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Capítulo 11 de 17

Parte 11 de 16

Magnetismo Curativo – Volume 1 · Alphonse Bouvier

As radiações magnéticas, impulsionando o despertar da natureza e a realização das funções, incitam o doente a recuperar as forças, à medida que explica os princípios mórbidos da moléstia, e é assim que ela termina no próprio dia em que se completa o equilíbrio integral. Todas as curas magnéticas, sem exceção, vêm confirmar este fato. Eis um exemplo que me é pessoal: Alguns dias depois de meu casamento, em 1874, minha mulher caiu tão gravemente doente que fui obrigado a fazer-lhe quarto noite e dia, por espaço de um mês. Só tendo confiança na ação magnética, não recorri a médico algum, e constituí-me ao mesmo tempo seu médico, seu magnetizador e seu enfermeiro. Vez por outra, atirava-me inteiramente vestido sobre uma cama de campo, colocada no quarto da doente (precisamente a cama de que me havia utilizado durante a campanha de 1870, em Metz, contra os alemães), a fim de refazer, em alguns instantes de repouso, as forças necessárias à continuação da luta.

Essa luta foi terrível, mas com a perseverança fornecida pelo afeto que eu votava à minha mulher, combati pouco a pouco o mal por espaço de um longo mês. Às vezes possuía-me de desespero, mas a minha inalterável confiança no magnetismo restituía-me a coragem e a minha perseverança encontrou finalmente a sua recompensa: o mal cessou subitamente. À vista da gravidade e da demora da moléstia, acreditei a princípio na necessidade de uma longa convalescença para restituir à doente todas as suas forças; mas, com grande pasmo de minha parte, assim não se deu, e em vinte e quatro horas minha mulher fez um retorno tão completo à saúde, que reentrou desembaraçadamente no curso da vida comum, até então suspenso para ela, havia mais de um mês. CAPÍTULO XII Dos Processos O tratamento magnético fornece ao doente a faculdade de, por si mesmo, prover-se dos elementos de reconstituição que lhe faltam. – Magnetizar é um dom natural, mas o estudo dos processos constitui a arte de magnetizar.

– Imutabilidade dos princípios, variabilidade dos processos. – Tendência de certos magnetizadores para colocar toda a potência magnética na vontade. – A medicina chamada sonambúlica tem feito desviar de seu percurso o magnetismo curador (de Puységur e Mesmer). – Processos preliminares passivos, ativos, mistos e terminários. 170. É incontestável que o homem não haure na atmosfera e nos produtos da digestão a vitalidade que lhe é necessária.

Se o homem doente não pode fazê-lo tão bem como o homem são, é que, em virtude de uma falta de equilíbrio ou de tensão vital, o mecanismo orgânico, mais ou menos travado, funciona mal. O homem são, que magnetiza um doente irradiando sobre ele, não faz mais que comunicar-lhe por sua emissão irradiante a impulsão vibratória que falta à sua tensão normal, e lhe dá assim a faculdade natural de se prover por si mesmo dos elementos de reconstituição que lhe faltam. Apresentando o ato magnético sob esse aspecto muito simples, compreende-se que todo contato, toda irradiação, toda emissão irradiante, donde quer que venham, serão para o doente um benefício e lhe aproveitarão sempre até certo ponto. Dois homens colocados em frente um do outro, provocam de maneira harmônica a tensão de suas propriedades e podem ser considerados como se fossem um todo. No homem isolado, quando uma parte sofre, toda a ação da vida se dirige para ela com o fim de destruir o mal.

Do mesmo modo, quando dois homens agem um sobre o outro, toda a ação desta união age sobre a parte doente com uma intensidade proporcional. (Mesmer) 171. Poderíamos, portanto, quando houvesse necessidade, contentar-nos com um simples contato periódico para restituir ao organismo comprometido o grau de tensão que lhe é necessário. Assim pensando, a arte de magnetizar residiria unicamente no contato, apoiado por uma intenção caridosa e perseverante, ou melhor, não existiria ciência magnética: qualquer indivíduo seria magnetizador por intuição. Nasce-se, efetivamente, com a faculdade de magnetizar, como se nasce com a faculdade de se mover e de cantar. Todos podem desenvolver mais ou menos suas forças musculares no caminhar, no saltar, no dançar, nos exercícios de força e de agilidade, todos assobiam mais ou menos corretamente uma ária; mas estas faculdades só constituem verdadeiros talentos quando cuidadosamente desenvolvidas por exercícios baseados em métodos e princípios que formam uma arte.

Assim se dá com o magnetismo. Emitir radiações magnéticas é uma faculdade comum a todos, mas o conhecimento dos princípios que regulam essa emissão e o estudo dos processos que facilitam as aplicações constituem a arte de magnetizar. Se, pois, é possível fazer-se muito bem por simples intuição, pode-se fazer ainda muito mais conhecendo os princípios e os processos cujas vantagens nos são demonstradas pela observação e a experiência. 172. Cumpre estabelecer uma diferença entre os princípios e os processos: uns são imutáveis, e os outros variáveis. Deve-se sempre respeitar os princípios e nunca nos afastarmos deles; de sua aplicação é que depende o poder e a eficácia do magnetismo.

Quanto aos processos, o mesmo não se dá: a experiência é tudo, e a prática pode a cada momento retificar o que se fazia na véspera. (Deleuze) Quando se tem adquirido o hábito de magnetizar, e que se está confiante em si, há certos processos preliminares que podem ser postos de lado, substituindo-os por outros. Assim, com o tempo, e quando o doente é sensível à ação, cessa-se com a preliminar de pôr-se em relação com o doente, magnetiza-se-o imediatamente e ele sente desde logo os efeitos. Por um outro lado, há certos processos que precisam de regras invariáveis. É de necessidade não se empregar, por exemplo, tal ou tal processo em tais circunstâncias, quando se sabe que o emprego deles poderia acarretar resultados diferentes. Há ainda processos que devem ser modificados de acordo com as circunstâncias e os lugares em que nos achamos.

Assim, quando se está em presença de pessoas que não possuem idéia alguma do magnetismo, cumpre evitar tudo o que poderia parecer-lhes muito extraordinário, infundir nos gestos a maior simplicidade e empregar processos os mais comuns. (Aubin Gauthier) 173. Certos práticos, atribuindo à vontade uma notável preponderância, tendem a colocar todo o poder magnético na vontade. Os processos, no seu modo de pensar, perdem a importância que devem ter. É certo que a vontade põe em movimento a força magnética e dirige-a, mas isso à maneira do pistão que expele o vapor nos recessos dum mecanismo e regula-lhe o grau de tensão em seu duplo movimento de condensação e expansão. Em apoio dessa impulsão reguladora, é preciso que certos processos acessórios acabem de especializar a ação e conduzamna para os órgãos imediatos.

É por meio de processos convenientemente apropriados, por exemplo, e não somente pela vontade, que se consegue deslocar uma dor, fazê-la descer, acelerar a circulação em certos pontos, dissipar um ingurgitamento e cessar uma obstrução. Casos há em que é preciso desde logo atrair as correntes para as regiões inferiores do corpo; outros, pelo contrário, nos quais se faz necessário prolongar a ação sobre a cabeça e o estômago. Tal processo permitirá mais que outro a obtenção de um resultado pronto e decisivo: é uma questão de observação e de experiência. Mas se os processos são até certo ponto facultativos, alguns há imperativos que, em seu emprego, demandam muito tato e discernimento. Diversos magnetizadores atuam igualmente bem, quer pelos passes mais lentos ou mais rápidos, quer pelo contato ou à distância, conservando as mãos no mesmo lugar ou estabelecendo correntes. (Deleuze) 174.

Quando os pacientes são sensíveis e caem naturalmente em estado sonambúlico, acontece, às vezes, darem sobre este assunto indicações preciosas de que se pode tirar proveito. Há muitos exemplos em que sonâmbulos dirigem com vantagem o seu tratamento. Este curioso dom de segunda vista tem induzido muitos magnetizadores a desprezarem o estudo dos processos e a visarem exclusivamente um fim especial: “colocar os doentes em condições de se curarem a si próprios”. Vai nisso um grave inconveniente, porque esses magnetizadores, obtendo dos sonâmbulos somente indicações dos processos particulares inteiramente ocasionais e unicamente apropriados às dores que sofrem nesse momento, esses magnetizadores, repito, foram perdendo de vista, pouco a pouco, os princípios que serviam de base à grande arte fundada por Mesmer, e substituíram-na por uma espécie de medicina sonambúlica, que fez desviar da sua missão a terapêutica magnética. Em vez de estudar e desenvolver os processos mais adequados para agir de uma maneira geral e direta sobre os órgãos e as vísceras do corpo humano, em lugar de constituir-se pela observação e a experimentação um corpo de doutrina útil, limitaram-se à função mais fácil e menos fatigante de formar sonâmbulos, aplicaram-se a tirar o melhor partido possível de sua lucidez mais ou menos problemática, e insensivelmente o magnetismo chegou a consistir apenas um meio de formar sonâmbulos e fazer-lhes produzir oráculos.

O Sr. de Puységur, sem o querer, contribuiu para fazer entrar o magnetismo nesse caminho falso, donde ele foi o primeiro a transviar-se, conservando-se como simples espectador dos fenômenos que produzia, em vez de pesquisar-lhes as causas. Que é que os adeptos de Puységur têm feito para provarem a ação curadora do magnetismo, deixando de lado as sábias lições de Mesmer? Não cessaram de interessar-se pelo sonambulismo. De maneira que se para o assistente ou o incrédulo não sobrevier o sono e o sonambulismo não estiver ao nível da inteligência ou da lucidez desejada, não há magnetismo. Duas escolas distintas, sem que sejam opostas, estabeleceram-se depois da descoberta do sonambulismo pelo Sr. de Puységur: uma, a de Mesmer, que dava grande importância à escolha dos processos; e outra que tomava por divisa a inscrição que se acha nas obras de Puységur: “Crede e tende vontade”. (Aubin Gauthier) 175.

Os processos cuja exatidão foi severamente averiguada por longas observações práticas, e cujo efeito tem sido cuidadosamente estudado, podem ser classificados do seguinte modo: 176. 1o) Processos preliminares, tendo por objeto estabelecer a relação do magnetizador com o paciente. (47 a 53) 177. 2o) Processos passivos, compreendendo todos os contatos (simples ou duplos), em que o operador conserva uma espécie de passividade, aguardando a manifestação das correntes. (54 a 75) 178. 3o) Processos ativos, pelos quais o operador abre caminho às correntes e conserva sempre um papel mais ou menos ativo (passes, ações à distância, massagem magnética, insuflações). (76 a 141) 179. 4o) Processos mistos, compreendendo todas as combinações variadas que podem ser feitas dos processos ativos e passivos entre si. (86 a 105) 180. 5o) Processos terminários, compreendendo todos os processos de dispersão, imposições, passes transversais e perpendiculares, insuflações frias. (142 a 157) CAPÍTULO XIII Das sessões e da escolha dos processos Periodicidade das sessões. – Sessões alternadas ou diárias. – Disposições preliminares. – Perturbações das correntes causadas pela presença de testemunhas. – Posição do doente.

– Ordem e duração das sessões. – Regiões sobre as quais o operador deve concentrar sua ação. – Escolha do emprego dos processos em virtude dos diferentes casos que se apresentam. – Utilidade em deixar que os sintomas se desenvolvam. – Processos para determinar naturalmente o sono.

– Necessidade de modificar os processos, se os males são indolentes ou ativos. – Pode-se magnetizar indiferentemente com ambas as mãos. – Opinião errônea dos polaristas sobre a influência especial atribuída a cada mão. – Unipolaridade da ação irradiante do homem. – Perigos de especificar em demasia. 181.

As sessões alternam-se de dois em dois dias, ou são diárias, ou se fazem duas vezes por dia, conforme a natureza da moléstia. (163) Se o mal for recente e agudo, se o organismo vibrar desde logo sob a ação magnética, é que a reação vital já está naturalmente em ação e é necessário substituí-la por magnetizações repetidas. Nesta emergência fazem-se duas sessões por dia. Se, pelo contrário, a moléstia tomou, por sua antigüidade, um caráter crônico e inveterado, se a reação vital se tem embotado, se o organismo vibra pouco ou não vibra sob a incitação da emissão irradiante, é inoportuno atacar vigorosamente os centros nervosos, os quais não se acham em condições de responder ao impulso que se lhes quer dar. Em tal caso deve-se fazer apenas uma sessão de dois em dois dias. Em suma, é regra proporcionar a atividade do tratamento à potência de reação que se encontra ou que se desenvolve, e é muito importante compenetrar-se deste princípio: que se atinge mais rápida e seguramente o fim por meio de ações progressivas e adequadas, do que por uma intenção muito brusca ou demasiadamente violenta.

Cumpre não perder de vista que a ação magnética, sendo de ordem puramente dinâmica, comporta-se como as outras forças da natureza e, como elas, obedecendo às leis da física geral, procura seu equilíbrio em justas limitações. Quando um comboio lançado a toda velocidade deve retrogradar, o maquinista evita neutralizar bruscamente o vapor para tomar a nova direção: deixa prudentemente extinguir-se a força de propulsão para a frente, por meio da ação progressiva dos freios e, quando se sente senhor do movimento, dá francamente a propulsão para trás. O mesmo acontece quando a moléstia arrasta o organismo desde anos, em direção oposta à que deve seguir. Para fazer que ele dê uma volta sobre si mesmo em direção à saúde, é necessário temperar com prudência, por meio de ações progressivas, a sua marcha para diante, até que se sinta bastante senhor do movimento para lançá-lo em plena velocidade na marcha retrógrada. Em ambos os casos, é preciso necessariamente entrar em composição com a força propulsiva, antes de corrigir a direção.

Nas moléstias agudas, não se dá a mesma coisa: a reação vital se acha em jogo, o organismo, já lançado na ação de retorno, não tem mais do que receber um vigoroso impulso a fim de ajudá-lo nesse intuito. 182. Quando se tem fixado o número e o modo de alternar as sessões, toma-se para cada uma delas as disposições preliminares seguintes: Primeiramente, é necessário isolar-se o mais que for possível do barulho num dos aposentos da casa, onde não se tenha a temer nenhum contratempo nesse sentido, afastar os estranhos e curiosos que, com sua conversação ou presença, podem perturbar ou distrair, e colocar-se finalmente no mais completo estado de isolamento, calma e atenção, condições principais de qualquer boa magnetização. Se o doente for uma mulher (jovem principalmente), é prudente e conveniente a presença de uma testemunha; mas então uma só e sempre a mesma, se isso for possível.

É para desejar-se que essa testemunha, sem ser precisamente um adepto convicto do magnetismo, não lhe seja entretanto absolutamente oposto, por isso que a presença de uma pessoa ostensivamente hostil ou céptica pode, senão prejudicar a ação magnética, pelo menos atenuá-la, atuando sobre as faculdades receptivas do magnetizado. Esse fenômeno perturbador das correntes, causado quer pela presença de pessoas, quer pela de animais, tais como cães e gatos, não é um puro efeito de imaginação; tampouco pode ser atribuído, como se tentou fazê-lo, às influências misteriosas dos bons ou dos maus fluidos dos atiradores da sorte ou do mau olhado; é uma simples e natural conseqüência da faculdade que possuem os corpos de se influenciarem mutuamente à distância pela sua emissão irradiante.

Existem milhares de casos dessas influências perturbadoras inconscientes. Eis dois exemplos: O Dr. Huguet, de Vars, reunira em sua casa alguns dos membros do Jornal Presse Scientifique, e eu era um de seus convidados. Tratava-se da exibição de uma excelente sonâmbula, com a qual propunha-se fazer uma série de experiências interessantes. O magnetizador dessa mulher, que era seu marido, não querendo, depois de havê-la adormecido, que o considerassem farsista, julgou fazer ato de boa fé abandonando-a inteiramente aos experimentadores mais ou menos nocivos da reunião.

Como é natural, os que se apresentaram logo foram os mais incrédulos e os céticos, e num momento a infeliz mulher ficou rodeada por um círculo em que predominaram mais correntes de hostilidade que de benevolência. Nem sequer uma experiência deu resultado, nenhuma lucidez se manifestou, e a atitude da sonâmbula foi tal que os experimentadores tiveram a íntima convicção de haverem desmascarado um embuste. Furiosos com esse desenlace, zombaram tanto da sonâmbula e do magnetizador que este se exasperou e a sessão quase terminou por violência. É indubitável que, nesta emergência, a lucidez, de que tantas vezes a sonâmbula dera provas autênticas em outros lugares, se nulificara ali pela influência perturbadora do meio hostil, onde o magnetizador, por um sentimento de delicadeza mal recompensado, havia abandonado a sonâmbula. E é por esta razão que nunca uma sonâmbula, qualquer que seja, mesmo a mais íntima, conseguiu dar prova de suas qualidades transcendentes perante um júri de exame, e por isso os prêmios de clarividência magnética não foram e provavelmente nunca serão ganhos.

Nem sempre são os assistentes que influenciam o sonâmbulo. Acontece às vezes que o próprio magnetizador, sem o querer, irradia sobre aqueles que o cercam e os influencia indiretamente. Em 1863, quando eu era capitão no regimento de Spahis, de guarnição em Constantina, tínhamos ido a um divertimento nas cercanias da cidade. Depois do almoço sobre a relva, divertiu-se, correu-se, dançou-se, e estavam todos muito alegres, quando um incidente veio perturbar as nossas expansões: uma jovem do nosso grupo caíra sem sentidos. Transportada a uma sala do andar térreo de uma casa, estenderam-na sobre um canapé e procurou-se em vão arrancá-la daquele delíquio, que muito se assemelhava a um estado letárgico.

Ofereci-me ao seu marido, que se achava muito inquieto, para tentar a ação magnética, e em poucos momentos, com grande prazer de nossa parte, a vida voltou cessando todo o sintoma mórbido. Diversas pessoas, ansiosas ao redor da doente, haviam acompanhado essa ressurreição com interesse, e entre outras um jovem de quinze anos que, para melhor ver, sentara-se muito perto de nós. Eu tinha acabado de desprender a doente dos fluidos, quando, por acaso, atirando a vista sobre este jovem, vi que ele empalidecia, e estava oscilante na cadeira, fechava os olhos e caia em estado magnético. Naturalmente, de natureza muito sensível, fora indiretamente influenciado pela minha corrente. Deixei a jovem quase restabelecida e ocupei-me dele; declarou-se uma pequena crise nervosa, lágrimas, opressão, etc., que fui obrigado a acalmar antes de tirá-lo do estado magnético e de desprendê-lo dos fluidos.

Esses dois exemplos demonstram que é preciso seriedade nos que se acercam de um doente, e desconfiar de influências ambientes que possam neutralizar a ação. 183. Sendo tomadas as melhores disposições preliminares, faz-se sentar o doente em um lugar cômodo, de modo que ele esteja bem à vontade, e deve-se ficar colocado em frente dele sobre um assento mais alto. Estabelece-se então a relação, pelo contato (49). O período da duração da sessão deve ser de cerca de meia hora a 45 minutos no máximo e divide-se do seguinte modo: • (49) Entrar em relação: 5 minutos • (177) Processos passivos: 10 minutos • (178) Processos ativos: 10 minutos • (179) Processos mistos apropriados ou massagem: 15 minutos • (180) Processos terminais: 5 minutos. Esta indicação não é evidentemente mais do que um quadro onde o operador não deve confinar-se estritamente: cada caso particular deve ditar sua conduta, não só na ordem, como na escolha dos processos.

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