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Capítulo 4 de 17
Parte 4 de 16
Magnetismo Curativo – Volume 1 · Alphonse Bouvier
Admitamos, pelo contrário, que pondo de parte qualquer prevenção, vos dispusésseis escrupulosamente a verificar pela experiência uma afirmação que choca os vossos preconceitos e que assim chegásseis a averiguar a verdade do fenômeno; com que ardor perseverante, com que paciência a toda prova não estaríeis desde então armado para renovar o milagre à saciedade! Este exemplo aplica-se aqui bem: uma simples imposição das mãos pode produzir prodígios, mas quem não experimentou e não viu não pode acreditar nessas maravilhas; e, enquanto por si mesmo não se conseguiu esses efeitos surpreendentes, conserva-se o homem cético e sem fé, indeciso e flutuante, dificilmente dispõe-se às penosas demoras de uma operação, que muitas vezes demanda esforços contínuos e uma paciência inesgotável. Pode-se, pois, magnetizar sem ter a fé, porém ela torna-se necessária para fazer o bem, para restituir a saúde àquele que a perdeu.
A falta de confiança dá a timidez; teme-se um efeito magnético em vez de desejá-lo; se ele se apresenta, recebese-o com inquietação; os efeitos imprevistos enchem de pasmo ou impelem-no a imprudências e exageros que se não dariam se se tivesse por guias a reflexão, o critério e a experiência (Aubin Gauthier) 32. Saber – O magnetismo, considerado sob o ponto de vista do exercício de uma faculdade natural, está ao alcance de todos; e para fazer o bem ao seu semelhante basta possuir um coração simples e benévolo; se se considerar o Espiritismo sob o ponto de vista dos altos problemas de fisiologia e de psicologia que ele pode resolver, não é bastante um bom coração, é necessário uma grande inteligência e saber.
Tomemos um meio termo entre esses dois extremos e digamos que, para praticar o magnetismo curador com bom êxito, convém reunir às qualidades que acabamos de enumerar alguns conhecimentos de anatomia e de fisiologia e o estudo das melhores obras que têm tratado do magnetismo. 33. Finalmente, antes de procurar tratar de um doente, cumpre fazer um exame de si próprio e refletir maduramente: considerando o objeto que se propõe, que é curar, como um verdadeiro sacerdócio, é necessário tomar a resolução de imprimir a todos os seus atos o mais correto procedimento, as mais puras intenções, uma inteira discrição, uma dedicação absoluta e só empreender o tratamento quando se está certo de levá-lo a bom termo nas condições exigidas. CAPÍTULO III Das condições necessárias para ser magnetizado Ninguém é refratário ao magnetismo. – Das condições necessárias para desenvolver a receptividade magnética: simpatia, confiança, paciência. – Influências internas e externas.
– Efeitos do regime e dos medicamentos. 34. Ninguém é refratário à influência magnética e, do mesmo modo que qualquer indivíduo pode magnetizar, todo indivíduo é magnetizável. É bastante, para aproveitar na mais larga escala os efeitos salutares do magnetismo, colocar-se nas condições de receptividade as mais favoráveis. Essas condições são todas de ordem moral: Simpatia, confiança e paciência. 35. Simpatia – A escolha de um magnetizador é uma coisa mais delicada e mais importante do que a escolha de um médico.
É preciso que haja entre o magnetizado e o magnetizador, senão uma verdadeira simpatia, pelo menos ausência completa de antipatia; qualquer sentimento de indisposição, de constrangimento ou de repulsão, é absolutamente contrário ao estado de receptividade magnética. 36. Confiança – Se é indispensável a simpatia, não o é menos a confiança, não a fé cega na eficácia do magnetismo, mas sim uma absoluta confiança na pessoa do magnetizador. Um doente que esgotou os socorros da medicina nunca vem à magnetização com uma grande confiança, e muitas vezes a pouca estima que ele vota a um remédio que não conhece deprecia esse remédio aos seus olhos. Tudo isto não é motivo para que o magnetismo não lhe restitua a saúde. A confiança na própria coisa não é indispensável para que o efeito se produza. (Aubin Gauthier) 37.
Só com o correr do tempo, depois da obtenção de certos efeitos, é que o doente pode familiarizar-se com o magnetismo, de que não tem às vezes mais do que uma idéia muito vaga; porém é desde o primeiro dia que ele deve confiar inteiramente no magnetizador, porque, dependendo a eficácia do tratamento da maneira pela qual o magnetismo é administrado, todo sentimento de desconfiança ou de prevenção tenderia a enfraquecer as boas disposições daquele de quem toda a virtude curadora reside na expansão de suas faculdades irradiantes. Dizei: “Eu não creio no magnetismo, mas tenho confiança em vós!” Nestas disposições, as mãos dos menos hábeis podem produzir maravilhas. (Aubin Gauthier) 38. Paciência – Depois da confiança, a melhor garantia de bom êxito é a paciência, e infelizmente a paciência é a virtude que mais vezes falta aos doentes. Quer-se ser curado antes de submeter-se ao tratamento. Não se quer admitir que uma moléstia inveterada desapareça como que por encanto, e que é preciso dar ao tratamento o tempo necessário.
Se não se sente nada no começo, duvida-se e perde-se a confiança. Se sobrevêm ou aumentam-se as dores, lamenta-se e fica-se amedrontado. Às vezes, uma melhora imediata, dando a esperança prematura de uma próxima cura, faz originar decepções que levam ao desânimo. Essas alternativas de dúvida e esperança, essas impaciências, esses temores, essa grande mobilidade de sentimentos têm geralmente deploráveis conseqüências; enervam o doente e desmoralizam o magnetizador; um coloca-se, por culpa própria, em mau estado de receptividade; o outro vê sustar-se, com grande pesar, a sua força irradiante, e o bom êxito da operação se acha deste modo retardado ou comprometido. 39. É preferível não empreender um tratamento quando não se esteja compenetrado da necessidade de submeter-se inteiramente à experiência do magnetizador e de não contrariar a sua ação em coisa alguma.
Cumpre saber: 1o) que o tempo de uma cura varia ordinariamente de um a seis meses, e algumas vezes mais; 2o) que não há motivo para perder-se a esperança quando nada se sente no começo; os efeitos magnéticos manifestam-se às vezes tardiamente, e a cura muitas vezes sobrevém mesmo sem nenhum sinal precursor aparente; 3o) que se as perturbações se agravam e aparecem dores, não há razão para atemorizar-se; todo tratamento apresenta alternativas inesperadas e os sofrimentos são a maior parte das vezes a prova de uma reação salutar. A dor exprime um ato puramente vital; os fenômenos da dor são de tal modo um ato de reação vital, que é preciso que haja não somente o despertar da sensibilidade para que ela se produza, como ainda uma certa dose de sensibilidade disponível; na região em que a rede nervosa for tórpida, anestésica, a dor é incapaz de se desenvolver: “Não sofre quem quer! Para sofrer é preciso sentir.” (Dr. Luys) 40. Finalmente, se um alívio imediato se produz, é preciso não se entregar muito cedo à esperança, a fim de evitar as decepções. 41.
O doente deve estudar com o maior cuidado todas as sensações que experimenta, quer durante a magnetização, quer no intervalo das sessões, a fim de poder informar o magnetizador sobre todos os sintomas que ele puder notar. 42. Ele deve evitar ser influenciado pelo meio em que vive; não contrariar a ação do magnetismo, tomando ocultamente substâncias cujos efeitos o magnetizador não pudesse distinguir nem prever. 43. Sob o ponto de vista do regime, cumpre evitar os excessos de todo o gênero, vigílias, fadigas corporais e espirituais, emoções vivas ou deprimentes, em outras palavras, tudo o que puder perturbar o equilíbrio do corpo ou o repouso da alma. 44. Não deve abusar, quer das abluções, quer dos banhos; a ação repetida das duchas quentes ou frias diminui com o correr do tempo a receptividade magnética, determinando uma excitação periférica que se transmite, pelos nervos vaso-motores, ao centro do grande simpático. 45. Todo agente manifestamente sedativo ou revulsivo, isto é, que demora ou excita o movimento vital, deve ser moderadamente empregado em concorrência com o magnetismo, de maneira a não embaraçar-lhe o efeito. 46.
É especialmente importante abster-se de tudo quanto possa tender a destruir ou minorar a sensibilidade nervosa, como os perfumes, narcóticos e bebidas espirituosas; sob a influência deprimente dos anestésicos ou dos tóxicos, a tensão vital acaba por embotar-se de tal modo que se torna impossível ao magnetismo despertar no corpo uma reação qualquer. As pessoas que fazem ou que fizeram uso imoderado da morfina, da antipirina, do éter, do ópio, do cloral, do clorofórmio e do sulfonal, ou que foram tratadas durante muito tempo por tóxicos violentos, tais como a acetanilide, estriquinina, o salicilato de soda e as variedades de brumuretos ou de ioduretos, perdem toda a receptividade magnética e tornam-se incuráveis pelo magnetismo. O quinino em altas doses, a atropina, o colchico, o abuso do álcool e do tabaco têm os mesmos efeitos sobre o organismo. CAPÍTULO IV Da maneira de pôr-se em relação Definição e objeto. – Relação por contato.
– Relação à distância. – Efeitos produzidos pela ação de relação. 47. Pôr-se em relação é estabelecer, entre si e a pessoa que se quer magnetizar, uma espécie de acordo prévio simpático, tendo por objeto fazer nascer de um organismo para outro a corrente de transmissão. O encetamento da relação é uma operação preliminar que precede a qualquer magnetização. Nesta operação a pessoa que magnetiza, concentrando fortemente a sua vontade e a sua atenção, coloca-se no estado mais favorável de expansão irradiante, e a pessoa magnetizada, por um repouso físico e moral neutralizante, procura, num estado de calma e descanso passivos, atingir o mais elevado grau de receptividade. 48.
Para colocar-se no estado mais favorável de expansão irradiante, não é preciso acreditar que seja necessário um grande esforço de contenção; qualquer constrangimento, ao contrário, é nocivo à emissão irradiante que uma grande flexibilidade muscular favorece; é do cérebro que parte a ação propulsora e esta ação, propagando-se ao longo dos cordões nervosos, deve encontrar francos todos os caminhos para a sua passagem. O querer é o verdadeiro foco de ação, mas é preciso um querer contínuo, sem interrupção nem projeção violenta, agindo de maneira regular e firme, como se fora o pistão no organismo mecânico de uma máquina, para expelir a força motora destinada a aplicações industriais. Aquele que magnetiza deve considerar-se qual máquina física que produza em si mesma o agente dos fenômenos: sua vontade deve ser ativa, deve querer agir sobre o magnetizado induzindo nele o princípio que sua organização encerra; os braços, as mãos, não devem ser considerados senão os condutores desse agente. (Barão Du Potet) A relação se estabelece por contato ou à distância. 49. Relação por contato – Fazer sentar o doente em um lugar cômodo, onde esteja bem à vontade. Colocar-se diante dele, tendo os joelhos e os pés opostos aos seus sem tocá-los, sentado um pouco mais elevado numa cadeira leve, por exemplo, que se possa manejar facilmente.
Estender os braços para diante, tendo as suas mãos abertas, com a palma para cima, de maneira que aquele que se submete à operação, o paciente, coloque nelas em cheio as suas mãos, palma contra palma, estando os dedos em contato em toda a extensão. Conservar esta posição de cinco a dez minutos, concentrando bem a atenção, sem fixação do olhar e sem esforço. Se o doente estiver deitado, coloque-se o mais próximo possível da beira do leito, tendo as pernas aproximadas e estendidas, os braços ao longo do corpo, fora das cobertas; tomar as mãos do doente como acaba de ser indicado para a posição sentada, ou impor simplesmente uma das mãos em cheio sobre a testa ou o peito. 50. Relação à distância – Colocar-se sentado em frente ao paciente, como já se disse acima, estender sem rigidez o braço direito para diante, tendo a mão aberta, a palma para baixo, os dedos levemente afastados e ao comprido em direção à testa, a alguns centímetros da raiz do nariz; conservar esta posição durante alguns minutos; depois, por um movimento mui lento, descer diversas vezes a mão da testa ao epigástrio10, e terminar a operação colocando a mão na direção do epigástrio. Pode-se variar sem inconveniente a maneira de pôr-se em relação, consistindo esta operação em uma simples posse do paciente para o estabelecimento da corrente.
Os processos indicados acima são os mais habitualmente empregados, mas cada operador possui os seus: uns como Mesmer, Puysségur, Deleuze, Aubin Gautier e Bruno, recebem o contato pelos polegares, colocam as mãos sobre as espáduas, descem lentamente muitas vezes ao longo dos braços e terminam por uma imposição prolongada sobre o epigástrio; outros, em lugar de colocarem-se diante do paciente, ficam ao lado dele e recebem o contato deitando uma das mãos sobre os rins e a outra sobre o epigástrio, conservando, desse modo, o corpo do paciente entre as suas duas mãos; outros contentam-se em fazer o contato com uma só mão, colocando-a na testa ou sobre o epigástrio; e alguns há, como o Barão du Potet, que só empregam a ação à distância. Cada um desses processos pode achar sua aplicação, conforme as circunstâncias e o grau de sensibilidade do paciente.
Há casos em que se pode com vantagem alternar o contato e a ação à distância. 51. Cinco minutos bastam mais comumente para estabelecer uma relação contínua; entretanto, cumpre saber que a relação se estabelece mais ou menos rápida, em razão dos temperamentos e do grau de simpatia magnética que une as duas pessoas. 52. Faz-se preciso insistir durante mais tempo, nos primeiros dias, para colocar melhor a corrente do magnetizado no tom da do magnetizador; uma vez bem estabelecida a relação, a ação se renova nas sessões seguintes, no mesmo momento em que se começa a magnetizar.
Assim é que, quanto se magnetiza uma pessoa depois de um certo tempo, pode-se dispensar a formalidade de pôr-se em relação como ato preliminar e passar desde logo aos processos de magnetização apropriados ao caso; os efeitos se determinam instantaneamente, sem que seja necessário recorrer a uma concentração prévia. 53. Quando se está bem exercitado, sente-se depressa quando a relação está estabelecida; um grande calor nas mãos, formigamentos na extremidade dos dedos, um pouco de umidade da palma, são os indícios mais comuns. Às vezes no paciente, conforme a sua sensibilidade, verifica-se em graus diferentes os sintomas seguintes: palidez ou coloração da pele, aceleração ou diminuição do pulso, tremura das pálpebras, ansiedade, sufocação, depressão que obriga a procurar um ponto de apoio, sensação de calor ou de frio, peso da cabeça, dormência nos membros, impressões ou formigamentos, lágrimas, bocejos freqüentes. Estes primeiros efeitos se acentuam algumas vezes com sinais mais significativos: propensão ao sono, agitação ou depressão, movimentos convulsivos, contraturas; mas também pode acontecer, e este é o caso mais comum, que nenhum sintoma indicador apareça; entretanto, o ato da relação nem por isso deixa de estar estabelecido, e pode-se continuar a operação. CAPÍTULO V Das imposições Definição, modo de execução, efeitos.
Contatos simples: sobre a cabeça, o epigástrio, o ventre, o dorso e a nuca. – Contatos duplos: sobre a cabeça, os olhos, as espáduas, o epigástrio, os braços, o ventre, os joelhos, os rins, a barriga das pernas e as clavículas. 54. Quando se coloca as mãos sobre um doente, diz-se atuar por imposição. A imposição das mãos era conhecida e empregada, muito antes de Mesmer, como poderoso meio curador. Praticada desde os primeiros tempos históricos pelos magos da Caldéia, o magnetismo se propagou das Margens do Eufrates ao Egito e à Índia.
Depois dos sacerdotes de Ísis, os padres do Deus dos Judeus foram seus depositários e os cristãos o herdaram deles. Da Grécia passou a Roma, e de Roma, dizem, às Gálias. Sufocada na sombra espessa em que a cultivavam os adeptos na idade média, a ciência magnética renasceu com Paracelso, que a ensina ex-professo, e faz dela a base de uma nova escola médica. Meio século mais tarde, Van-Helmont consagra-lhe, em pura perda, quarenta anos de labores e de meditações, porque não é compreendido. Mesmer, finalmente, no século XVIII descobre o magnetismo que, depois de mais de três mil anos de exame e de controvérsia, conta hoje oitenta anos de existência. (Dr.
A. Tesle, 1845). 55. A imposição – Como seu nome o indica, obriga ao contato; a mão deve deitar-se em cheio sobre as partes em que se quer exercer uma ação. Estendem-se as mãos sobre as partes planas, afastando levemente os dedos sem contração nem rigidez; envolve-se as partes redondas com a mão fechada, os dedos juntos e repousando sobre as regiões circunvizinhas. 56. Na prática, as imposições se fazem mais comumente por cima das roupas ou das cobertas, estando o paciente sentado ou deitado, e a espessura dos tecidos, quando se acham bem estendidos e sem desigualdades, não invalidam em nada a comunicação que se quer estabelecer; apresentam-se, entretanto, casos (se não se corre principalmente o risco de ofender o pudor do homem ou da criança por exemplo) em que a imposição direta, feita a nu sobre a pele é muito preferível, porque à ação magnética se junta então uma outra influência, a ação do calórico, que vem favorecer muito eficazmente as resoluções dos abcessos, tumores, ingurgitamentos ou obstruções. 57.
Em geral, a imposição é calmante e sedativa; atuando sobre as correntes nervosas e, consecutivamente, sobre a circulação do sangue e dos humores, ela distende e relaxa as fibras musculares, faz cessar as contrações, dissipa as obstruções, favorece as secreções e o fluxo periódico. Porém, a imposição, atraindo mais especialmente a ação das correntes sobre a parte tocada, e as forças nervosas acumulando-se nesta parte, pode, por uma ação de condensação prolongada, tornar-se excitante; é assim que as imposições sobre o cérebro e o epigástrio produzem às vezes perturbações e sufocações que se fazem cessar imediatamente, suspendendo-se a ação ou afastando-a. 58. Dirige-se à vontade a ação magnética sobre tal ou tal parte do corpo, colocando uma só mão sobre o órgão que se quer atuar – o contato simples –, ou estabelecendo, por meio das duas mãos, uma continuidade de relação – o contato duplo; os braços e as mãos nesta operação devem ser considerados como simples condutores, próprios para estabelecer essa continuidade. Contatos simples 59. Sobre a cabeça – Sentado de frente para o paciente, colocar a palma da mão em cheio sobre a testa na altura da raiz do nariz, os dedos ligeiramente afastados e repousando sem contração nem rigidez sobre a cabeça. 60.
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