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Capítulo 6 de 16

Parte 6 de 16

Psicologia e Universo Quântico · Adenauer Novaes

PUC (p 1-160-A).pmd 70 21/1/2009, 07:57 Psicologia e Universo Quântico – Um olhar sob o paradigma espiritual humano a condição de apropriar-se de ferramentas imprescindíveis àquela construção. Por outro lado, a matéria é algo que vibra e, sob certas condições, coagula-se, formando o que conhecemos com o nome de Universo. Pode-se pensar que esse algo é espiritual, mas esse termo é muito amplo. Talvez esse algo seja o que o Espiritismo chama de Princípio Material, que está disponível ao Princípio Espiritual para que a Vida se realize. O Princípio Espiritual colapsa a matéria sob determinadas contingências. O Princípio Material é suscetível à inteligência que circula livremente no Universo. Todo ato humano, ativa algo que entra em colapso no Universo, tornando-o consciente. Aquele que deseja, sonha, constrói, experiencia e evolui é o Princípio Espiritual. Enquanto o Princípio Material vibra, o Princípio Espiritual realiza o criador. O Espiritismo considera que existe uma forma de energia sutil, como um fluido, que serve ao Espírito, também para a formação de seu corpo espiritual, conhecido como perispírito.

Esse fluido, que é a base da formação da matéria, é inacessível ao olho humano, prestando-se à produção de inúmeros fenômenos chamados de mediúnicos. As atuais considerações da Física Quântica propõem que a matéria seja constituída de cordas que vibram. Isso se aproxima da ideia espírita de que o Universo material é um conjunto de diferentes vibrações ao influxo de algo que as governa. Os constituintes do Universo são coagulados segundo uma supraordem, ainda incompreensível ao humano. O Espiritismo apresenta um conhecimento transcendente que tem sido constatado por algumas ideias quânticas. Indiretamente, os físicos estão tateando o que é da ordem do mundo espiritual. As ideias quânticas são compreensíveis quando se alcança a percepção da dimensão espiritual, compatível com um Universo plural, que abriga o causal e o não-causal.

PUC (p 1-160-A).pmd 71 21/1/2009, 07:57 adenáuer novaes O espírito André Luiz, analisando os conceitos da Física Quântica, afirma que: O homem passou a compreender, enfim, que a matéria é simples vestimenta das forças que o servem nas múltiplas faixas da Natureza e que todos os domínios da substância palpável podem ser plenamente analisados e explicados em linguagem matemática, embora o plano das causas continue para ele indevassado, tanto quanto para nós, as criaturas terrestres temporariamente apartadas da

vida física. Portanto, muito há ainda que se descobrir neste e no outro lado da Vida.

ANDRÉ LUIZ, Mecanismos da mediunidade. Psicografado por Francisco Cândido Xavier. Rio de Janeiro: FEB, 1973, p.39.

PUC (p 1-160-A).pmd 72 21/1/2009, 07:57 Psicologia e Universo Quântico – Um olhar sob o paradigma espiritual A Religião Espírita As sociedades se organizam em torno dos meios de subsistência. Não são aglomerados aleatórios ou núcleos de indivíduos que se reúnem ao acaso. Por força do instinto básico e primordial de se manterem vivos, múltiplos processos são vividos pelos indivíduos, proporcionando a integração de competências e habilidades psíquicas. Em paralelo àquele instinto, um outro, de natureza não orgânica, que Jung deu o nome de arquétipo religioso, estimula o ser humano na busca de um sentido transcendente para sua própria existência. Esse instinto é responsável pelo surgimento dos ritos e das religiões. A religião espírita também atende a aquele arquétipo. O Espiritismo se instalou no Brasil ainda durante os estudos de Allan Kardec.

Data de 1865 o primeiro Centro Espírita do Brasil, o Grupo Familiar de Espiritismo, fundado na Bahia por Luís Olímpio Teles de Menezes (1825 a 1893), que, em 1869 editou o primeiro jornal espírita, O, Eco do Além Túmulo, que chegou a circular fora do país. Já em 1866, Luís Olímpio defendia o Espiritismo dos ataques que lhe fazia o arcebispado da Bahia. Mesmo que o Espiritismo não se intitulasse uma religião, a Igreja Católica, ao atacá-lo, colocava-o no rol das religiões. A via religiosa foi a mais adequada para a disseminação do saber espírita. Ao trazer explicações às parábolas do Cristo, apresentando a caridade como meio de

PUC (p 1-160-A).pmd 73 21/1/2009, 07:57 adenáuer novaes crescimento pessoal e concitando as pessoas à transformação moral, não restou aos católicos insatisfeitos com sua mediúnicas doutrina e desejosos de resolver suas questões mediúnicas, senão migrar para o Espiritismo. Uma religião nascia e se impunha entre outras, tradicionais e conservadoras. A religião espírita se iniciou pelo estudo e pela prática da mediunidade e da caridade. De certa maneira, ter se tornado uma religião enviesou o Espiritismo, até mesmo atraindo uma certa resistência dos meios científicos em aceitar temas relacionados ao espiritual/mediúnico como objetos de pesquisas. Isso durou por algum tempo, porém, por força da natureza e para tentar negar o que não concordavam, alguns temas espíritas se encontram em estudos nas academias de vários países. Mas o viés não foi despropositado. Creio que, sem ele, o Espiritismo não conseguiria chegar aonde chegou na consciência coletiva.

Pela via religiosa, e não apenas pela razão, que exige a crença como conexão com o sagrado e a vivência de certas experiências numinosas, às quais estão associadas certas qualidades transcendentes, é que se tornou possível o alicerce de princípios fundamentais na mente humana. Devo assinalar que o Espiritismo não é apenas uma religião nem deve deixar de sê-lo. Deve ser praticado como uma religião de autotransformação, sem dissimulações com propostas salvacionistas e alienantes. Fundamental que não se perca o foco da ampliação da consciência de que o humano é um espírito encarnado, cuja meta é a evolução. O Espiritismo apresenta uma face nitidamente religiosa, como já analisado anteriormente, porém, independentemente desse formato coletivo, ele aponta para algo maior, para uma realidade mais ampla e além dos limites da consciência. Como religião, copia o modelo cristão de outras escolas evangélicas, mas adianta-se a elas propondo

PUC (p 1-160-A).pmd 74 21/1/2009, 07:57 Psicologia e Universo Quântico – Um olhar sob o paradigma espiritual o autoconhecimento, o autodescobrimento, a autotransformação e a autoiluminação. Seus princípios promovem a consciência da responsabilidade espiritual pessoal, sem transferi-la à divindade. Não propõe salvação, no conceito clássico de redenção e bem-aventurança mágica, mas esforço de transformação por várias encarnações, para evoluir. Semelhante à proposta espírita, Swami Vivekananda Semelhante à proposta espírita, Swami Vivekananda (1863 a 1902), em uma de suas célebres conferências nos (1863 a 1902), em uma de suas célebres conferências nos Estados Unidos, entre 1893 e 1897, afirmava o quanto é Estados Unidos, entre 1893 e 1897, afirmava o quanto é importante se ter noção da divindade da alma. Ele se importante se ter noção da divindade da alma. Ele se aproxima da ideia de que há um significado não mecaniaproxima da ideia de que há um significado não cista nem causalista para a existência do ser humano, mecanicista nem causalista para a existência do ser atribuindo-lhe uma condição essencialmente divina.

As humano, atribuindo-lhe uma condição essencialmente afirmações de Vivekananda se casam com o Espiritismo, divina. As afirmações de Vivekananda se casam com o na medida em que ele propõe uma religião pessoal e não Espiritismo, na medida em que propõe uma religião a adoção sectária de uma religião coletiva. pessoal e não a adoção sectária de uma religião coletiva. Carece, o seio do Movimento Espírita, de discussão sobre os princípios básicos do Espiritismo, no intuito de se encontrar novas formas de apreensão do saber que eles representam. Sem essa discussão, eles acabam, com o tempo, virando dogmas, e seus adeptos se tornando, inevitavelmente, fundamentalistas. Os pilares básicos são as ideias expressas por palavras, que tomam o formato da época em que foram construídas. Por exemplo: a reencarnação é um fato que alicerça a ideia da evolução. Para justificar a reencarnação, ideias de causalidade determinística são afirmadas e veiculadas, desviando o sentido oculto da evolução.

Apoiar-se na chamada lei de causa e efeito para argumentação em favor da reencarnação pode torná-la frágil. Exceções podem merecer esse princípio, mas não a totalidade dos casos. A liberdade de escolha, conhecida como livre-arbítrio, reduz a força do argumento, pois pode-se modificar o destino a partir de transformações interiores. A evolução é que deve ser a regra. Evoluir é conquistar gradativamente a autodeterminação,

PUC (p 1-160-A).pmd 75 21/1/2009, 07:57 adenáuer novaes adquirir o saber sobre a Vida, apreender o conhecimento. das leis de Deus, alcançar o estado de felicidade etc. Isso requer uma mente cada vez mais apta e complexa para lidar com o que evolui constantemente. A linguagem a ser utilizada deve merecer permanente atualização e as ideias que alicerçam devem conter os novos paradigmas conhecidos. Sobre evolução, não cabe mais utilizar-se de ideias determinísticas num Universo cuja compreensão é probabilística. A religião espírita é postulada como aquela que, de fato, levará seu adepto aos propósitos que almeja, porém se deparando com as consequências de seus atos na vida material. É considerada como sendo o Cristianismo redivivo, isto é, renovado, que retornou mais adequado aos novos tempos. Isso de fato não corresponde à realidade. As teses espíritas estão, em sua maioria, fora do Cristianismo, salvo se o interpretarmos hoje à luz do Espiritismo. Portanto, não é algo que retorna. A afirmação de que Espiritismo é Cristianismo reduz aquele, que de fato explica este último, como quis Allan Kardec ao escrever O Evangelho Segundo o Espiritismo.

A afirmação causa indignação às lideranças das religiões que têm o Cristianismo como base de seus ensinamentos, pois parece excluí-las. A religião espírita é cristã, mas o Espiritismo é mais do que religião, portanto, é diferente e independente do Cristianismo. Sem o Cristianismo não teríamos o Espiritismo tal qual se pratica, porém isso não significa que seja a mesma coisa. O Cristianismo, desde Paulo de Tarso, seu fundador, tem seus rituais, preceitos e normas. O Espiritismo, desde Allan Kardec, seu fundador, claramente põe, em seus fundamentos, a reencarnação, a comunicação livre com os espíritos desencarnados, a percepção espiritual a respeito da Vida e do Universo, sem rituais ou fórmulas cabalísticas. Confundir Cristianismo com Espiritismo é, propositadamente, reduzir este em favor daquele, enviesando o

PUC (p 1-160-A).pmd 76 21/1/2009, 07:57 Psicologia e Universo Quântico – Um olhar sob o paradigma espiritual amplo saber que se descortina ao Espírito. O Cristianismo compreendido pelo Espiritismo difere daquele que é interpretado pelas religiões cristãs, pois há uma clara inserção das teses espíritas, principalmente a reencarnação e a mediunidade. Não creio que haja possibilidade de exclusão do Cristianismo no Espiritismo, pois aquele constitui a via de expressão deste, além de ser sua maior bandeira moral. Um outro tema a respeito do Espiritismo, tal qual é compreendido pela maioria da população que o pratica, é causalidade e destino. Tem corpo, nos meios espíritas, o argumento do axioma da causa inteligente para um efeito inteligente, pertencente ao período no qual vigoravam as ideias e paradigmas da Física Clássica para justificar a existência de Deus. O raciocínio é correto, lógico e coerente com a época, porém, agora com as ideias, quânticas, perde sua força. Em princípio, a existência de Deus não necessita de provas, pois a consciência humana (e o Inconsciente) O sentem.

As ideias quânticas exigem uma supranatureza para justificá-las, pois a humana não se habilita. Uma prova será sempre provisória e inerente ` ao meio e a época em que ocorre. A ideia da previsibilidade dos fenômenos, consequência direta da Física Clássica, conduz ao absurdo de se acreditar no mecanicismo. Com a ideia de uma lei de causa e efeito, muitas vezes considerada como absoluta, principalmente para justificar a reencarnação, o Espiritismo contribui para uma visão também mecanicista. Nesse aspecto, o Espiritismo tanto quanto a Física têm dificuldade em abandonar o paradigma da causalidade mecanicista. A chamada lei de causa e efeito parece inferir a existência de uma espécie de determinismo espiritual. Considerar que exista uma lei de causa e efeito baseando-se em O Livro dos Espíritos é não tê-lo lido adequadamente e de forma contextualizada. O axioma que afirma que não há efeito sem causa não torna a ideia uma

PUC (p 1-160-A).pmd 77 21/1/2009, 07:57 adenáuer novaes lei. Apenas nos leva à busca de causas, contrariando a possibilidade de existirem interações instantâneas. É mais prudente se afirmar que é possível existirem fenômenos cujas causas possam estar em outras dimensões. Ainda assim, poder-se-á questionar a causa que gerou a causa. Quando aquela causa for a vontade humana com sua capacidade criativa, talvez se possa entender que pode haver um início sem uma causa material anterior. A consciência do observador que se desenvolveu naqueles princípios, que se estruturou considerando que suas ações promovem alterações na realidade, aceitará o raciocínio linear da causalidade absoluta. À medida que o observador se torna autônomo, maduro, autoconsciente da propriedade de si mesmo, perceberá imensas possibilidades de alteração de consequências lineares das causas perpetradas. O curso da “lei” é o curso da consciência. A ideia da existência de tal lei pode nos fazer apenas, e tão somente, modificar as consequências, tentando adequá-las a modelos petrificados pela cultura de uma época.

Corre-se o risco de não se pensar em gerar novas causas, que necessariamente não precisam gerar efeitos, e novas possibilidades de ser e de existir no mundo. Isso nos leva a questionar a necessidade de se querer mudar o passado ou mesmo esquecê-lo, o que decorre da tendência de se acreditar que o presente está por conta do passado, excluindo o novo, o criativo e o tempo. Devese aprender com o passado, mas não se fixar nele nem desejar apagá-lo. Ele pertence ao contexto em que foi gerado e não deve ser analisado com a consciência do presente para recriminar-se, mas para recondicioná-la à criatividade, sem que se aguarde consequências desastrosas. O mal do passado apenas atesta a ignorância do Espírito no tempo em que ele ocorreu e, quando eliminada, proporcionará outras possibilidades de ações não mais tidas como negativas.

PUC (p 1-160-A).pmd 78 21/1/2009, 07:57 Psicologia e Universo Quântico – Um olhar sob o paradigma espiritual Por outro lado, os fenômenos mediúnicos, estudados exaustivamente no Espiritismo, são situados no tempo e no espaço para serem compreendidos. Não se deve esquecer que esses dois princípios são arquetípicos, portanto, não são entes concretos, mas vetores psíquicos para integração das experiências do Espírito, no corpo físico ou fora dele. Espiritismo, como religião, terá o desafio de mudar os paradigmas que reinam na consciência de seus adeptos, sobretudo no que diz respeito à ideia de salvação e de causalidade absoluta.

PUC (p 1-160-A).pmd 79 21/1/2009, 07:57 PUC (p 1-160-A).pmd 80 21/1/2009, 07:57 Psicologia e Universo Quântico – Um olhar sob o paradigma espiritual Os Caminhos do Espiritismo O Espiritismo se fixa, cada vez mais, como um movimento religioso. Malgrado o desejo de alguns, essa trilha tem sido percebida pelos temas abordados em palestras, livros e eventos (semanas espíritas, encontros confraternativos, congressos etc.). Além disso, a centração na figura de Jesus Cristo como modelo a ser seguido e a recorrência ao Evangelho cristão como norma moral do Movimento Espírita demonstram a tendência do Espiritismo como movimento religioso. Os grandes Centros Espíritas e os principais líderes do Movimento Espírita exaltam o aspecto religioso, centrando a sua ação no serviço desinteressado aos que sofrem ou aos que são desprovidos de condições adequadas de subsistência, oferecendo-lhes a consolação e a certeza da imortalidade. Muito provavelmente isso decorre do teor das manifestações mediúnicas, que maciçamente doutrinam para tal. Essa designação tem propósitos bem definidos e é coerente com as necessidades sociais e psicológicas do povo brasileiro.

Há uma notória carência consoladora e religiosa entre aqueles que concordam com os princípios espíritas. A religiosidade humana é uma dimensão que ainda necessita ser atualizada com projeções típicas dos movimentos que tratam de temas transcendentais. A via religiosa “escolhida” pelo Espiritismo foi a propícia e talvez única para que se alcançassem os

PUC (p 1-160-A).pmd 81 21/1/2009, 07:57 adenáuer novaes propósitos de ampliação da consciência humana. Isso também pode ter ocorrido por conta das personalidades desencarnadas que implantaram o Espiritismo, pois, na sua maioria, foram, em existências passadas, os pais da Igreja Católica. A evolução do Espírito é um processo que deve ser tornado consciente, o que de fato vem ocorrendo, como se pode observar, pelo desenvolvimento intelectual e moral da Humanidade. Cada época trouxe seus paradigmas, promovendo novos hábitos, novos costumes, eliciados por novas ideias e conceitos. Assim, não poderia ser diferente no Espiritismo, pois vamos encontrar no corpo da sua doutrina a seguinte afirmação de Allan Kardec: Espiritismo, pois, não estabelece como princípio Espiritismo, pois, não estabelece como princípio absoluto senão o que se acha evidentemente demonsabsoluto senão o que se acha evidentemente demonstrado, ou o que ressalta logicamente da observação. trado, ou o que ressalta logicamente da observação.

Entendendo com todos os ramos da economia social, Entendendo com todos os ramos da economia social, aos quais dá o apoio das suas próprias descobertas, aos quais dá o apoio das suas próprias descobertas, assimilará sempre todas as doutrinas progressivas, assimilará sempre todas as doutrinas progressivas, de qualquer ordem que sejam, desde que hajam de qualquer ordem que sejam, desde que hajam asassumido o estado de verdades práticas e abandonado sumido o estado de verdades práticas e abandonao domínio da utopia, sem o que ele se suicidaria. do o domínio da utopia, sem o que ele se suicidaria. Deixando de ser o que é, mentiria à sua origem e ao Deixando de ser o que é, mentiria à sua origem e ao seu fim providencial. Caminhando de par com o seu fim providencial. Caminhando de par com o progresso, o Espiritismo jamais será ultrapassado, progresso, o Espiritismo jamais será ultrapassado, porque, se novas descobertas lhe demonstrassem estar porque, se novas descobertas lhe demonstrassem em erro acerca de um ponto qualquer, ele se estar em erro acerca de um ponto qualquer, ele se modificaria nesse ponto. Se uma verdade nova se modificaria nesse ponto. Se uma verdade nova se

revelar, ele a aceitará.

revelar, ele a aceitará. Pode-se observar que o fundador do Espiritismo admitia a possibilidade de atualização do saber espírita com a incorporação de novas verdades e com a alteração de algum princípio pré-estabelecido, já ultrapassado por

KARDEC, Allan. A gênese. 24. ed. Rio de Janeiro: FEB. 1982, p. 44. Caráter da revelação Espírita, item 55.

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.