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Capítulo 39 de 67

III

A Vida Escreve · Chico Xavier e Waldo Vieira, pelo espírito Hilário Silva

Manhãzinha, Rosabela pôs-se em marcha.

A princípio, o elétrico e, depois, o lotação.

Não quis, porém, descer, de chofre, nas imediações do jardim. Queria movimentar-se um tanto. Preparar-se. E chegar às dez em ponto.

Fez sinal e apeou numa rua da Gávea. Aí mesmo, mal suportando a própria emoção, retocou o semblante e realinhou os cabelos, utilizando pequena bolsa.

E caminhou, coração aos saltos, no rumo certo.

Vários grupos se movimentaram sob o arvoredo, à caça de ar puro.

Avançou trêmula. Olhou o relógio. Dois minutos para dez. mais alguns passos e estacou.

O amigo lá estava. Roupa branca e gravata escura. O alfinete em forma de “R” luzia, não obstante minúsculo.

Mas, aquele homem... Aquele homem era Tristão.

O marido, muito pálido, veio ao encontro dela. Ambos, prestes a cair, abraçaram-se de manso.

- Pois é você, Rosa? Eu bem que desconfiava... Somente você poderia escrever-me como fez, tocando-me o coração... Perdoe-me, agora! Estou transformado, creia... Sofri demais. Este encontro é a resposta do Mundo Espiritual às minhas preces constantes! Louvando seja Deus!...

Rosabela nada respondeu.

O esposo, no entanto, abraçou-a mais forte, ao notar que ela repousara a cabeça em seus ombros, e, depois de alguns minutos, percebeu que a primorosa lapela surgia agora ensopada de lágrimas.

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.