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Capítulo 2 de 20

Sinopse Temática

Confissões de Um Corruptor · Osvaldo Polidoro

O título da obra – CONFISSÕES DE UM CORRUPTOR – sugere alguém que corrompeu e vem confessar ; de fato, nada mais do que a obra representa. É a narrativa de quem ajudou a fazer desaparecer o cristianismo do Cristo, para implantar uma religião a gosto de um império territorial e político. O movimento havido em Roma, no século quatro, tendo Constantino por vértice de tudo, e que fez desaparecer as razões da vinda de Jesus à carne; o acontecimento que em nome de Deus, da Verdade e do Cristo, e também dos vultos iniciais do Caminho do Senhor, isso é do que trata o Autor, pelo fato de ter estado no seu torvelinho, como agente corruptor, como um dos responsáveis. Sem detalhar nomes, o que muito convém, porque os erros representam os tristes patrimônios da Humanidade, o autor conduz o leitor ao conhecimento da Excelsa Doutrina transmitida por aquele que o Emanador apresentou como Divino Modelo. É a Humanidade quem erra através de alguns homens, bem assim como é a Verdade que triunfa, quando a Excelsa Doutrina triunfa. A Humanidade é eterna e a Verdade é o seu objetivo final; portanto, para aqueles homens que puderem saber, sentir e viver, a Verdade é a Religião e a Religião é a Verdade! Já disse alguém, com inteira propriedade, que se tivessem permanecido no mundo as Grandes Revelações, se nunca tivessem aparecido os cleros e as religiões, a Humanidade desde muito estaria espiritualizada e em boas alturas em matéria de decência e de conduta. E essa realidade assomará a razão de quem quer que se dê ao trabalho de estudar a Essência das Revelações. Seria erro apresentar um corruptor em ação confidencial, com o fito de alertar seus semelhantes, corruptos doutrinários já, ou possíveis candidatos a corrupções futuras, sem apresentar os pontos fundamentais da Excelsa Doutrina. É por eles que o leitor perguntará, a si próprio, como anda em matéria de conduta sobre a Verdade. As dez verdades fundamentais, que sempre andaram nas cogitações de todos os Grandes Reveladores, foram estas – Essência, Existência, Movimento, Evolução, Imortalidade, Responsabilidade, Reencarnação, Comunicação, Habitação Cósmica e Sagrada Finalidade. Segundo o Grau evolutivo de cada um, surgirão as considerações sobre tais pontos fundamentais, eles que fazem referência ao Emanador, à Emanação espiritual e material, penetrando os rincões incomensuráveis da infinidade fenomênica. Não há o que de fora esteja, por que tudo aí está contido, ainda que homem algum possa dizer de suas profundidades e matizes, em essência e manifestações. A Excelsa Doutrina, em seus fundamentos está representada em cinco palavras ou em sua inteligência – Moral, Amor, Revelação, Saber e Virtude. A Moral harmoniza e dignifica; o Amor sublima e diviniza; a Revelação adverte, ilustra e consola; o Saber caracteriza a autoridade; e a Virtude sintetiza a união com a Soberana Vontade de Deus. As três verdades que jamais devem ser esquecidas, porque nunca o eram pelos Grandes Reveladores – Origem, Processo Evolutivo e Finalidade. Tudo começando em Uma Divina Essência, tudo a se movimentar em Uma Divina Essência, tudo em Uma Divina Essência atingindo a Sagrada Finalidade. Aqui está a Emanação, espiritual e material, no seio de Deus existindo, movimentando e atingindo o seu objetivo. Aqui estão os Reinos, Espécies e Famílias; aqui tudo está, em matéria de Gêneros, Graus e Números.

Muito singelamente ensinavam que só Um é Deus, o Pai Divino, de tudo e de todos; que Uma só é a Casa, o Cosmo, o Infinito; e que Uma só é a Família, a Humanidade cósmica. Tudo se resumia em fugir de egocentrismos e de geocentrismos. Ensinavam que a matéria toda no Éter Cósmico está confundida; isto é, que há um elemento substancial, primordial ou energético, contendo em si tudo, sendo capaz de todas as manifestações, em suas variantes densidades e intensidades. E por mais que se negue ou afirmem nomes, ou que se os queiram trocar, em essência a realidade é sempre a mesma, porque a parte de Deus é Eterna, Perfeita e Imutável. No Infinito do Espaço e do Tempo, para os homens, tudo movimenta e muda de aspecto; para Deus, sempre ensinaram, no Eterno Presente tudo é. A função da Matéria, sempre ensinaram, é servir ao Espírito, seja em que campo dimensório for. Por isso mesmo, os fundamentos doutrinários sempre foram anti-idólatras. O Espírito, sempre ensinaram, é uma centelha de Deus, uma partícula de Deus, tendo que, por evolução, manifestar as virtudes divinas de que é senhor ou herdeiro. Começa inconsciente e termina consciente. O Grau Crístico é a centelha em seu brilho divino, é muito mais do que qualquer sol material. Sempre afirmaram que Deus não é especial para ninguém, ninguém também o sendo para com Deus. O que uma centelha chega a ter, todas devem vir a ter, mas por evolução. Aqui, o sentido de fraternidade, tão bem demonstrado por Jesus, revela o seu poder de instrumento de elevação. Quem mais auxilia a seus irmãos, no sentido evolutivo, tanto mais a si mesmo se auxilia. O Saber e a Virtude, portanto, sempre foram os testemunhos da verdadeira evolução. O Saber das coisas de Deus e as Virtudes fundamentais ou espirituais. As clerezias e as religiões encaminharam à ignorância e ao erro, porque depuseram contra as Verdades Fundamentais, contra os ensinos dos Grandes Reveladores. Tudo transformaram em formalismos e idolatrias, dogmas e simulacros, carreira nobiliárquica, meio de vida e discursos falazes, além de terem feito lastros de imperialismos político-econômicos. Em Jesus, o Cristo Planetário, quando encarnado, tivemos a um tempo o batizador em Revelação e o Divino Molde. Para quem tiver entendimento de entender, os dois pontos fortes são a Ressurreição do Espírito e o Pentecostes, isto é, o testemunho da Imortalidade e da Comunicabilidade. A obra de Osvaldo Polidoro é um repositório de comunicação bíblica, de ensinamentos históricoproféticos. A encarnação do Cristo Planetário é o testemunho da lei geral de encarnação, do fenômeno que na repetição significa reencarnação. Nascer, Ressurgir em Espírito e Batizar em Espírito ou Revelação, eis os três pilares do testemunho de Jesus em face da Humanidade. Conhecendo a lei de encarnar, reconhecendo a imortalidade e cultivando a comunicabilidade, todo e qualquer filho de Deus chega a ter caminho livre para atingir o conhecimento de outras leis fundamentais. Por isso é que a Excelsa Doutrina, até o quarto século, tinha por nome – O CAMINHO DO SENHOR!

Resta agora perguntar: A- Por que afirmou Jesus que somente no conhecimento e cultivo da Verdade está a libertação? B- Pode haver Religião, com inicial maiúscula, fora do conhecimento das verdades fundamentais? C- É da Soberana Vontade de Deus que se unam as religiões, ou é da Soberana Vontade de Deus que se integrem os homens em geral na Verdade, para que venham a ser Sábios e Virtuosos, colocando-se acima de conchavismos de homens e de grupos? D- Fica bem a um espírita, conhecedor das verdades fundamentais, que resumem a Verdade Total, o fato de recomendar e defender aquelas seitas ou aqueles agrupamentos, que a pretexto de religiosidade, ou de falar em Deus, na Verdade, no Cristo e nos vultos cristãos, negam aquelas verdades ou atiram-lhe conceitos blasfemos?

Assim pergunto, irmãos, para vos lembrar os corruptores em geral, sem escolher entre os antigos e os modernos, sem perguntar como se conceituam, sem pretender saber se virão um dia a confessar ou não os seus respectivos erros. No Brasil do século vinte, por força da Vontade de Deus, expressa através do Cristo Planetário, e Deste através de Seus Servidores encarnados e desencarnados, a Excelsa Doutrina está Consolidada, não apenas Restaurada, como ficou até há um século atrás, em terras francesas. E se entre outras coisas, mandaram encher o Brasil de literatura espírita, ou contendo aquelas informações fundamentais, sem as quais não pode haver respeito pela Verdade Síntese, cumpre que se pergunte aquilo que acima se perguntou, para que todos os obreiros do Consolador procedam a um exame íntimo. Porque uma coisa é tolerar o erro, enquanto que outra coisa é recomendá-lo! Para quem tiver ouvidos de ouvir, para aqui mais uma vez lembrar o Cristo e as palavras do Anjo Relator do Apocalipse, digo que Jesus foi com toda a resignação possível à cruz, precisamente para não ceder ao erro. Quem, portanto, quiser falar em Deus, na Verdade, no Cristo, no Bem e no Bom, trate de em obras fazê-lo, interior e exteriormente, para si mesmo e depois para com o seu próximo, a fim de que suas palavras e seus atos não venham a constituir traições às suas mesmas palavras e a seus mesmos atos. Assim sendo, a Religião do espírita é o conhecimento e o cultivo da Verdade, o que ele deverá recomendar a seus irmãos, sem jamais perguntar se eles gostam ou deixam de gostar. De impor ninguém tem o direito, mas de recomendar o erro deve o espírita safar-se. Fale quando deva falar, em tempo oportuno, lembrando que a Verdade em si mesma contém a sua autoridade. Ela precisa de apóstolos na Terra e em todos os mundos em evolução; mas não precisa de quem, por comodismos e falsas bondades, viva a se mancomunar com o que sejam negações ou blasfêmias contra as verdades fundamentais que sintetizam a Verdade Total. Quem ler a confissão de um pobre irmão, que teve a desdita de usar mal o seu direito de livre arbítrio, vindo assim a depor contra a Excelsa Doutrina deixada pelo Divino Molde, que se pergunte ao menos isto – “Estarei sendo realmente melhor do que ele o foi?”.

M.E.B.

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.