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Capítulo 12 de 16

Parte 12 de 16

Psicologia e Universo Quântico · Adenauer Novaes

PUC (p 1-160-A).pmd 147 21/1/2009, 07:58 adenáuer novaes considerações e paradigmas quânticos. A Física Quântica, cheia de dúvidas e baseada na incerteza, deverá considerar a necessidade de repensar quem é o observador dos fenômenos no Universo. O Espiritismo deverá se popularizar não necessariamente ou exclusivamente pela via religiosa, mas principalmente pela necessidade de emancipar o Espírito de sua dependência quase absoluta da crença na salvação divina. Essa emancipação terá que contar com a integração das ideias quânticas aos princípios espíritas, com posterior disseminação entre seus praticantes. O mundo externo ao ser humano sempre lhe foi fascinante, cujo contato é gerador de experiências significativas, forjadoras de paradigmas que são integrados ao Espírito. Com o advento da Física Quântica, o mundo microscópico tem levado o ser humano a simbolizar e a aproximar-se mais consistentemente do seu mundo interior. Esse contato permitirá a integração de novos e diferentes paradigmas, já que a proximidade com o Inconsciente é maior e feita de forma mais segura, sem apelar para deuses sobrenaturais.

A especulação das observações experimentais e formulações matemáticas dos físicos sobre o que ocorre no microcosmo ativa a Função Transcendente, presente sempre que um conteúdo do Inconsciente deve vir à Consciência, gerando símbolos míticos. Estamos diante de um momento alquímico, no qual as especulações quânticas geram uma multiplicidade de símbolos, por enquanto chamados de “explicações”. Os atuais físicos quânticos são os antigos alquimistas, agora mais conscientes da subjetividade daquilo que investigam. A interligação do sujeito ao objeto nos leva a inferir a conexão do Inconsciente com o Mundo. Tudo está, de alguma forma ainda desconhecida, interconectado. Há uma realidade subjacente àquela percebida pelo olhar humano. Ela é inacessível à lógica humana. A dualidade

PUC (p 1-160-A).pmd 148 21/1/2009, 07:58 Psicologia e Universo Quântico – Um olhar sob o paradigma espiritual onda-partícula, na qual quando o objeto investigado está parado é partícula e quando em movimento observa-se como onda, como afirmava Niels Bohr, comprovado por De Broglie, leva-nos à percepção de uma estreita e automática relação entre o eu e o mundo. Sabemos que os modelos são complementares e que a mente humana ainda vai se acostumar a uma nova ordem. As novas ideias trazidas pela Física Quântica, pela Psicologia, pelo Espiritismo, pela Filosofia Contemporânea e pela Cibernética nos conduzem a novas construções psíquicas para uma maior compreensão do que é, de fato, o ser humano e do que pretende ser. É de se esperar que a Humanidade amadureça ao utilizar essas novas ideias, proporcionando crescimento, prosperidade, felicidade a todos e, sobretudo, a consciência do significado existencial.

O desafio maior dos saberes humanos, com o advento O desafio maior dos saberes humanos, com o advento das ideias quânticas, será o de proporcionar meios para das ideias quânticas, será o de proporcionar meios para que o ser humano encontre o significado e o sentido de que o ser humano encontre o significado e o sentido de sua existência. Talvez estejamos a um pequeno passo disso sua existência. Talvez estejamos a um pequeno passo de acontecer. Talvez esteja muito próximo. Então, voos mais isso acontecer. Talvez esteja muito próximo. Então, voos altos serão dados. mais altos serão dados.

PUC (p 1-160-A).pmd 149 21/1/2009, 07:58 PUC (p 1-160-A).pmd 150 21/1/2009, 07:58 Psicologia e Universo Quântico – Um olhar sob o paradigma espiritual Multidimensões Para justificar as propriedades “percebidas” na matéria, a Física Quântica apresenta, por formulações matemáticas, a multiplicidade de dimensões. O que antes eram quatro (três mais o tempo), passou a ser onze, incluindo, inusitadamente, a dimensão espiritual. As onze dimensões (dez espaciais e uma temporal) são padrões vibratórios diferentes. Enxergamos (percebemos) pela consciência em três dimensões. Se em quatro dimensões já é complexa a percepção da realidade pelo ser humano, o quão inimaginável deve ser quando o número é maior. As dimensões apresentadas pela Física Quântica não são, como pode parecer, isoladas entre si. São interrelacionadas, indissociadas como a linha é do ponto que a forma. Elas se interpenetram sem que se possa encontrar uma unidade dissociada de um todo, tampouco uma totalidade em que se possa resumi-las. Unidade e totalidade se equivalem, portanto, seus constructos lógicos não são suficientes para assambarcar a realidade multidimensional. A Psicologia empírica, como a maioria das ciências, rica em suas experiências, fundamentada nos paradigmas lógicos, baseada na realidade unidimensional, excluindo a dimensão espiritual, é limitada. Inserindo essas novas dimensões, darão lugar a amplas possibilidades do Espírito se manifestar.

PUC (p 1-160-A).pmd 151 21/1/2009, 07:58 adenáuer novaes Chegaria ao ser humano comum, em sua vida cotidiana, a percepção das onze dimensões? Para que elas servem? São perguntas que exigem raciocínio complexo com respostas não tão simples. Pelo menos, sabemos que a complexidade do Universo é maior do que supomos e do que captamos. Vivemos numa limitada e estreita faixa de percepção, pois nossos sentidos físicos bloqueiam a maior parte dos fenômenos do Universo. Provavelmente ocorrem muitos fenômenos à nossa volta sem que tenhamos a menor noção de como e porque ocorrem, mas que interferem no nosso modo de ser. Conceitos como Deus, Vida, Natureza, Universo, entre outros, são utilizados, por vezes, para significar algo que responde ou dispõe a realidade para a consciência humana, como uma certa força, não material, que comanda (tudo que é físico, psíquico e espiritual) todas as dimensões e reordena a realidade segundo fatores internos da mente humana. Esses conceitos configuram uma determinada realidade em que nos situamos, compondo um mosaico de possibilidades de ação e realização.

À medida que modificamos conceitos e integramos novos significados, nos inserimos em outras realidades, ou as criamos, penetrando dimensões inacessíveis pelos sentidos físicos, mas alcançáveis pelos novos modos de concepção. Nada garante que os atributos daquela força, de fato, pertençam a algo externo, tampouco se encontrem no próprio ser humano. Se assim fosse, veríamos, em todos, a mesma crença e a mesma competência de reconfigurar a realidade. Com esse raciocínio, também não estou excluindo, nem este é o tema em foco, a existência de algo externo detentor e criador daquela força. Podemos postular a existência de algo no humano que gera a ideia da força. O que mais impressiona é que, independentemente ou não daquela força, os conceitos que dela temos nos inserem numa ou noutra dimensão, plasmando diferentes realidades.

PUC (p 1-160-A).pmd 152 21/1/2009, 07:58 Psicologia e Universo Quântico – Um olhar sob o paradigma espiritual Os universos (dimensões) paralelos, ou que se intercruzam, e que, ao menos aparentemente, se ignoram, parecem ser independentes e devem possuir leis próprias. A visão de unidade, discutida em capítulo anterior, deve dar lugar à pluralidade, isto é, a infinitas possibilidades de concepção. Por isso, a ideia da existência de mundos, ou planetas, em diversos graus de evolução, toma novo formato, saindo da linearidade e assumindo a multidiversidade. Isso significa dizer que tanto podem existir planetas habitados em nosso Universo como também nas diferentes dimensões de outros universos. A ideia de uma só realidade que evolui de um marco zero é substituída por n marcos zero. O Big Bang, ou a grande explosão que deu origem ao Universo, se empobrece, pois pode-se imaginar muitas grandes explosões em muitos universos. Isso nos leva a pensar que não há início para nada, a não ser na vontade e no desejo humano, pois nada poderemos afirmar sobre algo divino. A realidade é incrivelmente complexa e admiravelmente fantástica.

Qualquer tentativa de limitá-la ao convencionalismo ortodoxo das religiões é menosprezar a própria inteligência humana. São múltiplas as possibilidades de realidade à disposição da imaginação humana. A liberdade é um capítulo da experiência humana que pode e deve ser vivido na construção dessas possibilidades de realidade. Cada ser humano tem a liberdade de criá-las e de vivenciá-las como lhe prover. Realidade, existência, vida, mundo externo, representação e vontade, dimensão etc., isto é, aquilo que se apresenta para que o Espírito se manifeste, aconteça, “experiencie”, é algo que, de fato, se torna cada vez mais complexo à medida que a consciência do eu, como individualidade, evolui. Considerar que existem múltiplas dimensões não é suficiente para resolver as incógnitas que explodem naquela mesma consciência a respeito de si e da realidade.

PUC (p 1-160-A).pmd 153 21/1/2009, 07:58 adenáuer novaes Independentemente das dimensões apresentadas

pela Física Quântica, outras existem que promovem a complexidade da vida humana. As dimensões a que me refiro são aquelas que nos vinculam ao outro e que põem o ego nas relações. No interior da psiquê humana, existem diferentes dimensões que nos vinculam nas relações com o outro. Como exemplo, podemos dividir essas dimensões em grupos que associam experiências semelhantes por nos colocarem em contato com certos paradigmas. São dimensões internas: corporal, física, sexual, filial, paternal, maternal, afetiva, emocional, criativa, religiosa, espiritual, psicológica, profissional, intelectual, política, fraternal, financeira e artística. Cada uma dessas dimensões insere o Espírito, através do ego, numa realidade específica. Essas não são dimensões relacionadas pela Física Quântica, mas, inevitavelmente, leva o Espírito a compor diferentes cenários existenciais.

Ver capítulo sobre autoanálise no livro Psicologia e espiritualidade, do autor.

PUC (p 1-160-A).pmd 154 21/1/2009, 07:58 Psicologia e Universo Quântico – Um olhar sob o paradigma espiritual A Sinfonia Cósmica Quando a Física Quântica aponta para a existência de um Universo constituído de cordas que vibram, plasmando a realidade, não se pode deixar de imaginar uma sinfonia regida por um majestoso maestro. Se vibram é porque uma força ou energia as provocam. Quem ou o que promove essa vibracão? Admitir que seja Deus tornase óbvio. Trata-se, no entanto, da necessidade de se entender que essa ideia, a das cordas, é ainda o formato de como aquilo que se tornou extremamente complexo nos padrões de compreensão humana pode se tornar assimilável. As cordas que vibram são virtuais, ou talvez, espirituais. A teoria das cordas e Supercordas é uma sofisticação para o incompreensível. Nada esclarece, pois mantém a questão da Unidade Elementar da Matéria sem solução. As pequenas cordas tomaram o lugar do átomo. Assim como se descobriu de que se constituía o átomo, também se chegará ao mesmo ponto em relação às pequenas cordas invisíveis.

Ou não se chegará porque, talvez, elas venham a se tornar o limite aceitável pela Física Quântica para o psíquico. É realmente a Vida, o Universo, a realidade percebida, entre outras circunstâncias, algo de maravilhoso e incrivelmente fantástico. Porém, sob que paradigmas avaliamos assim? É uma questão estética? Ou é porque percebemos como algo muito bem concebido, de tal forma

PUC (p 1-160-A).pmd 155 21/1/2009, 07:58 adenáuer novaes inteligente, que nos toca a lógica? Poderia ser por causa dos sonhos e fantasias que almejamos alcançar e que nos levam a acreditar que o destino caminha para tal? Talvez seja isso e mais outras coisas. Creio que a questão do observador se tornar responsável pelo cenário e pelo seu destino confere ao processo uma criatividade infinita, possibilitando outros paradigmas de percepção e análise. As possibilidades de experiências serem vividas se tornam cada vez mais surpreendentes, porque complexas, inusitadas e inteligentemente concebidas para o êxtase daquele que as vive. Isso coloca a individualidade, ou Espírito, questionando o que realmente proporciona ou cria esse fenomenal processo. Por mais que se responda com um nome (Deus) que compreende uma série de ideias a ele associadas, não se alcança a percepção do que gera tudo isso – a Vida. Maravilhosa a ideia de um Criador que deu ao observador (criatura) a felicidade de plasmar o Universo ao seu bel prazer.

O ser humano vê o Universo de uma forma peculiar, independentemente do que ele é. O ser humano se torna um verdadeiro artífice, uma espécie de pintor ou concertista do Universo que vibra a sua volta. Mesmo assim, não tenho a certeza de que um dia alcançará a essência daquilo que ele manipula. Essa percepção de Universo, aparentemente utópica e sonhadora, não deve excluir seu lado sombrio. A sinfonia existe porque há um vazio que a torna real. Algo projetou esse vazio para que o Espírito o preenchesse, realizando a Grande Obra. Esse feito não só se materializa fora do ser humano, como também, e principalmente, no seu interior, fazendo-o ser aquilo para o qual foi criado. Encanta-me saber que na coesão da matéria predomina a incerteza, a imponderabilidade e a probabilidade. Isso torna o pragmatismo mecanicista um escudo para a ignorância humana. Em seu seio, a consciência se sente mais segura e menos vulnerável ao desconhecido.

PUC (p 1-160-A).pmd 156 21/1/2009, 07:58 Psicologia e Universo Quântico – Um olhar sob o paradigma espiritual Encanta-me saber que foi a razão humana que descobriu a impossibilidade de se detectar a concretude da matéria. Pois, mesmo com a parcialidade do saber lógico, é possível se penetrar nos meandros do desconhecido divino. Sem a razão, permaneceríamos acorrentados ao Inconsciente, desprovidos da individualidade na consciência. Encanta-me saber que a Natureza (Deus, ou Universo, ou Vida, ou qualquer nome que lhe atribuamos) sempre surpreende o saber humano com novas e diferentes possibilidades de entendimento de seus processos. Isso aproxima o ser humano do que ele concebe ser Deus. Torna-o menos solitário e menos dependente do que considerava ser o Divino. Tudo parece conduzir para a divindade do humano. Encanta-me descobrir que tudo pode ser diferente de como penso e sinto, sempre visando meu bem estar e meu desenvolvimento espiritual. Isso me faz antever uma certa ordem cósmica, mesmo em meio à aparente desordem atômica. Leva-me à percepção da riqueza da Vida e do universo de infinitas possibilidades quando sei que devo cruzar minhas percepções com as do outro.

Encanta-me saber que Deus se realiza através de mim mesmo e que a consciência de mim mesmo é Sua voz. Isso me faz desconstruir as ideias arcaicas a respeito da natureza de Deus, que o apresentavam com atributos de meu próprio ego. Percebo que a existência de Deus para mim está condicionada à minha própria. Nada a respeito de Deus pode ser validado senão a partir de minha própria realidade. Devo tornar-me apto, capaz, adequado, feliz, responsável, pleno e autodeterminado para perceber, de forma mais madura, o sentido e o significado de Deus em mim mesmo. Encanta-me saber que nada tem fim e que não há possibilidade de se chegar ao limite das coisas nem de determinar onde começa algo. Isso me fez entender que

PUC (p 1-160-A).pmd 157 21/1/2009, 07:58 adenáuer novaes nada no Universo é tocado diretamente. Tudo influencia tudo, mas nada é palpável ou sentido tal qual de fato é. A leveza e o mistério permanecem e assim será, até que se alcancem novos horizontes evolutivos. O que quer que, tenha feito tudo que existe não permitiu visibilidade de nada. O ser humano tem sua própria luz interior, que deve fazer brilhar de dentro para fora. A luz também deve brilhar de fora para dentro, isto é, do observador para o objeto observado, pois assim exige o Universo. Encanta-me saber que o outro é mais um mistério da Vida e que nele pulsa um intrigante universo. Isso me leva a querer conhecer o outro e a ele me conectar como se buscasse o desconhecido em mim mesmo. Nessa busca, descubro o amor que une as pessoas e torna a vida um grande campo de manifestação da amorosidade. O Universo Quântico torna o amor o sentimento que flui do interior da alma humana e se espalha nos confins do Universo.

Se nos deixarmos contaminar pelo amor que emana da Consciência Divina e que permeia tudo, não só alcançaremos a paz interior como também viveremos em harmonia com nosso próximo. Nesse sentido, deve prevalecer o Amor Fati, isto é, como pensara Friedrich Nietzsche (1844 a 1900), o amor ao destino, à vida, às coisas, ao Universo, a tudo que se torna real ao humano. Esse amor, pela inevitabilidade de se viver, constitui a grande paixão humana, em face de sua obrigatória existência. Esse amor a ser construído na alma humana leva a considerar que o sofrimento pessoal é de menor relevância ante um destino a ser vivido de forma intensa e real.

PUC (p 1-160-A).pmd 158 21/1/2009, 07:58 Psicologia e Universo Quântico – Um olhar sob o paradigma espiritual A Nova Ciência da Mente Há uma ideia reinante nos meios acadêmicos, sobretudo nas áreas que estudam a vida em geral, de que existe um princípio ordenador, nos mecanismos biológicos, subjacente à matéria que o representa. A sofisticação das pesquisas implementadas por novos instrumentos de investigação, para as quais a contribuição da Física Quântica é inegável, promove a descoberta de sutis mecanismos e processos inerentes à matéria orgânica, antes inacessíveis. Por outro lado, nas áreas relativas ao comportamento humano (Sociologia, Antropologia, Psicologia, Psicopedagogia, entre outras), observa-se uma certa inquietação com a fronteira entre o que é individual e o que é coletivo. Esse questionamento põe em cheque a autoria dos fatos, bem como aprofunda o olhar subjetivo para o ato humano. Quanto mais se pretende mensurar, mais se esbarra nas probabilidades e nas interpretações subjetivas. Diante das incontáveis possibilidades de expressão da realidade, em que os objetos não podem ter, com precisão, sua delimitação espacial, é de suscitar a questão da situação da Consciência como lócus do observador. A multiplicidade de dimensões que indicam infinitas escolhas ao observador permite que se infira semelhante número (ilimitado) de estados da consciência. Qual ciência mecanicista continuará com postulados rígidos e causalistas diante desses novos paradigmas? Novas ciências estão nascendo

PUC (p 1-160-A).pmd 159 21/1/2009, 07:58 adenáuer novaes e as antigas estão se refundindo. Lentamente, a Humanidade vai caminhando na direção do Espírito imortal. A Psicologia, investida das ideias quânticas (nãocausalidade, mente independente do cérebro e subjacente a ele, observador atuante no universo etc.), considerará a importância do que o sujeito pretende para si e naquilo em que ele pode se tornar em detrimento das causas passadas, que nada mais foram do que impressões subjetivas de experiências. Tais experiências se deram de forma muito mais inconsciente do que consciente. A Psicologia considerará a mente como objeto a ser explorado pelo próprio sujeito, como algo (um aparelho) cujo funcionamento deve ser exaustivamente conhecido para melhor ser aproveitado. A distinção entre cérebro, mente e sujeito deverá se tornar bastante clara. Mas o papel mais relevante da Psicologia, agora investida das ideias quânticas, será na Educação. Conhecendo-se mais detalhadamente o aparelho psíquico, sabendo-se de seu funcionamento e de sua condição de órgão a serviço do sujeito, poder-se-á avaliar melhor a possibilidade de prevenção de doenças psíquicas.

Far-seá distinção entre doenças do órgão psíquico e do sujeito. Tal distinção se vê numa organização, na qual um problema pode ter sua origem numa máquina, ou num processo. Assim pode ocorrer num ser humano. Seu problema pode estar localizado no aparelho psíquico, ou em si mesmo, em sua personalidade, isto é, na sua capacidade de compreender a realidade e na maneira de percebê-la. Na Educação, se dará ênfase ao aprimoramento dos modos de percepção da realidade e não apenas ao conteúdo do aprendizado. O que o Espírito apreende como inteligência, ou saber, não se situa na dimensão do corpo. Inicialmente passa pela dimensão do perispírito e, depois, chegará ao Espírito. Assim como a ciência médica se subdividiu em especialidades, cuja complexidade se torna cada vez maior,

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.