[user_registration_my_account]
Capítulo 14 de 17
Parte 14 de 16
Magnetismo Curativo – Volume 1 · Alphonse Bouvier
Uma cachorra ainda nova acabara de parir, e tendo uma inflamação na cabeça, por causa da lactação que não se havia estabelecido, sofria horrivelmente, apresentando os olhos inchados e quase fechados. Logo no dia seguinte, depois de três sessões, os olhos abriram-se perfeitamente e as dores se haviam acalmado; no fim de três dias, o animal achava-se restabelecido. Uma outra cachorrinha, que também acabara de parir, tinha a cabeça mais avolumada que o corpo, gania continuamente e não mais dormia: no prazo de três ou quatro dias, uma evacuação extraordinária se manifestou, cessaram as dores, voltou o sono, e o animal recuperou toda a sua alegria. Os cavalos e as vacas não são menos acessíveis ao magnetismo que os cães. Aubin Gauthier refere que, numa circunstância crítica, obteve sobre certa vaca um verdadeiro êxito.
Ela havia comido trevo molhado; sabe-se quais as conseqüências graves que trazem esse fato: a vaca inchava prodigiosamente e não havia ali quem, em tal emergência, pudesse socorrê-la. Ele julgou dever magnetizá-la, e no fim de vinte minutos o animal expeliu gazes, depois descargas flatulentas, que trouxeram como resultado o restabelecimento de sua saúde. Os gatos, muito amantes de carícias, prestam-se muito especialmente à magnetização, voltam-se e retorcem-se sobre si mesmos, colocam-se de modo a receberem melhor a nossa ação, que apreciam imensamente. Eis um exemplo interessante, relatado pelo Sr. Miale: Ao entrar um dia em sua casa, ele vê um ajuntamento no pátio: era um gato que caíra do quarto andar, e que jazia inanimado na calçada; tentava-se chamá-lo à vida imergindo-o em água.
O Sr. Miale mandou conduzi-lo ao seu aposento, friccioná-lo bem com esponja molhada, enxugá-lo, depois do que o estendeu sobre um tapete e o magnetizou; pouco a pouco, o gato volta a si, estende as patas, volta a cabeça, muda de posição, abre os olhos, fechaos depois, parecendo aguardar mui tranqüilamente o resultado da operação. O Sr. Miale duplica de esforços: o gato mexe-se, e parece encorajar o seu salvador com os miados repetidos, em testemunho da satisfação que experimenta; e finalmente equilibra-se nas patas e corre, aproveitando-se da porta aberta, que lhe restitui a liberdade. 207. Os animais doentes possuem um olfato particular para discernirem o que lhes pode fazer bem, e, dando tréguas aos seus hábitos e às suas propensões, prestam-se facilmente a tudo que se exige deles para receberem os cuidados que se lhes dispensa.
Tive ocasião de verificar esse fato muitas vezes. Conheci uma cachorrinha de raça escocesa, de nome Fly, tão detestavelmente brava, que ninguém podia aproximar-se dela sem correr o risco de receber uma dentada; atordoava com os seus latidos quando alguém chegava ou partia, e acompanhava-o até a porta com as mesmas demonstrações; ninguém podia fazerlhe uma carícia, principalmente quando ela estava no colo da sua patroa. Este animalzinho veio a cair doente, e como, apesar dos seus defeitos, fosse tratada com muito mimo, a sua indisposição despertou muitos cuidados. Tentei magnetizá-la, a fim de acalmar as preocupações da sua dona, que tinha por ela as ternuras de uma mãe; mas, conhecendo a índole do animal, dispus-me a isso com o maior receio. Foi grande a minha admiração quando, em lugar da recepção que esperava, notei que Fly deixava-se tocar, virar e revirar, como eu julgava conveniente, e desde esse momento dignou-se fazer-me um acolhimento alegre, como se guardasse reconhecimento pelo serviço que eu lhe havia prestado.
Tive ainda ocasião de tratar de uma cadela felpuda que, em conseqüência da enfermidade dos cachorrinhos, ficara paralítica na parte posterior do tronco. O veterinário, tendo sido consultado, disse que o mal era incurável, com grande desgosto da sua jovem dona, filha de um dos meus bons amigos. Compadeci-me de seu grande desespero, e empreendi essa cura que, com grande contentamento geral, foi coroada de pleno resultado: no fim de algumas semanas, a cadela estava tão viva e petulante, como a mais esperta das de sua espécie. O que houve de particularmente tocante neste fato foi a maneira pela qual o pobre animal acolhia os meus cuidados: não somente fazia-me festa todas as vezes que me via, mas prestavase com uma boa vontade cômica a tomar todas as posições que eu julgava dever dar-lhe, como se compreendesse que eu lhe trazia a saúde. Quando começou a caminhar, por si mesma, vinha exigir a sua sessão, procurando não esquecer o momento em que, como de costume, se a tratava.
Confesso que, por meu lado eu tomava tal interesse no tratamento, que teria tido um verdadeiro remorso de faltar para com ela ao meu compromisso tácito. Efetivamente, experimenta-se uma verdadeira satisfação em magnetizar os animais, porque com eles tem-se imediatamente a prova da ação benéfica do magnetismo; a plena confiança que mostram esses seres instintivos, anima e induz a levar-lhes auxílio e socorro; não se sofre da parte deles esses movimentos de dúvida, hesitação e incredulidade encontrados nos homens que, mui freqüentemente, pagam os vossos cuidados com a mais negra ingratidão. “Curei muitos enfermos – diz Aubin Gauthier –; alguns renegaram-me, outros evitaram-me; a gratidão para eles é um fardo; os animais, pelo contrário, são todos reconhecidos!” “Os irracionais – já Sêneca o havia dito – são mais sensíveis aos benefícios que os homens!” 208. Apesar das inúmeras curas obtidas sobre os animais pela ação magnética, certas pessoas, atribuindo essas curas a simples coincidências, poderiam ainda levantar dúvidas acerca da eficácia dessa ação, se numerosas experiências não tivessem desde muito tempo demonstrado que ela é um fato real e puramente físico. Em 1843, na sala Valentino, perante mais de 1500 pessoas, o célebre magnetizador La Fontaine deu uma prova evidente e que não podia dar lugar a nenhuma suspeita de fraude.
Adormeceu um cão, caçador de lebre, fazendo-o entrar no estado cataléptico. Desde os primeiros passes, houve da parte do público incrédulo e inclinado à malevolência, uma verdadeira explosão de debiques e vaias. Chamava-se o animal, procurava-se desviar-lhe a atenção e impedir que o efeito se produzisse; mas, quando se viu a cabeça do cão inclinar de lado e o animal cair rígido como se estivesse morto, a atenção pública tornou-se profunda e o silêncio restabeleceu-se na sala. Diversas pessoas foram chamadas para comprovarem o fenômeno: aproximaram-se do cão, enterrou-se-lhes alfinetes nas carnes, disparou-se um tiro de pistola ao seu ouvido e o cão não se mexeu; era um cadáver, e quando, alguns momentos depois, o magnetizador arrancou-o desse estado letárgico, houve uma verdadeira ovação: a ação magnética sobre os animais manifestava-se a todos, como um fato bem real. Já no ano 1840, em Tours, e num estabelecimento zoológico fora da cidade, La Fontaine havia feito, num leão, uma experiência interessante diante dum público numeroso: detendo-se junto da jaula, fixou o olhar sobre o animal e obrigou-o a fechar os olhos.
Quando, depois de vinte minutos de passes à distância, ele julgou o sono bastante profundo, abalançou-se com mil precauções a tocar a pata que se achava junto das grades, depois picou-a, e vendo que havia insensibilidade, levantou-a, tocou em seguida a cabeça do animal, e finalmente introduziu sua mão na garganta, com grande pasmo das pessoas presentes. Satisfeito com o que produzira, La Fontaine julgou dever despertar o leão, e fez-lhe passes de dispersão. O leão abriu os olhos, levantou-se, sacudiu a juba e recuperou os seus hábitos, passeando ao longo da jaula. 209. A ação magnética sobre as plantas não é menos manifesta do que sobre os animais: pode-se curá-las quando estão doentes, apressar-lhes o crescimento e a florescência; numerosos fatos apresentam-se em apoio do que avançamos. No ano 1841, em Caen, La Fontaine possuía dois gerânios, um dos quais cheio de seiva, e o outro quase sem vida.
Começou a magnetizar este último, que não somente recuperou vitalidade, mas acabou por cobrir-se de largas folhas e crescer mais do que aquele que não estava doente. O Sr. Dr. Picard, horticultor em São Quintino, fez uma série de experiências sobre enxertos de roseiras. No dia 5 de abril, sobre seis enxertos feitos nas mesmas condições, ele abandonou cinco ao seu desenvolvimento natural, e magnetizou o sexto; a roseira magnetizada deu, em 10 de março seguinte, dois belos rebentos de 40 centímetros, encimados por dez botões, enquanto que os outros tinham apenas rebentos de 5 a 10 centímetros e os botões estavam longe de despontar.
O enxerto magnetizado produziu, de 5 de abril a 26 de agosto, em duas florescências, maio e julho, dezoito magníficas rosas e forneceu 38 mudas, das quais muitas deram flores, enquanto que no mesmo período os enxertos não magnetizados só floresceram uma vez, em fins de junho, e deram ramos que atingiram apenas a um desenvolvimento de 15 a 20 centímetros. O Sr. Picard experimentou igualmente a ação magnética sobre o desenvolvimento das frutas: escolheu, sobre um pessegueiro escorado, um ramo onde havia três pêssegos; magnetizouos todos os dias por espaço de cinco minutos, e no dia 24 de agosto estavam em perfeita maturação, havendo atingido um desenvolvimento de 21, 22 e 24 centímetros de circunferência, quando os outros frutos da árvore só amadureceram em 25 de setembro e atingiram no máximo a 14 ou 15 centímetros. Tais fatos não precisam de comentários. Eu mesmo tive freqüentes ocasiões de averiguar a benéfica influência que podemos exercer por nossa radiação sobre as plantas; conservei em meu aposento plantas verdes, fênix ou palmeiras, durante dez ou doze anos, no mais perfeito viço; tratei, no parapeito de minha janela, de sálvias (plectrantus fructcosus), que atingiram dimensões inteiramente desusadas, produzindo verdadeiros arbustos com mais de 1,50 m de altura e 3 metros de ramagem, não porque eu as magnetizasse todos os dias, mas sim devido aos meus cuidados constantes.
A planta é um ser vivo que exige, do mesmo modo que o animal e todos os seres da natureza, não somente os elementos necessários à conservação da sua vitalidade, ar, água, calor, luz, como também afeição. Sim, a planta, tal como o próprio animal, não se apraz na solidão: carece de quem a cuide, de quem a toque e se ocupe dela; vive em grande escala das nossas emanações irradiantes, e na maioria dos casos morre no abandono e no isolamento, quando a arrancamos do seu estado natural, por isso que a não associamos suficientemente à intimidade do nosso lar. Pode-se bem fazer uma idéia do efeito produzido por nossa ação irradiante sobre as plantas, atuando sobre bulbos de tulipas e de jacintos. Magnetizando todos os dias, por espaço de cinco ou dez minutos, a água dos vasos em que mergulham as raízes desses tubérculos, consegue-se dar à sua seiva uma tal energia vital, que a haste e flor tomam em pouco tempo aparências extraordinárias. Um dos meus amigos tinha sobre a lareira dois bulbos de jacintos cor de rosa, que acabavam apenas de germinar e estavam em grau de igualdade no desenvolvimento; fizemos a experiência de magnetizar um, deixando que o outro se desenvolvesse livremente.
A planta magnetizada excedeu muito a sua companheira e atingiu uma altura de mais de cinqüenta centímetros. Para evitar que a flor não fizesse cair o vaso, fomos obrigados a dar-lhe um ponto de apoio sobre o espelho da lareira. Este singular resultado, que comuniquei a um dos meus amigos, empregado numa repartição ministerial, induziu-o a repetir a experiência: trouxe bulbos de jacintos para o escritório e começou a magnetizá-los. Muitos dos seus companheiros imitaram-no. Em poucos dias, o campo de experiência alargou-se, e a referida repartição (que não era a de agricultura) tornou-se em breve uma sucursal das estufas da cidade; em todos os escritórios entregaram-se os empregados à cultura do bulbo de tulipa. 210.
Não seria demasiado insistirmos sobre os numerosos fatos que acabamos de citar; porque, fornecendo-nos a prova da ação real do homem sobre os animais e as plantas, demonstram bem que essa ação puramente dinâmica e física, depende da faculdade natural que o homem possui de regular, condensar, e projetar por seu poder de volição, as suas radiações magnéticas ou nêuricas sobre todos os corpos que o rodeiam e de modificar-lhes as correntes (24). Além disso, mostram-nos a unidade do princípio universal que une na natureza todos os corpos entre si. CAPÍTULO XVII Da magnetização dos corpos inertes e dos acessórios que se podem empregar para as magnetizações indiretas Unidade do princípio universal que une todos os corpos entre si. – Falsa idéia da inércia, seriação e diferenciações do movimento. A inércia é uma resistência, e por conseguinte uma força.
– Todos os corpos são condensadores de movimento. – Efeito produzido pela magnetização sobre os corpos. – Água magnetizada. – Processos para magnetizar um copo d'água, uma garrafa, um banho. – Efeitos da água magnetizada.
– Vidro magnetizado: O vidro possui propriedades especiais de condensação. – Processos para magnetizar um disco de vidro, um bocal, lunetas. – Alimentos, metais, objetos diversos magnetizados; processos para magnetizar os tecidos, os alimentos, influências especiais dos metais. – O som favorece a ação magnética; influência dos sons harmoniosos; perturbações produzidas pelos ruídos dissonantes ou os choques imprevistos. 211. A ação magnética não se estende somente aos animais e às plantas; os próprios corpos inertes podem ser influenciados.
Apesar da realidade desse fato, que a experiência demonstra, uma asserção dessa ordem pode, à primeira vista, parecer contestável, por isso que, se nos dispomos a admitir muito facilmente uma troca de radiações entre os corpos dotados de vida, não vemos absolutamente, a priori, que relações possam existir entre a natureza morta e a natureza viva. Isto procede da idéia que se faz acerca da inércia introduzida na física para explicar o estado negativo e a imobilidade aparente da matéria, velando o conhecimento do movimento universal que mantém o mundo inteiro sob a ação de uma mudança lenta, imperceptível aos nossos sentidos, porém constante. Foram necessários trabalhos modernos sobre o polimorfismo e as cristalizações, para pôr-se em evidência essa verdade. Os corpos se nos apresentam então unidos entre si, não pela atração, como se havia suposto, mas por uma espécie de coesão recíproca devida a um equilíbrio coletivo. Assim mantidos em suas relações mútuas e constantes, esses corpos estão imersos numa espécie de oceano de movimento serial onde, sob as aparências simuladas de atrações e de repulsões, nascem, sob a influência de dispersões e condensações sucessivas, correntes que, longe de se deterem nas superfícies que banham, as envolvem e penetram.
A matéria, perdendo, desde então, as propriedades negativas que a inércia lhe empresta, exerce um papel eminentemente ativo: ao movimento ambiente que a cerca e comprime, ela opõe resistências proporcionais aos seus graus de condensação; não é mais uma entidade passiva, simples joguete das forças exteriores coligadas, mas sim uma força virtualmente ativa em antagonismo constante com as outras forças. Sob a influência das correntes que nascem desse antagonismo, tudo se anima na natureza, a separação estabelecida entre o mundo dos corpos vivos e o dos corpos sem vida cai por si mesma, e a unidade se faz na vivificação universal da matéria hierarquizada e na união das forças coligadas para um mesmo fim. Desaparece a inércia, para dar lugar a uma série infinita de todos os matizes de condensação, e não é mais sob o ponto de vista de sua materialização que cumpre considerar os corpos, mas sob o da faculdade que eles possuem de condensar o movimento em proporções variáveis. 212. Não existem, propriamente falando, corpos inertes na natureza; todos os corpos são, antes de tudo, condensadores de movimento, e é sob esse aspecto que eles são influenciáveis pelas nossas radiações. 213. Os corpos magnetizados auxiliam admiravelmente num tratamento os efeitos da magnetização direta: são excelentes intermediários.
Magnetizam-se corpos de qualquer natureza, a fim de empregá-los como acessórios: a água, os tecidos, a madeira, os metais, a cera, o vidro são igualmente bons condensadores das correntes. 214. As magnetizações não mudam em coisa alguma a natureza intrínseca dos corpos; aumentam somente as suas propriedades irradiantes. Ativando a energia das correntes que os atravessam (14), estendem-se as propriedades dos corpos, assim como restabelece-se neles as que um acidente lhes tivesse feito perder. 215. Os corpos submetidos à nossa ação magnética restituem, pelo contato, uma parte da energia transmitida; porque a magnetização, dobrando a sua faculdade condensadora ou a sua corrente centrípeta, põe em ação outro tanto de sua faculdade dispersiva ou da sua corrente centrífuga. É essa perpétua tendência ao equilíbrio entre as funções de condensação e as de dispersão que permitiu considerar indistintamente todos os corpos da natureza como reservatórios da força magnética. (12) Como nenhuma modificação aparente se manifesta nos corpos quando se os magnetiza, seria difícil verificar o aumento das propriedades destes corpos produzido pela magnetização, se não houvesse um meio de exame.
Esse meio foi fornecido pelos sensitivos; os pacientes sensíveis sabem muito bem, no estado magnético, distinguir um objeto magnetizado de outro que o não é. Eis aqui vários exemplos: Eu tinha um sonâmbulo de extrema sensibilidade; bastava-me magnetizar um objeto qualquer, uma cadeira, um livro, um papel, e deixar esse objeto misturado com outros da mesma espécie; nunca o meu sonâmbulo deixou de encontrar o objeto magnetizado no meio daqueles que não o estavam. Se, estando acordado, o acaso levava-o a tocar um objeto que eu houvesse magnetizado fora de sua presença o simples contato desse objeto punha-o instantaneamente no estado magnético. Muitas vezes repeti essa experiência, e sempre com bom resultado. Antes da chegada do sonâmbulo, eu magnetizava um objeto qualquer visível sobre a mesa ou sobre a lareira, uma caixa de fósforos, por exemplo; toda vez que, por inadvertência, o sonâmbulo tocava no objeto magnetizado ele girava sobre si mesmo e caia instantaneamente em sono magnético, e o efeito era fulminante!
No estado sonambúlico, os sensitivos vêem sempre a água magnetizada fosforescente. Um dia colocaram uma garrafa d'água magnetizada sobre a mesa, ao lado de uma pessoa que eu tinha por costume pôr em estado magnético. Era uma pessoa muito fácil de ser influenciada: a simples vizinhança dessa garrafa magnetizada bastou para adormecê-la, e quando tirei-a desse estado, foi necessário remover a garrafa de cima da mesa para que se não reproduzisse a mesma cena. Alguns dias antes, o simples contato de um anel de ouro magnetizado, que eu havia passado para o dedo dessa pessoa sem preveni-la do efeito que podia produzir-se, instantaneamente mergulhara-a no sono magnético. Esses efeitos inopinados, produzidos por um objeto magnetizado sobre sonâmbulos não prevenidos, dão a prova mais palpável da ação inteiramente física do magnetismo.
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.