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Capítulo 16 de 20

Terceira Parte — parte 4 de 4

Confissões de Um Corruptor · Osvaldo Polidoro

as lágrimas, pensar feridas, consolar aflitos, amparar desencarnados sofredores, preparar novas encarnações a velhos devedores, etc. Fomos a luta pela exposição do Céu interno, mas trilhando agora a via de fato, a oficina redentora, sem pompas e sem títulos, sem rótulos pomposos e sem os galardões enganosos do mundo, extraindo merecimentos do emprego virtual do espírito, fazendo valer o cérebro e o coração na ação fraternal direta, sem pensar sequer nas invenções mentirosas, nos simulacros com que procuramos, naqueles dias de treva, encostar ao longe o Cristo e a graça por Ele trazida, a Revelação para toda carne, o instrumento que faz compreender a dignidade fundamental da Lei e a divinização final do Amor. Como faltosos do passado, inventores de formalismos, ou por culpa daqueles que primam pela manutenção dos mesmos, em benefício de regalias mundanas, vivemos em estado de alerta e compunção. Não faltam aqueles que procuram o Reino do Céu, não escasseiam aqueles que sentem apego pelas verdades do espírito; o que falta são os recursos perfeitos, o que falta é abandonar a idolatria. O mundo está cheio dos que procuram o Deus de Verdade e de Justiça, Deus que é divinamente íntimo, que no íntimo deseja e quer ser encontrado; o Deus de todos os Grandes Reveladores, o Deus desejoso de união no templo íntimo, na consciência plena de cada filho. Mas, infelizmente, não é assim que os filhos vivem a procurar o Pai Divino, o FUNDAMENTO ESSENCIAL do Infinito e de todas as infinitas partículas. Procuram-No, é certo, mas pelos escaninhos do erro, sem ESPÍRITO e sem VERDADE, por meio de fantocharias inventadas por homens, através de salamaleques vendidos ou comprados, sempre em desacordo com os Mandamentos da Lei, sempre ou quase sempre resistindo à Revelação, à comunicabilidade dos anjos ou espíritos, por onde veio a mesma Lei. A Escritura diz muito bem:

“Porque não poderão jamais morrer; porquanto são iguais aos anjos, e são filhos de Deus, visto serem filhos da ressurreição.” – Lucas, cap. 20.

“Ora Deus não o é de mortos, mas de vivos, porque todos vivem para Deus.” – Lucas, cap. 20.

“Vós que recebestes a Lei por ministério dos anjos, e não a guardastes.” – Atos, cap. 7.

“Porque se a Lei, que foi anunciada pelos anjos, ficou firme, e toda a prevaricação e desobediência recebeu a justa retribuição que merecia...” – Hebreus, cap. 2.

Mais do que ninguém, temos a obrigação de lembrar a Revelação como sendo o Instrumento Divino de Informação e Consolo; tendo sido parte integrante da pior de todas as corrupções, lembramos com reverência a palavra do Senhor:

“Eu tenho ainda muitas coisas para vos dizer, mas vós não as podeis suportar agora. Quando vier porém aquele Espírito de Verdade, ele vos ensinará todas as verdades, porque ele não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e anunciar-vos-á as coisas que estão para vir.” – João, cap. 16.

Recebendo ordem, cumprindo deveres, fazemos a parte que nos toca, de direito e de obrigação. Poderemos estar quinhentos ou mil anos adiante do tempo em que viveis. Talvez até mais, pois a Religião Perfeita é para espíritos perfeitos, e , em verdade, ninguém irá realizar prodígios evolutivos. Casos de consciência, de caráter, não se modificam em cem anos, e nem mesmo em centenas, quando se transformam em coletivos, em problemas da Humanidade inteira. Todavia, custe mais ou custe menos, ou custe lá quanto custar, tereis que trilhar a senda justa, porque todos deveremos trilhá-la, à base de Lei, de Amor e de Revelação, para atingirmos a plenitude religiosa, a união perfeita, a adoração em ESPÍRITO e VERDADE.

Enquanto, porém, os retardatários forem ficando para trás, ou mesmo se entregando a erros e caindo em abismos, de onde não se levantarão sem pagar até o último ceitil, é certo que os vanguardeiros da VERDADE receberão segundo as suas obras. Como a escritura finda suas lições, assim findamos, remetendo nossos leitores ao capítulo final do Apocalipse. Todos encontrarão ali o que aprender, porque ali estão o Cordeiro, a Esposa e o Espírito: ou o Messias, Sua Igreja Viva e a Revelação, testemunhando a verdade que livra e advertindo contra as corrupções. Se as nossas palavras vos parecem exigentes; se os nossos conceitos vos acutilarem os vícios idólatras, a culpa não nos cabe. Nosso intento foi transmitir a mensagem certa e necessária, justa e oportuna. Há quase dois mil anos disse-nos o Cordeiro de Deus, que muitas coisas tinha para nos dizer, coisas que ficariam a cargo do Consolador i-las anunciando. Quem vos transmite a mensagem, através do Consolador reposto no lugar, é em verdade a voz da própria experiência. Convém ouvir, portanto, aquilo que naqueles dias o Messias não pode anunciar. O benefício será, bem o sabeis, para aqueles que se fizerem adoradores de Deus em ESPÍRITO e VERDADE. Porque estes não acompanharão idolatrias e nem simulações, não amarão mais as coisas do mundo e dos homens, deixando de lado as de Deus. Não farão a obra da traição, incutindo práticas que redundarão em trevas e dores. Serão, em face do mundo, exemplos do Caminho do Senhor.

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.