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Capítulo 11 de 14
Osvaldo Polidoro — parte 11 de 14
O Mensageiro de Kassapa · Osvaldo Polidoro
Osvaldo Polidoro des espirituais, desalojando da criatura o fermento sagrado da fé. Tais os crimes contra o sagrado bem do espírito não ficarão impunes. Disso temos a mais absoluta certeza. Quem se aplica em chafurdar consciências no materialismo, nas garras do animalismo brutalizante, que não espere outra recompensa, que não seja a dura paga. Ninguém trairá impunemente o sacrifício dos Grandes Reveladores. O sangue do Cristo, derramado à guisa de imortal lição, jamais se transformará em objeto de manobras politiqueiras. Muito antes que o homem tivesse necessidade de cogitar dos interesses subalternos da Vida, através de ideologias materialistas e inimigas de Deus e do espírito, já era espírito e tinha por supremo direito ser filho de Deus! Muito trabalho nos dão aqueles que pretendem resolver os problemas humanos à custa de negar o que é inegável — a Verdade que é Deus! E se para tanto atraem as mais negras legiões, arrancando- -as dos abismos da sub-crosta, por certo que essas companhias terão por turno, quando deixarem os despojos físicos. Assim é que fomos trabalhando, agindo, organizando e servindo, ora para cá, ora para lá; vários já são os ambientes em todo o extremo Oriente,
O Mensageiro de Kassapa onde se fazem reuniões francamente espíritas, onde semea-se, onde colhe-se, pois a consoladora obra é pródiga em benesses espirituais. Confortam-se os corações, fortalecem-se os espíritos, levantam-se os ânimos. A sementeira budista rende em frutos de alto poder nutritivo, uma vez aplicada a bem da Revelação ostensiva. Há muita falta de obras instrutivas, razão porque a disseminação é lenta; mas, ainda assim marcha lenta e segura aquela maneira de reunir que era a dos Apóstolos do Cristo. Lentamente, sim, mas o Pentecoste se alonga pelas terras da Índia, sem que a maioria dos cultores saibam do seu porquê. Com a morte de Gandhi, vivido espírito e bem tramado na vasta fieira dos Budas, grande impulso ganhou a batalha revelacionista, prolongamento daquele sistema ensinado por Paulo no capítulo quatorze da Primeira Carta aos Coríntios. O grande abnegado chefia, com alto grau de autoridade, o movimento que tende a se espraiar por toda aquela parte da Terra, assim como outras partes estão sob chefia de outros grandes espíritos, que por sua vez estão sob a égide da Diretoria Planetária. De grande esplendor foi a reunião onde Gandhi recebeu a incumbência de orientar o movimento renovador. Achavam-se presentes os mais vividos espíritos do planeta, as maiores autoridades em tra-
Osvaldo Polidoro balhos de variada ordem e monta. E como não podia deixar de ser, em virtude da grande significação histórica, estiveram presentes Jesus e Seu grupo de imediatos diretos. Embora estivesse distante, pois a reunião teve por teatro uma vastíssima região da décima quinta esfera, pude ver alguns dos Grandes Reveladores. Estiveram presentes, também, muitos espíritos encarnados, aqueles que se acham em trabalhos missionários e que no momento estavam em condições de fazê-lo. Houve momentos em que a ESSÊNCIA DIVINA, Brama ou Deus, com tanto ardor fora referida por alguns dos Grandes Arautos, que a Sua Divindade refulgiu acima de nossas possibilidades de visão. Ficamos sem ver, ofuscados pelo Brilho Divino, mais de uma vez. E a simples recordação desse maravilhoso e inolvidável acontecimento, em todos momentos nos torna feliz, inenarravelmente feliz, porquanto esta felicidade não se parece com aquelas que podem ser discernidas e ventiladas pela linguagem humana. Finalizando o meu relato, rendo graças por tê- -lo feito, mormente a convite de quem o fiz, a cuja grandeza muitos serviços todos nós devemos. Com o meu acento doutrinário budista, em virtude das muitas vidas curtidas na Índia, rendo no entanto o meu preito de respeitosa homenagem a todos os Grandes Reveladores, embora alguns tenham sido fracos e outros tenham feito concessões a concei-
O Mensageiro de Kassapa tos e preconceitos nada edificantes. Aos maiores e menores a minha gratidão, pois se os erros são por conta da inferioridade, não é certo que os acertos representam as virtudes divinas, que residem na criatura? Acima de cogitações, no ápice da escala hierárquica e topo da Autoridade, ali se encontra o Cristo Planetário; a Ele aqui deixo patente a minha inferioridade e o meu desejo de servir. Que me permita servir na Índia, pátria de tantos dias e berço de venturosas esperanças, onde os meus descendentes ainda vivem e esperam dias melhores. A Brama, o SAGRADO PRINCÍPIO, de quem somos todos partículas manifestadas, digo apenas que seja feita a Sua Divina Vontade, para que a humanidade venha a presto ser mais feliz. Aos homens, meus irmãos em Origem e Finalidade, já recomendei no curso do relato o culto da Lei e da Revelação. É a chave da vitória, pois encerra a garantia de Jesus, de jamais ser vencida pelas portas do Hades.
O Mensageiro de Kassapa SEGUNDA PARTE CONSIDERAÇÕES DE ANANDA
O Mensageiro de Kassapa Não venho de alta esfera, nem de subidos postos, a fim de me articular com o relato de quem se apresentou como Raul, do mesmo modo como poderia ter-se apresentado com milhares de outros nomes, por ser muito mais vivido, bastante mais experiente dos bancos carnais e de suas consequentes aplicações. Verdadeiramente, para quem apenas possa encarar a espiritualidade do ângulo estreito de uma só romagem carnal, muita possibilidade há de engano, de falha nas aplicações analíticas, por mais que se esforce a prol do melhor juízo; outro tanto, porém, não deverá acontecer, para aquele cujo farnel espiritual se apresentasse cumulado de verdadeiro cabedal informativo. A carne, ou todo aquele contingente que lhe forma o séquito chamado personalidade, que normalmente engloba todos os fatores, a começar no intelecto e a terminar no labirinto da contextura psicológica, soe trair, muita vez, até mesmo ao mais policiado indivíduo. E surgem, então, presunções do mais descalavrado e estapafúrdio estofo; o simples pardal se acredita altaneiro condor, pretende ver tudo bem do alto, arroga-se a medir os mais formidáveis acidentes pelo prisma dos mais decisivos e uniformes contornos. Assim como são vistos do alto os acidentes geográficos, reduzidos a simples e sumidos pon-
Osvaldo Polidoro tinhos na vastidão do painel geral, assim mesmo se acredita capaz de o fazer, o presumido, ao encarar o complexo dos fatos hierárquicos espirituais. Não lamento apenas por mim; faço-o por todos aqueles que se julgam mestres e que ainda não conseguiram ser bons alunos. O número deles chama-se legião. Sua infeliz ação se estende pela face da Terra e cobre vastas extensões demográficas, espargindo erros e causando lesões profundas. Eles aumentam, pelo triste exemplo, o número daqueles que se fazem corolários de suas nefastas gestões; eles roubam irmãos ao Céu, eles os metem nas garras da falha presente e das desilusões futuras. Passam adiante o veneno ardiloso e sutil, que se chama vaidade, convencimento, orgulho sectário, etc., coisas que passam por conhecimentos seguros e conquistas imorredouras, virtudes despertadas que os alçarão aos píncaros celestiais. Valem por fábricas de blasfêmia, pois todo aquele que pretende dispor da Justiça Divina, ao bel-prazer das suas concepções vaidosas, nada mais faz do que blasfemar. É obrigação do homem ser simples e humilde, e tanto mais simples e humilde, e tanto melhor servidor, quanto mais se acredite superior em conhecimentos verdadeiros. Esse triste mister, porém, ao qual se entregam milhões de seres, por se julgarem rematados co-
O Mensageiro de Kassapa nhecedores de filosofias deístas, ou recamados cultores de pensamentos e práticas tidas como vitoriosas, isso é apenas blasfêmia. Tremenda lição a do Cristo, quando respondeu que “bom” só Deus o é. Não que Se tivesse em conta de ruim, mas sim para deixar exemplo de humildade e simplicidade. Isto é, que se mantenha o homem na linha correta de ação, humanamente comportado, tenha lá a soma que for de conhecimentos e faculdades despertadas, deixando o balanço final de seus méritos por conta daquela Justiça que não sofre isenção de plenitude. O mundo terrícola, por estar ainda no período transitivo, entre a mais recalcada idolatria e os primórdios do verdadeiro culto espiritual; por estar emergindo agora do profundo lago das feticharias e das mais ridículas superstições, está realmente abarrotado de pretensos santos e fazedores de santos, embora uns e outros nada saibam de sua encarnação anterior. São criaturas que tomam, aberta e inadvertidamente, os mais presumidos títulos, as mais avançadas prerrogativas, objetivando os mais sérios e difíceis problemas, pelo prisma de sua mais leviana e insensata concepção. Como deixou patente o Cristo, não saberiam acrescentar um côvado ao seu tamanho material; mas sabem julgar a Suprema Lei pelo ângulo errado e infeliz de sua morbidez sectária e vaidosa, arrogante e blasfema.
Osvaldo Polidoro Eu falo com plenitude de autoridade. E se estivesse no plano carnal, cultivando um ronceirismo qualquer, tido e havido por religião e que, infelizmente, de religião só tem o nome, poderia acrescentar, defendendo o direito do erro, que cada um é religioso como quer e pode. É a mínima defesa para o máximo dos erros, de vez que o testemunho do verdadeiro culto espiritual é o amor entre irmãos, e disso bem pouca gente faz questão de entender e cultivar. Como pode ser que uma sociedade verdadeiramente religiosa comporte guerras, roubos, calúnias, adultérios, maledicências, vícios de variantes ordens e fraudes em todos os quadrantes de aplicação humana? E não se diga que um número mínimo impõe condição à totalidade humana; a verdade é que, infelizmente, mínimo é o número daqueles que buscam acertar o passo pela diretriz divina. Eu, por exemplo, quando Ananda, completamente entregue ao enlevo místico decorrente dos ensinos búdicos, decididamente envolvidos pelos arroubos nirvânicos, sem conhecer patavina do meu passado, de minhas vidas esparramadas pelo crivo de atividades as mais diversas, dava-me a pensar como liberto, como integrado em Brama. Deixava que, absolutamente solta, perfeitamente livre, cantasse no meu íntimo o dobre final das vidas carnais. Para mim, então, só restava chegar a hora
O Mensageiro de Kassapa final da separação completa, da perda até mesmo da individualidade, pois essa é que era a minha concepção pessoal. No entanto, como lestes, tudo foi por água a baixo, só restando impávida, a certeza da imortalidade e a continuação dos mais graves problemas por solucionar. A morte do corpo reviveu o lume dos velhos e intransferíveis compromissos, embora o fizesse através de nenhuma explicação inicial. Tudo redundara em angustiosas expectativas e, por fim, naquela caminhada louca através daquelas planícies, pensando alcançar o mosteiro, para ali, num ambiente diferente, em meio às nuvens, forçar o Nirvana a se revelar, viesse de fora ou surtisse do íntimo de cada um de nós. Não posso negar que o Plano Superior tenha ingerido em nossas mentes, até mesmo forçado àquela caminhada esquizofrênica ou alucinada; mas posso afiançar o que tinha ele em vista, pois o recolhimento havido, com a chegada do Mensageiro de Kassapa, nada mais representou que o encontro com a realidade. Meu corpo de homem desencarnado feriu-se, dilacerou-se, fez-se uma pasta de carne, sangue e sujeira, tudo de permeio com bastantes lágrimas e lancinantes gemidos. De tanta mágoa, de todo aquele sofrimento, visando alcançar um posto mais propício à oração e ao recolhimento, porque eu ti-
Osvaldo Polidoro nha por certo que atingir o mosteiro seria alcançar o socorro dos mestres espirituais, de toda aquela espaventada fuga restou apenas o reencontro com a fria realidade, com a história pura, em si mesma toda vincada, feita de altos e baixos, onde restava por fazer, como ainda resta, desbravar os sertões internos. É permitido, ao homem, apresentar desculpas, requerer prerrogativas, justificar enganos, erros e fraudes, perversidades e crimes; a Lei concorda em que se façam defesas pessoais de toda ordem e monta; permite ela que, pelo uso do livre-arbítrio, e abusos concepcionais, apresente o homem a sua versão sobre todas as condutas que possa ter tido. O assassino, o ladrão, o caluniador, o idólatra, o mentiroso, etc., poderão explicar a seu modo os seus motivos e as suas justificativas; conseguirão vencer e convencer aos semelhantes, assim como a si próprios se hajam convencido. No entanto, como a Lei é Poder Equilibrador e íntimo a tudo e a todos, não é alheia ao que se passa e nunca será quem venha a recuar, deixando caminho livre ao chicanismo das inteligências pervertidas. Que façam os homens tudo quanto entendam, enquanto no uso das liberdades relativamente conferidas pela Lei; que justifiquem seus erros e se facilitem reproduções à vontade; mas não pretendam
O Mensageiro de Kassapa convencer ao Poder Equilibrador, qualificado como Lei, por ter sido revelado em forma de Código Intelectual. Farão marcha-à-ré todos quantos tenham errado, espontânea ou propositalmente; volverão atrás todos quanto tenham agido erradamente, simples ou maliciosamente, por interesses subalternos ou enganosos comodismos; hão de recalcitrar contra o aguilhão todos aqueles que tenham traficado com as coisas da fé, transformando o poder afetivo, de ordem espiritual, em comércio de fonte ou renda material. Quem jamais voltará atrás é a Lei, é o Poder que aciona a Justiça Imaculada! Já disse e o repito — a humanidade terrícola mal está saindo dos cueiros supersticiosos e fetichistas. Há gosto pelo cultivo dos mais ridículos sistemas de aplicação religiosa. Jesus bem que ensinou a lição do vinho novo e do remendo de pano também novo... Deixou patente que a adoração a Deus deve ser em Espírito e Verdade... Enquanto passam os séculos e se repetem as palavras, continuam funcionando as guerras, os assassínios, os roubos, os adultérios, as idolatrias, etc. É que a superstição e a idolatria podem mais do que o Cristo interno, mais do que a Verdade que se acha sepultada no âmago de cada um! Porque Jesus, vivendo a divina função de Cristo, Paradigma ou Modelo, nada mais fez do que lembrar a todos a necessidade premente de libertação do Cristo interno.
Osvaldo Polidoro Já foi dito, por outro relator, que Jesus não veio pedir adoração para si a quem quer que seja; veio avisar e lembrar a necessidade intransferível de libertação por evolução. Enquanto, no entanto, campeiam pelo mundo idolatrias sem conta, em nome do Cristo e a propósito do Cristo, também vicejam perenemente as mais abjetas condutas, como prova de que a corrupção tomou o lugar da virtude. De tudo quanto foi operado pelo Divino Mestre, e prosseguido pelos Apóstolos, que resta, afinal, no seio das igrejas, das ramificações? E é necessário dizer que assim se passou com todas as Revelações? * * * Eu também venho de uma esteira longuíssima de vidas; contra mim, pesa, no entanto, aquela infelicidade que pesa também na lombada histórica de milhões de milhões de irmãos terrícolas. Venho dos confins milenares, arrasto comigo um turbilhão de ações, mais ruins do que boas, algumas francamente hediondas. Solto na vida, vencidos os planos inferiores, quando já ingressado no reino animal e penetrado na espécie hominal, embora sentindo ardorosamente gosto pelas satisfações pessoais, não fiz des-
O Mensageiro de Kassapa se fator natural, dessa lição de justiça comum, ou de exemplo espontâneo, aquele uso que devera ter feito. Pelo meu direito e pela minha razão, não correspondi em respeito pela razão e pelo direito dos semelhantes. Ultrapassei de muito a sanha instintiva dos animais inferiores; avancei como pude e o quanto pude na direção da vida e dos bens alheios, não respeitando sequer os laços de sangue e família. Fui cruel, extravasei a medida dos crimes repugnantes, daqueles que não devem ser contados. E como forçosamente cria-se um lastro cármico, fui reencarnando e repetindo a tremenda desdita. O passado impele a ser recapitulado, impõe revivescência, chegando a realizar tremendas catástrofes psíquicas, por acumulação. Quando Adão veio à Terra, migrado de outro rincão sideral, espargindo pela face da Terra novos horizontes progressivos, eu ainda rastejava, ainda esgueirava pelos baixios. Feito enorme e imundo animal, como só pode sê-lo quem esteja habitando os planos astrais imundos, eu rondava os mais tristes lugares, à cata das hediondas satisfações que a febre monstruosa impunha desejar. Ninguém, pensando como queira, figurando a pior de todas as cenas, jamais conseguirá igualar aquele monstro que eu fui; muito menos ainda conseguirá lobrigar a febre, o vulcânico traumatismo psicológico
Osvaldo Polidoro de que me fiz vítima. Dentre as almas enfurecidas, tornadas hediondas pela corrupção íntima, nenhuma havia que me suportasse e quisesse enfrentar. Eu era o rei dos baixios, só a luz me vencia, porque de maneira alguma conseguia defrontá-la, por mínima que fosse a sua apresentação. A raça adâmica ou legião advinda, como era devido acontecer, foi penetrando a Terra toda, em toda parte onde alguém houvesse para ser mãe. A reencarnação, a sublime válvula redentora e evolutiva, prestou daí para cá os maiores serviços. A humanidade progrediu, Eva ou a raça primitiva recebeu um surto renovador que nunca mais cessou, ainda mesmo que considerando os grandes fracassos históricos que há defrontado, as calamidades de variada ordem, humanas e telúricas, calamidades que, por vezes, fizeram mudar a feição geográfica dos continentes. No fundo, eu não tinha nome algum; era apenas um filho de Deus, feito monstro por conta própria, por usar mal a sagrados direitos. Ananda, sendo recolhido e tratado, teve que rever o seu longo e tremendo passado. A visão retrospectiva, é bom assinalar, veio como recompensa, depois de longas expiações e ressomadas provas, um bem forçado curso de trabalhos difíceis, de grandes fracassos e angustiosas situações. Foram milênios
O Mensageiro de Kassapa empregados entre as mais bisonhas possibilidades de instrução, e sobre tudo, encarando dificílimas condições e situações; foi um lentíssimo arrastar de vidas cruciantes, muitas vezes apresentando lesões físicas monstruosas e torturantes, vogando pelo mar imenso das piores condições sociais, onde por tantas repetidas vezes saía da carne mais agravado. É deveras desconcertante o juízo feito no mundo, pelos que encaram até mesmo respeitavelmente os problemas do espírito, quando conceituam sobre as questões de ordem judiciária. Julgam que alguns rogos de perdão, acrescidos de algumas expiações, com outras tantas provazinhas, tanto bastem para resolver o problema, tudo resolvam, remetendo o espírito aos mais cariciosos e oportunos cometimentos evolutivos. Assim não é e nunca o foi. De fora não aparecem mistérios e nem milagres que desmanchem sequer os menos vinculados erros; tudo fica adstrito ao problema rigoroso das soluções individuais. E, acima de todo esse rigor judiciário, pois dispositivo algum fundamental é menos de ordem universal, acrescente-se ainda o fato de alimentar tendências criminosas e viver nos piores meios. O Céu convida ao Céu e a treva a ela atrai! Nem poderia ser de outro modo, de vez que o mau uso das liberdades e dos poderes já despertos, de modo
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