paris, 1885) Existia na China um método de medicina muito antigo, chamado Cong-fou, espécie de ginástica médica, que consistia em três partes essenciais: 1o) as diversas posições do corpo; 2o) a arte de variar-lhes as atitudes; 3o) a arte de variar as inspirações e as expirações durante o tempo dessas posições e atitudes. Os físicos chineses explicavam deste modo os resultados que se podiam tirar das posições e das atitudes do corpo: A posição horizontal diminui o obstáculo da gravidade e por conseqüência, é mais favorável à circulação.

A de estar em pé, deixando à ação da gravidade toda a sua resistência, é menos favorável à circulação. Pela mesma razão, conforme conservam-se os braços, os pés e a cabeça levantados, inclinados ou encurvados, modifica-se de uma certa maneira a circulação. O que retarda a circulação em um ponto dá-lhe mais força em outros. Quanto mais embaraçada está a circulação num lugar, tanto mais aumenta a sua impetuosidade quando desaparece o obstáculo. Segue-se daí que as diversas atitudes do Cong-Fou, sendo bem dirigidas, devem operar um desprendimento salutar em todas as moléstias que provém de uma circulação embaraçada, retardada ou mesmo interrompida. (Dally) 127.

Os movimentos se dividem em três classes: movimentos ativos, semi-ativos e passivos. 128. Os movimentos ativos são produzidos sob a influência da própria vontade da pessoa que os executa com ou sem aparelhos: exercícios ginásticos livres ou exercícios com pesos, maças, etc. 129. Os movimentos semi-ativos consistem em o paciente executar um movimento, enquanto o operador opõe resistência e procura impedi-lo, ou vice-versa, enquanto o operador executa um movimento e o paciente resiste-lhe. A resistência também pode ser produzida por maquinismos. 130. Nos movimentos passivos ou comunicados, toda a ação procede do operador, não devendo o paciente opor resistência alguma.

Os movimentos passivos podem variar de mil maneiras, conforme os casos especiais que se apresentam: pode-se empregar a ação isolada ou as ações combinadas da pressão, do choque, da vibração, da oscilação, da abducção, da adução, da flexão, da extensão, da rotação, da torção ou do atrito. 131. As atitudes e os movimentos passivos são os que melhor correspondem à ação magnética; porque neste modo de aplicação do movimento, o paciente sofre passivamente o efeito da impulsão dirigida ou comunicada. Tão somente o operador deve dirigir todos os seus cuidados à regularização da intensidade da impulsão que comunica ao paciente, a fim de evitar-lhe qualquer excesso nocivo de fadiga. Cumpre excluir dessas manipulações artificiais qualquer rudeza, ou violência, as quais teriam um duplo resultado pernicioso, o de embaraçar a ação das correntes e o de fazer perder ao próprio operador, por um emprego exagerado das forças musculares, uma parte notável de seu poder irradiante.

Em todos os seus atos, o operador deve compenetrar-se deste princípio: nenhuma ação estranha se pode substituir à do organismo, e a máquina humana, em uma série ininterrupta de ações e de reações fisiológicas, químicas, físicas e mecânicas, coordenadas na unidade do seu ser e de sua existência, segrega por si mesma os seus líquidos, renova incessantemente as suas partículas elementares, os seus tecidos, as suas formas, os seus aparelhos; ela própria elimina o que é nocivo ao jogo regular e normal de suas funções, conserva-se a si própria e por si mesma repara com os seus movimentos as desordens que acaso existam em uma de suas partes ou de todas.(Dally) Espectador do admirável trabalho da natureza, que o seu poder de emissão irradiante despertou e pôs em prática, o operador deve limitar-se a seguir do melhor modo esse trabalho em todos os seus desenvolvimentos, sem procurar embaraçá-lo por uma intervenção mal feita e violenta, um açodamento intempestivo.

Os massagistas profissionais se conformam raramente com as sábias e producentes prescrições de que acabamos de falar, suas pressões se exercem invariavelmente da periferia para o centro, com a idéia de que é na direção das veias e dos vasos linfáticos que devem ser dirigidos os derrames para que possam ser reabsorvidos. Chamam a isso “fazer uma limpeza na direção do esgoto coletor.” A mão deles, substituindo mecanicamente o fluxo vital, que efetivamente domina todo o movimento circulatório, intervém na maioria das vezes com uma violência antes perturbadora que benéfica. Entre os raros práticos que compreendem a sua arte sob o ponto de vista verdadeiramente fisiológico, há sobretudo um a quem pessoalmente tive ocasião de apreciar, como seguindo, na minha opinião, as melhores tradições. É o Sr. Armando Voisel, muito conhecido em Paris, o qual, numa interessante comunicação feita ao Congresso Internacional de Magnetismo, em 1889, dizia, a propósito da massagem: “Há duas ações distintas na massagem, uma física e outra vital.

Não é, como se acredita, na força desenvolvida que reside o agente curador principal: é no efeito dinâmico.” 132. Nos velhos, por uma ação combinada do magnetismo e dos movimentos passivos, consegue-se ativar suficientemente os fenômenos de combustão lenta, de renovação molecular e de eliminação excrementícia, de modo a retardar a incrustação mineral dos ossos, das membranas e dos tecidos, e desta maneira se favorece sua longevidade; mas, onde as atitudes e os movimentos, congraçados com arte, prudência e constância na ação magnética, podem produzir maravilhosos efeitos, é no organismo dos meninos em período de crescimento. Se, em vez de tratar dos desvios de crescimento por meio de aparelhos de extensão forçada, parafusos de compressão, sapatos ortopédicos e espartilhos metálicos, se fizesse apelo às forças vitais e à tendência natural do organismo para a saúde, evitar-se-iam certamente muitas deformidades, que sem isso se tornam incuráveis para sempre.

A ortopedia, tal como está hoje compreendida, é uma verdadeira aberração do espírito humano, porque, por sua ação antifisiológica e seus aparelhos de compressão forçada, ela coloca os órgãos em condições tais, que, em lugar de convergirem para ali o movimento e a vida que lhes é indispensável, imobiliza-os, produz novas retrações musculares, aumenta as que existiam, e, pela persistência de um mesmo ponto de apoio, enfraquece e deteriora em vez de fortificar e curar. Em organo-mecanismo, pelo contrário, a mão do operador escolhe, na produção do movimento, os seus pontos de apoio por toda parte em que são necessários, e sempre momentaneamente, de sorte que não há um ponto do organismo, quer no interior, quer no exterior, que se não possa deste modo, em virtude das leis da natureza, chamar às condições de força e de harmonia.

(Dally) Combina-se às vezes a ortopedia com as manipulações; porém, por mais que se faça, como os agentes auxiliares nada podem sem a ação magnética para fortificar os centros de enervação do organismo, acontece geralmente que tem um êxito negativo qualquer meio artificial empregado só.

Efetivamente, de que modo uma medula espinhal ou um cerebelo, afetados profundamente pela cloro-anemia ou a escropula, poderiam dar origem a nervos sãos e que funcionem regularmente? É portanto preciso, antes de tudo, reforçar as fontes da motilidade, equilibrar a vida de relação e a vida vegetativa, de maneira que uma não sobrepuje a outra, e é tão somente à ação magnética, precedendo toda a espécie de manipulações artificiais, que se deve pedir a realização integral do fenômeno vital. Por uma ação combinada sobre a enervação geral, consegue-se muitas vezes chamar à vida e ao movimento os músculos afetados de paralisia. Por ações especiais sobre a região abdominal, conseguese também combater com êxito certos estados cloróticos, devidos a uma inação muito grande ou à compressão do ventre quer pelo espartilho, quer por uma atitude habitualmente encurvada sobre o abdome: enfim, curam-se desse modo a constipação do ventre, hipocondria, hérnias, e particularmente todas as afecções devidas a perturbações intestinais ou a alterações do sistema da veia-porta. CAPÍTULO IX Das insuflações Ação curadora e vivificante do sopro.

– Insuflações quentes, sua ação tônica e ativa. – Tratamento das obstruções, ingurgitamentos, síncopes, asfixias. – Exemplos de ressurreições operadas pelo sopro. – O sopro é um dos meios mais seguros de auscultação. – Insuflações frias, sua ação refrigerante e dispersiva. 133.

O sopro traz consigo a vida: é uma emanação pessoal ativa. A insuflação deve, portanto, ter uma ação curadora. Tem um efeito bastante poderoso. Os efeitos benéficos da insuflação foram observados em todas as épocas, como os do tocar, e desde os primeiros tempos do renascimento do magnetismo o sopro foi assinalado como um dos meios magnéticos mais ativos. Em alguns pacientes, diz o Sr. de Jusieu, em seu sábio e judicioso relatório ao rei, o calor, insinuado no estômago pelo sopro, espalhava-se prontamente por todo o corpo e determinava ligeira umidade e suores.

Emprego, diz o Sr. de Bruno, um processo dilatador, calmante e fortificante: é o sopro quente sobre a parte irritada e onde as dores são muito vivas. Sirvo-me do sopro em várias circunstâncias, e sempre o emprego com êxito. (Aubin Gauthier). 134. A insuflação é quente ou fria. Aquece e é ao mesmo tempo tônica, dilatadora, dissolvente e calmante. A fria é refrigerante.

Uma ativa as correntes e carrega, a outra rompe as correntes e desprende. 135. Para soprar quente, coloca-se sobre a parte do corpo em que se quer ativar um pano dobrado em quatro, como um lenço (lã, linho ou algodão), mas a flanela branca é preferível. Aplica-se a boca sobre esse pano, e armazenando bastante ar, sopra-se uma expiração muito lenta e o mais prolongada possível, sem empregar contração nem força. Quando se tem chegado ao fim da expiração e sente-se que vai faltar o sopro, levanta-se a boca, aspira-se algum tempo o ar para encher os pulmões; depois deste processo, coloca-se de novo os lábios no pano, e começa-se outra insuflação. Assim continua-se tendo cuidado, no intervalo de cada insuflação, de nunca abastecer-se de ar conservando os lábios apoiados no pano: além do perigo de absorções mais ou menos nocivas para o operador, esta maneira de proceder poderia, até certo ponto, prejudicar o efeito propulsivo que é o caráter especial da insuflação.

É também necessário não soprar quente diretamente sobre a pele, depondo nela os lábios sem um isolador: além do mau efeito que podem produzir os contatos que a decência exclui, a insuflação quente prolongada não tem efetivamente toda a sua ação senão quando é praticada através de um corpo permeável intermediário; a espessura das roupas e das cobertas favorece-a em vez de lhe ser nociva. 136. Entretanto, pode-se às vezes exercer uma ação quente pelo sopro sobre certas partes que as conveniências permitem insuflar diretamente, tais como os dedos, as mãos, os braços, os olhos, algumas articulações, o alto da cabeça. Pode-se então soprar diretamente sem empregar nenhum pano intermediário. Neste caso, faz-se a insuflação na distância de alguns centímetros, sem pousar os lábios, e, em vez de uma longa expiração, faz-se expirações curtas e sucessivas, como quando, por ocasião dos grandes frios, procura-se reaquecer os dedos, a fim de evitar-se a dormência. Essas insuflações quentes à distância são mais dilatadoras e calmantes que as primeiras.

Empregam-se principalmente com vantagem em todos os estados congestivos sanguíneos ou purulentos, panarícios, moléstias suspeitas, tersóis, queimaduras, fluxões e enxaquecas. Tive ocasião de obter um dia sobre mim mesmo uma prova bastante concludente acerca do efeito benéfico dessas insuflações à distância: Há cerca de vinte anos, estando junto à minha lareira, tive o descuido, ao tomar uma xícara de chá, de derramar todo o conteúdo dela, queimando-me completamente na parte dorsal da mão esquerda. Sobreveio-me a idéia de tirar deste pequeno incidente uma experiência e, dividindo em duas partes iguais por um risco de lápis a superfície da queimadura, pus-me durante toda a tarde e com perseverança, a soprar uma das metades, tapando a outra com um cartão e deixando-a entregue a si própria. No dia seguinte pela manhã, verifiquei que até ao limite traçado a lápis, a epiderme da parte insuflada na véspera não tinha nenhum traço de queimadura, enquanto que, a partir deste limite, o mal havia seguido o seu curso e a epiderme da parte não insuflada estava tumefata. Esta prova parece-me concludente. 137.

As insuflações quentes têm um grande efeito sobre as articulações, sobre o alto da cabeça, o cerebelo, as têmporas, os olhos, as orelhas, o coração, o epigástrio, o baço, o fígado, a coluna vertebral e os rins. Combatem as obstruções, os ingurgitamentos, as síncopes, as asfixias, as dores do estômago, as cólicas hepáticas ou nefríticas, as enxaquecas, as afecções glandulosas, a catalepsia, a letargia, as dores de ouvido, a surdez, as supressões, etc. Favorecem o movimento circulatório de todos os líquidos da economia e a transpiração, despertam os movimentos do coração e da respiração. Nas contrações espasmódicas a insuflação feita sobre uma região em que passa o tronco principal dos nervos que se vão distribuir num membro, basta para tirar a rigidez e tornar flexível todas as partes que recebem deste tronco nervoso a vida e o movimento; e, para fazer cessar o espasmo ou a contração, quando a insuflação produziu o seu efeito, que a calma sobreveio e a dor foi aliviada, cessa-se de soprar e conduz-se para as extremidades com o auxílio de passes à distância. (102) Depois de um parto laborioso feito pelo Dr. Thiriat, a criança nasceu meio asfixiada.

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