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Capítulo 1 de 20

Digo Eu

Confissões de Um Corruptor · Osvaldo Polidoro

CORRUPTOR é adjetivo e substantivo masculino, é o que corrompe, é o que altera textos, é o que suborna. É, enfim, o que desvirtua e põe fora de ordem, seja o que for. (Dicionários).

Osvaldo Polidoro revela, através desta obra, a história de um corruptor. Não se trata de corrupção, no sentido usual entre nós, de costumes e de usos pessoais, ou de licenciosidades no trato moral; a coisa é muito pior, porque se trata de um corruptor doutrinário. Quando o Divino Mestre peregrinou, pela face da Terra, e, como Celeste Ungido ensinou, através da Excelsa Doutrina, o que eram o Caminho, a Verdade e a Vida; quando, por isso mesmo, afirmou que não é possível ir ao Pai, senão pela Excelsa Doutrina, de que Ele era o Exemplo Vivo, fê-lo na plenitude do Saber Crístico. Já não era a Lei a reger um simples homem, mas era um homem divinizado a ser o filtro da Lei! Em Jesus, a Moral, o Amor, a Revelação, o Saber e a Virtude estiveram e estão no máximo grau imaginável pela humanidade presente, sendo que as gerações futuras irão conhecer esplendores divinos cada vez maiores! Dois mil anos são quase passados, sobre aqueles fatos clamorosos, onde consciências as mais contraditórias intervieram – iniciados, místicos, almas simples e gente do povo aqui; gentes negadoras, pervertidas, brutas, mais ali; e os senhores do povo, principalmente os algozes das almas, os clérigos, os fariseus e os saduceus, enciumados de seus cargos e validades, temendo perder os galardões do mundo. Uma caudal tremenda, contendo em si os mais contraditórios fatores, as mais expressivas altitudes e baixezas. Rasgos de amor divino a par de erupções as mais terríveis de ódio e vingança! O Divino Ungido, entretanto, passou, trabalhou e venceu; de tal modo funcionou o Pai Divino através d’Ele, que as ondas de ignorância, ódio e vingança, nada mais fizeram do que consolidar a Obra. Do meio do vendaval se levanta, dos pórticos do segundo quartel do século quatro, a figura egoísta e guerreira de Constantino. Vencendo a Maxêncio, procurou forçar a tudo e todos no sentido de soerguer o império em decadência. E o Caminho do Senhor perdeu, através de um Edito e de uma perseguição de morte, o seu caráter profético ou mediúnico. Adeus línguas diversas, adeus sinais e prodígios em virtude do Espírito Santo ou Consolador! Adeus Excelsa Doutrina, fundada na grandiosa eclosão mediúnica do Pentecostes! Pelo mundo foi lastrando, mesclada de fingimentos, idolatrias e inquisições, a corrupção assim forjada; em nome de Deus, do Cristo, da Verdade e dos vultos do Caminho do Senhor, foi ela marchando e fazendo esquecer que o Celeste Ungido viera ao meio dos Seus tutelados, para exemplificar a Lei e derramar do Espírito sobre a carne; para deixar uma Doutrina Excelsa, edificada sobre a comunicabilidade dos anjos, espíritos ou almas; para que todos, encarnados e desencarnados, a Humanidade Planetária inteira, tivesse um só Pastor Divino!

Este livro trata de um dos corruptores da Excelsa Doutrina; mas não aponta apenas o erro cometido e por tantos séculos continuado; porque, antes de mais nada, como soem ser as obras de Osvaldo Polidoro, a Essência Doutrinária é vastamente documentada e exposta. Como em Deus a ordem é movimentar no sentido da Finalidade Sagrada, haja em todos um sentimento de perdão para com os grandes errados. Basta, enfim, ao culpado, o pesado fardo que é a própria culpa. A lei de carma de tudo se encarrega! Lembrando a eles, e fazendo votos pela redenção de todos, vai este livro publicado ao bem do LAR DE RAMATIS PARA CRIANÇAS. Que as crianças orem por eles, a fim de que, pela válvula redentora e evolutiva que é a lei de encarnações sucessivas, venham os mesmos a se tornarem soldados de Jesus Cristo.

Osvaldo Polidoro doou esta obra ao Lar de Ramatis para Crianças.

Rodolpho dos Santos Ferreira.

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.