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Capítulo 3 de 17

Parte 3 de 16

Magnetismo Curativo – Volume 1 · Alphonse Bouvier

Pode conceber-se um agente particular, uma espécie de modificação da eletricidade ou de magnetismo mineral, seguindo quase as mesmas leis que a eletricidade, e tendendo continuamente a pôr-se em equilíbrio nos diferentes seres em contato ou aproximados uns dos outros, cada um segundo a sua constituição particular, sendo mais ou menos apto para atraí-lo ou para retê-lo. Todo ser vivo é um verdadeiro corpo elétrico, constantemente impregnado desse princípio ativo, mas nem sempre na mesma proporção; uns possuem mais e outros menos; daí em parte essa diferença, quer nos temperamentos quer nas constituições jornaleiras. A mobilidade perpétua desse agente é uma conseqüência natural dessas variações. Desde então concebe-se que ele deve ser impelido para fora por uns, e atraído e reabsorvido rapidamente por outros; que a vizinhança daquele em que abundar é profícua àquele em que falta; a coabitação da criança com o velho é útil a este e nociva àquela; os vegetais novos aproximados em sementeiras são vigorosos e frescos, mas estando próximos a uma grande árvore, secam e morrem. (De Jussieu). A vinha plantada perto do olmo cresce com vigor e enlaça-o com os seus ramos; morre, quando junto ao loureiro; o aloés procura um apoio na oliveira; esta fana-se próximo ao carvalho; a papoula quisera ser da família das gramíneas; a cicuta perece junto da arruda. (Champignon).

Quando dois homens estão em contato ou simplesmente próximos um do outro, uma ação magnética se estabelece entre eles. O mais forte cede ao mais fraco uma parte de seu princípio ativo. (Feste). O mesmerismo repousa em uma hipótese que atribui à vontade a faculdade de expelir, para além da periferia do corpo, o influxo nervoso que ela desenvolve nos nervos do movimento, e de dirigir esta força através do espaço sobre os seres vivos que ela se propõe a afetar. Alguns dos efeitos mesméricos nos parecem justificar esta suposição de maneira absoluta. (Dr. Durand de Gros). 18.

Exercer em toda a sua plenitude a faculdade natural que o homem possui de emitir radiações magnéticas, é o que se chama magnetizar. Será verdade que por uma ação de essência desconhecida, mas emanando completa da natureza humana, possa o homem afetar sua própria organização ou a de seu semelhante de maneira a alterar o modo regular de suas funções diversas e modificar sua atividade em todos os graus possíveis? Em todos os tempos têm-se referido fatos que respondem afirmativamente a esta questão. Entretanto, a natureza singular desses fatos, a sua raridade, o que tornava difícil averiguá-los, e por outro lado, as relações íntimas que os prendem ao misticismo, haviam fornecido aos sábios um pretexto para rejeitá-los como erros populares entretidos pelos embustes do charlatanismo ou pela superstição; mas hoje experiências inúmeras, repetidas por todos os lados, testemunhadas pelos homens mais honestos e mais competentes, estabelecem a realidade desses fatos por um tal dilúvio de provas, que fora pueril e ridículo pô-los em dúvida. Pela revelação que nos trazem de uma ordem inteiramente transcendente de propriedades vitais ainda ignoradas pela ciência, pelas aplicações úteis de que se mostram esses processos suscetíveis, têm esses fatos uma importância sem igual na antropologia em geral e especialmente na fisiologia da medicina.

Merecem portanto, que sejam estudados no mais elevado grau, pelos processos rigorosos da análise científica. (Dr. Durand de Gros). CAPÍTULO II Das condições necessárias para magnetizar Magnetismo mineral, vegetal e humano. – Potência da volição dos seres organizados. – Magnetizar é uma faculdade natural.

– Desenvolvimento das aptidões. – Saúde: O regime vegetariano favorece a faculdade irradiante. – Calma: Uma atenção acurada e perseverante é a primeira condição para magnetizar. – Vontade: Exercício da vontade como agente de tensão. – Benevolência: Amor do bem e dos seus semelhantes.

– Fé: A fé é indispensável? A fé fundada sobre a experiência engendra a confiança que dá a convicção. – Saber. 19. A ação de emitir radiações magnéticas é comum a todos os corpos. Os minerais, os vegetais e os animais emitem radiações de todas as espécies em graus diferentes.

Existe nos metais uma propriedade particular que, quer pela eletricidade ou pelo magnetismo, de que ela não seria mais que uma modificação, quer por qualquer outra causa que nos escape, torna-os próprios para exercer uma ação direta sobre a força nervosa, para atrair quando se os aplica à superfície do corpo e para reparti-la uniformemente no organismo quando são dados internamente debaixo de forma conveniente. Esta propriedade, variável com os diferentes metais e ligas, atrativa ou repulsiva, segundo os indivíduos a que ela se dirige, parece constituir tantas aptidões metálicas quantos são os metais existentes. (Dr. Burg) As emanações das diferentes substâncias da natureza, principalmente dos vegetais, são uma parte essencial de suas propriedades; essas emanações operam diversamente sobre cada órgão: os estupefacientes, tais como o ópio e as solâneas, atuam sobre o sistema nervoso; a valeriana e a vulvária sobre aparelho genital; o espargo sobre os rins e a bexiga.

(Theophraste, Aristóteles) Os corpos organizados podem, do mesmo modo que os corpos inorgânicos, colocados em certas condições e debaixo de certas influências, ser a sede de uma modificação que deve traduzir-se: 1o) pelo calor, chamado animal; 2o) pela eletricidade, produção da eletricidade na tremelga, no gymnoto (peixes elétricos), etc.; 3o) pela luz, insetos luminosos, pirilampos, mais da escala animal, os noctilucos, animálculos do grupo dos rhizopedes, que são a causa da fosforescência do mar em certas circunstâncias. (Dr. A. Barety) 20.

As relações magnéticas que, entre os corpos inorgânicos, minerais e vegetais, se exercem de uma maneira uniforme, porém incompleta, são insensivelmente modificadas e aperfeiçoadas no reino animal, pelo poder de volição, que é o apanágio dos corpos organizados: a vontade impera sobre os movimentos voluntários, e o princípio ativo os executa. (Van-Helmont) Não há quem desconheça as faculdades magnéticas de certos animais: a cobra, o sapo, a ave de rapina, o cão de caça rasteira, o gato, etc., e em geral todos os animais caçadores. 21. O homem, pela superioridade do seu poder de volição, é mais apto do que o animal para regularizar, condensar e projetar as suas radiações magnéticas. Há um magnetismo mineral, um magnetismo vegetal, um magnetismo animal, porém é preciso distinguir cuidadosamente o do homem dos demais; porque o magnetismo humano resulta não somente das propriedades do corpo, mas também das faculdades da alma. Reduzindo-se o magnetismo a uma simples comunicação de movimento de um indivíduo para outro, ocorre que há tantos gêneros como indivíduos, possuindo cada um a forma de radiações que lhe é própria (De Bruno). 22. Sendo a magnetização uma faculdade natural, comum a cada indivíduo, segue-se que qualquer um é apto para magnetizar, fora de toda a consideração de sexo, de idade e de temperamento.

Só pode haver neste ponto graduações resultantes do grau de aptidões de cada qual para exercer esta faculdade. 23. Esses graus de aptidão decorrem de certas condições. Para magnetizar bem torna-se necessária saúde, calma, vontade, benevolência, fé e saber. O melhor magnetizador é aquele que possui um bom temperamento, um caráter ao mesmo tempo firme e tranqüilo, o gérmen de paixões vivas sem ser subjugado por elas, uma vontade forte sem entusiasmo, a atividade reunida à paciência, a faculdade de concentrar sua atenção sem esforços, e que magnetizando se ocupe unicamente do que faz. (Deleuze) 24. Saúde – A origem e a causa dos fenômenos magnéticos sendo a irradiação vital, não é duvidoso que se o operador não estiver em uma disposição de saúde e de força convenientes, se estiver fatigado, esgotado por um excesso qualquer, anêmico ou doentio, não produzirá, apesar de toda a boa vontade de que estiver possuído, senão fracas emissões irradiantes, e por conseguinte, resultados quase nulos.

A primeira das condições é, pois, ter um bom temperamento e uma boa saúde. Entretanto, não se creia que o poder magnético caminhe a par da força muscular; um homem solidamente constituído, de envergadura hercúlea, é muitas vezes menos apto para a produção dos efeitos magnéticos do que um homem de aparência mais delicada, porém dotado de uma constituição física especial: provém isso de que o sistema nervoso representa aqui um grande papel para condensar no interior e projetar no exterior; e essa faculdade de condensação e emissão não apresenta nenhuma relação com o vigor corporal, que não poderia supri-la. 25. O regime favorece consideravelmente esta faculdade irradiante: cumpre ser sóbrio, habituar-se a restringir as suas necessidades e a comer pouco; quanto mais se desenvolve a função digestiva e mais trabalho se lhe dá, tanto maior é a restrição da potência nêurica condensante e irradiante, estando esta em proporção inversa das funções vegetativas.

É um preconceito acreditar-se que uma alimentação rica e forçada entretém melhor a saúde; o abuso dos alimentos detém, pelo contrário, todo o funcionamento vital: “Qui nimis alitur, non satis alitur” (aquele que come muito, não se nutre o bastante). O abuso dos alimentos produz o mau odor da transpiração e do hálito; sendo imperfeita a combustão, a pele exala ácidos, assim como a superfície pulmonar; é assim que a alcalinidade do sangue pode ser diminuída pela invasão dos ácidos não queimados (Dr.

Bouchard). Os pobres adoecem menos por falta de alimento, do que os ricos por excesso deles (Fénelon). O eu é tanto mais vivaz e mais poderoso quanto menos freqüentemente se renovar a matéria que o sustenta. Os comilões ativam suas funções vegetativas, duplicam suas eliminações e suas excreções; possuem um eu menos consciente, menos ativo e menos lúcido, e o movimento para mais que eles dão aos órgãos industriais do corpo, isto é, as vísceras, indo atuar sobre o cérebro, traz alucinações e desarranjos intelectuais; os comilões tendem a tornar-se hipocondríacos, inconscientes, imprestáveis e idiotas. (Louis Lucas) 26. Para desenvolver as faculdades magnéticas, o regime vegetariano, aplicado sem exagero e sem prevenção exclusiva, é incontestavelmente o melhor; faz-se preciso comer pouca carne, suprimir por completo o uso do álcool e beber muita água pura.

Os carnívoros têm a língua suja, o hálito mau, as dejeções irregulares e fétidas, desarranjos gastro-intestinais freqüentes, afecções cutâneas habituais, enxaquecas, reumatismos, obesidade ou edemacia. (Dr. Bouchard) O álcool, assim como os éteres, as essências e seus derivados, atuam profundamente sobre os centros nervosos, exaltando e paralisando alternadamente as funções psíquicas, e alterando deste modo, com o correr do tempo, a vitalidade da medula, que preside à nutrição dos tecidos. (Claude Bernard) A água tomada como bebida, a água absolutamente pura e simplesmente filtrada, é indispensável em certas proporções para acelerar os atos da desassimilação e favorecer as metamorfoses orgânicas; está agora infelizmente banida da mesa do rico e do pobre; ninguém hoje bebe mais água natural, entretanto sua falta faz com que os produtos da desnutrição se acumulem no sangue, as condições da osmose se suspendam e os produtos excrementícios acumulados venham viciar os tecidos e os humores. Para passar bem é preciso beber pelo menos de um litro a litro e meio d'água pura nas vinte e quatro horas. (Dr. Bouchard) É um preconceito acreditar que a carne nutre a carne. O regime da carne e do sangue é, pelo contrário, nocivo à beleza das formas, ao viço da tez, à frescura da pele, ao aveludado e brilho dos cabelos.

Os comedores de carne são mais acessíveis que os vegetarianos às influências epidêmicas e contagiosas; os miasmas mórbidos e os vírus encontram um terreno maravilhosamente preparado para o seu desenvolvimento nos corpos saturados de humores e de substâncias mal elaboradas, nocivas ou já meio fermentadas e em decomposição. Por outro lado, o uso dos condimentos e adubos, inseparável da alimentação animal, pouco a pouco embota a sensibilidade olfativa, a sensibilidade gustativa, e leva os carnívoros a estimularem os seus sentidos com o uso do fumo, do álcool e das bebidas fermentadas. (Professor Raoux, de Lausanne) 27. Finalmente, uma das condições higiênicas mais importantes a seguir-se, é evitar com cuidado todos os atos da vida que, próxima ou remotamente, possam, afetando o físico ou o moral, trazer despesas nervosas bastante sérias, que enfraqueçam ou esgotem prematuramente as fontes preciosas da irradiação vital. Desejas, com critério e prudência, Tua saúde poupar? Aprende a beber pouco; E de Venus às cadeias Mais criteriosamente ainda Não entregues os teus pulsos. (Escola de Salerno) Os males, os desgostos, a cólera, a canseira De teus dias devorados abreviam a carreira. (Escola de Salerno) 28.

Calma – A calma é uma das qualidades mais essenciais para magnetizar. Sem calma não há ponderação nem equilíbrio e, por conseguinte, não pode haver poder irradiante e regularidade de transmissão. Só a calma torna-nos atentos, perseverantes, confiantes e dá essa virtude preciosa que se chama paciência. Se se desconfia de si, se se duvida, se se está hesitante, se se age molemente e sem perseverança, se há falta de ordem e de confiança, se não se observa, ou se observa mal o seu doente, se em vez de se agir no interesse dele, se diverte em provocar certos efeitos no intuito de satisfazer uma curiosidade frívola ou disfarçar a impaciência que se experimenta, arrisca-se a fazer pouco benefício; porque uma atenção acurada e uma confiança perseverante são os verdadeiros agentes de toda a ação magnética, e onde faltam estes preciosos elementos todos os esforços neutralizam-se. Se a calma é a qualidade quotidiana, mais útil àquele que quer magnetizar, esta qualidade torna-se inteiramente indispensável nos casos em que a natureza, produzindo crises, exige do operador todo o sangue frio de que é suscetível para auxiliar o doente a sair vitoriosamente dessas situações difíceis.

A curiosidade, que ordinariamente é um grande defeito, torna-se um vício radical no magnetizador; um curioso jamais deixa em repouso o doente no qual não obtivera efeitos que o distraiam do aborrecimento experimentado em magnetizar. Assim, as pessoas curiosas, instáveis, versáteis, irregulares nos seus sentimentos e nos seus modos, não conseguem nenhum êxito curador. (Aubin Gauthier) 29. Vontade – A vontade atua de uma maneira poderosa no ato de magnetizar; é necessário, pois, desenvolver muita vontade quando se magnetiza. Entretanto não se acredite, como pretendem alguns, que a vontade faça tudo, substitua tudo, e não necessite de nenhum outro auxiliar; se assim fora, não se deveria preocupar com processos: bastaria fazer um tratado acerca da vontade e seus usos: mas assim não acontece, e só devemos considerar a vontade como agente interno encarregado de regular, dirigir e sustentar nossa ação. Explico-me: Tenho em mãos uma bola, hesito em atirá-la e, em lugar de o fazer, deixo-a cair.

A falta de minha vontade produziu o relaxamento dos músculos que apertavam a bola; estes músculos distenderam-se e a bola caiu. Se eu a tivesse atirado, ela não teria partido por si, tê-la-ia impelido e seria acompanhada de minha vontade até ao fim. É desta maneira que se pode compreender como retemos, deixamos cair ou dirigimos as nossas radiações. Quando não sabemos querer, elas conservam-se inativas e neutras; escapamnos inteiramente sem direção determinada, se não sabemos condensá-las e retê-las; tornam-se intensas e encaminham-se como a trajetória da bola, quando sabemos e queremos dirigi-las para um fim. Todo o segredo do mecanismo da vontade, como agente de tensão, reside neste ponto.

A nossa vontade atua mais sobre nós mesmos do que fora de nós; produz uma atividade maior no cérebro e em todos os plexos, e daí resulta uma emissão maior e mais intensa na ação. Quanto mais a vontade se exprime com firmeza e continuidade, tanto mais a emissão se faz abundante e intensa. (La Fontaine) Os principais agentes de que o homem se serve em magnetismo são: a vontade e a atenção. A vontade determina e dirige a ação, a atenção sustenta-a e aumenta-a. Pela vontade, o homem imprime sua ação e dirige-a para onde quer. (De Bruno) Sem vontade não há atenção; se esta se desvia do seu objetivo, aquela se enfraquece: uma dirige e a outra esclarece. (Aubin Gauthier) 30. Benevolência – Todos, indistintamente, podem produzir efeitos magnéticos; porém, para curar, é necessário possuir um fundo inesgotável de caridade e de benevolência, é preciso amar ao seu semelhante.

O homem bom, caridoso, benévolo, será certamente mais calmo, mais atencioso, mais perseverante, mais animado do amor do bem e, por conseguinte, mais desejoso de atingir o seu fim, que o indiferente; há, pois, muitas probabilidades de que produza efeitos salutares. Se a benevolência não é absolutamente necessária para agir, é indispensável para ser útil (Aubin Gauthier). Se, há um século, Mesmer se contentasse em anunciar aos sábios da Europa que uma vontade firme e benevolente era o remédio soberano que se precisava contrapor exclusivamente a todas as nossas moléstias, a extrema simplicidade de um tal asserto tê-lo-ia coberto de ridículo, e o magnetismo talvez tivesse morrido ao nascer; mas o homem inteligente, que acabara de encontrar esta verdade imensa, pensou imediatamente nos meios de torná-la aceita. Foram os esforços de Mesmer para cativar os espíritos pelo mistério e o desconhecido, e certos processos que empregou nesse intuito, que forneceram aos seus adversários um motivo para atacar a sua maneira de agir. (Dr. Tesle) 31.

Fé – Será preciso ter a fé para magnetizar? A fé não é precisamente uma condição indispensável para agir. A incredulidade não impede a produção de efeitos magnéticos; entretanto, sem uma confiança absoluta nos meios que se emprega e no fim que se procura atingir, a vontade flutua e a atenção paralisa-se; ao incrédulo falta-lhe perseverança e paciência, não possui esse fogo sagrado que triunfa dos obstáculos e das dificuldades, não tem esse precioso elemento do bom êxito, a confiança, que é a única que pode dar a fé fortificada pela experiência. Tomemos um exemplo: Se alguém vos disser: eis aqui um vintém; todos os dias imponde vossas mãos com perseverança sobre esta moeda de cobre, e em breve a vossa tenacidade e a vossa confiança serão largamente recompensadas: o vintém se transformará em ouro. Se não tiverdes confiança na afirmativa que se vos faz, nem na pessoa que vo-la dá, acontece que não vos preocupareis por certo com um fato que vai de encontro a todas as idéias adquiridas, e, se aquiescerdes a ele, não tereis perseverança; entretanto, se efetivamente existisse ali um meio de metamorfosear o cobre em ouro, não teríeis perdido uma bela ocasião de lucro, pela vossa tendência a incredulidade?

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