Voltar ao livro Psicologia e Universo Quântico

Capítulo 10 de 16

Parte 10 de 16

Psicologia e Universo Quântico · Adenauer Novaes

PUC (p 1-160-A).pmd 121 21/1/2009, 07:57 adenáuer novaes indissociáveis até determinado nível de evolução, mas possuem diferentes domínios e consequentes áreas de atuação. É possível ao ego perceber aspectos inerentes ao Espírito? Ou melhor, é possível, conscientemente, o Espírito se revelar além dos limites do ego, tornando-se a ele perceptível? O caminho para tal, passa primeiro pela percepção, pelo ego, de que é independente do corpo e existe sem ele. O segundo passo será a percepção de que a mente é um órgão a serviço do Espírito e que não o abriga nem o limita totalmente. A inacessibilidade direta e a subjetividade que envolve as hipóteses para os assuntos que dizem respeito à mente são muito grandes, dificultando as certezas e a precisão de conceitos. Isso nos leva a considerar que o “terreno” da mente está longe de ser o corpo físico. A resposta está na dimensão quântica, em que se “situam” as probabilidades e possibilidades inalcançáveis diretamente pela consciência humana.

Engano pensar que, uma vez libertos do corpo pela ocorrência natural da morte, alcançaremos diretamente aquela dimensão. Na dimensão espiritual, também existem as limitações psíquicas e de compreensão da realidade pertinente. Em cada dimensão vibratória encontrar-se-á limites típicos. Atuar, visando educar e promover o autoconhecimento de uma pessoa, requer que se tenha em mente que a ação deve alcançar o ser na dimensão quântica, que é o lócus alquímico das verdadeiras transformações. A fala, o olhar, o gesto, a tonalidade afetiva, o exercício modelar, bem como a intencionalidade do instrutor ou educador, devem conter a consciência de que existe aquela dimensão e é nela que se processam as modificações profundas na alma. Isso interferirá na forma como se processam as falas, palestras, doutrinações, diálogos, relacionamentos, bem como toda comunicação entre as pessoas. Se o objetivo não é simplesmente uma compreensão da realidade restrita

PUC (p 1-160-A).pmd 122 21/1/2009, 07:57 Psicologia e Universo Quântico – Um olhar sob o paradigma espiritual aos limites físicos nem uma simples mudança de hábitos externos, então a comunicação entre os indivíduos deve levar em conta a dimensão quântica em que estão situados. A Consciência, produto último da evolução humana, é uma coagulação de conteúdos e experiências inconscientes, isto é, o Inconsciente é matriz da Consciência. Imersos no corpo físico, passamos a acreditar que a Consciência a no corpo físico, passamos a acreditar que a consciência a ele se restringe, sem considerar sua origem inconsciente e seu lócus original. Há quem acredite que a vida após a morte descortina a ignorância do Espírito. É mais adequado pensar que ela acentua, pois retira as fantasias oriundas da ideia de um mundo macro que convida o ser humano a conhecê-lo, mas que, em face das inúmeras e constantes projeções, mitifica-o. Olhar para fora leva-o a construir aqueles mitos e fantasias. Olhar para dentro o faz acordar para um mundo diferente, convidativo e profundo.

Sem os limites do corpo, levado a perceber a grande ilusão que viveu, tendo de encarar sua ignorância, terá certamente dificuldade em conceber o Universo a sua volta. Continuará mitificando, provavelmente divinizando a realidade. Quando se consegue desvestir a consciência dos mitos e projeções simbólicas milenares, pode-se perceber melhor o Universo. As ideias quânticas tornam-se importantes para o esclarecimento do ser humano, pois reduzem as ilusões e fantasias, levando-o à consciência do véu interposto não só pelos sentidos físicos como também pelos paradigmas da ciência clássica, mecanicista e causalista. Esses paradigmas configuram uma psiquê enrijecida até então. É hora de se buscar modificar esse estado. A vida verdadeira, propalada pelo Espiritismo como sendo a espiritual, é parte da questão a ser resolvida pelo Espírito. Vir e voltar para o mundo espiritual, cuja existência é questionada pela ciência, é apenas uma das muitas fases da evolução.

PUC (p 1-160-A).pmd 123 21/1/2009, 07:57 adenáuer novaes O Inconsciente não se estrutura de forma padronizada, cronológica ou convencional. Imagens, vibrações e configurações complexas compõem seu conteúdo. Palavras, sons e raciocínios lógicos dele não fazem parte. Tudo que dele sai recebe a conformidade da Consciência, portanto, de acordo com protocolos convencionais. Quando analisamos sob o paradigma espírita, temos de considerar a complexidade da relação entre o Inconsciente e o Espírito. À primeira vista, pode-se pensar que o Inconsciente é o próprio Espírito. A distinção clara está na individualidade deste último. O Inconsciente surge da relação entre o Espírito e o meio. O Espírito precede ao Inconsciente que, por sua vez, gera a Consciência, campo de atuação do primeiro através do ego, estrutura que lhe representa. A frequência vibratória do Inconsciente o situa fora dos limites do corpo e isso permite que seja acessado fora dos limites da consciência, isto é, por meios não convencionais.

Nisso se baseiam as técnicas psicológicas projetivas, as relações mediúnicas, as comunicações telepáticas, bem como qualquer outro modo de apreensão da realidade sem a utilização dos cinco sentidos. O corpo não tem condições de abrigar o Inconsciente em face das características físico-químicas do cérebro. A frequência vibratória do Inconsciente necessita de outro tipo de estrutura, razão pela qual a frequência vibratória do Perispírito abriga o Inconsciente. O termo perispírito surge com o Espiritismo. É o corpo espiritual que serve de abrigo à mente e de veículo de manifestação do Espírito. Em breve a ciência perceberá sua existência, provavelmente dando-lhe outra denominação e origem. A psiquê não é dissociada do todo e das coisas. O Inconsciente se conecta ao mundo real independentemente da Consciência e do ego.

PUC (p 1-160-A).pmd 124 21/1/2009, 07:57 Psicologia e Universo Quântico – Um olhar sob o paradigma espiritual A Psicologia do Espírito A Psicologia do Espírito é o estudo do Espírito como individualidade, destituído de qualquer implemento material, nas suas relações com o meio ou a realidade. O Espírito é a individualidade que evolui nas relações que estabelece com o Universo e nas experiências que nele vivencia, em busca de sua identidade. É a psicologia que se interessa pelo ser em si, conhecido como humano, princípio que denota inteligência, sentimento e capacidade de transformar o Universo, que independe da matéria ou de qualquer forma de energia. A Psicologia do Espírito é a parte da Psicologia que se dedica à investigação daquilo que pensa e concebe a si mesmo. É uma psicologia da alma enquanto espírito que comanda um corpo, submetido às contingências de seu ainda incipiente nível de evolução, limitado pela ignorância que lhe caracteriza o estado atual. Um de seus fundamentos é a condição do Espírito como um ser autônomo em busca de sua autodeterminação.

Devemos reconhecer a existência de certas dimensões entre o Espírito e a matéria. Espírito é o princípio inteligente e ordenador do Universo. É ele que promove o Universo de acordo com sua habilidade e vivência coletiva. O Espírito tem, à sua disposição, o perispírito, em que se localiza a mente ou psiquê, que, por sua vez, utiliza o corpo físico, dotado de fluido vital. Portanto, temos:

PUC (p 1-160-A).pmd 125 21/1/2009, 07:57 adenáuer novaes 1. Espírito, individualidade imortal, que representa o Criador de tudo. 2. Perispírito, que abriga a mente e atua sobre o fluido vital, construído/elaborado ao longo da evolução do Espírito, fruto de suas experiências com a realidade e com as relações com o outro. 3. Corpo físico, que, integrado ao fluido vital, possibilita a vida na matéria, permitindo uma percepção peculiar ao Espírito. O Espírito é a individualidade pré-existente ao ego, com grau de complexidade cognitiva crescente, cujo desenvolvimento se observa em sua capacidade de domínio sobre o ambiente que o cerca. Para seu desenvolvimento, são necessárias aquisições significativas, que vão gradativamente integrando sua essência. Essas aquisições decorrem das experiências nas dimensões existenciais, com ou sem o corpo físico. São princípios ou leis a serem integrados pelo Espírito: Capacidade de amar Mobilidade Manipulação e uso da energia/matéria Comunicação e uso da linguagem Multiplicação e ampliação do Universo Harmonia Sabedoria Para alcançar a integração dessas leis ou princípios, é necessária a vivência de experiências significativas, nas quais o Espírito deve apreender paradigmas, tais como: Amorosidade, conectividade, generosidade, caridade, sexualidade afetiva, amizade autêntica etc.; Penetração social, mobilidade entre culturas, trânsito fácil entre distintas sociedades, competência para viver em diferentes cenários sociais etc.;

PUC (p 1-160-A).pmd 126 21/1/2009, 07:57 Psicologia e Universo Quântico – Um olhar sob o paradigma espiritual Manipulação de fluidos, cura, educação da energia vital, equilíbrio orgânico etc.; Compreender e ser compreendido, ensinar e aprender, musicalidade, percepção artística etc.; Prosperidade, uso adequado do dinheiro, criatividade, habilidades operacionais, capacidade de ampliar processos em favor da sociedade etc.; Paz interior, promoção da tranquilidade, ordem interna, ordem externa, equilíbrio emocional e espiritual etc.; Percepção de totalidade e da amplitude das coisas, capacidade lógica, intuição desenvolvida, capacidade de dar explicações consistentes e múltiplas das coisas e eventos, compreensão flexível etc.. A ausência da aquisição desses paradigmas pode ser observada nos seguintes déficits: Ódio, mágoa, indiferença, desejo de poder, orgulho, egoísmo, instabilidade emocional, poucas e pobres relações afetivas etc.; Ausência de limites legais, ausência de limites físicos, Ausência de limites legais, ausência de limites físicos, com restrições impostas à mobilidade, vícios, contenrestrições impostas à mobilidade, vícios, contenções ções impostas externamente, parcos recursos disponíimpostas externamente, parcos recursos disponíveis etc.; veis etc.; Ignorância quanto às propriedades da matéria, doenças, restrições vitais, bloqueios à fluidez de processos materiais etc.; Restrições à compreensão, baixa capacidade de expressão verbal e escrita, inexistência de expressão artística, repertório linguístico pobre etc.; Dívidas, acumulação de bens materiais sem geração de empregos, exclusiva preocupação com a sobrevivência etc.; Instabilidade emocional, riscos desnecessários, agressividade, inquietação, descontrole dos instintos etc.;

PUC (p 1-160-A).pmd 127 21/1/2009, 07:57 adenáuer novaes Repertório comportamental social reduzido, visão unilateral e mecanicista da sociedade e de seus processos, existência restrita e limitada espiritualmente. O Espírito existe como estrutura multidimensional incognoscível. Sua constituição se alicerça nas diferentes dimensões, não pertencendo a qualquer delas. Sua natureza, inalcançável pela lógica humana, transcende o Universo material conhecido. É considerado, por definição, o Princípio Inteligente, capaz de alterar o Universo a sua volta, cuja constituição ainda é incompreensível. A afirmação de que o Espírito tem uma estrutura multidimensional significa dizer que se trata de algo que não existe numa única dimensão e que, quando se coagula numa delas, apresenta propriedades parciais específicas. O Espírito, quando se mostra na dimensão material, apresenta a Inteligência como seu principal atributo, permanecendo outros como manifestação secundária. Isso torna o Espírito capaz de alcançar uma realidade muito mais ampla do que aquela que a consciência concebe. Por transitar em muitas dimensões, a realidade, para o Espírito, é também multidimensional.

Inimaginável o que é apresentado ao Espírito, pois a concepção que ele tem ainda está restrita aos limites estreitos do ego. O Universo transcende a consciência, portanto, ao ego. O que é possível ser concebido pelo indivíduo tem os limites por ela definidos. A estrutura da consciência e seu conteúdo delimitam o alcance do que é possível ser concebido. Considerando-se a existência de um Eu (Espírito) independente da Consciência e do Inconsciente, as possibilidades se ampliam, logo, o Universo conhecido pelo ego torna-se pequeno e relativamente compreensível. A ampliação desses limites requer esforços contínuos na integração dos opostos aos conteúdos da Consciência, bem como a integração das ideias quânticas nas experiências cotidianas.

PUC (p 1-160-A).pmd 128 21/1/2009, 07:57 Psicologia e Universo Quântico – Um olhar sob o paradigma espiritual Deve-se considerar que a realidade do Universo macrocósmico disponível ao Espírito é posta pela consciência lógica, que poderá ser repensada. O Espírito, quanto mais consciente de si e com uma maior percepção do que o cerca, poderá recriar a realidade de acordo com novos interesses evolutivos. A ideia de uma origem para o Universo diz respeito ao pensamento linear que admite e necessita de uma causalidade para tudo. Se pensarmos conforme o paradigma causal, temos de entender a necessidade da existência de um início, portanto, de um fim. Mas, se pensarmos na pluralidade da realidade, fora dos limites da causalidade, haveremos de entender a existência das coisas em si mesma, independentemente de uma causalidade absoluta. Pensar em um início oferece o vazio da impossibilidade de se admitir algo antes e depois do fim do que se iniciou. Da mesma maneira, pensar a respeito da natureza essencial de Deus, considerando um início ou mesmo a criação da matéria extraída de algo inexistente, torna-se impossível.

A mente humana é um grande pincel, com o qual são pintadas, em cores bem fortes, as realidades obscuras do Espírito. Tudo nela é concepção simbólica, pois a natureza deu tão-somente ao Espírito aquilo que pode de fato ser chamado de realidade. Essas ideias nos levam a pensar na recriação da Psicologia, que deve considerar, agora, que há um ser complexo, chamado de humano, não linear e dotado de amplas possibilidades de realização e recriação da realidade. Os objetivos da Psicologia, em proporcionar uma melhor adaptação do indivíduo ao meio, contribuindo para que tenha relações interpessoais mais ricas e adequadas a sua realização pessoal, devem inserir a possibilidade de construção de novas e diferentes realidades. Os limites da Psicologia devem se ampliar com o advento das ideias quânticas.

PUC (p 1-160-A).pmd 129 21/1/2009, 07:57 adenáuer novaes Porém, as concepções subjetivas tornadas possíveis com o advento das ideias quânticas não devem excluir do ser humano os objetivos da vida comum, pois devem leválo muito mais longe do que foi possível até então. As concepções conservadoras devem ceder espaço para novas formas de viver e sentir a vida. As doenças mentais devem merecer novo olhar, considerando que a realidade que aparece no formato de sintomas tidos como patológicos deve ser entendida como pertencente ao Espírito e merece ser compreendida sob novos paradigmas. Diante da imposição de se viver numa sociedade altamente informatizada, dependente de computadores, condicionada à informação acessível instantaneamente a todos, não se pode pensar no indivíduo dissociado das imensas possibilidades de cenários em que sua mente navega. Esse novo indivíduo não é o mesmo pensado pelas escolas psicológicas estruturadas a partir de ideias anteriores ao último quartel da segunda metade do Século XX.

Tem-se de pensar no Espírito e não mais no individuo condicionado aos esquemas maternos e paternos, ou mesmo a um mundo limitado pelos paradigmas construídos pelas religiões tradicionais. A Psicologia do Espírito é aquela que observa um A Psicologia do Espírito é aquela que observa um novo ser humano, Espírito utilizador da mente, filtrado novo ser humano, Espírito utilizador da mente, filtrado por um corpo materialmente limitado, que cada vez mais por um corpo materialmente limitado, que cada vez mais se conscientiza de sua autodeterminação no Universo. se conscientiza de sua autodeterminação no Universo. Seus paradigmas estão sendo reavaliados considerando Seus paradigmas estão sendo reavaliados considerandoos princípios clareados pela Física Quântica, pelo se os princípios clareados pela Física Quântica, pelo Espiritismo e pela Psicologia Analítica. Espiritismo e pela Psicologia Analítica.

PUC (p 1-160-A).pmd 130 21/1/2009, 07:57 Psicologia e Universo Quântico – Um olhar sob o paradigma espiritual Física Quântica e Psicologia Analítica Todo novo paradigma tem a propriedade de ser objeto de interesse das ciências, que pretendem atraí-lo para seus domínios como se fossem confirmatórios de seus experimentos e princípios. Com o paradigma quântico, não tem sido diferente. As escolas psicológicas têm dele se aproximado não só com citações mas também com discussões de princípios, tendo como base ideias quânticas. Dessa forma se desenvolvem as ciências, seguindo o princípio da interdisciplinaridade. Com a Psicologia Analítica não foi diferente. Jung não ficou alheio ao que ocorria na Física. Estava geograficamente muito próximo das descobertas para ignorálas, além de perceber que havia uma zona de confluência entre seus estudos e o que a Física Quântica apresentava.

Sua visão a respeito do Inconsciente e dos eventos cuja Sua visão a respeito do Inconsciente e dos eventos, cuja explicação transcendia os limites da lógica causal aproxiexplicação transcendia os limites da lógica causal, aproximavam-no das ideias quânticas. mavam-no das ideias quânticas. Um dos conceitos mais compatíveis com explicações quânticas é o da Sincronicidade. Jung percebeu uma classe de fenômenos que não se explicam pelas leis da Física Clássica em face da simultaneidade e da não causalidade entre eles, como se desobedecessem a linearidade espaçotemporal. Jung já se ocupava do problema da Sincronici-

PUC (p 1-160-A).pmd 131 21/1/2009, 07:58 adenáuer novaes dade desde os meados dos anos vinte do século passado, mas só após suas conversas e cartas trocadas com W. Pauli, seu ex-analisando, ele consolidou suas teorias a respeito de Coincidência Significativa (Conexões acausais ou Sincronicidade). Ele próprio escreveu, em conjunto com W. Pauli, um texto sobre Sincronicidade. Também não se

pode esquecer de que ele se apoiou nos experimentos de J. B. Rhine (1895 a 1980) para confirmação de suas ideias sobre coincidências significativas ou conexões acausais. Jung considerava a Sincronicidade compensatória em relação à causalidade. Após saber, por W. Pauli, do princípio da Complementaridade, proposto por Niels Bohr e confirmado por vários experimentos e estudos (De Broglie, Compton etc.), Jung propôs que a relação entre os conteúdos inconscientes e a Consciência guardasse o mesmo princípio. Na Física Quântica, se comprova que o átomo ora se comporta como onda, ora é percebido como partícula. Nada escapava ao olhar psicológico de Jung. Ele encontrava na Física Quântica um poderoso aliado científico que confirmava suas ideias. Nesse sentido, poder-se-ia estabelecer um paralelo sincronístico entre a Psicologia Analítica e a Física Quântica. A primeira se ocupa em estudar os fenômenos psíquicos o mais próximo possível de seu lócus. A segunda, faz a mesma atividade, observando-os, à distância, em seus efeitos.

Alguns dos sonhos de Wolfgang Pauli analisados por Jung constam do livro Símbolos da Transformação, cujo conteúdo motivou a dissidência de Jung com Freud. As conversas de Pauli com Jung foram úteis para a construção do conceito de Sincronicidade, princípio da conexão acausal. Em um texto de 1946, Considerações teóricas sobre a natureza do psíquico, Jung cita trecho de uma cartaresposta que recebeu de W. Pauli:

JUNG, C. G. Obras completas. 2. ed. Petrópolis: Vozes, 1991. v. VIII, par. 833s, p. 450.

PUC (p 1-160-A).pmd 132 21/1/2009, 07:58 Psicologia e Universo Quântico – Um olhar sob o paradigma espiritual A aplicação de leis estatísticas a processos da ordem de grandeza do átomo na Física tem uma correspondência notável na Psicologia, na medida em que esta investiga as fases da consciência, isto é, na medida em que eles se desvanecem na obscuridade e na incompreensibilidade e onde não se enxergam senão os feitos que têm influência

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.