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Capítulo 10 de 17
Parte 10 de 16
Magnetismo Curativo – Volume 1 · Alphonse Bouvier
Contratura do pescoço – Tocar de leve os músculos do pescoço com as pontas dos dedos de ambas as mãos, desde a nuca até abaixo do mento ou por detrás das orelhas até à extremidade das espáduas, passando sobre as jugulares, e terminar este passe pela viva ação de retirada prescrita mais acima (150), soprar frio sobre a nuca e fazer passes transversais. 152. Contratura do braço – Fazer com ambas as mãos, ou com uma só, um passe muito vivo à distância (ou tocando de leve com a ponta dos dedos), desde o ombro até à extremidade do braço, e terminar o passe por uma ação viva de retirada, soprar frio sobre o lugar da sangria e o punho, fazer passes transversais. 153. Contratura da perna – Fazer com ambas as mãos ou com uma só, um passe muito vivo à distância (ou de leve com as pontas dos dedos), desde o quadril até à extremidade do pé, e terminar o passe por uma ação viva de retirada, soprar frio sobre a curva da perna e o tornozelo, e fazer passes transversais. 154. Contratura do diafragma – Com ambas as mãos fazer um passe muito vivo à distância (ou tocando de leve com as pontas dos dedos) desde o epigástrio até aos quadris, e terminar o passe por uma ação viva de retirada, soprar frio sobre o epigástrio, e fazer passes transversais. 155. Contratura geral – Se o corpo estiver em contratura na sua totalidade, fazer sucessivamente os passes de dispersão prescritos mais acima, sobre os braços (152), sobre as pernas, (153) e sobre o epigástrio (154), soprar frio sobre a testa e sobre o epigástrio, e fazer passes transversais da cabeça aos pés (145). 156.
Uma contratura nem sempre é o resultado de uma única e mesma causa. Em cada paciente, em razão de sua idiossincrasia e do seu temperamento, as correntes centrífugas e centrípetas estão longe de se equilibrarem da mesma maneira: em um, a contratura virá dum excesso de condensação dispersiva (efeito centrífugo), em outro dum excesso de condensação resolutiva (efeito centrípeto) (108). Ora, por outro lado, como as ações magnéticas possuem, conforme sua natureza, um efeito concêntrico ou excêntrico mais ou menos notável sobre as correntes, pode acontecer, em certos casos, que a resolução de uma contratura se obtenha por processos inteiramente opostos. Em tal paciente, por exemplo, faz-se contratura à distância e o mais leve contato basta para trazer a resolução; em tal outro, pelo contrário, o menor contato produz contratura e a resolução só se pode fazer à distância. Só a sagacidade do operador é que pode guiá-lo na escolha dos meios apropriados.
Freqüentemente tive ocasião de averiguar na produção do fenômeno esta singular anomalia, que efetivamente não é mais que aparente, porque ela se prende ao funcionamento natural das forças excêntricas e concêntricas das correntes. Eis um exemplo: Senhorita M..., 28 anos, hipertrofia do ovário direito, contratura de todo o lado direito do corpo. Quando no estado magnético, a contratura do lado direito cessa espontaneamente e todos os membros readquirem a flexibilidade. Somente, a paciente é de uma sensibilidade magnética extrema, a tal ponto que o mais leve contato estranho, um simples atrito nas roupas ou na epiderme, bastam para provocar instantaneamente um estado cataléptico, do qual só com muito esforço pode-se fazer sair a paciente e afastando-se dela cinco a seis metros. Um dia, ao falar à senhorita M., eu, sem querer, tocara-lhe no corpo; aconteceu que tive de levar mais de uma hora para fazer cessar a catalepsia imediata, produzida pelo meu contato: a manifestação fazia-se lentamente, quando eu me retirava para a extremidade do aposento, mas logo que me aproximava da cama da doente, manifestava-se a catalepsia de novo.
Foime necessário passar para o compartimento vizinho, cuja porta conservou-se aberta a fim de desprendê-la completamente e, quando após algum trabalho, eu consegui isso, abandonei o compartimento sem reentrar no quarto da doente. Eis aí um caso de sensibilidade magnética inteiramente excepcional, felizmente; mas ele demonstra que, ao contrário do que se passa mais comumente, o contato pode determinar contraturas, em vez de produzir a resolução. 157. Existe acerca da dispersão uma opinião errônea, que é preciso notar e que provém de um velho preconceito baseado na teoria dos fluidos: alguns magnetizadores acreditam ainda hoje no bom e no mau fluido; os processos chamados purificatórios, que empregam, quer antes, quer depois de cada magnetização, é um testemunho desse fato. Quando o doente imbuído desse erro vos diz, ao procederdes à dispersão no fim de uma sessão: “Não tireis mais do meu bom fluido!”, ele se engana. Nada se lhe tira pela dispersão.
A dispersão é uma operação que tem simplesmente por objeto romper a corrente. É fácil de observá-lo quando um braço contraído, mantido horizontalmente em uma posição absolutamente rígida pela contratura, cai de repente sob o impulso enérgico de um único sopro frio à distância ou quando um paciente sensível, conservado durante algum tempo sob a influência da emissão irradiante, cai subitamente para trás debaixo do sopro frio rápido que lhe projetais na testa, como se o fio que o retinha preso à magia se rompesse subitamente. O desprendimento é uma ação puramente dinâmica. CAPÍTULO XI Dos tratamentos Objeto dos tratamentos. – Sua duração.
– Disposições preliminares. – Exemplos de movimentos fisiológicos inesperados, produzindo-se no curso do tratamento. – Depois dos tratamentos magnéticos não há convalescença, o último dia de crise é o último da moléstia. 158. É necessário haver perfeita distinção entre um tratamento magnético e uma magnetização acidental e passageira. Uma dor, uma nevralgia, um movimento febril, um começo de defluxo, uma função momentaneamente suspensa se curam rapidamente; basta, muitas vezes, uma ou duas magnetizações para sustar os progressos do mal e restabelecer o equilíbrio do organismo.
Mas dá-se diferentemente quando se trata de uma moléstia mais séria, e principalmente de um estado crônico que já vem de muito tempo. Faz-se preciso então instituir um tratamento. 159. Podendo durar oito dias, quinze dias, um, dois, três, seis meses, e muitas vezes mais, conforme a gravidade e a antigüidade do mal, é necessário não empreender um tratamento precipitado, se de ambas as partes não houver firme resolução de continuá-lo e levá-lo até feliz êxito. Quando não houver vontade ou vagar para ultimar com êxito feliz um tratamento magnético, não se deve empreendê-lo, porque, depois de um doente ter experimentado bons e salutares efeitos da ação magnética, a cessação muito súbita desta ação torna-se-lhe muitas vezes prejudicial. (De Puységur) Deslocar-se-iam deste modo os humores que não tivessem tido tempo de se fixarem. (De Jussieu) Um efeito começado e não sustentado pode contrariar a natureza sem ajudá-la em seus meios. (De Puységur) Em certas moléstias orgânicas muito graves e antigas, os esforços que faz a natureza para tomar uma nova direção podem produzir as crises mais dolorosas e alarmantes; fazse mister evitarmos interromper a ação e não nos amedrontarmos. Nunca vi acidente grave ser a conseqüência de uma crise violenta cujo desenvolvimento não se tenha sustado ou contrariado. (Deleuze) 160.
Um assentimento recíproco dos mais completos deve-se estabelecer desde o começo entre magnetizador e magnetizado: de um lado, dedicação, vontade firme e perseverante; do outro, paciência e confiança absolutas. O magnetizador só deve ter um objetivo: aliviar ou curar. Deve considerar sua missão como um verdadeiro sacerdócio que lhe cria novas obrigações. Sacrificando tudo ao desejo de praticar o bem, não deve procurar, por vã ostentação, impressionar a imaginação do seu doente ou daqueles que o cercam pela produção de efeitos surpreendentes e extraordinários; sua única preocupação deve ser ajudar a natureza, sem nunca contrariá-la. Por seu lado, a pessoa magnetizada deve fazer todos os esforços para sustentar e animar o ardor daquele que se propõe restituir-lhe a saúde.
Não deve, pois, mostrar prevenção, desconfiança ou impaciência. 161. O começo de um tratamento é geralmente ingrato. Pelo fato de o magnetismo não produzir imediatamente efeitos aparentes e sensíveis, não se deve desde logo decidir que ele é impotente; pode-se citar um grande número de casos de cura obtidos, sem que nenhum sintoma magnético se tenha manifestado. Conseqüentemente, nem sempre as curas são precedidas, como se poderia supor, de efeitos que anunciem a ação magnética, e seria de mau alvitre desanimar-se depressa. Nas moléstias agudas de marcha rápida, é raro que o magnetismo não atue de maneira a mostrar imediatamente todo o bem que dele se pode tirar.
Porém, nas moléstias crônicas de marcha mais lenta, os sinais são sempre menos prontos, menos sensíveis, e precisa-se esperar vinte até trinta dias para ter-se um indício qualquer. Acontece mesmo muitas vezes, em certos casos de moléstias orgânicas inveteradas, que a ação só se faz sentir no fim de alguns meses, e então perde-se a confiança no momento em que se poderia colher os frutos do tratamento. 162. Fora do assentimento moral comum, que deve existir entre magnetizador e magnetizado, qualquer tratamento exige de uma e de outra parte muita regularidade, uniformidade, ordem e principalmente exatidão. 163. O começo periódico das sessões em horas fixas é absolutamente indispensável à boa direção de um tratamento. Uma vez combinada a hora mais conveniente, importa que haja restrita pontualidade.
Conforme a gravidade do mal ou a natureza da moléstia, assim se decide que as sessões se realizem todos os dias ou de dois em dois dias. Se as sessões se derem todos os dias, cumpre que haja de ambos os lados uma grande pontualidade quotidiana, a fim de evitar-se lacunas no tratamento. Se forem de dois em dois dias, é necessário, tanto quanto possível, que haja periodicidade constante e que um dia não seja indiferentemente substituído por outro. 164. A duração das sessões deve sempre ser a mesma. Pode-se na média fixá-la em meia hora, 45 minutos no máximo, quando a sessão tiver de comportar alguns processos de massagem.
Impulsionado pelo ardor do bem ou pelo desejo de satisfazer ao doente, deixamo-nos sempre levar a magnetizar por mais tempo do que o necessário para lhe ser útil. Entretanto, é preciso não perdermos de vista que uma ação curta, porém vigorosamente sustentada do começo ao fim, é mil vezes mais profícua ao doente do que uma ação muito prolongada, na qual o operador perde uma parte de suas forças. Os pacientes sonambúlicos, que em sono são na maior parte excelentes conselheiros e muitas vezes nos dão indicações sobre os melhores processos a empregar, estão todos de acordo em que é inútil prolongar a ação magnética para produzir o efeito desejado. Quinze ou vinte minutos bem empregados bastam perfeitamente, na opinião deles, para esse fim. Às vezes mesmo, vão até a reduzir esse tempo a dez minutos.
Um de meus amigos, o Sr. de X., verdadeiro apóstolo do magnetismo, em cujo ativo pode-se inscrever belas e numerosas curas, citava-me sobre este assunto o fato seguinte que vem perfeitamente confirmar os que eu próprio pude recolher e apreciar: a O Sr. de X. magnetizava a Sr G., que tinha um tumor interno, e ao mesmo tempo magnetizava o seu filho de 12 anos de idade, que sofria de uma hérnia umbilical. Essa senhora, muito sensitiva, caia facilmente no estado sonambúlico, e nesta condição fornecia, pela lucidez que apresentava, preciosas informações ao seu magnetizador, para guiálo na dupla cura por ele empreendida. A Sra G. insistia sempre com muita vivacidade para que ele não se fatigasse inutilmente em seu tratamento e recomendava-lhe que não consagrasse mais de dez minutos até doze, no máximo, quer a ela quer a seu filho.
Apesar da exigüidade das magnetizações feitas em intervalos bastante espaçados, o estado da mãe do menino melhorou sensivelmente em pouco tempo, e graças às contrações dos músculos do abdome sob a influência magnética, a hérnia de que sofria o menino em breve foi reduzida. 165. Entretanto, em certos casos, quando uma crise se manifesta ou quando é necessário lutar contra um mal fulminante, não mais se trata de limitar o tempo que deve ser passado junto do doente; é preciso a todo o custo sustentar a crise para dominar o mal; é então mister prolongar a ação magnética durante muitas horas seguidas, desenvolvendo toda a perseverança e energia.
A narração do fato seguinte pode dar uma idéia dessas lutas a toda a prova: Uma noite, um dos meus amigos cai-me em casa como uma bomba, exclamando: “Totó está morrendo! Está atacado de crupe!” Totó é uma encantadora criança de seis anos, que por sua afabilidade e delicadeza constitui a alegria de todos os que a conhecem. O meu amigo relata-me minuciosamente a sua moléstia: oito dias antes, Totó tivera uma espécie de angina: um médico a tratara com cáusticos e vomitórios; uma melhora se havia manifestado e julgou-se conjurado o perigo; depois, subitamente, na própria manhã, o mal recrudescera com tal violência que o médico, chamado a toda pressa, declarara a doente muito pior, e aconselhara sem mais detença a operação da traqueotomia. Não pudemos conformar-nos com esta terrível operação, acrescentou o meu amigo, e como em igual circunstância, já conseguiste tirar vosso próprio filho desta má situação, corri a fim de saber se ainda é possível tentar salvar a pobre Totó! Partimos.
O diagnóstico do doutor não era exagerado; efetivamente, a criança se achava em terrível estado crítico: tinha afonia, febre ardente, respiração estertorosa, acessos freqüentes de sufocação. Encontramos a mãe em pranto, considerando seu filho perdido. Porém, com o magnetismo cumpre que nunca desesperemos; ele traz em si a vida. Ademais, há na criança uma tal exuberância de vitalidade, que até ao último momento pode-se conseguir a reação vital. Comecei o trabalho, e depois de ter passado uma parte da noite a insuflar e magnetizar a pobre doentinha, tivemos a inefável alegria de verificar uma melhora sensível.
Regressei à casa para repousar um pouco, refazer as minhas forças esgotadas, e voltei pela manhã muito cedo, a fim de continuar a lutar. Pouco a pouco, a cruel moléstia cedeu aos meus perseverantes esforços e, à noite, no meio de uma crise terrível, a criança expeliu peles espessas que se desprendiam da garganta. Por vinte vezes acreditei que ela ia morrer nos nossos braços, tão violentos eram os esforços que ela fazia: mas à força de imposições, passes, e insuflações, consegui sustentá-la nessa crise, que felizmente foi a última. Totó estava salva! Mas, para livrá-la da morte foi-me necessário sustentar com a moléstia uma terrível luta, em que não poupei tempo nem esforços, luta essa que durara mais de trinta e seis horas. 166.
Fora dos casos urgentes em que se deve disputar passo a passo a vida do doente e nos multiplicarmos, é inoportuno fazer mais de duas sessões por dia. É o máximo de esforço que se pode dar, porque é preciso deixar tempo à ação magnética, para que ela produza o seu efeito. Faz-se então uma sessão pela manhã e outra à noite, a fim de deixar entre as duas sessões quotidianas o maior intervalo possível. Em geral, num tratamento começando por ação suave e progressiva, obtém-se resultado muito melhor do que agindo com muita energia e precipitação. O defeito comum a todos os noviços é pecar por impaciência e excessivo ardor.
Cumpre evitarmos violentar a reação vital. Ela nunca corresponde às ações brutais; deve-se deixá-la produzir em seu tempo. Efetivamente, é às vezes de maior vantagem começar um tratamento por sessões alternadas de dois em dois dias e estar-se pronto a torná-la diárias desde que se produza o efeito magnético. Nos tratamentos quotidianos, pode-se em certos casos suspender as sessões durante muitos dias, a fim de estudar-se, com espírito de observação, os sintomas que se produzem no intervalo. Essas suspensões contribuem às vezes para despertar a sensibilidade magnética no momento em que se recomeça. 167.
Uma observação diária, redigida com cuidado e regularidade, é o verdadeiro complemento de todo o tratamento bem dirigido. Um diário bem feito serve para esclarecer o médico que assiste ao magnetizador e dá-lhe um conhecimento exato de tudo o que se manifesta no curso do tratamento. Serve ao próprio operador, permitindo-lhe estabelecer os pontos de comparação com os fenômenos obtidos em outros tratamentos e para publicar, quando necessário, os bons resultados obtidos a fim de vulgarizá-los. (Aubin Gauthier) 168. Acontece freqüentemente que, magnetizando-se por uma afecção passageira, a reação vital leva sua ação reparadora a pontos do organismo onde antigas afecções tinham deixado uma desordem qualquer, e vê-se inopinadamente produzir nesses pontos movimentos fisiológicos inesperados, que trazem uma cura com a qual se não contava. O Sr.
Oswald Wirth, bem conhecido pelas numerosas curas que obtém em Paris, tratava de uma bronquite em certa senhora, quando sobrevieram dores na perna esquerda e o tornozelo inchou, como se houvesse sido fortemente contundido. Não havia absolutamente relação entre estes sintomas patológicos e a bronquite, mas a admiração do magnetizador cessou quando a doente lhe referiu que, alguns anos antes, havia caído de um carro, ferindo-se gravemente na perna, e nunca se curara perfeitamente desse acidente. O coeficiente de vitalidade que lhe traziam os magnetizadores, dirigido contra a sua bronquite determinando para a perna doente uma migração salutar das forças vitais, tinha permitido à natureza o recomeçar a obra de reparação que, entregue a si mesma, não poderia acabar. Pôde assim a doente desembaraçar-se ao mesmo tempo das conseqüências de sua queda do carro e de sua bronquite. Esse fato me desperta um outro não menos singular: Uma senhora veio um dia pedir-me que a magnetizasse por causa de um dos olhos que estava sempre lacrimejando.
Ao cabo de duas ou três sessões de tratamento, o olho não ia melhor, mas a minha doente, muito surpreendida e alegre, informou-me de que perdas abundantes, minandolhe as forças e a saúde já havia meses, tinham desaparecido; confessou-me que não havia falado dessas perdas, porque sabia terem sido produzidas por uma causa interna tão grave, que ela não julgava a ação magnética com o poder de combatê-la. Todas as notabilidades tinham de fato declarado incurável esta senhora. Apesar desse prognóstico pouco lisonjeiro, não somente cessaram as perdas por completo, como ainda a causa grave que as ocasionava desapareceu no fim de 40 sessões: a ação magnética, fora de todas as nossas previsões, havia determinado essa migração das forças vitais para as regiões mais seriamente comprometidas, do mesmo modo que uma guarnição sitiada conduz, sob o impulso de seu chefe, o grosso de suas forças para os pontos ameaçados. 169. No tratamento das moléstias pela medicina comum, acontece freqüentemente que a demora da convalescença sobreleva a do tratamento; é o que fazia dizer a Mesmer que a convalescença é a moléstia dos remédios. O magnetismo, não se fazendo ajudar por remédio algum e apelando, desde o primeiro dia, para a reação vital, não produz convalescença: o último dia de crise é o último dia da moléstia.
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