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Capítulo 13 de 14
Osvaldo Polidoro — parte 13 de 14
O Mensageiro de Kassapa · Osvaldo Polidoro
O Mensageiro de Kassapa Cessou a fala, olhou-me com vera piedade e aconselhou-me: — Em qualquer função é possível o exercício da humildade e da simplicidade. O exemplo de Jesus foi integralmente lapidar, não foi? Pois viva, de hoje em diante para esse fim. Já lhe disse a respeito dos familiares e amigos. Se lhe aprouver desejar a reabilitação, e trabalhar com afinco por ela, pode estar certo de que muitos serão aqueles que podem auxiliá-lo, que desejam fazê-lo. Caso contrário, é bom saber, ficará sujeito às vibrações inimigas, isto é, daqueles que lhe tributam terríveis anseios de vingança. — Compreendo, bondoso amigo. Ele abanou a cabeça, sorriu levemente, para observar: — Em parte, realmente, pode compreender; mas é difícil compreender totalmente a um programa que abarca vasta gama de complexidades. Para ser breve, pois o tempo urge, leva em conta apenas este ângulo da questão — se em condições normais é difícil a conquista do império íntimo, quanto mais não o será, partindo de situação gravosa e tendo no encalço elevadíssimo número de irmãos trevosos e entrevados, que clamam por vinganças as mais hediondas?
Osvaldo Polidoro — Lembro-me do que ocorreu com o perseguidor Saulo... Duro é, em verdade recalcitrar contra o aguilhão! — Sua melhor medida será esta — pobreza, simplicidade, humildade. Pense pouco, esqueça o passado, mergulhe no absorvente misticismo que emana destas plagas, desta gente, desta terra, dos rios e dos lagos. Sempre que puder, esteja certo, voltarei para inspirar-lhe um salutar pensamento... — Sofrerei tremendamente com a sua ausência. Faz dezenas de anos que não vejo alguém, um simples ser humano normal... E você é um espírito de Deus, é um devotado servo do Senhor! Que pensamento será esse, bondoso amigo, que me virá inspirar? Ele se mostrou grave, de cenho contraído, murmurando: — Antes devias indagar porque lhe devo essa obrigação... — Obrigação?! Pois eu não o reconheço, não me lembro de tê-lo jamais visto. — De fato, nunca me viu. Nem seria capaz de atinar com a realidade; mas se as feições históricas
O Mensageiro de Kassapa mudam, e também tudo quanto é exterior e passageiro, certo é que a essência continua. Eu estou lá para trás, você está mais próximo do presente... Eu ajudei a corromper o Caminho do Senhor, como era chamado então o Cristianismo, no tempo em que as reuniões eram feitas nas casas e nas catacumbas, precisamente daquele modo que se acha exposto no capítulo quatorze da primeira carta de Paulo aos Coríntios; sem vestes fingidas, sem cleros quaisquer, sem explorações, sem políticas, sem inquisições, sem essa terrível avalanche de formalismos e erros de todo jaez. Eles, os cristãos, cultivavam o Batismo de Espírito, a Revelação entre os dois planos da vida... Nós pusemos fim... — Você? Mas se está feliz, sereno, maravilhoso!... — Deram-me em seguida aos tormentos horríveis por que passei, como vem de acontecer a você, o mesmo remédio que agora lhe ofereço — reencarnar na Índia, nas mais humildes condições, tudo fazendo para esquecer os sonhos de grandeza. Custou esforços longos, duras provas e bastantes revoltas íntimas; todavia, consegui um bom quinhão de paz, tendo por acréscimo um bem lucrativo serviço. Tenho feito isso a centenas de outros. E muito me compraz auxiliar aqueles que tenham errado muito, por seguirem a trilha infeliz que ajudei a estabelecer, contrariando os desígnios do Senhor.
Osvaldo Polidoro — Quem o diria!... — Exterminar o Batismo de Espírito foi enceguecer a humanidade. Minha tarefa, no entanto está finda junto a você, por hoje e por algum tempo. Aí vem aquele que deve encaminha-lo. Ele apontou com os olhos. Olhei e vi um outro indiano, tal como ele em altura e compleição geral; porém, como bem se percebia, era-lhe bastante inferior em hierarquia. Chegado estoutro, fui apresentado, tendo o primeiro feito a sua despedida. Uma curtíssima, porém profunda amizade a ele me unia, de maneira que sua despedida comoveu-me até às lágrimas. * * * Pelo novo guia fui conduzido, penetrando em um verdadeiro casebre. — Será filho desta gente, compreende? — disse-me ele, significativamente. — Compreendo um pouco, meu amigo. Mesmo que não compreendesse o bastante, fácil seria conceber assim — as graças vêm do Céu, partindo
O Mensageiro de Kassapa dos homens as mais infelizes truncações e aviltamentos. Portanto, seja como for, quero amar este sagrado desígnio do Senhor. Reconheço a íntima necessidade da mais premente e radical renovação de caráter; e considero verdadeiramente, que me estão a indicar a trilha justa. Ali estavam presentes, aqueles que me serviriam de pais e irmãos, aqueles que me recomendariam perante o novo ciclo, com sua indumentária pobríssima, como párias sociais. Fui preparado até chegar o dia de reentrar nos domínios carnais; e muitas coisas aconteceram na Terra e à humanidade, desde então, conforme sabeis que se deram nesses últimos quinhentos anos. Duas vidas foram longas e três relativamente curtas, mas sempre curtindo espinhosa pobreza. Não digo que me tenha portado da melhor forma; afirmo que tentei vencer, até mesmo apelando para alguns recursos menos lícitos. Todavia, nunca pude triunfar, porquanto de mais alto estava destinado a ser assim. Rendo graças ao Céu, por ter sido assim como o foi, pois consegui amealhar vantajoso pecúlio místico, e acima de tudo o que mais importa, sem formalismos nem idolatrias. É verdade que acabei decidindo pela vida monástica, julgando que a união seria feita pelo prin-
Osvaldo Polidoro cípio já exposto na parte que coube a Raul relatar, e que ainda é aceito por milhões de crentes orientalistas. No entanto, fica bem lembrado, se a união total reclama muitas outras atividades e realizações, pois o problema do Céu é deveras complexo, nem por isso deixam aqueles cultos de sanear certas mentalidades poluídas. Eu, por exemplo, consegui a reforma desejada e necessária, ficando a seguir sujeito a nova determinação. Enquanto, porém, não foi vencido o tempo de provas necessárias, nada nos foi observado, em nada encontramos percalços. E não é assim para todos os efeitos? Todos os fenômenos não se apresentam comprovando a lei dos ciclos sucessivos? Tudo não é por ordem de escala? Aqueles monges apontados só passaram por aquela rebordosa na hora justa, ao ser reclamada uma nova ordem de compreensão e atividades; fora a lei do progresso a bater nas devidas portas, forçando seus habitantes a novos encargos evolutivos. Verdadeiramente, embora seja Deus um só, por quantas formas tem sido conhecido e adorado? E não é certo que existem modos de culto que valem por verdadeiras pagodeiras, obras de ridículo e até repelentes? No entanto, todos entendemos esta lição — quando não é por mal, nem por exploração, tudo pode ser tolerado. O mal está na malícia, no esbulho, na corrupção proposital. Jesus não incriminou àqueles que não podiam crer de modo
O Mensageiro de Kassapa superior; Ele incriminou àqueles que, ficando nas portas do conhecimento, nem entram eles mesmos para progredir, nem deixam entrar aos que poderiam fazê-lo. Isso Ele disse dos mercenários, daqueles que fazem da fé um comércio ou meio de vida, gente que tudo faz para manter regalias e comodismos, validades e prerrogativas mundanas à custa da fé dos semelhantes. Quando a visão retrospectiva findou, em sua terceira etapa, pois fora vista em três fases, eu estava mergulhado num misto de alegria e amargura, num esquisito bem e mal estar. Fui endereçado a um local maravilhoso, onde comecei a ser visitado pelos outros monges, principalmente por Raul, que algumas vezes vinha acompanhado de novos amigos. Aos poucos, no entanto, foram desaparecendo as velhas amizades, por terem que assumir diferentes compromissos; ao mesmo tempo, novas amizades foram sendo feitas, continuando, como sempre o será, a vida e seus imensos fenômenos consequentes. * * * Quando estava recuperado o suficiente, isto é, quando Ananda podia locomover-se à vontade, e
Osvaldo Polidoro a bel-entender pensar do melhor modo, enviaram- -me a fazer um curso bíblico, a fim de conhecer o Cristianismo, mas em bases puras, sem corrupção. A parte histórica pouco importou; foi-me recomendado observar com rigor a parte Moral e as questões atinentes à Revelação. O instrutor chefe acentuou: — Cinja-se ao fundamental, isto é, preste atenção a tudo quanto diga respeito à Lei e à Revelação. Tempos depois, quando estava regularmente instruído, indagou-me: — E então? A que conclusão chegou? Não quero que me repita as lições, assim como foram ministradas; quero o seu pensamento, desejo de si o extrato das observações e a sua mais franca opinião pessoal. Por essa altura, eu já havia aprendido bastante sobre a importância da simplicidade, e dos respeitos devidos àquelas amizades puras, sem falar no carinho com que se encaram, nas zonas felizes, os problemas da autoridade.
O Mensageiro de Kassapa Respondi, portanto, consoante a minha mais rigorosa sinceridade: — Meu prezado mentor chefe, a Bíblia inteira dos cristãos ensina isto, a meu entender: a) Que a Lei Moral escrita, transmitida pelos anjos ou espíritos, conforme se lê no Livro dos Atos, capítulo sete, verso cinquenta e três, faz referência a um Supremo Poder, que é intimo a tudo quanto é criado, seja visível ou invisível, orgânico ou inorgânico, espiritual terrestre ou espiritual celestial; b) Que o ser humano, por ser inteligente, encerra o poder de acionar a esse Supremo Poder, através de suas obras, sendo o integral responsável pelo que vier a colher, seja onde for e em qualquer tempo ou local. — Muito bem, está inteiramente certo no que concerne à Lei. Diga-me, agora, o que aprendeu sobre a Revelação. — Sobre a Revelação, bondoso mentor, digo isto: a) Que jamais faltou, em tempos quaisquer, pois o Gênese, em seu profundo simbolis-
Osvaldo Polidoro mo, reporta-se aos primórdios da raça humana relativamente consciente; b) Que através dela foram vindas todas as instruções necessárias à humanidade; c) Que Jesus veio ao mundo para sobre ela edificar Sua Igreja. Finda a minha exposição, fiquei à mercê de sua palavra; ele, entretanto, volveu a perguntar: — E onde está semelhante Igreja? — Sei, bondoso mentor, que está restaurada no mundo. Tudo se passou conforme as palavras de Jesus, o Seu edificador. Portanto, assim como foi corrompida pelos homens, assim foi restaurada, em tempo, pelo Céu; isto é, o Céu enviou à Terra os missionários da restauração. E, consoante as lições recebidas, um longo trabalho preparativo houve de mister, antes que se desse a eclosão mediúnica, que, para ficar bem expresso, valeu por um Pentecoste de amplidão quase geral. Creio mesmo, pelo que dizem aqueles que vão à Terra, em função de assistência e de Revelação, que, em face da intensidade com que se espalha, no seio dos mais diferentes povos, sua característica é a ordem geral, é toda a carne, conforme a profecia antiga, aquela
O Mensageiro de Kassapa feita através de Joel, capítulo dois, versos vinte e oito e vinte e nove. — Estás na vereda certa — afirmou ele. — Pudera! Tendo semelhantes mestres, e largando o Livro bem poucas vezes durante meses a fio, como não aprender? — Muito bem; queres ser um servidor do Batismo restaurado? — ofereceu ele. Exultei, é claro, respondendo: — Bondoso mentor. Como pode ser que venha o sedento a repudiar a água que lhe oferecem? Muita gente presente me felicitou, por haver sido indicado a servir na seara do Consolador. Do ponto de vista administrativo, porém, tudo foi obra de preparação com vistas ao futuro; o Plano Superior preparava, então, elementos para a hora que chegaria, quando tivesse que ser abalado o extremo da Terra, pelas vozes do mundo astral, tendo a frente, a capitaneá-las, a personalidade vigorosa de Gandhi, para tanto indicada pelo Plano Diretor. Voltas deu a Terra e muitas mais dará. Das palavras de Jesus, no entanto, nem uma só deixará de
Osvaldo Polidoro ter cumprimento. Muito menos ainda ficaria o Seu Batismo de Espírito sem restauração, sem avançar sobre toda carne. Tempos depois, indagou-me lá das alturas, uma luminosa figura, quando às margens do Ganges meditava nos milênios passados, nas grandes almas que por ali fizeram trânsito, espalhando pela Terra a sagrada mística do Céu: — Qual a Verdade que livra, servo do Senhor? Cheio de gratidão, maravilhado pela gloriosa visão, pensei bastante e respondi, temendo errar: — Toda a Verdade que vem de Deus, benigno mestre, é libertadora. Ecoou pelos espaços, então, a sentença do grande Mensageiro: — Em verdade, servo do Senhor, tudo vem de Deus, tudo tem uma só ORIGEM. Para o bom filho, entretanto, cumpre distinguir estas três obrigações: a) Agir com toda a correção para com os seus irmãos.
O Mensageiro de Kassapa b) Jamais transformar a fé em meio de subsistência. c) Livrar-se de toda e qualquer idolatria pelo conhecimento da Verdade. Quando a voz cessou, ficando nas alturas apenas o luzeiro imenso, disse eu: — Sim, glorioso mestre, essas três obrigações devem ser distinguidas. O luzeiro se afastou, sumiu na profundeza sem fim do espaço. Quando eu julgava estar só, foram se chegando multidões de seres, criaturas que haviam rogado, também, a oportunidade para visitar os lugares chamados sagrados, regiões recalcadas de sublimes eflúvios psíquicos, por isso mesmo transformadas em vertentes de irradiações maravilhosas. À frente, vinha o relator da Primeira Parte, que se apresentou como Raul, mas que poderia dar milhares de nomes, pois é bem vivido espírito. Ao se avizinhar o grande irmão, perguntou-me: — Satisfeito, Ananda? — Muito. Quem seria o Mensageiro?
Osvaldo Polidoro Sorriu e advertiu: — Todos nós possuímos tais glórias em potencial, não é verdade? — Justo. Somos Cristos em fazimento. Apenas devemos despertar os valores íntimos. — Então, porque focaliza mais o Mensageiro do que a Essência da Mensagem? — Tendes razão, bondoso amigo. Mas enquanto a inteligência da Mensagem é comumente universal e fria, de séculos conhecida, a glória de um elevado espírito reflete um pouco do SAGRADO PRINCÍPIO, de SUA DIVINDADE. É por isso que nos encantam e nos atraem. Viu como as alturas se encheram de gloriosa luz? Quem deixaria, quem poderia deixar de se maravilhar? Abanou a cabeça e de novo acentuou, em tom conselheiro: — Entretanto, cada um é direto responsável pela sua edificação; e sem respeitar as obrigações básicas de nada adianta admirar os fulgores celestiais. Sabemos o quanto podem ser estimulantes; mas não podem valer mais do que isso. E por ser assim, lembremo-nos, não chamou as atenções
O Mensageiro de Kassapa sobre si, mas sim mandou observar as regras básicas de conduta feliz. Quem é correto no trato para com os seus irmãos, quem evita fazer da fé meio de vida, e quem tudo faz para bastante conhecer, não é certo que se prepara esmeradamente, que se desperta com precisão? — Sim, é certo. No entanto, faz muitos milhares de anos que essas lições vêm sendo repetidas. — Esquecidas e relembradas... De ora em avante, porém, com mais intensidade e rigor. A Terra está a vencer um dos mais penosos ciclos. Tudo será abalado, por bem ou por mal, por ter soado a grande hora cíclico histórica. Ninguém deterá o Cristo, por ser Ele a Síntese Geral, a expressão da Lei. Dito isto, houve a eclosão de um cântico, da parte daquelas multidões. Ao embalo daquela suave melodia, que se espraiava pelo infinito, fomos suspensos e demandamos nossas regiões, conscientes do trabalho em vista, da grande hora que se aproxima, cujos reflexos já estão sendo vividos. Estando a findar a parte que me coube, concito aos melhores empreendimentos, mesmo porque, apesar de toda importância renovadora, de ordem cíclico histórica, a cada um será dado consoante as
Osvaldo Polidoro suas obras ou merecimentos. Cada indivíduo leva consigo, por natureza, a Chave do Céu. Resta apenas que a saiba procurar e usar. Eu, que fui rei nos abismos da subcrosta, que tantos erros cometi, que passei tempos sem contas nas garras de tremendas provas, não vim a merecer o direito de vos falar? E isto não é absolutamente significativo? E terei feito algum prodígio, ou apelado para algum milagre? Ou seria o efeito de alguma possível ingerência misteriosa? Não. Fiz apenas o seguinte — usei, na prática, aquelas três regras básicas, a Chave do Céu, como a chamamos por aqui, onde, lembrem-se, não é outra a Lei que vige a conduta dos indivíduos e das infindas comunidades.
O Mensageiro de Kassapa TERCEIRA PARTE Síntese cósmica da Doutrina Espírita, apresentada através de vinte pontos fundamentais, cuja análise relativa se encontra no livro: “Espiritismo, a Doutrina Integral”.
O Mensageiro de Kassapa Através dos pontos seguintes o leitor poderá meditar à vontade, e, garantimos, se for inteligente e cultivado, por certo atingirá elevado grau de percepção cósmica. E fa-lo-á por si mesmo, com o que muito lucrará, dado que irá ao encontro da Verdade no seu íntimo, onde realmente ela está e deve ser encontrada. — 1 — O DEUS VIVO, Espírito e Verdade, que é ESSÊNCIA ONIPRESENTE ou fundamental, a Quem devemos adoração em Espírito e Verdade, ou sem interferência material de qualquer ordem. Nenhuma palavra, nenhuma imagem terrena jamais poderia defini-Lo, porque Ele, o nosso Pai Divino, é o INEFÁVEL. Sua Luz, Sua Glória e o Seu Poder, quando vistos e vividos pelos grandes místicos, fê-los dizer que nada jamais poderá ser dito, como definição de Deus! Quem isto alcançou, afirma com razão que somente ao que isto alcança é dado sentir a Onipresença Divina; e que falar não adianta, porque o INEFÁVEL deve ser atingido e vivido e não falado ou comentado, apenas; 2 — A CRIAÇÃO, constituída de Espírito e Matéria. A Matéria começa na gama das
Osvaldo Polidoro energias, entra na gama dos fluidos e vai se condensando, entrando nas gamas dos líquidos e sólidos. As densidades e intensidades variam profundamente, na constituição dos mundos e dos corpos em geral; porém, é serva do Espírito, jamais deve ser adorada ou tida como se fosse mais do que ele. Na Terra ou nos infindos mundos, deve ser apenas bem usada, jamais adorada. Quanto ao Espírito, seja na Terra, ou onde quer que seja, sua finalidade é crescer em si mesmo, evoluir, atingir o grau crístico; 3 — A EVOLUÇÃO é processo normal até mesmo para a Matéria, que vem da condição infra e vai marchando para o estado ultra. Poucos sabem disto, mas é verdade simples. Quanto ao Espírito, vem de antes de habitar a Matéria densa, atravessa os reinos e as espécies, e, depois de ingressar na espécie hominal, evolui em caráter inteligente, até atingir grau de unidade vibratória com a DIVINA ESSÊNCIA, que é o grau crístico ou ideal. Os mundos, as vidas, o tempo, o espaço, as condições e as situações, concorrem para a sua evolução; 4 — O PROCESSO EVOLUTIVO importa no trabalho interior, na edificação do Reino
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.