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Capítulo 8 de 14
Osvaldo Polidoro — parte 8 de 14
O Mensageiro de Kassapa · Osvaldo Polidoro
O Mensageiro de Kassapa mos constatando sempre, observando em todas as partes. Os ambientes dizem respeito aos merecimentos individuais, e essa regra decide radicalmente a questão, salvo em casos excepcionais, quando alguém faz questão de servir em plano inferior. Demais, no caso das altas esferas, onde vivem entidades mais sublimadas, onde os recursos internos se acham mais patenteados, tudo varia conforme a mesma regra, mas num plano de maiores intensidades. O que há, sem discurso, em qualquer esfera de paz, é um envolvente sentido de amor em tudo. Este sentido é que aumenta, é que sobe na escala ou em grau para tornar mais felizes aqueles que se vão chegando mais para junto da LUZ DIVI- NA. Esta LUZ DIVINA, ou Brama, ou Deus, é o FUNDAMENTO, está no ímo de tudo. Deus é a ESSÊNCIA DIVINA que dá origem, sustentação e destino a tudo. Desabrochar os valores íntimos é chegar para junto de Deus. Deixando ali os dois enfermos, fomos atender Wassilof. Ao sairmos para o novo serviço, dei de encontro com alguns monges, companheiros de tortura. Vieram sorridentes, felicitaram-me, disseram palavras de agrado. Mas eu lhes disse: — Aceito as felicitações, com restrição. Não estou servindo, realmente; estou sendo altamente servido. Eu não sei se estou certo, mas creio que al-
Osvaldo Polidoro guém está, atrás de tudo isto, ensejando instruções, fazendo-me compreender alguma coisa que ainda não sei atinar. Se não é assim, creio estar havendo algum equívoco, alguma contradição... Gabriel apanhou-me pela mão, afastou-me deles, com aquela sua espontânea jovialidade em certas ocasiões; eu nada quis dizer, nem perguntar, porque me pareceu não ser necessário. Verdadeiramente, tudo aquilo serviu para me alertar a inteligência, para me tornar arguto, compenetrado e prevenido. Sair de um plano todo comodista, transpirando abstrações e alheiamentos, em cujo meio vivia com a mente desprovida de adestramentos, entregue a um senso de união, de beatífica contemplação, para a seguir defrontar serviços práticos variáveis, onde cumpria penetrar, entender e resolver casos delicadíssimos, como poderia ser isso feito, contando apenas com a certeza que eu tinha, de ser um espírito mais vivido? Está claro que, se entrasse no conhecimento do meu histórico, poderia reaver antigos poderes e recalcadas validades; mas, por que motivo isso ficou em suspenso? Que razão tinha para reclamar essa vantagem, se havia passado a vida sem produzir, a viver de esmola, enferrujando o corpo e o espírito? Por isso é que passei por aquelas provas, dias e meses, sem dizer palavra, sem fazer indagações. Quando um superior sorria, benigno ou espirituoso, ao me pilhar meditando nessas questões, eu
O Mensageiro de Kassapa também sorria, transmitindo um pensamento que valia por dar graças a Brama de ser assim. E obtive grandes vantagens, porque ao lado da simplicidade, forma como instrumento de subido valor a disciplina. Realmente, como se poderia ser simples, decentemente simples, sem ser disciplinado? * * * De todos aqueles recolhidos, que aos poucos se foram chegando à beira do lago, e ao sopé da imensa mole que constitui um dos maiores monumentos telúrico-geográficos da Terra, um só nos apresentou forma capaz de impressionar tremendamente. Ele fora atacado pelas revoltas íntimas, de furor estranho, alterando em si a compleição geral, revolvendo marcas do passado, expondo vincos cármicos mal acobertados pela camada leve, bem leve e superficial da crença unionista vivida no mosteiro, exercitada em plano teórico apenas. Esse irmão, cujo caráter, depois da morte física, passou a ser esquisito em excesso, pois se mostrava por vezes conformado e às vezes com acentuados toques de alucinação, apresentando ainda ocasiões
Osvaldo Polidoro de furor rebelde, viu-se presa, durante a travessia daqueles caminhos, de intensa mágoa, de angustiosa atrofia moral, que lhe ocasionara a devolução de chagas de toda ordem. O seu corpo de espírito, estando chagoso como estava, revelava apenas o que havia de lesão moral em seu íntimo. O mal visto em seu corpo astral era o retrato fiel das faltas vinculadas ao espírito em pretéritas vidas. Fomos encontrá-lo estendido e gemente, a dizer palavras sem nexo, debaixo de frondosa árvore; decididamente, estava intratável, devia ser recolhido e posto a tratamento, independente de qualquer aquilatação intelectual. No entanto, apesar de todos os esforços, e esforços de variada ordem e diferentes intensidades, o chagoso monge não se recuperava, não melhorava de espírito e nem de corpo. Tudo era alteração, nada ganhava novas feições. — Que fazer? — disse eu a Gabriel. — Aprender com a lição — respondeu. — Aprender? Aprender ele ou nós? — Nós, sem dúvida. — No entanto, Gabriel, o nosso aprendizado curará o infeliz companheiro?
O Mensageiro de Kassapa Olhou-me com infinita bondade, mesclada de penetrante advertência, observando: — Raul, a complexidade universal não é por acaso. Serve a todos, encerra tremendas lições, descobre verdades aparentemente ocultas. Neste caso, por exemplo, temos uma entidade espiritual, que fez a travessia dos reinos inferiores, organizou lentamente o seu caráter, chegou a patentear a sua consciência individual através de longa e intensa luta. É, como se encontra, o produto de uma longa fermentação; mas não está completamente fermentado, não atingiu o clímax, não fez a união intelecto-moral completa. Todavia, na última vida, dedicando-se a vida asceta, recalcou ideias, criou uma aura de libertação, totalmente intelectual, sem considerar o passado, sem avaliar o fator cármico. Fez relativa pausa, fitou-o bem, prosseguindo: — Posso ver, perfeitamente, algumas de suas últimas etapas carnais. Praticou de tudo um pouco, armazenou bens e males, como sucede a todos os espíritos, invariavelmente, no curso longuíssimo da escalada evolutiva. Suas últimas vidas foram passadas na China; foi senhor de terras, foi comerciante, foi excelente chefe de família, foi também esbulhador dos direitos alheios. Em dado tempo, tomando parte num bando de traficantes, envene-
Osvaldo Polidoro nou algumas pessoas a fim de se apoderar de suas posses. Mais tarde, sendo afetado de incurável mal, e não dispondo de recursos de fundo espiritual, ao se deparar perdido, suicidou-se. Aqueles que o vinham perseguindo, as vítimas de seus crimes, tomaram então a dianteira num caminho terrível da mais horripilante vingança. Quem os viu, por entre as fundas e infectas regiões trevosas, viu um embolamento a rolar, a gemer, a blasfemar, a se estender numa inenarrável tragédia. — Horrível! — exclamei, sentindo invadir-me estranho mal-estar. Gabriel continuou: — Agora, por exemplo, depois de muito rolar, vejo-os atingir local mais claro; eis que surgem alguns servos do bem, que os separam, que os dividem, que os encaminham. Esse mesmo irmão, que aí está, feito uma só chaga, voltou ao plano carnal, fez-se homem, e homem recalcado das ideias religiosas, produto das influências benignas de sua mãe. Atravessou a vida como pôde, sendo bastante ludibriado, enviuvando muito cedo, a custo criando três filhos homens. Entregou o seu organismo denso a mãe-terra, perambulou pela cidade por muitos anos, sem chegar ao conhecimento do estado, fruindo os benefícios das duplicatas etéricas,
O Mensageiro de Kassapa ora pensando estar doente, ora se julgando louco, ora se acreditando morto. Foi recolhido um dia, esclarecido e ensinado, funcionando como servo de bem ínfima categoria, num dos planos socorristas. Estacou, fez um certo esforço de concentração e avançou: — Agora vejo-o renascer, na Índia, como filho de família pobríssima. Cresce, faz-se homem, envereda no eremitério. Sai mais tarde, encaminha-se ao mosteiro, onde é mais festejada sua chegada pelos desencarnados, que nele vão ter mais uma fonte de fluidos, do que pelos encarnados, que tudo encaram friamente, e alguns até com aversão, pois é um concorrente ao Nirvana, alguém que os poderá suplantar nalgum ramo do saber ou das virtudes desdobradas. Vejo que ao seu redor as mentes funcionam, vibram, quer dos vivos, quer dos mortos, evidenciando as mais diferentes matizes da escala emotivo-mental. Retirou seu firme olhar do monge, que se achava no seu leito de hospital. Pareceu desvanecer, largar estado menos feliz, abandonar-se a estado de refazimento. Pouco depois, refeito, encarou-me com a devida brandura, concluindo: — Desencarnou no convento, como sabe e também fez, tendo passado pelo que sabe ter passado.
Osvaldo Polidoro Na caminhada, perdeu o equilíbrio mental, desmoronou o fortim moral e se entregou às garras do revolvimento interno. Procurou em si mesmo, pelo ato de revolta, aquelas infelizes condições do pretérito, que estavam mal sepultadas sob a leve camada espiritual, duramente conquistada nas duas últimas vidas. Todavia, como já deve compreender, para realizar o Nirvana é preciso mais do que pensar em tê-lo realizado. Se o Céu, para ser atingido plenamente no íntimo, fosse questão apenas de condição mental, nada seria mais fácil do que alcançá-lo de hoje para amanhã. Repare que, nestas plagas, onde felizmente nos encontramos, tudo se move com a mais completa lentidão; passam-se os dias, os meses, os anos, sem que se suba um milésimo na escala hierárquica. Voltaremos ao fardo carnal, viremos de novo para cá, tantas quantas vezes sejam necessárias. O tesouro que se acha na profundeza de nosso “eu”, por certo virá a tona, brilhará fulgurante, rutilará sob os divinos raios da fundamental DIVINA LUZ; mas será como produto das intensas labutas, de ressomados cursos experimentais, de gloriosas conquistas em todos ramos do saber humano. O Céu não é obra de malícia, nem de simplórias concepções; muito menos ainda poderia ser objeto de focalizações psicológicas doentias. Traumatismos de qualquer espécie, por certo não o construirão; faz-se realizável pelo culto simples e puro da Ciência e do Amor, ativados na estrutura do viver sadio,
O Mensageiro de Kassapa respeitando todas as oportunidades de realizações eficientes. Fanatismos nada resolvem; extremismos são provas de lesão moral; a felicidade está no meio-termo. Saibamos, de uma vez por todas, que o meio-termo é a condição normal, o estado ideal no seio do qual toda e qualquer progressividade pode e deve ser levada a cabo. Sair do meio-termo, para qualquer efeito é desrespeitar a Lei. E a Lei é um dos nomes da ORDEM DIVINA. Silenciou. Aproveitei o ensejo para alvitrar: — Quando poderei ver, assim como viu, o carma desse irmão? Sorriu, deu-me a entender o quanto isso lhe satisfez, prometendo: — Amanhã cedo, sem falta, entrará no conhecimento do seu plantel histórico. O seu comportamento, neste quase ano inteiro de serviços, foi de todo recomendável; terá amanhã, a satisfação da auto-revelação. — Sinto a importância desse acontecimento. Muito obrigado por tudo quanto me tem ensinado. — Não é apenas o fato de reentrar no conhecimento histórico; é que se tornará senhor de va-
Osvaldo Polidoro lidades e recursos psicotécnicos antanho adquiridos. Vamos dizer, em linhas gerais, que findou um tempo de punição... Sim, punição, por ter falhado em sua função carnal, como enviado de Jesus, para formar na Índia o primeiro grupo realmente espírita. Não se lembra de ter visto, na juventude, espíritos a rodearem-no? Não se recorda do que lhe falaram? – Por isso procurei o convento. Julguei-me indicado a ser monge, pelo fato de ter visto e ouvido aqueles devas ou gandharvas... — Não fez apenas isso; repeliu-os, em suas afirmações julgando-os elementos perversos. Lembre-se de que os insultou, dizendo palavras menos recomendáveis. — De fato, irmão Gabriel. Eles falaram em Jesus, mais de uma vez... Eu tinha a minha forma de credo, era bem discípulo de Buda, embora não fosse ainda um discípulo regular. Julguei-os entidades inferiores, até mesmo pervertoras. Essa foi a razão de minha repulsa, de minha entrada para o convento. — E as faculdades foram truncadas, sumiram, pois não? — Nunca mais vi espírito algum.
O Mensageiro de Kassapa — Outro tomou o encargo de organizar um grupo espírita; mas, como falho em recursos mediúnicos, pouco ou nada fez. Vive até hoje, cultiva como pode o seu mandato, fazendo apenas por sustentar o lume aceso... Você irá encontrá-lo, encarquilhado e quase cego, mas cheio de satisfação. Você o irá recolher, na hora da separação carnal, pois ele foi aquele que não deixou cair o estandarte... Deve-lhe um bom serviço; o que ele semeou dentro de alguns anos nascerá em suas mãos espirituais, pois irá guiar o grupo, que se fará um grande centro e terminará mais tarde numa grande Casa Federativa, atrás de cuja Grande Casa o espírito de Gandhi orientará o movimento espírita na Índia. Isto acontecerá, em seu devido tempo, porque assim está de mais alto determinado. Gandhi está sendo preparado e deixará a carne em tempo certo, a fim de que venha assumir a importantíssima função que lhe cumpre. Quem lhe sondar o histórico, irá encontrá-lo na personagem de um dos Grandes Budas; voltou para completar determinado curso, lutando e vencendo à custa de sacrifícios ingentes, pois a perda do “eu” não existe, sendo absolutamente certo que por evolução se fará Grande Oficial, servindo ao Supremo em altas esferas, conforme o grau hierárquico atingido. — Gabriel, você é um grande amigo e mui avançado mentor. Sabe muito mais do que parece.
Osvaldo Polidoro Eu rendo graças a Deus, por tê-lo posto em meu caminho. Contudo, devo confessá-lo, sinto-me budista. Algo me prende, me encanta... Gabriel interrompeu-me: — Deve completar o Budismo, virá a fazê-lo. O seu presente o liga ao futuro e ao passado. Resta-lhe um grande serviço a executar, uma grande vida a viver, antes que se dê por mais unido a Brama ou Deus. Devo dizer, também, que de amanhã em diante poderá sair da esfera indiana de ação ou função; irá ver o que temos organizado na Europa, na América e noutras partes do mundo terrícola e de suas esferas e zonas astrais. Nossos serviços alcançam vastidões e servem a milhões de seres. A restauração do Batismo de Espírito enche o mundo de certezas e levanta consciências em toda face da Terra. Um novo dia surge para a humanidade, em que pese as nuvens negras que se levantam nos horizontes da humanidade; esse dia reclama novos conhecimentos, mais penetração no rumo da Verdade, mais consciência do imenso mecanismo do Universo e da Grande Vida. Tens a tua parte na grande obra renovadora, deves trabalhar pela extensão do Consolador sobre toda carne. A falha de um dia não desfaz compromisso, antes obriga ainda mais. Prepara-te portanto, que o tempo aí vem e a tarefa lhe cumpre.
O Mensageiro de Kassapa — Tenho estudado com afinco todos os Livros Sagrados; a Bíblia, o Livro que se fundamenta nos Vedas, na Sabedoria Antiga, e que representa o trabalho de centenas de Grandes Emissários, esse Livro o tenho em mãos todos os dias, sempre que me calha ter um pouco de tempo vago. Creio estar consciente de toda trama profética, penso compreender o liame que une todas as Grandes Revelações. — Não olvides que todas as Grandes Revelações apontam no rumo do Batismo de Espírito. Um dia, mais cedo ou mais tarde, cada casa será um templo, onde seus familiares hão de manter aceso o lume consolador da Revelação. O lar, mantido sob a vigilância da Lei, por todos os seus elementos componenciais, apresenta-se como o templo perfeito. Por mais que Grandes Casas sejam necessárias, para efeito de movimentações em outras esferas de atividade, cultura e entretenimentos louváveis, o sustentáculo da Verdade, como alicerce da imensa família humana, será sempre a conduta da entidade-familiar, do homem e da mulher que tudo fazem para que o seu lar seja um centro de culto verdadeiro. A função da família é, a um tempo, renovar a humanidade e acender nas almas, desde o berço, o lume da Verdade. – Tenho observado, realmente, que a Terra sofre falta de Lei e de Revelação, na pessoa de seus
Osvaldo Polidoro elementos humanos. Creio, pelo que tenho lido, que Jesus objetivou com inigualável exatidão a tremenda falta desses fatores básicos, tendo vivido a Lei e batizado em Espírito, a fim de cobrir essa tremenda falta. E por mais que se teçam comentários, que se discutam as teses da Bíblia, nunca se pode encontrar outra explicação, nem deixar de reconhecer que suas afirmações, proposições, conclamações e evocações, visam atingir aquela duplicata fundamental, ora evocando-a, ora louvando-a, ora desejando-a para toda a carne. O eixo do Cristianismo repousa nessa bivalência fundamental. No capítulo dois do livro dos Atos, ao ser Pedro consultado sobre o que fazer com o Batismo de Espírito, respondeu que essa era a Graça trazida por Jesus, para toda humanidade. E que seriam todos chamados a seu conhecimento e culto, os de perto e os de longe, os contemporâneos e os pósteros. Gabriel fez-se triste, muito triste, lamentando: — Mas, surgiu em Roma a corrupção, com o advento de Constantino. O Batismo de Espírito foi perseguido e eliminado, sendo erigido o culto de toda sorte de idolatrias, de formalismos inventados em nome do Cristo, a fim de serem comerciados, para sustentação de centenas de indivíduos e para que o ideal cristão não prejudicasse
O Mensageiro de Kassapa a sanha materialista e dominadora do império. O culto apostolar, perfeito prolongamento da grande eclosão mediúnica do Pentecostes, foi então liquidado e totalmente impossibilitado de ser conhecido, pois os documentos já escritos foram recolhidos e proibidos de leitura. Nessa época, houve a corrupção dos livros do Novo Testamento, surgindo emendas completamente inventadas pelos que se interessavam pelos reinos do mundo, em detrimento do Reino do Céu. Jesus fora traído no âmago de Seu divino messianismo. Roma fizera desaparecer o Batismo de Espírito. Aquele sistema de culto, tão bem exposto pelo Apóstolo dos Gentios, na Primeira Epístola aos Coríntios, capítulo quatorze, ficou abafado sob o guante da mais desenfreada perversão religiosa jamais havida na história do planeta. É por isso que, como já lhe disse, tendo se cumprido os tempos, ordenou Jesus a reposição das coisas no lugar. Resta, agora, que seja conhecida em todos os rincões da Terra, e que faça os homens conscientes da Verdade. Chegou-se Ananda, que de há muito se encontrava em serviço, avisando: — Chegaram dois altos servidores, em visita a Jácomo, estando em conferência há bom tempo. Embora restringidos em sua apresentação, vi que
Osvaldo Polidoro são de bem alta envergadura hierárquica. Que terão vindo dizer? Que coisas irão acontecer? Gabriel alegrou-se em extremo, dizendo: — Eu os conheço. Sei, também, para que fim vieram. Rendo graças a Deus, pois também findei uma etapa de serviços, devendo iniciar outras atividades nestes próximos dias. Apesar do esforço feito, tive que enfrentar frementes comoções. Ansiava pelo dia seguinte, assim como o sedento ansia por água e sofre alucinações. * * * É interessante assinalar, uma vez mais, que a Lei não é uma sequência de ordenanças, teórico- -doutrinárias, mas sim o Poder Equilibrador vigente no íntimo de tudo e de todos. O Decálogo escrito qualquer um pode rasgar, negar, pisar sobre ele; mas quem pisaria, negaria ou rasgaria o Poder Equilibrador do Universo? Já foi dito por outro narrador que o Decálogo tem por função fazer saber que há um Poder Superior, na intimidade profunda de todas as coisas; assim, portanto, quando dizemos que a Lei atua, não nos referimos aos Dez
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