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Capítulo 12 de 17
Parte 12 de 16
Magnetismo Curativo – Volume 1 · Alphonse Bouvier
O seu primeiro cuidado é estabelecer o mais intimamente possível a relação, que deve existir entre o tom do seu movimento e o do seu paciente. Depois, usará dos processos passivos antes de recorrer aos processos ativos, a fim de só empregar as suas forças gradualmente, e enfim escolher, entre os processos mistos, aqueles que julgar mais apropriados à circunstância e à natureza da moléstia. 184. Para se guiar nesta escolha, deve o operador compenetrar-se dos princípios seguintes: o equilíbrio vital como sendo a resultante do ritmo normal e harmônico de todas as partes do organismo, nervoso, músculos e sangue, que conjuntamente conspiram, conforme o seu destino especial, para fornecer a soma de atividade necessária à realização das funções; por outro lado, a volição que dirige a motilidade partindo dos lóbulos cerebrais, a coordenação dos movimentos partindo do cerebelo e a excitação das contrações partindo da medula espinhal e de seus nervos; finalmente a cavidade do estômago, que corresponde ao diafragma e ao plexo solar formado de dois gânglios semilunares, sendo de alguma maneira o nó da vida vegetativa onde irradiam os nervos das vísceras e dos membros, o operador deverá primeiramente concentrar toda a sua ação sobre os três pontos seguintes do organismo: Cérebro (hemisférios e cerebelo); Coluna vertebral; Epigástrio.
É atuando diretamente sobre esses três grandes centros nervosos, que se desenvolve melhor toda a potência das correntes. 185. Se as imposições sobre a cabeça e o peito produzirem vertigens ou sufocações, cumpre atuar sobre as regiões inferiores, fazendo passes do peito aos joelhos (102); e se a sensação de vertigem ou de abafamento continuar, deve-se dispersar vivamente, por meio de passes transversais e o sopro frio. (145, 148) 186.
Se as imposições sobre o epigástrio determinarem contrações ou espasmos, se se manifestar peso de cabeça, perturbações nervosas, afastai a ação das correntes dessas partes, atraindo-as, por meio de passes, para os joelhos e os pés. (102) 187. Se as imposições irritarem, sufocarem ou produzirem uma excitação geral, cessai o contato, afastai-vos e fazei passes de grandes correntes. Se, pelo contrário, os passes em vez de acalmarem excitarem, aproximai-vos e operai o contato. 188. Pode acontecer que as convulsões e os espasmos persistam, apesar das ações combinadas para fazê-las cessar; segurai então os dois punhos do paciente e concentrai-vos, colocai em seguida a mão esquerda em cheio sobre o epigástrio, e com a mão direita fazei imposições palmares à distância (96) na base do crânio, entre os dois olhos; terminai por passes transversais e o sopro frio. (145, 148) 189. Os dedos, as mãos, o queixo, a garganta, os membros podem contrair-se sob a ação magnética.
Se julgardes útil ou prudente fazer cessar essas contrações, atuai por passes rápidos de desprendimento ao longo do membro contraído ou de ambos os lados da garganta ou do queixo, e empregai o sopro frio à distância, contribuindo toda a imposição ou passe lento para manter ou aumentar a contração. (150, 151, 152, 153 e 154) Não haja entretanto açodamento em fazer cessar uma contração, quando ela se manifestar, porque a natureza toma muitas vezes este caminho como meio curador (122). Debaixo do impulso magnético, os sintomas mórbidos parecem às vezes agravar-se, ou produzem-se certos fenômenos que se poderiam crer contrários à vida. Cumpre não se alarmar no primeiro caso nem se enganar no segundo, e longe de procurar precipitadamente destruir o efeito produzido, é necessário limitar-se a sustentar a reação vital, sem embaraçá-la. É assim que se não deve, muitas vezes, acalmar um espasmo, nem fazer cessar uma contração, desde que nascem espontaneamente estes estados sob o influxo da ação irradiante, no próprio interesse do organismo. 190. Se o doente ficar abatido, entorpecido e dormir, deixai-o no sono, e continuai a magnetizar, como se ele estivesse acordado. 191.
Nunca se deve provocar o estado sonambúlico. Mas pode acontecer que, ao tocardes um doente na intenção de aliviá-lo e curá-lo, vos apercebais que ele, por sua extrema sensibilidade, tem uma tendência natural para sentir profundamente a vossa ação. Se virdes a respiração acelerar-se, as mãos tornarem-se úmidas, as pálpebras oscilarem, os olhos convulsionarem-se levemente, o pescoço abaixar-se ou dobrar-se para trás, podeis, sem perigo, favorecer esse movimento natural para o sono magnético, cuja manifestação, em tais circunstâncias, só pode ser favorável ao tratamento. Prolongareis então a ação sobre o cérebro colocando o polegar sobre a testa entre os dois olhos, ou pondo os dedos em ponta, à distância, adiante das pálpebras, ou exercendo uma ligeira pressão sobre o globo ocular. Depois, colocareis as duas mãos sobre as espáduas, conservando-as aí alguns minutos; descê-las-eis lentamente fazendo-as convergir para o epigástrio, colocá-las-eis de novo sobre as espáduas com um novo tempo de parada, descê-las-eis vagarosamente ao longo dos braços até à extremidade dos dedos, segurareis os polegares de cada mão fazendo sobre eles leve pressão durante um minuto ou dois, e recomeçareis os passes precedentes com toda a lentidão, até que os olhos se fechem completamente e o sono seja calmo e perfeito.
Nas primeiras vezes que se produz esse estado, evitai fatigar o paciente com perguntas importunas, deixai-o alguns momentos na calma desse repouso reparador, do qual fá-lo-eis sair por meio dos passes de dispersão (145) e do sopro frio à distância, sobre a fronte (155). O estado sonambúlico nunca deve servir para satisfazer uma fútil curiosidade e só deve ser utilizado no interesse do doente. 192. Como os efeitos pelos quais o magnetismo prova sua ação são extremamente variados, se renovam em cada sessão ou mudam com a marcha do tratamento, o operador deve estar prevenido para modificar muitas vezes o emprego dos processos. Deve todavia saber, de maneira geral, que, em se tratando de um mal indolente, frio, onde as partes ingurgitadas e tumefatas não apresentam sintomas inflamatórios e nada de agudo se faz sentir, ele pode prolongar a aplicação do contato e das imposições até que um calor mais ou menos vivo se declare, no entanto, que nas dores vivas em que houver calor, exacerbação, o magnetismo de grandes correntes é muito indicado como aliviando mais depressa que qualquer outro processo, desprendendo prontamente os tecidos ingurgitados, ativando a circulação e dissipando as dores.
Em outras palavras, tudo o que é indolente e frio exige a ação tônica do contato ou ação excitante e fundente da imposição digital à distância, isto é, a localização condensadora; no entanto, tudo o que é ativo e ardente exige a ação calmante e refrigerante dos passes, isto é, o movimento dispersivo.
Nos sofrimentos agudos é, pois, preciso proceder por ações gerais que acalmem a dor em vez de procurar exaltar o mal; no entanto, nas afecções crônicas não se deve temer a explosão de tormentas nem o despertar de tempestades. “É esta, diz Du Potet, a verdadeira chave das obras magnéticas; cada órgão tem uma sensibilidade particular que nada vem despertar, porém o agente magnético pode solicitar. Aquele que souber tirar partido dessas indicações, descobre muitas vezes assim o verdadeiro método de tratamento. Substitui a hesitação pela arte.” Quando, portanto, ao magnetizardes de uma maneira geral, produzirdes uma excitação ou uma dor em algum órgão, concentrai toda a vossa atenção sobre esse ponto por meio das imposições, insuflações quentes e ações excitantes à distância (os dedos em ponta), a fim de despertardes todas as forças do organismo e pô-las em jogo, como se tivésseis tocado a mola que governa. 193. Geralmente, começam-se as primeiras imposições e os primeiros passes com as duas mãos; mas, se assim se fosse operando até ao fim da magnetização, haveria indubitavelmente fadiga em breve tempo, e perdia-se desse modo uma grande parte do poder irradiante, em detrimento da pessoa a quem se presta cuidados.
Qualquer que seja a força de que sejamos dotados, convém, pois, após os primeiros passes, magnetizar apenas com uma só mão alternadamente. Esta é a opinião de Aubin Gauthier, Deleuze, La Fontaine, Du Potet e muitos outros. Certos magnetizadores, os polaristas entre outros, reconhecendo em cada mão uma influência magnética particular, são de opinião que não se pode indiferentemente magnetizar com a mão direita ou com a mão esquerda, anulando uma o que a outra faz e reciprocamente. Essa teoria dos polaristas está em contradição com tudo o que ensina a experiência. Nenhum magnetizador, praticando realmente o magnetismo curativo, verificou, nos mínimos fatos, que pudesse existir uma diferença qualquer na virtude curadora das duas mãos e, entretanto, os polaristas, em apoio de seus conceitos, provocam nos pacientes certos efeitos que parecem justificar a opinião por eles emitida.
Eu mesmo não tendo podido, durante mais de vinte anos de prática, observar um só fato que me permitisse estabelecer diferença entre o emprego das duas mãos, quis ter a chave desta divergência de opiniões, e empreendi uma série de experiências que acabaram dando-me a decifração do enigma. A fim de evitar todas as causas de erros, emanadas muitas vezes da fugaz lucidez dos sonâmbulos ou da tendência à simulação, servi-me de um corpo inerte que não podia enganar-me: o pêndulo explorador, sobre o qual precisamente nesta época eu experimentava as propriedades magnéticas das substâncias minerais e vegetais. Não posso dar aqui os pormenores dessas experiências, realizadas em maio e junho de 1886, experiências que fizeram o objeto de uma comunicação do Sr. Chevreul à Academia das Ciências, no mês de agosto do mesmo ano; comprometo-me a publicar ulteriormente a narrativa completa. Posso somente afirmar desde já que, se as leis da polaridade existem, as aplicações que os polaristas pretendem fazer, sob o ponto de vista prático, do magnetismo, são falsas.
O pêndulo acusa com muita precisão: 1o) Que no corpo humano, como em qualquer corpo da natureza, existem dynamides de ordens diferentes, uns positivos e outros negativos, produzidos pela diferença das correntes. Assim, a cabeça e o tronco são positivos do lado esquerdo, e negativos do lado direito; os braços e as pernas são positivos do lado do dedo mínimo, e negativos do lado do polegar. 2o) Que os animais vivos ou mortos apresentam a mesma polaridade que o homem. 3o) Que os vegetais em plena seiva, ou fanados, são positivos do lado flor, e negativos do lado raiz; e, tal como os ímãs: cada um de seus pedaços apresenta a dupla polaridade; um fruto é negativo do lado do pendúculo e positivo do lado oposto. 4o) Que as duas polaridades isônomas (ou do mesmo nome), postas em contato (ou simplesmente aproximadas, se a sua energia for bastante), produzem uma repulsão ou contratura, enquanto que as suas polaridades heterônomas (ou de nome contrário), produzem uma atração ou descontratura.
Todas essas experiências, praticadas em sensitivos vivos pelos polaristas, foram por mim repetidas sobre o meu pêndulo, que se sensibilizou diferentemente sob a influência das correntes polares. Até aqui têm razão os polaristas; mas, onde eles se enganam é quando, abstraindo das circunstâncias em que se produz o fenômeno, tiram daí conseqüências gerais. Parecem ignorar que as correntes de polarização só se manifestam regularmente nos corpos em estado passivo e que, quando uma influência interna ou externa chega a mudar o estado passivo em estado ativo, tudo se modifica.
As correntes obedecem na natureza à hierarquia das forças. No homem, por exemplo, existe uma série inteira de correntes polares, que podem manifestar-se em detalhe quando o indivíduo conservar-se neutro, porém a potência de volição sintetiza na ação. Em outras palavras, o homem goza da faculdade de unipolarizar suas correntes pela vontade, e não poderia ser de outro modo, pois a unidade do ser ficaria comprometida. Nas experiências que precedem foi conservando passivas e aguardando em estado de completa neutralização as manifestações do pêndulo, que consegui obter todos os matizes de polaridade assinalados pelos polaristas e ainda muitos outros; mas, desde que a minha potência volitiva entrou em ação, tudo mudou, e não somente eu destruía, à minha vontade, todas as manifestações polares, mas ainda conseguia imprimir ao pêndulo todos os movimentos de rotação e oscilação que quisesse dar-lhe. Mantendo cuidadosamente o estado de neutralidade durante a primeira parte das experiências, eu havia deixado livre ação às correntes polares.
Na segunda parte das experiências, fazendo entrar em ação a minha potência volitiva, substituí essas correntes secundárias por uma força superior que as nulificava. E eis de que maneira, apesar dos matizes múltiplos que efetivamente diferenciam os dynamides dos corpos, seja em seu todo, seja em cada uma de suas partes, qualquer corpo organizado, como o corpo humano por exemplo, se unipolariza na ação só pelo efeito da potência volitiva; e é assim que, mau grado a sua bipolaridade real, o magnetizador não tem que se preocupar com a sua polaridade de detalhe, e pode fazer emprego igual de suas mãos. Ele adormece, desperta, provoca contrações e descontrações, tanto com a direita como com a esquerda, e produz à vontade todos os efeitos magnéticos, sem ter de preocupar-se em saber se ele é isônomo ou heterônomo. Ele só tem de pôr em ação a sua potência volitiva, que unifica a sua emissão irradiante e a conduz com igual segurança ao seu paciente quer de face, quer de lado, pela parte posterior, de perto ou de longe, mesmo às vezes, de um compartimento para outro, através das paredes e sem observá-lo. Neste ponto é que se acha em desacordo a prática magnética com a teoria polarista, e era útil lembrá-lo.
Muitas vezes tive ocasião de ouvir Du Potet dizer, nos últimos anos de sua vida, quando se lhe pedia opinião sobre estas questões: “Cessemos de recorrer a essa interminável logomaquia do fluido e do não fluido, da vontade sem fluido, vibrações da polaridade, etc.; desviemos essas teorias, que bem podem ter às vezes aparência de verdade, porém que são sem fundamento algum real e distraem seguramente o espírito daqueles que magnetizam; evitemos particularizar e especificar o mais possível: isso seria sacrificar uma parte da verdade à necessidade de fazer uma ostentação fútil da ciência.” Finalmente, o Sr. Dr. J. Ochorowicz, que fez um estudo aprofundado acerca da sugestão mental, assinalando os hábitos inconscientes dos sonâmbulos, de que são tantas vezes vítimas os experimentadores, diz a esse respeito: “Certos magnetizadores encontraram uma multidão de polaridade no corpo humano. Tive oportunidade de apreciar bem essas experiências, e elas são perfeitamente concludentes: o polegar atrai, o dedo mínimo repele, etc.
O inconsciente, tendo aprendido a lição, não se contradiz mais; somente, solicitando-se-lhe um pouco (mesmo sem palavras), obtendes facilmente o inverso, e podeis desde logo instaurar em toda a sua integridade uma polaridade qualquer, segundo um plano fantástico de antemão traçado. Bastam três sessões para criar um hábito de reação.” (J. Ochorowicz: A sugestão mental).13 CAPÍTULO XIV Da magnetização em comum, ou tratamento pela cadeia Cadeia em fila. – Cadeia fechada com contato. – Cadeia aberta sem contato.
– Organização de uma cadeia. – Modo de operar. – Precauções a tomar. – Determinação das correntes. – Sua potência de tensão.
– Cadeia comunicativa. – Seu emprego. 194. O homem possui não somente a faculdade de influenciar a um dos seus semelhantes por suas radiações magnéticas (18), como ainda pode estender essa influência sobre várias pessoas ao mesmo tempo. Quando não houver tempo para tratar individualmente um certo número de doentes, pode-se reuni-los e tratá-los em comum: é o que se chama cadeia. 195. Forma-se uma cadeia de diferentes maneiras: 1o) Cadeia em fila – Colocam-se cadeiras, uma por detrás da outra, o mais próximo possível, e faz-se sentar os doentes em fila; o operador conserva-se de pé, diante do primeiro doente, e atua daí por meio de imposições e passes à distância (97, 100), sobre a fila toda inteira.
O magnetismo se comunica de um para outro com uma prontidão notável, sem cessar de ser eficaz. Particularmente empreguei esse processo em Montpellier, onde estive tão atarefado que me foi inteiramente impossível magnetizar isoladamente. Com uma cadeia formada desse modo para dez doentes, eu consagrava ordinariamente 50 minutos. (Barão Du Potet) 2o) Cadeia formada com contato – Colocam-se cadeiras em círculo, uma contra a outra, e faz-se sentar os doentes unidos pelas mãos e tocando-se com o joelho e a extremidade dos pés. Nesta posição, diz Mesmer, os doentes, por assim dizer não formam mais que um corpo contínuo, no qual circula ininterruptamente a corrente magnética. O operador conserva-se no centro do círculo atuando nos doentes conjuntamente ou em cada um por sua vez, quer por meio das ações à distância (97, 100), quer com uma vareta de madeira, de aço ou de vidro. 3o) Cadeia aberta, sem contato – As cadeias em fila ou fechadas, com contato, apresentam em suas disposições certos inconvenientes: em fila, não se pode admitir no máximo senão uns dez doentes e o operador está mal colocado para exercer a sua ação e a sua vigilância; em círculo acontece o mesmo, por isso que o operador volta forçosamente as costas a uma parte da cadeia.
Além disso, esse contato muito íntimo das mãos e dos joelhos (inteiramente inútil para a provocação do fenômeno) pode inspirar às pessoas chamadas para formarem a cadeia um sentimento de mal estar ou repulsão. A melhor disposição para uma cadeia, é portanto a cadeia aberta e sem contato. Colocam-se assentos na distância de 25 ou 30 centímetros uns dos outros, sobre uma linha curva, e o operador, em pé no centro desse semicírculo, conserva-se a boa distância, de modo a poder abranger num relance a linha dos doentes, de uma ala à outra. Se bem que não exista ponto algum de contato entre os diferentes elos dessa cadeia, as correntes se propagam rapidamente de uma extremidade à outra, como na cadeia em fila. Pode-se entretanto, se isto aprouver, estabelecer um laço entre os diferentes elos.
Como as cordas de fio de cânhamo, e principalmente de lã, são excelentes condutores da força magnética, instala-se diante dos doentes, na altura de apoio, uma forte franja de lã torcida e sustentada, a intervalos, por suportes de madeira ou de vidro fixos ao soalho, e cada uma das pessoas que compõem a cadeia apóia as duas mãos sobre essa rampa improvisada. Essa disposição, estabelecendo inteiramente uma comunicação mais completa entre os anéis da cadeia, tem principalmente a vantagem de satisfazer mais plenamente o espírito dos doentes, os quais, por esse laço aparente e material, sentem-se de algum modo mais intimamente unidos entre si. Os reservatórios magnéticos, tais como cubas, árvores magnéticas, não tinham outro intuito senão desenvolver, esforçar as correntes das cadeias que os doentes formam em derredor deles. Mesmer reunia todos os dias um grande número de doentes em torno de sua cuba. O Sr. de Puységur chegava a reunir até 130, ao mesmo tempo, em torno das famosas árvores de Bezancy, de Beaubourg e de Bayonna, de que os anais magnéticos assinalam numerosas curas. 196.
A composição e a direção duma cadeia exigem cuidados particulares. A primeira das condições é não admitir no tratamento em comum nenhuma moléstia que possa comunicar-se, produzir desordens intoleráveis ou impressionar desagradavelmente os assistentes, tais como epilepsia, úlceras, moléstias da pele, etc. Para compor a cadeia, o operador começa recebendo em particular cada pessoa, pondo-se em relação com ela durante um ou dois minutos (49). Feito isto, introduz sucessivamente cada uma delas na cadeia. Pode-se reunir assim, dez, vinte, trinta pessoas ou mais, se o local o permitir.
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