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Capítulo 18 de 67

III

A Vida Escreve · Chico Xavier e Waldo Vieira, pelo espírito Hilário Silva

Manhãzinha, chega o cirurgião apressado. Ausculta. Compreende o problema grave e medita. Ajudamo-lo indiretamente, quanto possível.

Providências pré-operatórias. Socorro antecipado.

A parturiente é submetida à cesariana; no entanto, apesar da esmerada assistência, não mais se recupera.

Não vê o robusto menino em mãos da enfermeira. Quatro horas de inconsciência. E enquanto se lhe inteiriça o corpo frágil, devagarinho, desperta conosco em Espírito.

Está fatigada, mas grita em tremendo susto.

Afirma-se assassina, assassina...

Mas alguém chega até nós, trazido por benfeitores. É Gilberto a sorrir-lhe...

Como num pesadelo, a moça arregala os olhos e suplica:

- Perdoe-me! Perdoe-me!

O esposo, porém, abraça-a com carinho.

E Antésio esclarece:

- Maria Regina, seu débito foi pago. Gilberto apartou-se prematuramente da vida física. Você também. Gilberto perdeu a existência pelo ventre cortado. Você também...

Abraçados, ambos em lágrimas, foram conduzidos a câmara próxima.

Débil recém-nato dormia num berço.

Ao pé dele, enxugando os olhos, a parenta amiga dizia à jovem de branco:

- Chamar-se-á Gilberto, e será meu! ...

Maria Regina agarra-se ao esposo e exclama, aflita:

- Que fazer? Que fazer?

O instrutor benevolente aponta a criança e fala bondoso:

- Gilbertinho é o grande porvir! Agora, lutaremos no reajuste. Mais tarde voltarão vocês no lar dele... Ser-lhe-ão filhos abençoados. E como irmãos um do outro aprenderão, enfim, o amor fraternal para sempre...

Lá fora, o Sol rutilava...

E a luz, invadindo o aposento, parecia a esperança de Deus,prometendo o futuro...

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.