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Capítulo 9 de 16

Parte 9 de 16

Psicologia e Universo Quântico · Adenauer Novaes

PUC (p 1-160-A).pmd 108 21/1/2009, 07:57 Psicologia e Universo Quântico – Um olhar sob o paradigma espiritual Mas foi John B. Watson (1878 a 1958) quem, de fato, revolucionou a aplicabilidade da Psicologia Objetiva. Seus estudos e teorias deram surgimento da Psicologia na propaganda e na publicidade. É dele a ideia de que a Psicologia é a ciência do comportamento com o objetivo de prevê-lo e controlá-lo. Sua tentativa era de eliminar a influência da consciência no comportamento humano, sendo esse mero resultado de estímulos devidamente identificados e controlados. Seus estudos se dirigiam ao comportamento como produto exclusivo do organismo como um todo, em determinado ambiente. Para ele, instintos são respostas socialmente condicionadas, resultando que tudo pode ser aprendido e ensinado. Na esteira de Watson, surge Burrhus Frederick Skinner (1904 a 1990) ampliando os conceitos anteriormente assinalados. Skinner desenvolve estudos (1938) sobre o condicionamento operante. Mais tarde, Alberto Bandura, um dos teóricos do Comportamentalismo, irá admitir (1960) a existência de processos cognitivos entre o estímulo e a respectiva resposta. Seus estudos foram importantes para os conceitos de modelagem, interações sociais e autoeficácia. Ele é um dos precursores da conhecida terapia cognitivo-comportamental.

Em paralelo à Psicanálise e ao Comportamentalismo, surge, no Século XX, na Alemanha, a Psicologia da Gestalt (forma, configuração). Aparece em oposição ao Elementarismo de Wundt. A Gestalt afirma que a percepção não é a simples associação de elementos sensoriais, pois há uma organização significativa a priori. A mente configura previamente, sendo a percepção uma totalidade, uma gestalt. A mente impõe de uma maneira inata, à experiência, algumas formas: espaço, tempo e causalidade. Na Psicologia da Gestalt o ser humano é visto como um todo, além da soma das partes. As ideias de Immanuel Kant (1724 a 1804) sobre as categorias mentais a priori foram precursoras da Psicologia da Gestalt. A

PUC (p 1-160-A).pmd 109 21/1/2009, 07:57 adenáuer novaes descoberta da existência de campos magnéticos que direcionavam objetos metálicos no entorno de dois imãs também contribuiu para reforçar as teorias gestaltistas. Em 1912, Max Wertheimer (1880 a 1943) lança as bases da Gestalt, escrevendo sobre as leis da percepção do movimento. Em 1917, Wolfgang Köhler (1887 a 1967) escreveu sobre a aprendizagem, principalmente a respeito da mentalidade dos macacos. Em 1921, Kurt Kofka (1886 a 1941) trouxe contribuições significativas sobre a percepção e o desenvolvimento da mente. Em 1929, Kurt Lewin (1890 a 1947) abordou a temática do espaço vital sobre diferentes enquadres ou campos e sobre motivação e necessidade. Em 1940, Frederick “Fritz” Pearls (1893 a 1970) discorreu sobre o restabelecimento da referência imediata, com ênfase no aqui-agora. Todas essas ideias e conceitos deram início à Terapia da Gestalt ou Gestalt- Terapia. Também no Século XX, a Psicanálise tem suas fronteiras elastecidas com o surgimento da Psicologia Analítica ou Profunda, baseada nas ideias de C. G. Jung.

Diferentemente de seus antecessores, C. G. Jung inicia seus estudos em Psicologia, no início do Século XX, preocupando-se em encontrar as bases históricas e antropológicas para o comportamento humano. Como se fosse um arqueólogo do psiquismo, Jung, além de analisar as motivações humanas, postula a estrutura da mente. Propõe a existência dos arquétipos como determinantes estruturais da psiquê humana. Isso significa que ele, além de desenvolver ideias sobre os conteúdos psíquicos, apresenta teorias a respeito da estrutura, da composição ou da contextura que a constitui. As ideias junguianas se tornariam posteriormente a base da escola conhecida como Psicologia Transpessoal. Ainda no Século XX, surge, nos Estados Unidos, a Psicologia Humanista, criada por Carl Rogers (1902 a 1987). A Psicologia Humanista se baseia na concepção de

PUC (p 1-160-A).pmd 110 21/1/2009, 07:57 Psicologia e Universo Quântico – Um olhar sob o paradigma espiritual que todo ser humano tem em si os potenciais de autodesenvolvimento. A psicoterapia deveria proporcionar a libertação desses potenciais de crescimento, sendo o terapeuta o facilitador do processo, que também nele se implicaria, tornando-se sujeito e paciente simultaneamente, utilizando-se da empatia. Rogers se opunha ao determinismo psicológico do Behaviorismo. Via o ser humano como um processo em construção. Ele recebeu contribuição das ideias de Jung e de Abraham Maslow (1908 a 1970). Além desses conceitos, que nortearam o alcance da Psicologia como ciência, duas outras ideias têm polarizado o interesse dos estudiosos. Uma delas é a Psicologia Cognitivo-Comportamental. Não é uma escola da Psicologia, mas apenas uma proposta de tratamento clínico, reduzido a certos sintomas. É uma espécie de terapia breve, especializada em casos de problemas psicossomáticos. Lida com traumas, fobias, ansiedades, bem como trata dos sintomas ligados ao estresse. O objetivo é a eliminação do sintoma, sem buscar suas causas, considerando que a cognição modifica o comportamento.

A outra é a Psicologia Transpessoal, que constitui o mais recente conjunto de teorias que poderão formar uma nova escola psicológica. Nem todos os estudiosos, porém, a consideram Psicologia em face dos limites impostos por essa ciência. A ideia básica da Transpessoal está calcada na necessidade do ser humano em transcender sua psiquê além dos limites do ego e das contingências da Consciência. Em seus princípios, o ser humano é considerado em seu aspecto espiritual, englobando os fenômenos mediúnicos que lhe afetam. Ainda não há estudos teóricos suficientes dessa escola, porém ela se mostra mais ampla e abrangente em relação à complexidade de que se reveste a natureza humana. A Psicologia, pode-se dizer, ainda é uma ciência nova, rica em possibilidades e aberta a novos conhecimentos,

PUC (p 1-160-A).pmd 111 21/1/2009, 07:57 adenáuer novaes que certamente irão ampliar a visão que o ser humano tem de si mesmo. Aliada a outros conhecimentos, principalmente às ideias quânticas, alcançará mais rapidamente a essência humana.

PUC (p 1-160-A).pmd 112 21/1/2009, 07:57 Psicologia e Universo Quântico – Um olhar sob o paradigma espiritual A Ciência da Mente Quando analisamos a realidade separada de quem a observa ou a existência de coisas independentes de quem as percebe, temos de conhecer quem é o sujeito observador e quais são seus instrumentos de percepção. É necessário entender seus limites, pois tais instrumentos detectam frequências dentro de padrões pré-estabelecidos. Os organismos vivos reconhecem padrões que são continuamente avaliados e comparados, portanto, é da natureza do humano a possibilidade de percepção das coisas. Elas são o que nos parecem ser, sem que saibamos de fato o que sejam. Os órgãos dos sentidos captam e o Espírito interpreta. Há um mundo do corpo (dimensão física) e um mundo do Espírito (multidimensão espiritual). O nível de evolução em que se encontra o Espírito já lhe permite enxergar a realidade segundo modos de percepção independentes dos órgãos dos sentidos.

CérCérebrebro, mente e espíritoo, mente e espírito Cérebro, mente e espírito CérCérebrebro, mente e espíritoo, mente e espírito O cérebro, a mente e o Espírito são os diferentes elementos que compõem o que se conhece como ser humano. O primeiro comanda a mecânica fisiológica do corpo físico, possuindo uma camada fina chamada córtex que, entre outras propriedades, suporta parte da

PUC (p 1-160-A).pmd 113 21/1/2009, 07:57 adenáuer novaes consciência humana. O cérebro, pela sua constituição físico-química, veicula as sutis energias do pensamento sob o direcionamento da mente, além de comandar o corpo. A mente é o órgão funcional do Espírito, que processa estímulos emocionais, imagens e pensamentos, produzindo informações para o Espírito. A mente ou aparelho psíquico, além de ser o receptáculo do que vem da parte cerebral consciente, também filtra a vontade que vem do Espírito para que ele apreenda as leis de Deus em contato com o que é chamado de realidade. Espírito é uma singularidade divina, elemento que atua e transforma a realidade, aprendendo nela. Nada se pode dizer de concreto e definitivo a respeito da essência do Espírito, pois é a parte não material da alma humana, sendo sua própria individualidade. Sobre o cérebro, cabe à ciência médica se ocupar de seu funcionamento e das suas consequências em face dos processos psíquicos nele ressonantes. Quanto ao Espírito, analisarei mais adiante, em outro capítulo.

A mente torna a informação compreensível em favor da neste evolução da individualidade. É sobre ela que recai, nesse instante, o interesse. Um dos fenômenos mais fantásticos, produzidos pela mente inconsciente, é o sonho. Eles parecem uma ocorrência de totalidade ou uma experiência que ocorre fora dos limites lineares da causalidade e do mecanicismo da consciência, o que os torna extremamente importantes para os estudiosos da personalidade e das motivações humanas. Por isso, Sigmund Freud os considerou a via régia de acesso ao Inconsciente. Eles não são previsíveis, não são elaborados na consciência, tampouco manipuláveis pelo ego. Aqueles que se dedicam ao estudo dos sonhos, mesmo que possam distorcer os significados, estão sempre atribuindo algum propósito para seus conteúdos. Como a participação do ego é extremamente reduzida, os sonhos devem ser construídos segundo um ordenamento

PUC (p 1-160-A).pmd 114 21/1/2009, 07:57 Psicologia e Universo Quântico – Um olhar sob o paradigma espiritual inteligente, pois todo propósito vem de alguma intencionalidade lógica. Isso requer um sujeito que atue a favor desse propósito, salvo se entendermos que haja um mecanismo automático de produção dos sonhos de acordo com um propósito pré-definido. Essa segunda hipótese pode ser parcialmente encontrada na teoria junguiana, pois ela afirma a natureza compensatória dos sonhos. Sobre o conteúdo dos sonhos, Jung escreveu: Os sonhos contêm imagens e associações de pen- Os sonhos contêm imagens e associações de pensasamentos que não criamos através da intenção mentos que não criamos através da intenção consconsciente. Eles aparecem de modo espontâneo, ciente. Eles aparecem de modo espontâneo, sem sem nossa intervenção e revelam uma atividade nossa intervenção e revelam uma atividade psíquica psíquica alheia à nossa vontade arbitrária. O soalheia à nossa vontade arbitrária.

O sonho é portanto nho é portanto um produto natural e altamente um produto natural e altamente objetivo da psique objetivo da psique do qual podemos esperar indido qual podemos esperar indicações ou pelo menos cações ou pelo menos pistas de certas tendências pistas de certas tendências básicas do processo básicas do processo psíquico. Este último, como psíquico. Este último, como qualquer outro processo qualquer outro processo vital, não consiste numa vital, não consiste numa simples sequência causal, simples sequência causal, sendo também um prosendo também um processo de orientação teleológica. cesso de orientação teleológica. Assim pois, pode- Assim pois, podemos esperar que os sonhos nos mos esperar que os sonhos nos forneçam certos forneçam certos indícios sobre a causalidade objetiva indícios sobre a causalidade objetiva e sobre as tene sobre as tendências objetivas, pois são verdadeiros dências objetivas, pois são verdadeiros auto-retra-

auto-retratos do processo psíquico em curso.

tos do processo psíquico em curso. Se eles são produtos do automatismo psíquico, então há uma certa programação prévia, segundo um objetivo futuro. O traçado desse objetivo deve fazer parte de uma supraconsciência ou de uma tendência padronizada que a forja. A essa tendência, Jung deu o nome de Arquétipo, considerando-o como se fosse uma espécie de órgão da psiquê humana que lhe direciona as atitudes, o que põe a mente em contato com o Espírito, sujeito do Inconsciente e da Consciência. Como o Inconsciente não se situa no corpo, certamente se encontra numa dimensão a ele

JUNG, C. G.. Obras completas. 2. ed. Petrópolis: Vozes, 1981. v. VII, par. 210, p. 121.

PUC (p 1-160-A).pmd 115 21/1/2009, 07:57 adenáuer novaes acessível pela parte da Consciência que se conecta ao cérebro. O sonho é um acontecimento inusitado, não voluntário ao ego e cujas imagens não lhe obedecem a vontade. No entanto, são detectáveis e passíveis de interpretação. Os sonhos não acontecem no estado de vigília, salvo em momentos de alteração da frequência cerebral, o que parece sugerir uma certa relação entre o córtex e a lembrança do conteúdo onírico. Tal relação pode ser observada pela detecção do momento do sonho pelos registros do eletroencefalograma. Em que dimensão e em que instância, ocorrem? São fenômenos da vida psíquica, por que não dizer, da dimensão espiritual, que persistentemente ocorrem para surpresa do sonhador. O campo da Consciência torna-se o veículo de entrada e saída de percepções, ideias e emoções, cuja localização transcende ao cérebro humano, mesmo que parcialmente ali se apresente.

No campo da Consciência, encontram-se as ideias, objetos de atenção do sujeito observador, que contêm maior parcela de energia que o influencia, promovendo comportamentos reativos característicos. A diversidade de escolhas deve ter um correspondente campo que possa absorvê-las. Esse campo de escolhas possíveis, podemos chamar de campo quântico ou das probabilidades de escolhas que modelam os comportamentos humanos. Diante das incontáveis possibilidades de expressão da realidade, em que os objetos não podem ter, com precisão, sua delimitação espacial, é de suscitar a questão do estado de consciência e da posição do observador. Isso implica que todo evento assimilado pelo ser humano é fortemente carregado de subjetividade. A multiplicidade de dimensões que indicam infinitas escolhas ao observador permite que se infira semelhante número de estados da consciência. A existência simultânea de várias e diferentes possibilidades da realidade enriquece a vida, tornando-a

PUC (p 1-160-A).pmd 116 21/1/2009, 07:57 Psicologia e Universo Quântico – Um olhar sob o paradigma espiritual incrivelmente complexa e admiravelmente encantadora. Nenhuma experiência pode estar fora daquelas possibilidades, valendo vivê-las da melhor e mais rica forma, disponível ao que a vida pretende mostrar. A Consciência se encontra numa dimensão não material. Os estímulos aferentes alcançam a Consciência após filtrados e transformados pelo córtex cerebral, para se alojarem noutra dimensão, na qual ela se encontra. Deve haver algum mecanismo no cérebro que possui a capacidade de vibrar numa frequência que alcança a dimensão do perispírito, isto é, que interliga as distintas dimensões. A reação do sujeito da Consciência (ego), ante aqueles estímulos, também se desloca de uma dimensão à outra, atravessando filtros diversos. Portanto, o ego transita facilmente da dimensão física à psíquica de forma automática. A formação do ego, representação da individualidade eterna na Consciência, obedece princípios lógicos de causalidade, de temporalidade e de identidade.

Isso forja uma percepção de linearidade das coisas e dos eventos a elas associados, o que não significa que os eventos sejam lineares. É preciso admitir a não linearidade dos eventos, pois a consciência os ordena formando um contínuo, uma história, como se houvesse uma única realidade. É lógico que, se a realidade possui múltiplas possibilidades de ocorrência, a Consciência constitui um mosaico imenso de facetas pouco exploradas pelo ego. Como a mente é um órgão flexível, isto é, que se modifica de acordo com a autotransformação da pessoa, a evolução da Consciência contém a possibilidade, cada vez mais frequente, do ego acessar diferentes facetas do campo em que ela se situa. Educar, ensinar ou promover o ser humano necessariamente provocará uma modificação na estrutura da mente, a favor da evolução da pessoa. O campo da Consciência tem um eu? Ou o que se chama eu é uma função pertencente a um órgão? O eu

PUC (p 1-160-A).pmd 117 21/1/2009, 07:57 adenáuer novaes responde à individualidade (Espírito), pois é o meio de acesso à dimensão em que atua. Essas perguntas nos põem em cheque. Como saber? A lógica nos leva a deixar de lado a complexidade, e a intuição nos manda para um terreno nebuloso sem qualquer possibilidade de precisão. Resta-nos continuar no terreno da probabilidade quântica. O eu da Consciência não representa a totalidade do indivíduo; o ego, como função que promove o trânsito de conteúdos do Inconsciente para a Consciência e vice-versa, não tem autonomia nem está totalmente sob o domínio do eu da Consciência. Em nenhum momento, sob qualquer denominação ou representação, a totalidade de uma pessoa, bem como sua individualidade, poderá ser determinada. Essa é uma afirmação que se aproxima do princípio da incerteza quântica. Da mesma forma que os sonhos, as fantasias que elaboramos, de forma consciente ou não, não se localizam num local específico, tampouco no cérebro. Parecem permanecer numa dimensão latente a influenciar o sujeito da Consciência.

Elas são sutis construções, às vezes, voluntárias, que influenciam a vida humana sem que sequer se saiba onde, como e quando são geradas. Pertencem ao mesmo universo dos sonhos, porém exercem maior influência que eles. Sonhos, fantasias, delírios, vozes e mensagens do Além ocorrem num universo paralelo, captados pela consciência humana a serviço do desenvolvimento da personalidade. A verdadeira ciência da mente deveria se ocupar em estudar, experimentar e exaustivamente inquirir a respeito desses processos psíquicos, sem o sectarismo de negá-los a priori ou achar que pertencem ao domínio do absurdo. Sendo ou não absurdo, eles ocorrem e merecem a atenção da mente inquiridora humana. Ignorá-los é continuar ignorante.

PUC (p 1-160-A).pmd 118 21/1/2009, 07:57 Psicologia e Universo Quântico – Um olhar sob o paradigma espiritual Nenhum conhecimento, principalmente a respeito da mente, está esgotado. Tudo sempre estará por se mostrar com o colorido do observador.

PUC (p 1-160-A).pmd 119 21/1/2009, 07:57 PUC (p 1-160-A).pmd 120 21/1/2009, 07:57 Psicologia e Universo Quântico – Um olhar sob o paradigma espiritual O Lócus do Inconsciente A consciência de si mesmo é o que conhecemos como eu. É a identidade de uma pessoa. Quando afirmamos eu sou fulano, estamos nos referindo àquilo que, de fato, temos consciência que somos. Mesmo assim, sabemos que existem interferências no nosso modo de pensar, sentir e agir, de que não temos consciência, mas que emergem do nosso próprio ser. Afirmamos que se tratam de vetores inconscientes, mas não sabemos se realmente, eles se encontram naquilo que chamamos de Inconsciente. Para elucidar melhor a questão, temos de, considerar que existe uma outra instância que é a individualidade humana. O eu ou ego é uma representação construída, ao longo da vida, pelos fatos e impressões que a marcaram e que nos parece ser a nossa identidade essencial. Aquela outra instância, inacessível à consciência, propalada pelas religiões como sendo a alma ou Espírito, é a máxima individualidade essencial do ser humano.

Essa individualidade é a natureza da Natureza, momento obscuro da criação divina, que se tornou epicentro do processo de ascensão infinita, coagulador dos fenômenos que compõem a vida. Sua singularidade constitui o grande mistério que reúne a unidade e a totalidade num mesmo princípio. A possibilidade da existência desses dois “senhores” não deve ser motivo de dúvida. Ego e Espírito são

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.