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Capítulo 12 de 20
Segunda Parte — parte 2 de 2
Confissões de Um Corruptor · Osvaldo Polidoro
A Verdade a ser conhecida está fundamentada nas seguintes bases: o Emanador, a Emanação, o Espírito, a Matéria, a Imortalidade, a Responsabilidade, a Evolução, a Reencarnação, a Revelação, a Pluralidade dos Mundos, a Lei Equilibradora e a Virtude. Quem chega a conhecer a Verdade, pelos canais da Evolução, é aquele que se libertou. Ele formará com os Cristos ou Verbos, tomando parte na Administração do Cosmo. A lição de Jesus foi para todos os tempos; quando a Terra for aquela Jerusalém sem portas, então vereis até onde as palavras de Jesus foram completas e por demais extensas para aqueles dias em que foram proferidas. Porque uma coisa é conhecer em teoria e outra coisa é realizar no íntimo.
“Em verdade, em verdade vos digo que se alguém guarda as minhas palavras, não verá a morte eternamente.” – João, cap. 8.
Sentença de integral sentido esotérico; ficar com as palavras é ficar com as leis, que os Cristos ou Verbos representam. É ficar igual, é ser UNO COM O PAI, é ultrapassar os limites da lei de Reencarnação. Se nascer, como Jesus o fez, será por vontade própria e para ter integral certeza de tudo. Será Divino o Ato de Renúncia. Todavia, falar no Cristo não é guardar a Sua Doutrina... Muitos dirão Senhor! Senhor! e irão para as trevas exteriores... Por um Cristo que veio ao mundo e foi crucificado pelo mundo, milhões de negociatas e de malabarismos criminosos já se levantaram. Em nome da Verdade, a mentira faz livremente e endossada pelas ditas religiões clericais, toda praça de erros e de absurdos. Como, pois, não irem parar nas trevas os mesmos que exclamam Senhor! Senhor!?
“Este homem, que não guarda o sábado, não é de Deus.” – João, cap.9.
Tudo quanto é material e formal é para servir o espírito e não para ser senhor do espírito. Entretanto, isto não é do entendimento dos espíritos medíocres. Nem dos medíocres espontâneos e nem dos propositais; porque aqueles que inventam dogmas e idolatrias, formalismos e rituais, para disso fazerem mercado ou meio de vida, são medíocres propositais. Para a Lei de Deus, para o Amor dos Cristos e para a Revelação Consoladora, não existem sábados e nem formalismos.
“Dá glória a Deus; nós sabemos que esse homem é pecador.” – João, cap. 9.
A presunção dos proprietários de religiões é fonte de atos ridículos; a Verdade é para eles mentira e a mentira é posta no lugar da Verdade. Saíram do Templo os assassinos de Jesus, como continuam a sair dos Templos as perseguições contra a Verdade. Para haver Religião Pura, não se a pratique em benefício de orgulhos, de vaidades, de posições mundanas, do bolso e do estômago. Ainda assim, muito zelo pela Lei, porque vastos são os caminhos do erro e da mentira, quando querem mesmo arrastar o homem pelas suas fraquezas. Quanto aos crédulos em geral, melhor é que procurem conhecer por si mesmos, do que se entregarem às lábias e às maquinações daqueles que de tudo fazem comércio, pretendendo passar por aquilo que não são.
“Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a vida pelas suas ovelhas...” – João, cap. 10.
Contrariando os padres, ou senhores do Templo, Jesus marchava em linha reta na direção do Seu messianato. Daria mesmo a Sua vida pelo cumprimento do dever. Como porém o Seu pastorado não teria e não tem fim, ( enquanto a Terra não for o mundo perfeito que deverá vir a ser ) eis que voltaria como espírito, para dar início à Igreja Viva, edificada sobre a Revelação. Vide o livro intitulado“ LEI, GRAÇA E VERDADE”.
“Eu e o Pai somos uma mesma coisa.” – João, cap. 10.
Jesus nunca falou que era igual individualmente, e sim como REPRESENTANTE; é a função dos Cristos ou Verbos, Ungidos ou Selados. Em Doutrina, fora o Divino Transmissor, afirmando que nada fazia de si mesmo. Todos viremos a ser assim.
“Eu disse: vós sois deuses.” – João, cap. 10.
Jesus reportou-se ao que se acha escrito nos Salmos. A Sabedoria das Fraternidades Esotéricas ensinava perfeitamente. Um Emanador e uma Emanação; o que vem de Deus é semi-deus. Sem perder a individualidade, o espírito passa a ser filtro da Soberana Vontade. Tais são os Cristos e Verbos; isto é, UNIDOS COM O PAI. A única importância é a evolutiva, porque ninguém chega a ser UNO sem progredir. Não existem favores e nem desaforos em Deus e Suas leis regentes.
“O Pai está em mim e eu no Pai.” – João, cap. 10.
Sendo Cristo a Síntese Geral, simboliza a Emanação ou tudo que é filho ou derivado da ESSÊNCIA ORIGINÁRIA ou Deus. Portanto, o Emanador está na Emanação e vice-versa. Aliás, tudo é parte e relação, o Emanador, a Emanação, as leis e as virtudes. Nada é separado, tudo forma o TODO. Apenas, na vastidão incomensurável das manifestações, fracionam-se as mesmas manifestações, especificam-se os elementos e tudo revela suas valências, movimentações e finalidades. No Apocalipse está escrito que o Filho é figura de toda a Obra de Deus. Nem todas as verdades, no entanto, podem ser assimiladas por qualquer espírito; as crianças precisam comer mingauzinhos aguados...
“Eu sou a ressurreição e a vida; o que crê em mim, ainda que esteja morto, viverá.” – João, cap. 11.
Verdade simples o quanto justíssima. Síntese da Verdade e Reflexo do Divino Poder, o Cristo ou Verbo significa a emancipação realizada, a colimação espiritual ou a chegada evolutiva. Crer é viver e não apenas ter a certeza teórica; que se entregue o espírito trevoso ao Programa do Cristo, e verá que se plantará das trevas para a Luz Divina. Jesus salientou, porém o seguimento em obras e não em conversa fiada ou simulacros idólatras. O mundo está cheio de bodes que se fingem de ovelhas... Aquela gente de tiaras largas, de vestes fingidas e pomposas, e que aparenta muita autoridade espiritual, cópia exata dos Caifaz e Anaz, ainda vive crucificando a Verdade; isto é, crucificando a Verdade e passando por autoridade, recebendo festejos do mundo.
“Que fazemos nós, que este homem faz muitos milagres?” – João, cap. 11.
Assim ainda pensam todos os tribofeiros religiosos do mundo; se alguém faz alguma coisa, com os recursos do mediunismo e dos espíritos, esse alguém tem o diabo no corpo. Se nada faz e acompanha a cantilena da mentira e da ignorância, então é muito bom cidadão e filho de Deus, no entender deles.
“Nem considerais que vos convém que morra um homem pelo povo, e que não pereça toda a nação.” – João, cap. 11.
A mais vergonhosa das alterações feitas nos textos, ou corrupções, foi dizerem isso que segue ao texto transcrito, que Jesus morreria a bem do povo, e que Caifaz assim profetizou, por ser o pontífice do tempo. Muito ao contrário, ele e os demais achavam que se Jesus não fosse morto, poria a perder o que convinha a eles. Eles crucificaram a Jesus como feiticeiro, como está escrito no Talmud, livro de leis dos rabinos israelitas. A falsificação do texto deu para transformar a palavra assassina de Caifaz em profecia. É vergonhoso, mas é assim mesmo.
“O que ama a sua vida perdê-la-á, e o que aborrece a sua vida neste mundo, conservá-la-á para a vida eterna.” – João, cap. 12.
Em primeiro lugar, Jesus não falava assim sobre a vida de aquém-túmulo. As referências sobre a eternidade da vida são uma coisa; as referências sobre merecer a paz e as vantagens decorrentes do bem fazer, são outra coisa. A vida é sempre eterna, mas cada qual vai recebendo sempre segundo as obras, não tendo jamais uma só encarnação o mérito de emancipar totalmente o espírito. Amar a vida é dever de todos, é por lei de Deus natural, justo e necessário. Viver porém para o bolso, o estômago, o sexo, o orgulho, a mentira, etc., isso não é amar a vida, é isso tripudiar sobre a vida. Jesus ensinava a aborrecer os vícios nefandos e a cultivar as virtudes emancipadoras. O resto é das falsas traduções!...
“Mas sendo tantos os milagres que fizera em sua presença, não criam nele.” – João, cap. 12.
Ninguém confunda, ao ler, entre o povo e os clérigos; estes é que viam em Jesus o fim das mercâncias vergonhosas, dos abusos que praticavam em concordância com os governantes. Tudo fazia Jesus na rua, no meio do povo, para onde traria o Batismo do Espírito, a Revelação para toda a carne; e os clérigos viam nisso fim de suas gordas mamatas, nada mais. O povo estava com Jesus; mas os donos do povo não podiam estar. É por isso que o caminho do Senhor viveu perseguido até o quarto século, tendo afinal sido corrompido de uma vez. A seguir vem a ministração do pão e do vinho, que deviam ser tragados em igualdade de condições, pois os Essênios tinham nessa festa, a festa da Reconciliação ou da Amizade. Brigas e alterações, nessa festa deviam ter fim. Em sinal de fraternidade, deviam comer do mesmo pão e beber do mesmo vinho. O restante, que anda pelo mundo, foi inventado para ajoelhar o mundo diante dos beleguins de Roma. Demais, o que se come é para ser largado em lugar escuso... Ninguém deve pretender engolir o Cristo, para depois largá-lo na privada... O Cristo, o que deseja de nós, é que saibamos viver a Lei, o Amor e a Revelação. O resto é asneira. É sujeição a erros, crimes e escravizações. Os capítulos quatorze, quinze e dezesseis, de João, estão muito referidos em quase todos os livros que constituem A SÉRIE DO CÉU. São fartos em palavras de Jesus sobre o derrame de espírito; isto é, edificação da Igreja Viva, sobre a Revelação tornada pública. O fim das Fraternidades Esotéricas. Tanto que, com o triunfo do Cristo, os Essênios integraram o Caminho do Senhor, guardando fartos documentos em lugares bastante seguros, para testemunhos no porvir.
“Eu estou neles, e tu estás em mim, para que eles sejam consumados na Unidade, e para que o mundo saiba que me enviaste, e que tu os amaste, como amaste também a mim.” – João, cap. 17.
Nenhum dos Grandes Reveladores, ou Precursores do Cristo, deixou de ensinar a LEI FUNDAMENTAL DE UNIDADE; não estamos falando em monoteísmo e sim na VERDADE UNITÁRIA. Não basta ser Monoteísta; é preciso saber que somos emanações da UNIDADE, que na
UNIDADE nos movimentamos, evoluímos e viremos a ser plenamente conscientes. Viremos a ser Cristos ou Ungidos, chegaremos a refletir os Divinos Poderes e as Glórias de Deus. Jesus falou em tudo isso e muito mais do que Crisna, Hermes ou Pitágoras e Orfeu; apenas, quem tinha interesse na continuação das corrupções fez o serviço de alteração nas letras ou documentos. E quanto a Jesus, sabendo a Doutrina que deixaria, fundamentada na Revelação, não escreveu; à Revelação cumpriria dizer aquilo que, no tempo, não era possível a Ele ensinar. Roma retardou a expansão dos ensinos que deveriam vir, mas nunca poderia liquidar para sempre a fonte informativa mediúnica. No tempo, como se deu, tudo volveria a ser reposto no lugar. O Espiritismo, bem o sabeis, é o Caminho do Senhor; as bases continuam as mesmas – Lei, Amor e Revelação.
“E primeiramente o levaram à casa de Anaz, por ser sogro de Caifaz, que era o pontífice daquele ano.” – João, cap. 18.
Jesus já havia dito, que debaixo das tiras largas, das pompas exteriores e das aparências religiosas, estes tais escondiam os roubos, as corrupções e os assassinatos. Repetimos, o Céu quer que o homem se livre de toda e qualquer forma de idolatria; para isso lhe enviou o Divino Emissário, para viver a Lei, exemplificar o Amor e trazer para toda a carne a Graça da Revelação.
“Tu não terias sobre mim poder algum, se lá de cima te não fora dado. Por isso, o que me entregou a ti tem maior pecado.” – João, cap. 19.
Não existe autoridade sem responsabilidade. Quem alcança um posto de mando, seja lá de que ordem ou alçada for, na administração do mundo, que tenha muito e muito cuidado com as disposições que tomar. Anaz, Caifaz, Pilatos e muitos outros daqueles dias, como tantos outros de agora, não tiveram tempo, talvez, de pensar em tão grave problema. Poderão, os errados contra o Céu, ludibriar a si mesmos e ao mundo, porém jamais ao próprio Céu.
“Tira-o, tira-o, crucifica-o” – João, cap. 19.
Eis como exclamaram, aqueles que foram pagos pelo Sinédrio, para exigirem a crucificação do Maior Missionário que a Terra conheceu, o Portador da Graça e da Verdade para toda a carne.
“E baixando a cabeça, rendeu o espírito.” – João, cap. 19.
Não convém pensar no nascimento, sem ser para aquilatar dos deveres que cumpre levar a termo; e não convém pensar na chamada morte, sem ser para aquilatar das condições em que o espírito o faça. As falanges ou legiões luminosas envolveram a Jesus, indo Ele passar pelo sono reparador, para como espírito retornar a seguir e prosseguir nos trabalhos, pois Lhe cumpria ainda providenciar o batismo do espírito.
“Não me toques, porque ainda não subi a meu Pai, mas vai a meus irmãos, e dize-lhes que vou para meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus.” – João, cap. 20.
Como diz o capítulo acima, Jesus retornou fazendo-se acompanhar de outros espíritos. Salientou a Sua condição de irmão de todos eles, de igual em ORIGEM, PLANO EVOLUTIVO e FINALIDADE. Sua condição de Cristo ou Verbo é pura questão de evolução e de capacidade funcional. Tratemos de crescer, para merecermos as mais altas funções dentro da Lei; nunca porém para perdoar pecados ou para derrogar o Princípio Fundamental de Equilíbrio. Jesus nunca proferiu certas palavras ou cometeu atos que Lhe atribuem. Ele veio para cumprir Ordens Divinas e não para alterá-las a Seu bel prazer.
Os outros narradores constituintes da SÉRIE DO CÉU, de uma vastíssima obra de esclarecimentos, fizeram completa exposição das verdades que deviam ser apresentadas, através do Consolador. Assim como eu, alguns foram grandes errados, havendo também narrativas de elevadíssimos vultos, que se ocultaram atrás de nomes sem as auréolas históricas. Quem ler a SÉRIE alcançará o conhecimento de muitas e interessantes verdades, além de algumas graças que se hão de revelar, pois foi-nos ordenado assim dizer, sendo exato que assim será feito, porque atrás das centenas de grandes vultos servidores, está a Palavra Impassável de Jesus Cristo. É muito fácil reconhecer o grau de superioridade do Cristo sobre as Grandes Revelações anteriores:
1 – Ninguém foi tão anunciado como Ele, desde que a Terra existe, desde que Grandes Revelações foram enviadas à Humanidade terrícola. As Revelações vinham em caráter esotérico e em caráter esotérico permaneciam. Ele, entretanto, que foi anunciado desde remotos dias, e no seio dos mais diferentes povos, quando veio foi para trazer a Graça e a Verdade para todos e de maneira toda especial. 2 – Nenhum Emissário vindo, em qualquer tempo, teve um Preparador do Caminho nas condições em que Jesus o teve. Elias, também anunciado desde séculos antes, ( e os dois últimos versículos do Velho Testamento cabem a estas promessas do Céu ) fez-lhe o serviço de Assessor Messiânico, abalando as mentes de toda Israel em favor do Celeste Prometido. 3 – O Precursor e o Precursado surgiram da Escola de Profetas de Israel, a Fraternidade dos Essênios integrou-se no movimento denominado o Caminho do Senhor, vindo seus vultos a se tornarem os baluartes do movimento, enfrentando ódios e perseguições, prisões e martírios. 4 – Ao contrário dos demais e anteriores Reveladores, Jesus Cristo anunciou a Sua volta como espírito, pois somente como espírito é que selaria o cumprimento da promessa do Céu, de batizar toda a carne em Revelação. O acidente da morte foi ultrapassado na função Messiânica do Cristo, pois o Seu testemunho de batizador em espírito, começaria com a Sua própria volta depois da morte. 5 – O Pentecostes resume, a um tempo, a Lei, o Amor e a Revelação; resume a promessa cumprida, a Igreja Viva, instrutiva e consoladora, entregue à Humanidade através de algumas centenas de discípulos. Era a palavra de Jesus que se cumpriria, pois o testemunho da Graça e da Verdade aos poucos atingiria até às extremidades da Terra. 6 – O Espiritismo é, por ser a restauração do Caminho do Senhor, testemunha das verdades proféticas. É Jesus que volta, sobre as nuvens do Céu, para o serviço de espiritualização da Humanidade, antes que chegue a grande hora de separação entre cabritos e ovelhas. Porque haverá essa hora e muitos não herdarão a Terra do Porvir. 7 – Quem quiser prestar atenção verá, como dois fatos históricos se acham em tudo ligados. Em seguida à crucificação do Cristo, deram-se aqueles fenômenos e acontecimentos relatados no Livro dos Atos, pormenorizando os trabalhos iniciais, sendo a comunicabilidade dos espíritos o motivo essencial do movimento. A manifestação mediúnica alertava cérebros e consciências, fazendo avançar a Excelsa Doutrina, convencendo a ponto de fazer mártires, sobrepondo à perseguição e à morte as verdades eternas. E com o Espiritismo dá-se o mesmo, pois embora não mais sejam necessários os martírios, a comunicabilidade dos espíritos é a chave-mestra do renovo espiritual da Humanidade.
Eis alguns dados doutrinários e históricos, que fazem reconhecer em Jesus a Soberania Planetária, a Centralização Diretora, sem termos que fazer comparações de caráter individual, onde Ele teria a dianteira em todos os sentidos, pois ninguém veio autorizado a fazer aquilo que a Ele cumpriu – ser o Divino Portador da Graça e da Verdade para todos, vindo a ser, também, na hora da reposição das coisas no lugar, o Divino Distribuidor de Serviços, em concordância com a Lei, sempre a par com a lei de Causa e Efeito, reflexo pleno da Justiça Integral. Há um sentido de plenitude, em Graça e em Verdade, que emana forte e sublime da personalidade de Jesus Cristo; é que, contrariando os antigos Grandes Reveladores, foi por Deus
devolvido ao seio dos discípulos, para, vencida a morte estabelecer entre os dois planos, contato consolador e instrutivo. A linfa cristalina e pura verte maravilhosa da palavra imortal; em que outro se soube de semelhante estado de Graça e de Verdade? A quem foi conferida semelhante autoridade? Eis a palavra estuante de esplendor, cheia de consolo, que por tantas gerações fora esperada:
“Assim que, exaltado pela destra de Deus, e havendo recebido do Pai a promessa do Espírito Santo, derramou sobre nós e a este, a quem vós vedes e ouvis.” – Atos, cap. 2.
E para que não houvesse dúvidas, ou para que ficasse patente que a Doutrina Excelsa vinha para superar e ultrapassar a tudo quanto fosse de todos os tempos oferecido à Humanidade, porque vinha proclamar abertamente as verdades fundamentais, sem mistérios e sem portas fechadas, sem rituais e sem mercantilismos, sem clerezias interruptoras e corruptoras, eis que diz o texto:
“Porque para vós é a promessa, e para vossos filhos, e para todos os que estão longe, quantos chamar a si o Senhor nosso Deus.” – Atos, cap. 2.
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.